OTTO NUL e sua poesia (II) – palma sola.sc

A POESIA EM RECESSO

Nada mais para dizer

O poeta está em crise

Ou as musas estão em greve

Ou traem o poeta;

Onde o belo verso?

Onde o grande poema?

Em que nuvens

Ou brenhas se escondem?

O poeta está triste,

Despojado de sua musa;

A alma vazia

E empobrecida;

O poema relaciona-se à vida

E a vida está em recesso.


A BRISA E A LUA

No sidéreo a brisa

Encontra a lua;

Ambas tão trêmulas

Não chegam a dialogar;

A lua vai longe já,

A brisa devagar;

Em certo ponto

Convergente

Põem-se a conversar,

A lua nada tem a dizer

À brisa, esta muito

Menos àquela;

Caminham juntas

De par em par.


RIO DE SONHOS

Esse rio de sonhos

Que canto em versos

Pelo qual atravesso

Pena seja de fantasia;

É, porém, um rio

De verdade, que só

No fundo é irreal

E é meu delírio;

A toda hora me

Invade e domina

Pior, me desatina,

Rio de curso lento

Qual um vento

Que me fascina

2 Respostas

  1. Zuleika,

    você tem sempre em relação aos meus poemas uma sensibilidade muito bem afinada. Agradeço suas palavras muito estimulantes. abraço. Otto

  2. Querido Otto: os três poemas são belos; o primeiro deles me entranha, de modo particular, neste momento.
    Grande abraço
    Zuleika.

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