SERENIDADE… – de rosa DeSouza / florianópolis

O vento varre sonhos sem tempo,
Desvela certezas com desalento,
Expulsando a torrente do tormento.

O vento dança entontecido
Em rajadas cruéis estarrecido,
Balançando cortinas negras…

O vento cá dentro como fora,
A vaga estilhaça em mil fantasmas
Secando o puro ar, criando asmas…

O vento desatento ao amor,
Pisa e repisa almas – assustador
Recriando a engrenagem do desamor…

Vento, vento sem alma e cego,
Expulso-te e mesmo da brisa abnego,
Minha utópica nuvem branca navego…

Longe de tudo o que lembre agitações,
Ciclones, procelas ou tufões,
Me desacerto no ideal da coerência…

Troco o passo, vôo, corro, salto, escorrego,
para longe desse inferno vem uma vontade pugnaz…
Recolho-me serena na gruta da paz.

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