UMA LUZ EM 2010 por alceu sperança / cascavel.pr

“O dinheiro não é apenas um dos objetos da paixão de enriquecer, mas é o próprio objeto dela. Essa paixão é essencialmente auri sacra fames (a maldita ganância do ouro), faz com que as pessoas vivam em torno de uma medíocre vida, ocasionada por necessidades impostas, gerando uma rotina alienada” “O que caracteriza a economia política burguesa é que ela vê na ordem capitalista não uma fase transitória do progresso histórico, mas a forma absoluta edefinitiva da produção social” “A burguesia não pode existir sem revolucionar constantemente os instrumentos de produção e, portanto, as relações de produção, isto é, todo o conjunto das relações sociais. Esta mudança contínua da produção, esta transformação ininterrupta de todo o sistema social, esta agitação, esta perpétua insegurança distinguem a época burguesa das precedentes. Todas as relações sociais tradicionais e estabelecidas, com seu cortejo de noções e ideias antigas e veneráveis, dissolvem-se; e todas as que as substituem envelhecem antes mesmo de poder ossificar-se” “A classe capitalista rasgou o véu sentimental da família, reduzindo as relações familiares a meras relações monetárias” Em 2010, as pessoas que sonham com uma nova sociedade neste planeta vão desenvolver uma série de atos comemorativos aos 190 anos de nascimento do filósofo Friedrich Engels (1820–1895). Evidentemente, as pessoas que teimam em manter o mundo injusto como ele é atualmente também vão promover uma série de atos, com a finalidade de tentar liquidar a ascendência das ideias marxistas, das quais Engels foi um dos primeiros e mais importantes divulgadores, além de coautor, sobre a juventude e a intelectualidade progressista. Não suportam que alguém nascido há quase 200 anos ainda tenha algo a nos dizer. Talvez seja por isso que tantos odeiam Cristo, Maomé, Buda. Não suportam a pregação que eles fizeram de um mundo em que os homens vivam em harmonia, não uns devorando os outros, na atual supremacia da teoria hobbesiana. Quando pilantras de todos os calibres reprimiam os intelectuais e os trabalhadores com um falso medo do “fantasma do Comunismo” (expressão cunhada por Marx e Engels no Manifesto de 1848), já estava claro que as monumentais ideias de Marx seriam combatidas a ferro e fogo, pois elas não são palavras ao vento: partem do passado para chegar ao presente e insinuam um futuro que evidentemente não agrada aos donos do mundo e sua neoescravidão – uma escravidão em que as pessoas, amarradas pelos grilhões da ideologia, sequer conseguem ver que são controladas pelos criadores da infelicidade. Nós diremos em novembro de 2010, quando se completam os 190 anos de nascimento de Engels, que ele, tal qual Marx, mantém ainda hoje uma lanterna acesa para nos mostrar o caminho da revolução. Já os que adoram o mundo como ele está dirão que nossa lanterna se apagou com a primeira pichação feita por um nazista no túmulo de Marx. Por isso, nos 190 anos de nascimento de Friedrich Engels, nós mais uma vez levantaremos a lanterna e os capitalistas tentarão quebrá-la com suas pedras de ouro. Mas, como diria Marx, isso é da dialética. Vamos ao debate, pois é dele que de fato virá a luz necessária para que possamos construir a nova sociedade ainda neste século.

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