“CHANINHA” palavra escrita em cartilha de alfabetização gera polêmica no Rio

Sindicato questiona uso de ‘chaninha’ com sentido de par de chinelos. Editor alega que usa método fônico e que se trata de regionalismo.


“Eu suo na chaninha / Aí, ela cheira mal / Ela cheira a chulé”. Retirados de uma cartilha de alfabetização, utilizada na rede municipal do Rio, os versos têm causado polêmica no Rio de Janeiro. Questionando o duplo sentido da palavra “chaninha”, o Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Rio (Sepe) resolveu denunciar o caso ao Ministério Público e pretende suspender a distribuição da obra, porque, no estado, a palavra designa a genitália feminina.

No texto, o personagem chama de “chaninha”, seu par de chinelos. Diretor do Instituto Alfa e Beto, responsável pela confecção das cartilhas, João Batista de Oliveira afirma que as críticas são políticas.
“Esse texto existe em cartilhas de todo o Brasil há dez anos e nunca houve problemas. O professor tem como função explicar e tem que estar atento à polissemia. O que não pode é colocar palavrão no livro. Mas uma mesma palavra pode ter vários sentidos em vários lugares. Chaninha é, em muitas cidades do interior, sinônimo de bichano”, explicou Batista.

“Uma coisa são obras literárias, com regionalismos, outra são livros didáticos, que devem trazer a realidade do aluno. E a palavra chaninha, com o sentido de chinelo não está dentro da realidade de um aluno de escola municipal do Rio de Janeiro. A cartilha apresenta métodos atrasados, questionáveis”, rebate Susana Gutierrez, diretora do Sepe.
Metodologia
Segundo a secretaria de Educação, o programa utiliza o método fônico, que parte dos fonemas da língua para ensinar a ler e escrever.

“O texto em questão é um dos diversos que apresentam palavras com fonema grafado com ch e deve ser analisado dentro de um contexto que inclui, entre outros aspectos, as ilustrações. Considerando o contexto, não cabe a análise e os significados atribuídos a palavras isoladas e que, na expressão em questão, houve interpretação subjetiva e que as imagens do livro excluem a possibilidade dessa interpretação equivocada”, afirma a secretaria, em nota.

Alícia Uchôa

Do G1

Uma resposta

  1. concordo com a nota do diretor! Cabe ao professor explicar a sua turma e oportunizar momentos de enriquecimento e ampliacao do seu vocabulario! afinal, e para isso que somos professores!!! Nao devemos permitir que se fique na mesmice… e o nosso pais com dimensoes continentais e multicultural esta muito alem das dimensoes de Estado do Rio de JANEIRO!!! O Brasil nao se limita a apenas o nosso estado!!!!

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