ALGOZES de joão batista do lago / são luis



O tom democrático que deblateras

Saciando tua sede de ditadura

É como a voz dos canalhas: vituperas

Sobre a liberdade de todas as gentes

Que passam a vida como indigentes

Na solitária indução da utópica

Sensação de serem livres

Teu pusilânime discurso

Esconde os horrores de 64

Quantos corpos há [ainda]

Na clandestinidade cemiterial

Escondida nos quintais da dominação?

Dezenas!

Centenas!… Ou milhares?

Os que morreram pela dignidade

São anjos que guiam a paz e a liberdade

Já, vocês, senhores donos do mundo,

Como canalhas e vagabundos

Insistem em esconder os cadáveres:

Produtos do cálice de fel ofertado

Sob a tirania de algozes encomendados

Não findará a vida

Sem que antes seja resgatada

A glória de ver nossos mortos

Enterrados em nossos quintais

Lá, seus ossos produzirão flores e rosas

E nos dirão:

A liberdade é a virtude suprema do ser

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