SEM TÍTULO. de joanna andrade / miami.usa

O  Pingo da chuva

soa como um tiro surdo.

Pára o tempo  nas asas do beija-flor

grita  o vento do Norte

ensimesmado

forte e grave e frio

o passado

-Voilà! diz ele

As gotas do olhar molhado

nas palavras escritas em azul celeste escorrem…..

Um silencio ao tilintar dos sinos

Um coração jogado dentro do peito

Uma era consagrada

Um tempo sustentado

en passant

4 Respostas

  1. Um prazer ter um post seu ,Tonicato Miranda.
    Nao costumo dar nomes aos meus poemas, quem o faz e’ o Vidal e neste em particular estou com problemas de aceita&ao, pois ‘ caindo’ ficou um tanto qto vulgar…….. nao acha?
    Obrigada,
    Abra&os
    joanna

  2. Muito bonito seu poema Joana,

    Vicê joga com os sons dos pingos caindo do céu,
    de dentro do seu olhar molhado, no orvalho natural
    da beleza somente sua. A escorrer pelo papel.
    Mas não como um tiro
    sim como o escorrer de uma alma se mostrando.

    Grande Abraço.
    TM

  3. Muito Obrigada Zuleika.
    Abra&os

  4. Belíssimo poema, Joana. Este “pingo da chuva” que “soa como um tiro surdo”, é daqueles versos fundantes, que lembram um pouco tortura chinesa, mas vão além. “Um coração jogado dentro do peito/ Uma era consagrada/ Um tempo sustentado/ en passant “. Vais do tempo sagrado ao tempo profano, que dura nada, só de passagem, de um modo mágico, Joana.
    Abraço fraterno
    Zuleika.

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