SÃO PAULO: “COMOÇÃO DAS NOSSAS VIDAS”! por zuleika dos reis / são paulo


Pobre da nossa São Paulo, comoção das nossas vidas, como foi a comoção da vida de Mário de Andrade. Pobre da nossa São Paulo, afogando-se nas águas vindas dos céus, nas águas transbordando dos rios, nas lágrimas transbordando dos olhos que choram por seus mortos.

São Paulo, comoção das nossas vidas! Rogai, Santo Apóstolo, pela cidade que carrega o vosso nome. Rogai por todos os filhos desta cidade, particularmente pelos mais pobres e miseráveis.

Rogai pelos pobres de todas as misérias, que são legião: a miséria da falta de trabalho, a miséria da falta de justiça, a miséria  da falta de pão; a miséria da falta de equilíbrio, a miséria da falta de paz, a miséria da falta de amor, a miséria da falta de tolerância, a miséria da falta de aceitação(…). Rogai pela superação das nossas misérias que, como em tantas outras cidades do mundo, compõem uma legião.

Apóstolo Santo: Rogai por nossa pobre tão rica cidade, amada como se ama a própria filha, como se ama a própria mãe; esta nossa São Paulo demasiado humana e, por demasiado humana, feita de toda luz e de toda sombra, de todo mal e de todo bem, de toda virtude e de todo vício, com sua alma sempre dividida entre Apolo e Dionísio.

Velai por nosso destino e pelo destino da cidade que carrega o vosso nome, Apóstolo dos gentios, vós que espalhastes a Mensagem para muito além dos muros do Templo.

São Paulo, velai por São Paulo!

6 Respostas

  1. Minha amada amiga-irmã Vera Lúcia, muito para além da presença virtual: muito obrigada pela leitura e pelo comentário. Abraço grande em ti, também.
    Zuleika.
    Ah, li teu “vento”, tocou-me. Ainda não escrevi sobre ele, que estou muito sem palavras. Assim que encontrar algumas, escreverei.

  2. Uma tragédia que tocou todo o mundo. Ao fazeres esta pequena ”oração” , sinto-a como uma homenagem às suas vítimas, que foram notícia durante umas horas mas que já caíram no esquecimento total.
    Sinais dos tempos.
    Um abraço grande, minha querida Zuleika.
    Vera Lucia

  3. Muito obrigada, em meu nome, querido Otto.
    Grande abraço
    Zuleika.

  4. Querida Zuleika,

    Tua crônica sobre Sampa, em que revelas tanta dor pelo que de triste tem ocorrido com essa bela cidade, me comoveu, eu que passei ou vivi nela momentos tão saudosos. Sofro com você e todos os paulistanos pelos dramas que sofre hoje Sampa, essa cidade que teve tanta gente que a imortalizou. Abraço. Otto

  5. Querida Zuleikinha,

    Tenho lembranças imperecíveis de Sampa, quando ainda um jovem de 20 anos, vivendo minhas primeiras experiências na grande metrópole, com o Maravilhoso,(ó, o Maravilhoso!), um dancing no Largo Paissandú, o Hotel Avenida, na São João, os bondes barulhentos. Um filme da Vera Cruz, com Anselmo Duarte, que assisti no cine Paissandú, com a boate Arpège, na Av. São Luiz, o cinema Marrocos, na Ipiranga, e os bares, os restaurantes de Sampa, tudo isso é um acervo imenso de saudade dessa querida cidade, que hoje paga alto tributo a uma expansão imobiliária desordenada. Abraço. Otto.

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