PAVANA PARA UM TREM MORTO – de júlio saraiva / são paulo



o trem
tem
o trem

o trem
é
o trem
sem

o trem
traz
o trem
mas
o trem
sem
o trem
jaz

………………..

na noite
fria
o trem
chacoalha
o trem
sacode
o trem
não pede
o trem
não pode
a lua
coalha
o sol acode
o trem
não para
o trem
não pede
o trem
não pode
o trem
se despe
o trem
despede
o trem
dispara
o trem
explode
o trem
nem pisca
o trem
arrisca
o trem
petisca
o trem
não risca
porque
na busca
o trem
se assusta
o trem
desponta
o trem
aponta
o trem
apronta
o trem
apita
o trem
navega
o trem
divaga
num mar
de ferro
o trem
se afoga
o trem
naufraga
num mar
de ferro
num mar
de ossos
ossos
de ferro
ossos
de aço
cadê o trem?
cadê o trem?
cadê o trem?
a noite
espanta
a noite
despista
a voz
sinistra
da alma
penada
do maquinista
atrás
do trem

Uma resposta

  1. êta poesinhazinha ruim sô! Com a desculpa de modernismo vemos mais é “apelismo”. Uma pena para a pobre literatura nacional que já teve tantos poetas de qualidade…

    Roberto

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