REVÓLVER de sylvia beirute / Faro.pt


{ao josé ferreira}

por fim: entre desejos lindos, estrita-
-mente prováveis, e contra-impulsos no
dorso, dia sim dia não, como que

numa mistura clássica e fascinante,

substituo o corpo na competência

de parir o tempo que resta

no rebentar das águas de um

instante principal em forma de

edema e américas;

e entre desejar e não desejar, o vazio

de cordas deseja e consegue: a certeza
de não cabermos numa
única possibilidade, o saber que há
um inverno de grande razão

na carne fria do nosso cesariny,
o ter o coração em riste no diadema
solitário sob os olhos dos mi-
-nutos emperrados em direcção a meca,
o supor que a morte já
não admite exemplos

e um excesso de memória

adivinha o futuro.

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