Arquivos Diários: 23 setembro, 2010

BESSINHA e as eleições em 2010

Descendo a Blumenau, subindo à nova frase – de tonicato miranda / curitiba


para aquela que nada sabe ser sempre ela

Deputados franceses aprovam

proibição aos véus islâmicos”

berra a manchete da Gazeta do Povo

no colo de alguém na minha

poltrona vizinha.

E o que tem eles

a ver sob o véu?

o que tenho eu

a ver sobre o véu?

Isto ainda vai dar

panos pras mangas.

E ainda vai sobrar

pro véu

Bom dia!

Acordar-te queria

mas não com tristezas.

Sepultarei elas em mim,

eu decreto

através de um telefone TIM.

A tristeza está morta.

Para ela fechei a porta.

Agora chegou a hora

do combate em campo aberto,

aos políticos distantes

e aos que estão perto.

Morte às quatro rodas

e aos motores à explosão,

incendeiem todos

besouros de lata,

mas protejam

caminhões e o busão.

Faz frio

nesta manhã sulina

mas meu coração arde

como o passeio na tarde

de uma bela menina.

Ah, quem me dera

ser o Sol,

ter o grito do maçarico

furar a camisola das nuvens

chegar até os braços dela

com meu anzol.

Será que a pescava?

Bobagem curta

a mim o olhar bastava.

Mas não só a menina

de saia curta

interessava

queria roubar do pintor

toda a paisagem

e da sua cara

a expressão de terror.

JORNAL “FOLHA DE SÃO PAULO” torna-se novamente aparelho do crime no Brasil – por mauro carrara /são paulo


A empresa que edita a Folha de S. Paulo foi braço físico da Ditadura Militar e da repressão.

Seu jornal Folha da Tarde era um QG dos grupos que sequestravam, torturavam e matavam.

A Folha de S. Paulo apoiou convenientemente os assassinos militares até o governo Geisel.

Depois, por motivos comerciais, vestiu a pele de cordeiro.

Recentemente, passou a delinquir novamente.

Passou a chamar a Ditadura de “Ditabranda”.

Forjou com o grupo Ternuma uma falsa ficha de Dilma Rousseff.

E agora comete o mais grave crime de campanha, ao construir uma fábula de calúnia acerca da gestão da candidata do PT na Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e na Fundação de Economia e Estatística (FEE), entre 1991 e 1992.

dê UM clique no centro do vídeo

As expressões utilizadas na matéria comprovam o CRIME de calúnia: “apontam favorecimento” e “mostram aparelhamento”.

A matéria foi produzida a partir de uma investida de “jagunços” autoritários da Folha que passaram dias no Rio Grande do Sul exigindo, ofendendo e ameçando pessoas, especialmente aquelas que cuidam dos arquivos públicos.

Mas em que parte da reportagem os agentes do PSDB travestidos de jornalistas mostram que todas as contas de Dilma foram aprovadas pelo TCE gaúcho?

A pergunta é: como podem promotores e juízes eleitorais autorizar esse tipo de crime de natureza eleitoral?

E os outros promotores e juízes: como podem permitir que a imprensa se transforme num instrumento de calúnia e destruição de reputações?

A ordem democrática vem sendo gravemente ameaçada mais uma vez.

Globo-Abril-Folha-Estadão seguem à frente nesta escalada neofascista, destinada a destruir a ordem institucional.

Que o partido de Dilma Rousseff leve sua justa reclamação ao horário da TV.

Os brasileiros de bem já não admitem a impunidade para os criminosos midiáticos.


MARILDA CONFORTIN e sua poesia II / curitiba

Pro par oxítono

Inóspito,
responde ríspido
a minha presença abrupta
em sua tela pálida
e impávido desconecta
rápido como relâmpago.

Erótico,
passeia de helicóptero
entre minhas pernas trêmulas,
derrete minha máscara
de lantejoulas pretas,
me despeja incandescente
sobre o piso de mármore
de um hotel barato da zona norte.

Artístico,
rabisca em minhas costas
a capa do próximo livro,
capta meus pensamentos
com máquina fotográfica
e me deixa atônita
com seus desenhos mágicos.

Cândido,
acolhe-me lírico
em seu crisálido peito,
sussurra blandícias,
bucólicos hinos
e me nina angélico,
o diabólico menino.

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Garoto tolo…

Se não fosse para tê-lo,
por que eu iria pô-lo
em meu colo
assim,
nuzinho em pêlo?

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Disse-me:

No e trago mucho, pero te traigo siempre.
Fiquei bem quieta.
Ele, um poeta.
Eu, aguardente.

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Sem papo

Não, amigo…
Hoje eu não quero conversa.
Estou no meu melhor mau humor
e  não quero ouvir suas histórias de amor.
Sou avessa a versos amenos.
A menos que em vez de papo,
queiras levar um sopapo…

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Naturezas mortas

Sumo, somes,
secas, seco,
escoas, escôo.

Escorres, escorro.
só corres, só corro.
Socorro!

Somos somente ecos
do que fomos.
Ah, essa maré de dó,
marré de si…
Pobre de ti, pobre mim
pobre dessa poesia pobre.

ITAJAZZ hoje / itajaí.sc

O GLOBO e o ato contra o GOLPE MIDIÁTICO – por altamiro borges /são paulo

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!


Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.


As mentiras sobre o protesto


As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística.


Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.


Falso defensor da liberdade de imprensa


O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.


Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.