Arquivos Diários: 25 setembro, 2010

A IMAGEM DE UM NOVO PAÍS E DE UM TRISTE PASSADO !

Minha amiga de Facebook Ronilda Oliveira me manda estas duas fotos publicadas no ótimo blog Maria Frô, mostrandodois momentos da história deste país. Na foto de cima, aquele de quem não se fala o nome, bate o martelo da privatização da Ecelsa, a distribuidora de energia do Espírito Santo, a primeira do setor elétrico a cair no massacre do setor, promovido pelo governo (?) Fernando Henrique Cardoso.
A da parte de baixo, tirada hoje, quando os diretores da Petrobras e o Ministro da Fazenda, Guido Mântega, cercam o presidente Lula no momento da conclusão da capitalização da Petrobrás, que devolveu ao país o controle da, agora, segunda empresa petroleira do mundo, que passa a ter condições de explorar a imensa riqueza do pré sal.
Tão poucos anos de diferença mas, se você pensar, séculos de distância.
De um lado, o Brasil colônia, dependente, alienado ao estrangeiro, submisso, vendido.
De outro, o Brasil que se prepara para o futuro, autônomo, confiante, dono de si e de seu destino.
Estas duas imagens vão se enfrentar em 3 de outubro.
É possível ter dúvidas sobre qual delas triunfará?

PHA.

WALMOR MARCELLINO, um ano de ausência – por dinah ribas pinheiro / curitiba

O poeta que fazia política e livros

Se ainda estivesse por aqui o jornalista Walmor Marcelino estaria com certeza indignado com o comportamento dos políticos na campanha eleitoral do próximo dia 3 de outubro. Imagina então, contra a morosidade do Supremo em julgar a imediatização da Lei da Ficha Limpa.   O poeta sensível que deixou dezenas de livros publicados era, sobretudo, um cidadão preocupado com os assuntos da cidade, do Estado e do país. Com oitenta anos, sem aparentar a idade, Walmor completa um ano defalecimento neste sábado, dia 25. No seu último livro, Ulciscor, publicado postumamente no início deste ano, ele mescla memória política e poesia, dois temas recorrentes na sua biografia.

Polêmico, com idéias consistentes, era constantemente convidado a participar de debates organizados pelos alunos de Jornalismo e membros de organizações culturais. Durante muitos anos era comum encontrá-lo na Boca Maldita, no centro da cidade, distribuindo seus livros, publicados sem a intenção de retorno financeiro e discutindo com os companheiros seus temas prediletos. Desde a sua partida a “Boca”, ficou mais pobre. A família tem um plano que vai trazer de volta um pouco da sua memória e sensibilidade. No seu aniversário, em março do próximo ano, deverá ser publicada uma coletânea de todos os seus poemas escritos em diversas fases da sua existência, muitos deles ainda inéditos.

Socialista marxista, Walmir Marcelino, participou ativamente de todos os movimentos políticos que ocorreram no país. Antes de 1964 foi ativista nas manifestações nacionalistas e populares e membro do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que ajudou a recriar no Paraná em 1968. Em agosto de 1961 teve importante papel na Campanha da Legalidade contra os golpistas que pretendiam impedir a posse de Jango Goulart. Processado pela Justiça Militar por ter integrado o Jornal Última Hora (1951-1971), participou de grupos de teatro e de experiências pedagógicas.

Funcionário da Assembléia Legislativa do Paraná,  foi demitido logo após o Golpe de 64. Participou ativamente das lutas populares pela redemocratização do Brasil, pela anistia aos presos políticos e pelas Diretas Já. Em 1965 mobilizou intelectuais para juntos publicarem o livro de contos “7de Amor e Violência”. Desta coletânea participaram também Elias Farah, Jodat Nicolas Kury, Nelson Padrella, Oscar Milton Volpini, Sylvio Back e Valêncio Xavier. Sobre esta obra histórica, o cineasta Sylvio Back publicou no início de setembro, no Jornal Folha de São Paulo, o artigo “ O livro Encarcerado”, onde ele narra detalhes deste importante episódio recente da literatura parananese. Na capa do livro, assinada pelo artista plástico Álvaro Borges, uma imagem que também virou memória: Um punhal estilizado aparecia prestes a perfurar o coração de uma figura feminina. Uma tarja no livro com uma frase considerada “subversiva” pelo Dops, provocou o confisco dos exemplares ainda em circulação, inviabilizando a edição seguinte.

Catarinense de Araranguá, mas residindo em Curitiba há quase 40 anos, ele foi uma usina de idéias e projetos que iam desde escrever seus poemas e romances que falavam de amor, morte, amizade e política, até a organização de seminários, formação de centros de pesquisa e militância em partidos políticos, todos de esquerda. Acreditava que seria possível um mundo mais justo e que a política e o engajamento cultural poderiam ajudar a salvar o homem. Prova disso foi sua participação no Grupo Quixote, de Porto Alegre, junto com outros idealistas da literatura e das artes. Iniciou no Jornalismo em Florianópolis e em Curitiba trabalhou nos jornais Diários do Paraná, Estado do Paraná, Radio Independência, Revista Panorama, Tribuna da Luta Operária, Jornal da Indústria e Comércio e Gazeta do Povo. Nos últimos anos exerceu o jornalismo por meio do blog walmormarcelino.blogspot.com, onde se expressava com a mesma coerência com que pautou toda a sua vida.


BATER DE ASAS de walmor marcellino / curitiba


De ter feito os exercícios
não me adonei da arte.
Posso falar das tentativas
limitadas, circunstanciais
em que me empenhei,
e dos anti-resultados, os pífios
sucessos que me couberam.

Tenho pertinência em apontar
os alvos e descrever caminhos e processos
em que trotei compelido,
e fui atropelado de ânsias e urgências.

Sem pretensões nem escusas, hoje
devo mais confessar do que proclamar:
o homem é seu alvo e suas frechas;
o homem é seu projeto e seus meios;
o homem não é senão sua própria estrutura;
porque necessita, porque deseja, porque se impõe.
À sua natureza aparentemente conhecida
à sua característica enovelada pelos desejos
cada um de nós acresceu a sua cultura
e utopias.

Então, sejamos esse projeto
mas sob advertência do que é
insistentemente procurado, hipoteticamente conseguido…
e satisfatoriamente alcançado.
E seus fracassos, naturalmente.

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” – Joseph Pulitzer

Verônica Dantas, irmã do banqueiro e Verônica Serra, filha do candidato, sócias em uma empresa em Miami, quebraram o sigilo de 60.000.000 (milhões ) de brasileiros quando SERRA era ministro e FHC presidente. A imprensa, dita democrata, que formam o PIG- PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA, FOLHA DE SÃO PAULO, V E J A, O ESTADO DE SÃO PAULO e outros, NÃO SABEM DE NADA, não apuram nada, não…NADA ! $$$$$