A PALAVREIRA ZULEIKA DOS REIS completa mais um ano de existência ! / são paulo

por questões técnicas não foi possível postar ontem (dia do nascimento) esta homenagem, simples, do PALAVRAS, TODAS PALAVRAS à grande poeta, palavreira da hora e amiga ZULEIKA DOS REIS, a quem dirigimos nossos desejos de muita saúde e alegrias neste e nos demais dias de sua vida, que o tempo lhe seja leve e a caminhada para o sonho não tão longa.

com forte e fraternal abraço,

OS DEMAIS PALAVREIROS DA HORA

 

 

 

 

.

POESIA                                                                                             .de Stéphane Mallarmé

Toda alma que a gente traça
lenta, no ar, em resumidos
vários anéis de fumaça
noutros anéis abolidos

atesta qualquer cigarro
por pouco que separado
fique da cinza e do sarro
seu claro beijo inflamado.

Assim o coro dos poemas
dos lábios voa sutil.
A realidade, não temas,
excluí-la, porque é vil.

A exatidão torna impura
tua vaga literatura.

 

.

Fosse

Seria
pior
não
mais nem menos
indiferentemente mas tanto quanto

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4 Respostas

  1. Ai, Vera Lúcia, minha querida, minha irmãzinha. Também eu gostarei muito de ainda vir a conhecer-te, a abraçar-te. Grata pelas palavras; gostaria de, ao menos por um instante, ver-me assim, com os olhos com que me vês e outros seres carinhosos, no palavras e aqui e ali me vêem também; estes afetos valem para compensar os desafetos, seres que, efetivamente, não me querem bem, alguns a quem muito feri, sem o pretender, talvez por força de algo a que se possa chamar destino, fado. Por isso tudo agradeço e me curvo diante de vós, amigos, que tão boa-vontade demonstram para comigo. Tais afetos são ouro verdadeiro.
    Obrigada pelas acácias rubras, amiga, eu as guardarei em meu coração.
    Beijo grande
    Zuleika.

  2. Querida Zuleika,

    Todos os parabéns são poucos para uma pessoa tão especial como tu.
    Cada vez que revejo esta foto tua, transbordante de alegria e soltando uma risada tão gostosa e contagiante só me apetecia ter estado ao teu lado para partilhar essa energia maravilhosa. Tem essa foto sempre à tua frente…
    E quando alguma nuvem mais negra escurecer o teu dia, revive esse momento feliz e sê novamente a Zuleika de sempre, a nossa Zuleika sonhadora, poeta de coração doce, que eu tanto gostava de poder um dia abraçar.
    Mais uma vez te dou os meus parabéns e mando-te braçadas e braçadas de acácias rubras, daquelas que levam consigo todos as cores do arco-íris. Do teu arco-íris, feito poesia.
    Beijões.
    Vera Lucia

  3. Querido Tonicato: que fiz eu, para merecer tão lindos versos? Que fiz eu, querido Vidal, queridos amigos-companheiros no palavras – palavreiros, colaboradores, leitores – para merecer esta lembrança, esta homenagem? Ainda que não me sinta merecedora agradeço, do fundo, do meu mais fundo coração.
    Zuleika

  4. Querida Zuleika,

    Você, poeta, sempre; nós, de vez em quando; você esteta, nós, vamos levando.

    Receba nossos votos na urna, você tão querida tenha felizes dias, graciosos poemas, vida em cada torneira que abrir. Beba nelas. Beba palavras como quem bebe vinhos e virtudes. Você sabe bem como, mas beba sempre, diariamente, beba saúde, amiga; babe-se toda de vida.

    Para você dediquei um poema feito ontem, depurado hoje, o qual não irei postar na página principal do “blog”, mas sim neste comentário, somente para lhe homenagear.

    Grande Abraço.

    A Grande Notívaga
    para Zuleika dos Reis

    hoje vi uma borboleta marrom com fita
    à distância não era feia, nem bonita
    mais de perto seu marrom era múltiplo
    os desenhos nas asas, lindos ao triplo
    com riscos enfileirados em pelotões
    marrons em vários tons e subtons

    focou meu olhar com o olho em riste
    estava ela ali na minha mala, triste
    mas num instante, desistiu da viagem
    abriu as asas buscou outras paragens
    ao voar revelou-me seu lado obscuro
    asas de belíssimo azul cobalto escuro

    decifrei ser ela na noite caçadora
    no dia se abriga em qualquer muro
    a noite pode sorrir para o escuro
    talvez seja a mais elegante devoradora
    insetos devem sua bela capa amar
    em qual armadilha irão se enredar?

    borboletas coloridas são todas alegres
    vestem-se de amarelos e azuis cintilantes
    nada temem em ingênuos vôos breves
    bailam livres por campos verdejantes
    borboletas urbanas querem proteção
    aos seus indisfarçados e lindos marrons

    camuflam-se muito mais nas noites
    menos do que os vampiros do dia
    mas não deitem sobre ela seus açoites
    ao dormitarem distraídas na luz do dia
    se sois amantes noturnos a reverenciem
    não dêem adeus, não a denunciem

    Curitiba, 11/10/2010.
    TM

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