BEIRA-MAR de manoel de andrade / curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo abeirou minha infância

beira do rio, beira-mar,

orla branca de esperança

no leste do meu olhar.

 

Meu batelão emborcado

à beira de me afogar,

eu sobre a ponte abeirado

puxando minhas puçás.

 

Beirando todas as rotas,

nas asas das gaivotas

meus olhos cruzavam o mar;

 

sonhava à beira do cais

com um barco, nada mais,

e eu no mundo a navegar.

 

 

 

 

Curitiba, novembro de 2004.

 

 

Uma resposta

  1. Maneco, querido. Tinha que fazer um clipe com a música que o Daniel colocou nessa sua linda poesia… esse seu lado feito de mar é muito rico e bonito.
    Obrigada pela presença sua e da família na peça ontem, amigão.

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