CINEMA de solivan brugnara / quedas do iguaçu.pr

 

 

Gosto de ver cartazes nos cinemas

como se fossem uma exposição,

por um longo tempo olhei o cartaz do filme do Homem-aranha,

que linda a perspectiva, o nadir.

O uniforme entrou em mim até a segunda babuska.

Compro entrada,

será um suvenir.

Entro no banheiro

sinto o perfume do sabonete líquido,

morango,

cai sobre as mãos como calda,

devia ser comestível.

Compro coca

beber coca-cola é uma performance pop,

salgo a pipoca

a deixo com gosto do Mar Morto.

 

Dúvida nostálgica

entre mentos fruit box ou confetes m&m`s,

Discutem a terceira e a segunda babuska.

 

Com olhos esfomeados

entro no cinema.

 

Quero sentir, toco as paredes do corredor,

procuro detalhes bonitos, bebo o néctar dos detalhes.

 

Como é fresco, algo de templo,

o clima deve ter sido importado de uma montanha tibetana

veio de iaque, avião, navio, caminhão até aqui

 

Reverente, vontade de nadar, passear como peixe num aquário

sobre as poltronas, passar perto da tela, do projetor.

As luzes me atraem, tenho algo de mariposa, queria morrer na luz.

 

O filme tem

de movimentos graciosos algo de balé

mas gostaria de ter mais tempo para ver os cenários, a cidade,

acho que as edições são muito rápidas para uma alma contemplativa.

The end

Arranco um pedaço da alma do cinema

e saio,

tirar a alma não mata, alma é como fígado se regenera.

 

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