Arquivos Diários: 27 novembro, 2010

TRIGÉSIMO ANDAR de omar de la roca / são paulo

Estou sempre aberto para o mar.

Sentado e minha mesa,tenho sempre a água ao meu redor.

Numa reunião de negócios no alto do prédio ,revolvo meus pés na areia da praia.

E respiro a doce maresia em salas fechadas.

Procuro ter sempre a brisa do mar em mim.

Que me alivia , me completa.

Mas também penso nas cachoeiras  que vertem direto no mar.Nas matas fechadas

Mas prefiro o mar.

Das montanhas gosto da altitude delas, dos bosques de pinheiros ,  de seu perfume

amadeirado.

Mas o mar me trás o sal. O Santo Sal da purificação.

Já as montanhas me trazem as maresias  florais, as areias verdes e orvalhadas.

Os campos me trazem a solidão de praias vazias.

Onde cavalgo a beira mar, rápido, cada vez mais rápido.

É minha vez agora,

Hora de apresentar resultados. Falar sobre visitas e contatos.

Mais uma folha virada.Não pelo vento, que a sala esta fechada e condicionada.

Alguns comentários, parabens por um trabalho bem feito.

Já posso empurrar o barco prá água.

E depois a imensidão do mar me embalando.

O marulhar das ondas no casco ,as paginas se transformam em gaivotas,

E saem voando a procura de leitores peixes ávidos.

E eu fecho os olhos e aproveito o sol, o mar,o calor.

Neste tão condicionado e frio salão no 30 andar.

 

TATUAGEM DO DESTINO de luis garcia / tomar.pt


Arrancara o som de cada palavra;
uma busca pelo sentido
que só se encontra no momento seguinte
e um abraço cheio de vazio por desculpar…

Suprira o valor,
fizera um instante em que fosse rei
e chorara por ter muito para esconder!

O receio desenhara-o
como se fosse ele próprio
a tatuagem do destino.
E a mão que estava tão perto
só conhecia palavras de dor