Arquivos Diários: 8 dezembro, 2010

Arianna Huffington: “Web deu ao público o controle da informação” /usa


ENTREVISTA AO IG POR LEDA BALBINO:

A empresária Arianna Huffington, de 60 anos, inicia em 18 de dezembro uma viagem de quatro dias ao Brasil para “aprender sobre sua economia vibrante” e sobre as medidas adotadas pelo País para “reduzir a desigualdade social”. O tema lhe é caro por causa de seu mais recente livro, “Third World America”, em que alerta que a redução da mobilidade social e o declínio da classe média nos EUA vêm dizimando o chamado “sonho americano” e arriscam transformar o país em uma nação do Terceiro Mundo.

A ateniense radicada nos EUA, autora de outros 12 livros – incluindo biografias de Maria Callas e Picasso e obras de autoajuda -, não limitou a discussão da perda de poder dos EUA ao “Third World America”. Ela a expandiu para o fenômeno do jornalismo online Huffington Post, site de notícias e opinião lançado em 2005 e do qual é editora-chefe e cofundadora. No site, conhecido simplesmente como HuffPost, Arianna batizou uma seção com o nome do livro, com a proposta de que os leitores e internautas mapeiem iniciativas sendo empregadas nos EUA para ajudar na recuperação econômica e social do país.

A seção se encaixa na visão de Arianna de que o público não é mais um receptor passivo da informação, um mero espectador. Com a liberdade dada pela internet de poder comentar, interagir, compartilhar e de buscar qualquer conteúdo, as pessoas agora detêm seu controle. “Com o crescimento explosivo da mídia social, nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais”, disse Arianna ao iG.

Essa ideia, somada a 195 empregados, à colaboração voluntária de 6 mil blogueiros – que atraem 4 milhões de comentários por mês – e a um habilidoso uso do SEO (sigla em inglês para “Otimização da Ferramenta de Busca”, que melhora os resultados no Google), transformou o HuffPost em um sucesso do jornalismo online. Atualmente o site só perde em audiência para o do New York Times.

No Brasil, a 28ª mulher mais poderosa do mundo, segundo a revista Forbes, deve se encontrar com a presidenta eleita Dilma Rousseff e com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), e participar de um jantar promovido pelo publicitário Nizan Guanaes em São Paulo. Leia a seguir os principais trechos da entrevista que concedeu por email ao iG.

iG: A sra. afirma que o Huffington Post é um jornal. Mas algumas pessoas acreditam que seu modelo de colaboradores não remunerados, reduzida equipe editorial e uso do conteúdo de outros canais pode modificar a mídia como negócio. A sra. concorda com essa avaliação?

Arianna: Nosso modelo é unir o melhor da mídia tradicional com a nova mídia. Isso inclui ter dezenas de editores altamente treinados e um crescente número de repórteres produzindo material próprio – incluindo as recentes contratações de Howard Fineman, que antes trabalhava na Newsweek, e Peter Goodman, doNew York Times. Também oferecemos uma ótima plataforma para blogueiros conhecidos ou relativamente desconhecidos para que possam contribuir para o debate público. E, quando agregamos histórias de outras fontes, nos certificamos de fazê-lo respeitando o direito autoral e de direcionar a audiência ao veículo original da história – fluxo que eles podem monitorar. Os leitores do HuffPost amam que o site tenha ao mesmo tempo notícias e opinião – de nossos escritores, blogueiros, repórteres e de todas as partes do mundo – apresentadas com nossa atitude e ponto de vista.

iG: Considerando o sucesso do modelo do HuffPost, qual é o futuro dos jornais tradicionais?

Arianna: Acredito em um futuro jornalístico híbrido em que os jornais tradicionais adotem os melhores elementos do jornalismo online e em que os sites de mídia façam cada vez mais a reportagem investigativa usualmente associada somente às empresas tradicionais. E ao contrário do derrotismo relacionado à mídia como negócio, acredito que vivemos a Era Dourada para aqueles que consomem informação, que podem navegar na internet, usar sistemas de buscas, acessar as melhores histórias de todas as partes do mundo e ser capazes de comentar, interagir e formar comunidades. A Web nos deu o controle sobre a informação que consumimos. E agora o crescimento explosivo da mídia social também está mudando fundamentalmente nosso relacionamento com a notícia. Não é mais algo que aceitamos passivamente. Agora nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais.

iG: Quais características do HuffPost a mídia tradicional deveria adotar para sobreviver?

Arianna: Algo que o HuffPost faz bem – e penso que os meios tradicionais de mídia poderiam fazer mais – é cobrir as notícias obsessivamente para lhes possibilitar reverberar fora de nosso universo multimídia. Também temos orgulho de nossa posição editorial: o compromisso com a transparência e a descoberta da verdade – aonde quer que ela nos leve. Frequentemente, a mídia tradicional sente ter de ouvir os dois lados de uma história, mesmo quando a verdade está certamente em um deles.

iG: O HuffiPost tem 6 mil blogueiros. Qual o segredo para fazer essa quantidade enorme de pessoas escrever sem remuneração?

Arianna: Os melhores blogueiros tendem a ser apaixonados por algo. E estamos felizes de lhes oferecer uma plataforma para expressar suas opiniões. Uma das razões originais para começar o HuffPost era minha sensação de que as vozes mais interessantes em nossa cultura não estavam online – e quis lhes facilitar essa transição.

iG: Como a sra. explica o sucesso do HuffPost? Qual papel que o hábil uso da “Otimização da Ferramenta de Busca” (Search Engine Optimization, SEO) desempenha nisso?

Arianna: O site foi lançado em meio a uma tempestade perfeita para um veículo de notícias e opinião. Tivemos uma inédita combinação de três coisas: agregação de notícia com atitude, opinião e comunidade. E sempre estivemos comprometidos com evoluir constantemente. Quanto ao SEO, sim, HuffPost é bom nisso, mas a coisa mais importante é nosso conteúdo grande e variado.

iG: Em seu livro “Third World America” (América do Terceiro Mundo, em tradução livre), a sra. alerta que os EUA não cumprem mais sua promessa do sonho americano. Qual é a relação entre o declínio da classe média dos EUA e fenômenos políticos como o movimento conservador Tea Party liderado pela republicana Sarah Palin?

Arianna: Em um período de dificuldades econômicas, quando grande número de pessoas perde  seus empregos, casas e se sente impotentes, fomenta-se a raiva. A ascensão do Tea Party é, em muitos casos, a ascensão desse sentimento. Mas o que falta nessa explicação é o fato de que todos estão com raiva. E não é difícil entender por quê. Os americanos estão sofrendo: a pobreza está crescendo, e não há previsão para o fim do alto desemprego e das execuções hipotecárias. Mas há mais de uma forma de canalizar a raiva. Em vez de demonizar, dividir e buscar bodes-expiatórios, podemos canalizar a energia para conectar, alcançar o outro, atuar, tornar a vida melhor para sua família e para quem precisa de ajuda. O que mais me surpreendeu durante a pesquisa do livro – e agora enquanto viajo pelo país – é a criatividade extraordinária florescendo em meio aos problemas perante as comunidades em todo o país.

iG: Em que contexto seu livro explica as eleições de novembro e a derrota democrata?

Arianna: Quase dois anos em seu mandato, o presidente Obama tem uma economia que desagrada nove em dez americanos. É realmente surpreendente que os eleitores tenham descontado sua ira nos democratas. Com os índices de “desemprego real” perto de 17% nos EUA, significa que quase todos são atingidos negativamente pela economia – ou conhecem alguém que seja. E eles não serão confortados pela reforma da assistência à saúde que não entrará em vigor até 2014 e pela reforma financeira que não desacelera o ritmo das execuções hipotecárias ou facilita o empréstimo de dinheiro para pequenos negócios. Como resultado, os eleitores não confiam mais nos democratas para consertar as coisas.

iG: Em seu post “Memorando para a Classe Média dos EUA: Obama, simplesmente não estão a fim de você ”, a sra. diz que as pessoas que estão descontentes com o presidente deveriam parar de reclamar e basicamente fazê-lo trabalhar. A sra. é uma das pessoas decepcionadas com Obama? Por quê?

Arianna: O governo Obama enfrentou muitos desafios reais, incluindo uma oposição que foi obstrucionista em um nível sem precedentes e perigoso e uma formidável máquina de ataque da direita que não se importa muito com a verdade.

Também é verdade que (o ex-presidente George W.) Bush realmente deixou o país em ruínas. O presidente Obama fez várias coisas boas, mas também cometeu vários grandes erros. O maior deles foi não priorizar os empregos – ele não dirigiu a mesma urgência em resgatar a classe média e reconstruir nossas comunidades que dirigiu para resgatar Wall Street e os grandes bancos. A escalada militar no Afeganistão foi outro grande erro, assim como tornar o bipartidarismo um objetivo em si mesmo. E realmente acredito que depende das pessoas – e da mídia – manter nossos líderes com os pés no chão com o objetivo de obter uma real mudança.

iG: Como a população pode fazê-lo trabalhar em 2011 com um Congresso quase totalmente republicano?

Arianna: Reivindicar que nossos políticos se atenham ao emprego, e às dificuldades da classe média, vai além do partidarismo, do “direita versus esquerda”. E é importante lembrar que há muitas coisas que o presidente Obama pode fazer sem envolver o Congresso – e, claro, há o poder incrível de seu cargo de autoridade para defender sua posição diretamente para a população americana.

iG: Por que a sra. vem ao Brasil?

Arianna: Nunca estive no País, então estou ansiosa para aprender sobre sua economia vibrante e sobre a forma como os partidos políticos, apesar de suas diferenças ideológicas, têm sido capazes de se unir para reduzir a desigualdade econômica e melhorar os sistemas educacional e de assistência à saúde do país.

 

Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post, vem ao Brasil

Arianna Huffington (Foto: Getty Images)

A fundadora do site The Huffington Post Arianna Huffington está de passagem marcada para o Brasil e chega ao País em dezembro.

Ela, que já foi capa da revista Forbes e é considerada pela revista a 28ª mulher mais poderosa do mundo, é uma das editoras do site norte-americano especializado em política.

 

 

John Lennon, assassinato completa 30 anos, hoje.

Beatle foi morto a tiros em frente ao edíficio Dakota, em Nova York. Mark Chapman, fã que levou idolatria ao limite do insano, segue preso

Cinco tiros disparados num dia frio de dezembro, em Nova York, há 30 anos, iriam causar uma das maiores tragédias da história da música. Um fã, identificado depois como Mark Chapman, matou o ex-beatle John Lennon, na porta de casa, o famoso edifício Dakota. O mundo custou a acreditar naquela notícia – Lennon era, para muitos, o cérebro pensante dos Beatles e, acima de tudo, o rosto mais visível de uma geração.

Ao contrário de seus contemporâneos, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim MorrisonJohn Lennon não morreu devido ao abuso de drogas, mas confirmou a “maldição dos J” no rock. John foi viciado em heroína, mas conseguiu se recuperar – livrou-se das drogas, mas não escapou do fanatismo e da doença mental de Chapman. Quando morreu, aos 40 anos, ele estava limpo e havia abandonado a exposição pública, para se transformar em um homem dedicado à família.

Lennon rompeu com os Beatles em 1970 e, durante a década seguinte, desenvolveu um trabalho solo. O casamento com a artista plástica japonesa Yoko Ono marcou essa nova fase, na qual John ganhou visibilidade como ativista político, personificando o idealismo libertário dos anos 60 e 70.

A inquietação do artista diante do comportamento da sociedade e do governo era contestada por meio de intervenções pacifistas, como a “bed-in”, na qual pregou o fim da guerra do Vietnã em uma cama, ao lado da esposa.

Em novembro de 1980, após cinco anos sem lançar um álbum, John retomou sua carreira musical e lançou “Double fantasy”, marcado pela parceria com Yoko.

A morte na porta de casa


No mês seguinte, no dia 8 de dezembro, o músico saiu de casa no edifício Dakota para trabalhar no estúdio Record Plant. Logo em seguida, foi abordado por um fã que lhe pediu um autógrafo no novo LP. John atendeu ao pedido e foi gentil com o homem que, horas mais tarde, iria lhe tirar a vida. Ao voltar para casa, onde iria pôr o filho Sean para dormir, foi assassinado na frente do prédio por Mark Chapman.

Mark tinha fixação por John. Imitava o ídolo constantemente e chegou até mesmo a se casar com uma japonesa mais velha, assim como Yoko. A idolatria afetou sua saúde mental e ele perdeu a noção da realidade: ao pedir demissão, assinou John Lennon, ao invés de escrever seu nome verdadeiro.

O fã planejou o ataque por acreditar que o ídolo era uma farsa e que não merecia viver, pois havia aderido a práticas consumistas e não agia mais conforme pregava em seus atos como militante pacifista. Chapman acreditava que o autor de “Imagine” e “Give peace a chance” não poderia viver em um prédio luxuoso como o Dakota e não merecia mais viver.

O assassino não fugiu do local e ficou parado, sem qualquer reação. Trazia o clássico “O apanhador no campo de centeio”, de J.D. Salinger, um livro que marcou gerações. O homem que matou Lennon foi condenado à prisão perpétua e está preso desde dezembro de 1980.

Arrependimento, sim; perdão, não


Treze anos depois, Chapman disse, em entrevista, que estava arrependido, mas não ousava pedir perdão, pois tinha dimensão do dano que sua atitude gerou. Em 2000, ele recorreu pela primeira vez e pediu a liberdade condicional, mas os argumentos contrários de Yoko Ono convenceram a Justiça a não conceder o benefício. Este ano, o sexto pedido de Chapman teve a mesma reação negativa.

Ao atirar em John Lennon, Mark Chapman também impediu o retorno dos Beatles, que sempre foi aguardado pelos fãs, após o fim do grupo em 70. Mas o interesse pela banda de Liverpool atravessa gerações e serve como uma espécie de elo de ligação entre gerações – avós, pais e netos ainda se encantam com a música dos “Fab Four” .

O recente lançamento do “The Beatles: Rock Band”, do game Guitar Hero, evidencia o fenômeno de vendas que sobrevive ao tempo, quase meio século depois. Finalmente liberados para venda na loja virtual iTunes, os discos dos Beatles voltaram ao topo das paradas do mercado digital.

A sobrevida da beatlemania ficou evidente também nos recentes shows de Paul McCartney no Brasil. Famílias lotaram os estádios e se emocionaram no espetáculo solo do principal parceiro de Lennon. Paul arrancou lágrimas do público ao dedicar a música “Here, Today” ao amigo John: “and if I say I really knew you well/ what would your answer be/ if you were here today…”.

g1.

O BURACO do ESPELHO de arnaldo antunes / são paulo

 

 

o buraco do espelho está fechado

agora eu tenho que ficar aqui

com um olho aberto, outro acordado

no lado de lá onde eu caí


pro lado de cá não tem acesso

mesmo que me chamem pelo nome

mesmo que admitam meu regresso

toda vez que eu vou a porta some


a janela some na parede

a palavra de água se dissolve

na palavra sede, a boca cede

antes de falar, e não se ouve


já tentei dormir a noite inteira

quatro, cinco, seis da madrugada

vou ficar ali nessa cadeira

uma orelha alerta, outra ligada


o buraco do espelho está fechado

agora eu tenho que ficar agora

fui pelo abandono abandonado

aqui dentro do lado de fora

 

JUÍZO FINAL de aristêo seixas / são paulo

Raive o sol, pulse a dor, lateje o grito,

E o fel tragado seja, gole a gole.

Todo o amor, todo o bem seja proscrito,

Todo o perfume deste chão se evole…


Caia de cima o aerólito e, bendito,

Esmigalhando vá prole por prole…

E embaixo, a atroar em chamas o infinito,

Pedra por pedra sobre pedra role..

.

Senhor meu Deus! são vendilhões: matai-os!

Em vão se estorça a humanidade espúria!

E veja cada qual, nessa hora incerta,


O céu, em ódio, desprendendo raios,

O mar cuspindo vagalhões em fúria

E a terra inteira em túmulos aberta!…

Marx nas bancas, quem diria! – por amilcar neves / ilha de santa catarina


Passei segunda-feira numa banca de jornais na Trindade e comprei uma edição encadernada de Marx, O Capital. Simples assim: passar na banca, pegar o livro maldito, pagar R$ 17,90 e sair com ele debaixo do braço, sem embrulhar nem enfiar num saco plástico. Simples e inofensivo.


Mas houve época, neste País, em que Karl Marx era palavrão dos mais horrendos. Dava cadeia. Sem metáfora: dava cana apenas citar Marx. Ou falar do marxismo, discutir o comunismo, defender o socialismo ou, simplesmente, ler O Capital. Ou melhor: ter O Capital em casa. Sair com ele à rua tornava a empreitada uma operação de alto risco, uma temeridade, uma irresponsabilidade, um desafio imprudente à ditadura que campeava por estas terras – e também, depois, por terras vizinhas.


Bananas, por exemplo, o quarto filme dirigido por Woody Allen, coisa lá de 1971, só pude assistir no Uruguai, ainda democrático, porque no Brasil foi proibido pelos militares. Conforme a Wikipédia, “Fielding Mellish (Woody Allen) vai para San Marcos, uma republiqueta na América Central, e lá se une aos rebeldes e, no final das contas, se torna o presidente do país.” O fator subversivo no filme, para a nossa censura oficial, é que Allen usa barba e veste-se como Fidel, Che e o pessoal de Cuba que… derrubou uma ditadura apoiada pelo governo dos Estados Unidos – ou seja, seu personagem é um perigoso marxista em potencial.


Nesse aspecto, livros, filmes, canções, jornais, peças de teatro e quaisquer manifestações culturais que discutissem a realidade eram colocados lado a lado com revistas como Status e Playboy: estas somente poderiam circular se, nas fotos, os mamilos das mocinhas fossem borrados, mostrados sem nitidez – além de não poderem aparecer dois bicos de seio na mesma foto. Tudo para respeitar a tradição de um povo que nunca falava em sexo e, se o praticava, só o fazia no escuro da sua privacidade, e para defender a família brasileira, a “célula-mater da sociedade”, como gostavam de dizer, violentamente ameaçada pelo comunismo internacional.


Depois, como a situação política foi se deteriorando (do ponto de vista da ditadura), as revistas de mulher pelada foram sendo liberadas até o inimaginável nu frontal – para distrair as massas, ocupando-as a fim de não criticarem o governo.


Marx e as manifestações artísticas hostis, entretanto, continuaram censurados.