JUÍZO FINAL de aristêo seixas / são paulo

Raive o sol, pulse a dor, lateje o grito,

E o fel tragado seja, gole a gole.

Todo o amor, todo o bem seja proscrito,

Todo o perfume deste chão se evole…


Caia de cima o aerólito e, bendito,

Esmigalhando vá prole por prole…

E embaixo, a atroar em chamas o infinito,

Pedra por pedra sobre pedra role..

.

Senhor meu Deus! são vendilhões: matai-os!

Em vão se estorça a humanidade espúria!

E veja cada qual, nessa hora incerta,


O céu, em ódio, desprendendo raios,

O mar cuspindo vagalhões em fúria

E a terra inteira em túmulos aberta!…

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