Arquivos Diários: 20 janeiro, 2011

SENADOR ÁLVARO DIAS/PR quer receber R$1.600.000,00 de aposentadoria “atrasada” como ex-governador! claro, é da turma do Serra e líder da oposição ao BRASIL!

Vocês pensam que é barato aplicação de botox

janeiro 20th, 2011 |  Autor: CelsoJardim
O senador paranaense Alvaro Dias (PSDB), que recebe aposentadoria como ex-governador desde outubro do ano passado, solicitou à Secretaria de Estado da Administração o pagamento retroativo de cinco anos do benefício.
Se o pedido for aceito pelo governo estadual, o senador poderá receber R$ 1,6 milhão dos cofres públicos.
Pela legislação vigente no Paraná, Alvaro teria direito à pensão vitalícia desde que deixou o governo do estado, em 1991. Como só fez o pedido no ano passado, decidiu solicitar os valores retroativos.
De acordo com o governo do estado, a solicitação de Alvaro foi encaminhada para a Procurado ria-Geral do Estado na última sexta-feira para análise jurídica.
Só depois do parecer vai ser anunciado se o pagamento ocorrerá e como será feito.
A aposentadoria dos ex-governadores no Paraná hoje é de R$ 24,8 mil, com direito a 13 pagamentos por ano. Caso o senador conseguisse receber as 65 mensalidades que solicitou pelo valor atual, receberia R$ 1,6 milhão.
Isso seria suficiente para quase dobrar o seu patrimônio pessoal. Na última eleição que disputou, em 2006, Alvaro afirmou, à Jus tiça Eleitoral, possuir um patrimônio de R$ 1,9 milhão.
*Celso Jardim com Gazeta do Povo
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CRUCIFIXÃO – de joão batista do lago / são luis



Lavo, pois, minhas mãos,

Ieshua Ha-Nozri.

Tu és o único culpado.

Tua muda palavra

Caluda no palco das

Crucificações não te liberam do

Veredito que me impões tomá-lo.

Aceito, pois, tua condenação eterna:

Teu algoz não o sou…

Teu algoz – o povo que hoje te adora e me condena! –

Deblatera orações nas igrejas dos miseráveis e

Libera, como loucos insaciáveis,

Suas dores em terços de rosários,

Onde cultivam pedaços de céus nas litanias dos falsários.

Em meu favor, apenas a água benta e santa!

Somente ela é sabedora da minha eterna dor:

Carrego nos ombros o peso de condenar-Te.

Mas preferiram-Te – a Ti – que ao ladrão…

Eu, sim, sou o crucificado, não o condenador.

E no dia do Teu retorno presta um favor a toda essa multidão:

Desfaz toda essa confusão sobre tua condenação.

P Á S S A R O S – por jorge lescano / são paulo


 

Brisa de abril

como flechas de sombras

os pássaros voltam.

 

água dos pássaros. Frase vinda de outro lugar ou tempo, palavras cujo eco chega sem antes nem depois. Palavras sem destino à procura de suas origens? Às vezes Suécia, Noruega ou Dinamarca, às vezes nada. E cada palavra é um fato: palavra pássaro ou nós. Anoto a frase quando possível, ou as circunstâncias em que aparece. Em algumas ocasiões – nem sempre: o vôo é rápido -, ponto de partida para frases impensadas se aninhando em torno dela, ou prolongando seu vôo, mesmo quando em direção oposta: cada pássaro é um universo de plumas e cores e vôos e gritos alheios ao virtual ouvinte, livres por tanto. Talvez a frase tenha algum sentido antigo oculto na memória ou na tensão dos nervos, significado a ser desvendado pelo desenrolar do texto que origina. Percebo o vôo como a porta de um labirinto imaginário e cuja construção só poderá ter a finalidade de justificar a porta. Talvez a migração destas palavras seja apenas um pretexto para o vôo solitário (meu e talvez teu), ou este seja uma forma de nos fazer ver o espaço circundante: sombra na página em branco e pote de água para pássaros mas sem pássaros à vista, porém sempre possíveis: palavras em vôo dispersas na superfície do papel: grafismos sem outra função que a de existirem, como quem as anota e/ou lê rapidamente, antes de fugirem: pássaro nunca imóvel. Depois do eco, a contemplação e a procura de outro significado: outras palavras?, pois o vôo não fica gravado no espaço. E se fica, o que desenha? Palavras manuscritas: garras na neve do pensamento: lago virgem antes do pouso. Adejar de palavras: sons, grafismos, conceitos relativos: vôos incompletos e ao mesmo tempo auto-suficientes. Por isso: deixar agora que o texto seja um vôo anárquico apenas para nós por uma vez deixá-lo debandar sobre a rigidez geométrica do plano e ainda que só encontre sentido entre nossos iguais que seu vôo adquira forma no barro de nossos pensamentos sabendo que seu pouso é uma escolha e não a razão do seu ser-pássaro sempre aquém e/ou além da mirada à margem do silêncio inapreensível forma em branco que não se diz e que talvez voe rasante sobre a tua e a minha pele