JAIRO PEREIRA e sua poesia III / quedas do iguaçu.pr

O SIGNO MARGINAL DE 64

 

 

 

um signo chríspte atacou as mulheres

dos militares

um signo espirithado

atacou violent as belas e fugiu de

moto pelo centro da cidade

armado com silepses semas

semantemas

no sétimo sinaleiro

após atropelar uma aporia

resistiu a voz de prisão

e foi morto com três tiros

(oxímoros)

um signo jovem que jamais

deveria ter saído

do signário.

 

 

.

 

Confissões de uma cápsula

 

Te viciei nos meus encantos

de ser polímero digerível

duas por dia

uma pela manhã outra a noite

rosa de cera brilhante

meu corpo

alma em pó concentrada

no empírico de tua sede de amar

Rosasex 500 redesígnia

nunca logo após as refeições

sempre antes do depois

um gole de água embala

minha viagem transdelírica

teu vício de me engolir

tua sede de viver

duas por dia

duas viagens desiguais

tuas entranhas quentes

Rosasex 500 redesígnia

rubor de face

sentidos todos sentidos

no ato de refulgir.

 

Uma resposta

  1. Sobre o Jairo já disse uma ou duas coisas, mas poucas.
    Estamos diante de um poeta que transcende, se ebola,
    qual a doença africana. Jairo é um tsé-tsé da poesia.
    Onde pousa cria febres. Não dessas febres mortíferas,
    mas aquela febre de se desconcertar, de desentender o
    que não precisa ser entendido, está lá flutuando no olhar.

    Este teu poema “Confissões de uma cápsula” deixou-me
    com febre de 40º. Menos, diriam os descolados atuais.
    Não. Convido-os a pensar junto. Melhor, convido-os a vermos juntos.

    “Te viciei nos meus encantos”, começa o poema.
    Que bela imagem. E .”..teu vício de me engolir/ tua sede
    de viver/ duas por dia…” Vida dada à cápsula, à drágea,
    à pílula. Ela dizendo o que pode não saber da tomadora
    oculta, viciada no erotismo e nas sugestivas delícias
    do ser oculto no interior do polímero digerível.

    De fato, Jairo, somente tu,
    o companheiro de outrora, poderia navegar um sideral destes. O poema vale mais pelo enredo do que pelos versos derramados.

    Continuo a te ler. E quanto mais leio, mas próximo estou
    de não te entender, de te entender, mas confesso estou ficando viciado nisto, assim como a engolidora de cápsulas.

    Grande Abraço.
    TM

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