MOACYR SCLIAR morre aos 73 anos / porto alegre

Escritor estava internado desde 11 de janeiro e morreu de falência múltipla dos órgãos

27 de fevereiro de 2011 | 4h 04
  • O escritor Moacyr Scliar que havia sofrido um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) e estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde 17 de janeiro, faleceu à 1h deste domingo, 27 de fevereiro. Segundo boletim médico, Sclyar, morreu de falência múltipla de órgãos.
Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE
O escritor gaúcho, Moacyr Scliar

Internado desde 11 de janeiro para uma cirurgia de extração de tumores no intestino, Scliar sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico no dia 16 de janeiro e foi encaminhado à Unidade de Tratamento Intensivo. No dia seguinte, sofreu uma cirurgia para retirada de coágulo decorrente do AVC, passando a ser mantido com um mínimo de sedação necessária. O escritor passava pela retirada gradual da sedação quando, no dia 9 de fevereiro, apresentou um quadro de infecção respiratória, voltando então a ser sedado e a respirar por aparelhos.

O velório acontece neste domingo, a partir das 14h, no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O sepultamento será na segunda-feira, 28, em local e horário ainda indefinidos. Esta cerimônia será apenas para familiares e amigos.

estadão.com

2 Respostas

  1. Lamento muitíssimo a morte de Moacyr Scliar.

    Tive contato com ele uma única vez. Foi num domingo, na livraria da Fundação Cultural, instalada ali no Largo da Ordem, na “Feirinha”. Acho que foi em 1988. Na época tinha pretensões de ser escritor. E ele foi muito amável, ao dizer-me para insistir, escrever todos os dias. Comprei três livros dele – Max e os felinos; A guerra no bom fim; e A festa no castelo. Por sua vez, ele fez questão de comprar o único livro escrito por mim na época.

    Conheci seu irmão, o pintor Carlos Scliar, quando ainda jovem e passava férias em Cabo Frio-RJ. Por várias vezes estive na casa do irmão dele, quando namorei uma moça muito jovem e bonita da cidade. Falei disto para ele. Ele me contou outras coisas sobre seu irmão a quem já não via há dezoito anos. Foi uma conversa agradável. Vi nele um homem com enorme capacidade em registrar instantes. Era de fato colecionador de momentos, um escritor em tempo integral.

    Moacyr era pessoa difícil de não se gostar à primeira vista, em um segundo encontro (que jamais tive e sinto por isto) e até agora, em que não há mais contato possível. Lamento muito a partida deste admirável escritor-médico. Deixo um grande abraço e minhas condolências à família enlutada. Caso elas por acaso vierem a passar os olhos por este grande espaço cultural do Vidal e de tantos que o acompanham como eu, espero recebam meu abraço fraterno e meus sentimentos de admiração pela vida e obra de Moacyr.

    Tonicato Miranda
    Curitiba, 27/2/2011.

    1. Uma perda irreparável, para a Literatura, para a Cultura, para a Vida brasileira.

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