FARINHA DO MESMO SACO – de edu hoffmann – curitiba

Eu que andava desse mundo

mais cheio que prato de caminhoneiro

sem rumo sem amor e sem dinheiro

 

talvez por ir com muita sede ao pote

comia o pão que o diabo amassou

pagava mico pagava o pato

até o meu retrato a outra queimou

 

andava mais quebrado

que arroz de terceira

amor, você me tirou da dieta

você é minha feijoada completa

 

agora choro de barriga cheia

você me lambuzou, você se regalou

você meu ante-pasto, minha ceia

 

nesse bolo todo você é a cereja

que fica comigo à esmo

tomando cerveja

comendo torresmo

 

 

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