JAIRO PEREIRA e sua poesia II / quedas do iguaçu.pr

DEMÔNIO DOS RITUAIS DO SONO

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fujo de teus patrocínios Senhor dos Precipícios

fujo me perco nos signos louco de tanto procurar

verdades de minhas verdades livros ásperos

inscrições no tempo nas pedras da memória

onde escrevi os multi-nomes iletradas vias

do chegar sempre onde não me querem

desdesejo revê-lo como as almas puras

intenciono (alma culta) superconvicta ignorá-lo

milhes de anjos no meu canto por mim só

prosperam em trigais de fartura

milhes de anjos te reprimem Senhor dos Precipícios

intenciono (com meus anjos)

vencer o não-vencido

teus intentos de acabar com meu trabalho

teus cornos negros

demônio dos rituais do sono.

 

.

ARAUTO:

AUTO-RETRATO EM CARVÃO

.

vejo lesmas límias na tua boca escura

como toca

sinto açoites de ventos

leio mandamentos sacramentais

onde queres chegar com isso epi-anphúsios

não me espantam teus pensamentos sem resposta

mas juro não abrirei a porta

em hipótese alguma em minha mesa

os teus talheres

tua presença alcoviteira no espelho do banheiro

costumo vencer o desvencido apenas

com um olhar poético

transcender a história do pensamento

eis a minha sina

philósopho de fundo de quintal

atiro setas de caules de couve

acerto alvos miúdos nos céus do indizível

e trago verdades novas pro teu olhar

de cobra

acrescentos de sóis inéditos

no jardim me confirmo:

arauto das novíssimas criações

nos campos do sensível.

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