Arquivos Diários: 30 junho, 2011

CARLOS FRANKLIN PAIXÃO DE ARAÚJO, ex-marido de DILMA ROUSSEFF grava revelações para novela / porto alegre

o ex-militante da guerrilha contra a ditadura, ex-dirigente partidário e ex-deputado estadual no Rio Grande do Sul, CARLOS ARAÚJO, meu amigo estimado pessoal há mais de 30 anos, concedeu esta entrevista que vai ao ar no final dos capítulos desta novela e que eu dou publicidade para aqueles que não acompanham como uma singela homenagem ao fraternal amigo.

J B VIDAL

EDITOR 

Em depoimento gravado para Amor e Revolução”Carlos Araújo, ex-marido da presidenta Dilma Rousseff, relata detalhes sobre o roubo do cofre de Adhemar de Barros, as torturas que sofreu, sua tentativa de suicídio e também a prisão de Dilma.

Por conta da riqueza das experiências, o depoimento foi dividido em 5 partes, que vão ao ar entre os dias 04 e 08 de julho, ao final de cada capítulo da novela.

Confira as surpreendentes revelações!

 

Capítulo 65, segunda-feira, 04 de julho

 

Relação de companheirismo com Dilma – “Eu tenho muito orgulho de ser companheiro da Dilma. Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. Eu sempre fui advogado de gente pobre. Sempre fui uma pessoa de esquerda. Com a ditadura não vi outra saída a não ser partir para a luta armada. Formamos uma organização chamada Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), e praticávamos ações de desapropriação de bancos. Buscávamos dinheiro no banco para comprar armas. Também fizemos algumas ações em quartéis para pegar armas. Praticamos ações sociais também: pegávamos caminhões de carne na baixada fluminense e distribuíamos em favelas.”

Capítulo 66, terça-feira, 05 de julho

 

Prisão de Dilma Rousseff –  “A Dilma foi presa em frente ao Jornal O Estado de S. Paulo. Como todos os demais, foi torturada na Oban (Operação Bandeirante). Ela foi condenada por 3 anos e cumpriu toda a pena… A Dilma sente muito orgulho do que fez! Ela não ficou com sequelas. Felizmente. Ela entrou na cadeia nova e saiu nova… Não deixa de ser uma ironia… Eu moro aqui nessa casa na beira do rio em frente à Ilha do Presídio (Porto Alegre), onde fiquei preso por quase um ano.”

Capítulo 67, quarta-feira, 06 de julho

 

Roubo do cofre de Adhemar de Barros – “Conforme aumentava o número de clandestinos, de pessoas procuradas, tínhamos que planejar ações em bancos e pegar dinheiro para sustentar o pessoal. O Adhemar de Barros tinha o monopólio do jogo do bicho no Rio de Janeiro; não era só São Paulo. Tínhamos a informação de que o dinheiro do jogo do bicho era recolhido mensalmente e levado para a casa de Dona Ana Capriglione, no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e depois mandado para o exterior. Soubemos disso, fomos lá e pegamos o cofre. Naquela época tinha aproximadamente US$ 2 milhões. O mais interessante é que Dona Ana nunca pôde denunciar nenhum companheiro. Ela sempre negava o roubo. Então, ninguém foi denunciado processualmente por essa ação. É como se não tivesse existido. Dona Ana não podia denunciar… Como ela justificaria o dinheiro?”

Capítulo 68, quinta-feira, 07 de julho

 

Tentativa de suicídio  “Fui pego em São Paulo e me levaram para o Dops. Fui torturado violentamente! Durante o processo de tortura tomei uma decisão: a de me matar. Durante um depoimento eu menti, e disse que tinha um encontro marcado com o Lamarca no dia seguinte pela manhã. Escolhi um lugar que era fácil para me matar: uma avenida da Lapa (Bairro de São Paulo) que passava carros em altíssima velocidade. Eu havia decidido me jogar. E foi o que aconteceu comigo: eu me atirei embaixo de uma Kombi e fiquei bastante ferido. Fiquei no hospital, mas depois de um tempo voltei para a tortura na Operação Bandeirante (Oban).”

Capítulo 69, sexta-feira, 08 de julho

 

Dilma não participou de ações armadas – “A Dilma não participou de ação nenhuma. Não existe nenhum processo. Ela não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela. Ela atuava em outros setores. Nos orgulhamos do que fizemos, mas isso não quer dizer que somos desprovidos de uma visão crítica. Tínhamos uma visão idealista que entrava em choque com a realidade. Mas não renunciamos nada; temos orgulho do que fizemos. Mesmo agindo incorretamente, às vezes.”

EDU HOFFMANN e sua poesia IV / curitiba

Quarto Crescente

 

 

 

ah, minha sinhazinha

como é bom ouvir um blusão

tirando sua blusinha

 

poeta nua

sua boca me kiss

no moon da lua

 

o céu já me dizia

o céu já me falava

que você era o sol

que me faltava

 

 

 

 

 

 

 

  Buenos Aires

 

 

 

 

 

 

seu corpo tango

 

me veio vinho

 

 

 

beijos

 

o coração na boca

 

 

eu nunca assim sabia

 

 

negras meias

 

se despindo inteira

 

 

 

 

 

 

 

Perfume

 

chove chuva de chuveiro

é uma lisonja ensaboar

a quem a mui lejos foi monja

ela me disse que tudo passa

– passe bem de leve a esponja

 

melodias realejo

ambígua língua dançando

distraída no seu umbigo

 

blues no azul do azulejo

 

 

 

 

 

 

 

Gomos

feche os olhos ela me disse

assim assim, no boca-a-boca

e qual dicionário saberia

explicar coisa tão louca ?

eu tateava feito cego

perdido num braile de rimas

ah, música sempre ajuda

sol embaixo lua em cima

dois gomos abertos

suas coxas

afluentes

quentes lágrimas sem culpa

Amélias, Madalenas

quero dos seus travesseiros

que voem

tuas penas