CARLOS FRANKLIN PAIXÃO DE ARAÚJO, ex-marido de DILMA ROUSSEFF grava revelações para novela / porto alegre

o ex-militante da guerrilha contra a ditadura, ex-dirigente partidário e ex-deputado estadual no Rio Grande do Sul, CARLOS ARAÚJO, meu amigo estimado pessoal há mais de 30 anos, concedeu esta entrevista que vai ao ar no final dos capítulos desta novela e que eu dou publicidade para aqueles que não acompanham como uma singela homenagem ao fraternal amigo.

J B VIDAL

EDITOR 

Em depoimento gravado para Amor e Revolução”Carlos Araújo, ex-marido da presidenta Dilma Rousseff, relata detalhes sobre o roubo do cofre de Adhemar de Barros, as torturas que sofreu, sua tentativa de suicídio e também a prisão de Dilma.

Por conta da riqueza das experiências, o depoimento foi dividido em 5 partes, que vão ao ar entre os dias 04 e 08 de julho, ao final de cada capítulo da novela.

Confira as surpreendentes revelações!

 

Capítulo 65, segunda-feira, 04 de julho

 

Relação de companheirismo com Dilma – “Eu tenho muito orgulho de ser companheiro da Dilma. Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje. Eu sempre fui advogado de gente pobre. Sempre fui uma pessoa de esquerda. Com a ditadura não vi outra saída a não ser partir para a luta armada. Formamos uma organização chamada Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), e praticávamos ações de desapropriação de bancos. Buscávamos dinheiro no banco para comprar armas. Também fizemos algumas ações em quartéis para pegar armas. Praticamos ações sociais também: pegávamos caminhões de carne na baixada fluminense e distribuíamos em favelas.”

Capítulo 66, terça-feira, 05 de julho

 

Prisão de Dilma Rousseff –  “A Dilma foi presa em frente ao Jornal O Estado de S. Paulo. Como todos os demais, foi torturada na Oban (Operação Bandeirante). Ela foi condenada por 3 anos e cumpriu toda a pena… A Dilma sente muito orgulho do que fez! Ela não ficou com sequelas. Felizmente. Ela entrou na cadeia nova e saiu nova… Não deixa de ser uma ironia… Eu moro aqui nessa casa na beira do rio em frente à Ilha do Presídio (Porto Alegre), onde fiquei preso por quase um ano.”

Capítulo 67, quarta-feira, 06 de julho

 

Roubo do cofre de Adhemar de Barros – “Conforme aumentava o número de clandestinos, de pessoas procuradas, tínhamos que planejar ações em bancos e pegar dinheiro para sustentar o pessoal. O Adhemar de Barros tinha o monopólio do jogo do bicho no Rio de Janeiro; não era só São Paulo. Tínhamos a informação de que o dinheiro do jogo do bicho era recolhido mensalmente e levado para a casa de Dona Ana Capriglione, no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e depois mandado para o exterior. Soubemos disso, fomos lá e pegamos o cofre. Naquela época tinha aproximadamente US$ 2 milhões. O mais interessante é que Dona Ana nunca pôde denunciar nenhum companheiro. Ela sempre negava o roubo. Então, ninguém foi denunciado processualmente por essa ação. É como se não tivesse existido. Dona Ana não podia denunciar… Como ela justificaria o dinheiro?”

Capítulo 68, quinta-feira, 07 de julho

 

Tentativa de suicídio  “Fui pego em São Paulo e me levaram para o Dops. Fui torturado violentamente! Durante o processo de tortura tomei uma decisão: a de me matar. Durante um depoimento eu menti, e disse que tinha um encontro marcado com o Lamarca no dia seguinte pela manhã. Escolhi um lugar que era fácil para me matar: uma avenida da Lapa (Bairro de São Paulo) que passava carros em altíssima velocidade. Eu havia decidido me jogar. E foi o que aconteceu comigo: eu me atirei embaixo de uma Kombi e fiquei bastante ferido. Fiquei no hospital, mas depois de um tempo voltei para a tortura na Operação Bandeirante (Oban).”

Capítulo 69, sexta-feira, 08 de julho

 

Dilma não participou de ações armadas – “A Dilma não participou de ação nenhuma. Não existe nenhum processo. Ela não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela. Ela atuava em outros setores. Nos orgulhamos do que fizemos, mas isso não quer dizer que somos desprovidos de uma visão crítica. Tínhamos uma visão idealista que entrava em choque com a realidade. Mas não renunciamos nada; temos orgulho do que fizemos. Mesmo agindo incorretamente, às vezes.”

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3 Respostas

  1. Fernando ribeiro barbosa | Responder

    Estou tentando escrever sobre minha militancia nos anos de chumbo e existe uma passagem que o Carlos Araujo e outro companheiro originario do Rio Grande do Sul estivemos jun tos por algum tempo. desejo confirmar ou não.O nosso encontro aconteceu no Rio de Janeiro e se estendeu para Belo HorizonteEstava eu sendo transferido da Bahia para suprir as prisões ocorrida em Belô ficamos hospedado na Pensão Bahia localizada em Laranjeiras no Rio de Janeiro.Caso tenha sido ele tenho mais detalhes.
    Aguardo alguma resposta.Antecipadamente Agradeço
    Saudações
    Fernando Barbosa

  2. Sou Lula, sou Dilma e luto por os menos favorecidos, isso machuca muito mas cada dia que passa nos torna mais forte e corajoso, pois devido lutar por os mais fracos a cada dia enfrentamos a morte, ela é certa um dia, mas enquanto vivemos lutamos contra ela por nos e por todos os que lutam juntos, sabemos que ainda hoje o enfrentamento continua. Parabens sr. Carlos por sua coragem por existir os fortes que o mundo ainda esta de pé.

  3. Só imagino Carlinhos! Mas és uma pessoa carismática que sofreu muito. Acredito que pela capacidade, a Dilma tenha agido no planejamento. Nunca esqueço o quanto foste bom comigo. O Leandro também.
    Quero te desejar muita saúde.
    Maria Célia

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