EDU HOFFMANN e sua poesia IV / curitiba

Quarto Crescente

 

 

 

ah, minha sinhazinha

como é bom ouvir um blusão

tirando sua blusinha

 

poeta nua

sua boca me kiss

no moon da lua

 

o céu já me dizia

o céu já me falava

que você era o sol

que me faltava

 

 

 

 

 

 

 

  Buenos Aires

 

 

 

 

 

 

seu corpo tango

 

me veio vinho

 

 

 

beijos

 

o coração na boca

 

 

eu nunca assim sabia

 

 

negras meias

 

se despindo inteira

 

 

 

 

 

 

 

Perfume

 

chove chuva de chuveiro

é uma lisonja ensaboar

a quem a mui lejos foi monja

ela me disse que tudo passa

– passe bem de leve a esponja

 

melodias realejo

ambígua língua dançando

distraída no seu umbigo

 

blues no azul do azulejo

 

 

 

 

 

 

 

Gomos

feche os olhos ela me disse

assim assim, no boca-a-boca

e qual dicionário saberia

explicar coisa tão louca ?

eu tateava feito cego

perdido num braile de rimas

ah, música sempre ajuda

sol embaixo lua em cima

dois gomos abertos

suas coxas

afluentes

quentes lágrimas sem culpa

Amélias, Madalenas

quero dos seus travesseiros

que voem

tuas penas

 

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