Alimentação e gasolina barateiam, e inflação é a menor em dez meses / brasilia

Inflação oficial do país despenca de maio para junho, graças à queda no preço de alimentos e combustíveis, e termina em 0,15%, o patamar mais baixo desde agosto do ano passado. Os dois grupos de produtos são, porém, os vilões da inflação no ano, que terminou o semestre no nível mais alto desde 2003, 3,87%. Limite máximo aceito pelo governo até dezembro é de 6,5%.

 

A inflação despencou de maio para junho e fechou o mês no patamar mais baixo dos últimos dez, 0,15%, informou nesta quinta-feira (07/07) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, tinha sido de 0,47%.

A remarcação desacelerou de um mês para o outro graças ao barateamento dos alimentos e dos combustíveis. Os dois grupos são, no entanto, os grandes responsáveis pela inflação de 3,87% no acumulado do primeiro semestre, a mais alta desde 2003.

O baixo resultado de junho já era esperado pelo governo e pelo “mercado” que o Banco Central (BC) consulta toda semana sobre uma série de indicadores. Até o fim do ano, a expectativa oficial e do setor privado é de que a inflação mensal se situará em níveis inferiores aos do primeiro semestre.

Para o BC, isso será suficiente para o número final ficar abaixo do limite autoimposto pelo governo, que é de 6,5%. A última previsão do banco, divulgada em seu relatório trimestral de inflação, aponta variação de preços de 5,8% em 2011.

Nos últimos doze meses encerrados em junho, a inflação bateu em 6,71%, o maior valor em seis anos. O índice deve subir pelo menos até setembro, na medida em que os meses de julho e agosto do ano passado, em que a inflação foi quase zero, saírem da conta.

Este cenário preocupa o Banco Central porque se revelará bem no meio de um ciclo de reajustes salariais a ser negociados por diversas categorias de trabalhadores. E os sindicatos vão usar este índice mais elevadio para calcular o aumento que vão pedir.

Nos últimos dias, o presidente do BC, Alexandre Tombini, sugeriu que os trabalhadores não usassem a inflação passada para negociar aumentos, mas que olhassem para a frente.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique da Silva Santos, acha a proposta “absurda” porque negociação de salário é exatamente para proporcionar ganhos reais com base em inflação passada.

c.maior.

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