CLAREIRAS – de solivan brugnara / quedas do iguaçu.pr

O sol estilhaçou-se em estrelas

     houve um cheiro de cio

naquele início de noite quente, embalsamada.

Os grilos retiniam cios

   pavoneavam suas orgulhosas caudas sonoras.

  E eu

  estava todo concentrado nos meus olhos

    eles escutavam os sons

      e tocavam as bromélias.

Estes meus pássaros castanhos

porque o resto de mim

é casulo.

A única parte visível do meu corpo

        meus braços brancos

                      eram objetos cruzados

por sobre a cerca de velhas tábuas cinzentas.

E acima deles via

os cimos com poucas folhas do outono

    os galhos negros como sombra

transpassados por estrelas

pareciam ter floração de estrelas.

A íris

passeava dos cimos à clareira,

   ia de uma constelação à outra

   (um beija-flor de estrelas).

Aspirava à movimentação silenciosa de

                                      Ursas, Zodíacos, Cruzeiro

quase sem quebrá-la com o mastigar das pálpebras.

Essas imagens eram musicadas por

                                       sentimentos

em uma composição que misturava em meu interior

antagônicas emoções

de paz, angústia, alegria, comunhão e solidão.

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