Arquivos Diários: 30 julho, 2011

S E L E N E – por jorge lescano / são paulo

Navegamos o dia todo. No crepúsculo fomos sobressaltados por vozes que pareciam surgir do fundo do rio. Luzes ao longe: festa em algum clube à beira do Tigre. Nosso destino era outro.

Juanito, meu guia, cansado de remar, dormia na barraca no limite da floresta. Ele confiava em mim, que optara por fazer a primeira guarda, eu confiava na minha arma.

Noite clara; céu liso; estrelas nítidas, distantes.

A água batia na costa embalando o bote. Para um peixe pequeno, a ribanceira seria uma falésia. Meus olhos acompanharam (por quanto tempo?) o vaivém do rio, compreendi que fogo e água são duas faces do mesmo sentimento de nossa espécie.

O vazio.

Esfericidade do planeta na cavidade do espaço. Cada coisa existe isolada sem ofuscar o conjunto. Ausência do tempo: vida quieta em sua essência. Mesmo o  balanço das ondas era (foi) algo estático: moto perpetuo. Sensação brevíssima. Senti o universo sem desviar os olhos da água aos meus pés. Não foi a enumeração sucessiva do inventário, mas o viver a quantidade e a qualidade do todo sem antes nem depois. Apesar dos meus vinte anos poderia ter morrido naquele instante de plenitude. Senti o peso e o volume do revólver na cintura; soube que seria fácil apontá-lo ao coração e soube também que agora (então) teria sido inútil, o tempo havia retornado.

Monotonia das ondas, silêncio da noite.

Solitário nesta ilha ignorada pelos mapas contemplo teu corpo branco no escuro lençol d’água.

Crianças, quantas maravilhas! – por alceu sperança / cascavel.pr

Os mais experimentados astrônomos de todo o mundo, com anos e até décadas de observação do espaço, não haviam percebido a existência daquele objeto espacial.

Essa estrutura celeste passou completamente despercebida por eles, até aparecer uma jovem professora holandesa, motivada a se interessar pela astronomia por ser fã do roqueiro inglês Brian May, do conjunto Queen. Brian May se formou em astronomia e numa entrevista à TV contou porque se interessava tanto pelas coisas do espaço.

Foi assim que a professora Hanny Van Arkel, ao navegar por uma página de astronomia, deparou-se com uma estranha bolha gasosa que não se enquadrava em nenhum dos padrões espaciais estabelecidos. Ao manifestar a estranheza ao organizador da página, ele encaminhou o problema aos astrônomos.

Descobriram que o objeto gasoso verde era realmente único e teria captado energia a partir da luz emitida por um quasar − uma radiação poderosa proveniente de um buraco negro gigante.

Estava assim descoberto um novo objeto cósmico, que, não poderia deixar de ser, recebeu o nome de Objeto da Hanny, em homenagem à sua jovem descobridora, em seu primeiro contato com o universo espacial.

O objeto, segundo os astrônomos, deve fazer parte de uma galáxia que ainda não havia produzido estrelas brilhantes o suficiente para serem vistas da Terra.

Diante disso, podemos concluir que a pesquisa deve ser feita com dedicação por todos, principalmente pelos iniciantes, que têm maior capacidade de concentração e sede de conhecimento que os pesquisadores já calejados.

É espetacular ver que a cada dia mais jovens se destacam num mundo que os adultos e experientes já acreditavam dominar completamente

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Você acredita em promessas? A maioria da população não acredita muito em promessas de políticos, mas caem como patinhos na propaganda de produtos anunciados na TV.

A empresa de consultoria ambiental TerraChoice fez uma pesquisa com mais de mil produtos nos Estados Unidos e no Canadá para avaliar a veracidade daquilo que estava prometido nos rótulos ou na propaganda.

Por incrível que pareça, dos mil e 18 produtos analisados, apenas um produto (um papel higiênico) cumpriu tudo o que prometia. É triste ver até em países que se dizem desenvolvidos a prática de prejudicar o ser humano e a natureza para ganhar dinheiro.

Há, por exemplo, produtos eletroeletrônicos que realmente apresentam baixo consumo de energia, mas têm altos teores de metais pesados. Há papéis que realmente são reciclados, mas foram branqueados com cloro, altamente nocivo.

Há promessas absurdas, como as seguintes: “livres de substâncias químicas”. Ora, o que é feito sem substância química? “Produto natural”. Mas chumbo também é natural. Nenhum produto, realmente, é “sobrenatural”…

Por isso, é bom não acreditar em promessas. Só mediante uma avaliação criteriosa é possível checar se realmente cumprem o que prometem.

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Há coisas estranhas e maravilhosas neste mundo de uma natureza tão variada. Estamos acostumados a pensar que as pessoas ficam gripadas por causa do frio. Nesse caso, no Pólo Norte, todos andam gripados, certo?

Errado: é impossível alguém apanhar uma constipação por lá. O vírus da gripe não gosta de ambientes frios demais. Por isso, ninguém pega gripe no Pólo Norte.

Mas não existe na Natureza um pedaço de mundo melhor que o Brasil. A natureza brasileira é rica e deslumbrante. A mais velha árvore do Brasil, por exemplo, é um jequitibá-rosa que fica no Parque Estadual de Vassununga, no Estado de São Paulo, e tem 3 mil e vinte anos.

Um ser vivo com mais de três mil anos em nosso chão é algo absolutamente incrível. No rio Amazonas já foram descobertas até agora mais de 1.500 espécies de peixes – quinze vezes mais do que a soma de todas as espécies dos rios europeus.

Apenas o rio Negro, um dos afluentes do rio Amazonas, possui mais água doce do que toda a Europa.

O Brasil é um país fantástico. Um dia seu povo, e não os interesses estrangeiros, vão governar esta nação tão bela. Teremos ainda mais orgulho do Brasil quando a justiça e os direitos humanos valerem mais que as ambições e a ganância dos destruidores da Natureza.