DENÚNCIA: CINCO GENERAIS envolvidos em corrupção: “PROCURADORIA-GERAL DA JUSTIÇA MILITAR PEDE AO COMANDANTE DO EXÉRCITO ABERTURA DE DOIS NOVOS INQUÉRITOS CONTRA CINCO GENERAIS”

Carolina Brígido, Carla Rocha e Vera Araújo 

BRASÍLIA e RIO – A procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Ramalho, pediu na quinta-feira a abertura de dois inquéritos contra cinco generais para apurar a participação deles no esquema de fraudes em licitações e compras do Instituto Militar de Engenharia (IME). O pedido foi enviado ao comandante do Exército, general Enzo Peri, a quem caberá instaurar a investigação. Os militares na berlinda assinaram a liberação de compras e de dispensas de licitações sob suspeita. Um dos inquéritos examinará o período de 2001 a 2007 e o outro, de 2008 a 2010. Os nomes dos oficiais estão sob sigilo.

As irregularidades vieram à tona em reportagens publicadas pelo GLOBO no ano passado . Já existe inquérito aberto contra outros militares envolvidos nas mesmas fraudes na Justiça Militar no Rio . O novo inquérito foi aberto em Brasília devido à patente dos suspeitos.

RELEMBREE-mail envolvendo generais faz MP Militar pedir a prisão de oficial acusado de fraudes no IME

Empresas de fachada foram usadas no esquema

A reportagem, de maio do ano passado, revelou que parentes ou laranjas de militares e ex-militares do IME – uma das mais conceituadas instituições de ensino do país – teriam montado um esquema de fraude em licitações na unidade, envolvendo pelo menos 12 empresas e cerca de R$ 15,3 milhões. A maior parte dos contratos diz respeito a serviços de consultoria em convênios firmados entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão do Ministério dos Transportes que está agora no centro de uma série de escândalos.

 

O levantamento mostrou que algumas empresas contratadas não funcionavam nos endereços fornecidos à Receita Federal e que havia sócios em negócios milionários morando em favelas no Rio. Outros indícios davam conta de que os valores dos contratos eram liberados de forma ágil, o que levantou a suspeita de que algumas empresas pudessem ter sido constituídas apenas com a finalidade de vencer as concorrências.

A maior parte do montante investigado foi pago por meio de ordens bancárias, entre 2004 e 2006. O fato chamou a atenção de alguns militares do IME que denunciaram o caso a seus superiores. Depois disso, empresas foram desativadas, outras mudaram de nome. Os militares que estariam ligados a elas deixaram o IME, tendo sido transferidos até para outros estados.

Uma das empresas que mais receberam recursos públicos foi a GNBR, que, entre 2004 e 2008, teve R$ 3,3 milhões liberados, de acordo com o Portal da Transparência do governo federal, por meio de notas bancárias pagas pelo IME por serviços prestados ao próprio instituto e ao Colégio Militar do Rio. Seus sócios também figuram em outras sete empresas que já tiveram contratos com o IME. Metade delas tinha, entre seus donos, parentes de um militar que, na época, trabalhava no instituto.

O inquérito do Rio está sendo conduzido pela procuradora Maria de Lourdes Souza Gouveia Sanson. Procuradoria de Justiça Militar do Rio já apresentou denúncia contra seis militares do Exército e nove civis. Entre os denunciados estão o major Washington Luiz de Paula (que era lotado no IME e tem cinco pessoas da família nas empresas investigadas); o capitão Márcio Vancler Augusto Geraldo (que na época era da comissão de licitação do instituto); o coronel Paulo Roberto Dias Morales; e o empresário Marcelo Cavalheiro.

Relatório do TCU confirma denúncias e cita generais

Um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) confirma todas as denúncias do jornal. E avança em outras direções, inclusive citando o nome de generais suspeitos de terem participado de irregularidades no IME e no Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército.

Já a investigação da Procuradoria da Justiça Militar de Brasília conta com uma equipe formada por cinco analistas contábeis e cinco analistas de informática que detectaram “fortes indícios de licitações viciadas e de fraudes em dispensas de licitação” no DEC. Há 96 casos sendo analisados. Neles, os ordenadores de despesa assinavam o documento e, em seguida, o general responsável dava seu aval. O TCU, em seu relatório, cita o nome de sete generais que avalizavam os contratos, entre eles, o próprio comandante do Exército, general Enzo Peri.

– Houve dispensas de licitações altamente suspeitas, e isso é confirmado pelo TCU – disse Cláudia Ramalho.

6 Respostas

  1. […] BRASÍLIA e RIO – A procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Ramalho, pediu na quinta-feira a abertura de dois inquéritos contra cinco generais para apurar a participação deles no esquema de fraudes em licitações e compras do Instituto Militar de Engenharia (IME). O pedido foi enviado ao comandante do Exército, general Enzo Peri, a quem caberá instaurar a investigação. Os militares na berlinda assinaram a liberação de compras e de dispensas de licitações sob suspeita. Um dos inquéritos examinará o período de 2001 a 2007 e o outro, de 2008 a 2010. Os nomes dos oficiais estão sob sigilo. As irregularidades vieram à tona em reportagens publicadas pelo GLOBO no ano passado . Já existe inquérito aberto contra outros militares envolvidos nas mesmas fraudes na Justiça Militar no Rio . O novo inquérito foi aberto em Brasília devido à patente dos suspeitos. RELEMBRE: E-mail envolvendo generais faz MP Militar pedir a prisão de oficial acusado de fraudes no IME Empresas de fachada foram usadas no esquema A reportagem, de maio do ano passado, revelou que parentes ou laranjas de militares e ex-militares do IME – uma das mais conceituadas instituições de ensino do país – teriam montado um esquema de fraude em licitações na unidade, envolvendo pelo menos 12 empresas e cerca de R$ 15,3 milhões. A maior parte dos contratos diz respeito a serviços de consultoria em convênios firmados entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão do Ministério dos Transportes que está agora no centro de uma série de escândalos. O levantamento mostrou que algumas empresas contratadas não funcionavam nos endereços fornecidos à Receita Federal e que havia sócios em negócios milionários morando em favelas no Rio. Outros indícios davam conta de que os valores dos contratos eram liberados de forma ágil, o que levantou a suspeita de que algumas empresas pudessem ter sido constituídas apenas com a finalidade de vencer as concorrências. A maior parte do montante investigado foi pago por meio de ordens bancárias, entre 2004 e 2006. O fato chamou a atenção de alguns militares do IME que denunciaram o caso a seus superiores. Depois disso, empresas foram desativadas, outras mudaram de nome. Os militares que estariam ligados a elas deixaram o IME, tendo sido transferidos até para outros estados. Uma das empresas que mais receberam recursos públicos foi a GNBR, que, entre 2004 e 2008, teve R$ 3,3 milhões liberados, de acordo com o Portal da Transparência do governo federal, por meio de notas bancárias pagas pelo IME por serviços prestados ao próprio instituto e ao Colégio Militar do Rio. Seus sócios também figuram em outras sete empresas que já tiveram contratos com o IME. Metade delas tinha, entre seus donos, parentes de um militar que, na época, trabalhava no instituto. O inquérito do Rio está sendo conduzido pela procuradora Maria de Lourdes Souza Gouveia Sanson. Procuradoria de Justiça Militar do Rio já apresentou denúncia contra seis militares do Exército e nove civis. Entre os denunciados estão o major Washington Luiz de Paula (que era lotado no IME e tem cinco pessoas da família nas empresas investigadas); o capitão Márcio Vancler Augusto Geraldo (que na época era da comissão de licitação do instituto); o coronel Paulo Roberto Dias Morales; e o empresário Marcelo Cavalheiro. Relatório do TCU confirma denúncias e cita generais Um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) confirma todas as denúncias do jornal. E avança em outras direções, inclusive citando o nome de generais suspeitos de terem participado de irregularidades no IME e no Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército. Já a investigação da Procuradoria da Justiça Militar de Brasília conta com uma equipe formada por cinco analistas contábeis e cinco analistas de informática que detectaram “fortes indícios de licitações viciadas e de fraudes em dispensas de licitação” no DEC. Há 96 casos sendo analisados. Neles, os ordenadores de despesa assinavam o documento e, em seguida, o general responsável dava seu aval. O TCU, em seu relatório, cita o nome de sete generais que avalizavam os contratos, entre eles, o próprio comandante do Exército, general Enzo Peri. – Houve dispensas de licitações altamente suspeitas, e isso é confirmado pelo TCU – disse Cláudia Ramalho. https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2011/08/12/denuncia-cinco-generais-envolvidos-em-corrupca… […]

  2. Joao candindo ferreira da cunha pereira

    O GIGOLO DA CORRUPCAO; Joao Candido Ferreira da Cunha Pereira, no tempo que exercia o cargo de Inspector do Tribunal de Contas do Estado de Paraná, no ano de 1995. Ele depositava dinheiro roubado ( por corrupcao ) no cartao de crédito dele, e da patroa Cleony no VISA CARD e AMERICAN EXPRESS.

    O dinheiro dos pagadores de impostos paranaenses eram gastos pela patroa, filho e irmao:
    Eduardo e Francisco Cunha Pereira Filho ( dono da Gazeta
    do Povo ) e a lavagem do dinheiro sao: com viagens ao exterior, passagens aérea de primeira classe,
    hospedagens em hotéis e restaurantes gourmet de 5 estrelas, passeios em diversos paises europeus, tambem com
    compras de jóias. E…montou com dinheiro roubado, a loja ” Aco para
    Construcoes” no bairro Batel.
    Joao Candido fez da confianca depositada nele,fonte de enrequecimento
    sem escrúpulos, roubava na casa e gastava em casa alheia. Se alguem nao acredita nesta denúncia, verifique os relatórios assinados por ele, em troca de dinheino no tempo que ele trabalhava noTribunal de Contas.

    Estiveram gastando em casa alheia no ano de junho 1995; JOAO ( canalha ) +
    CLEONY (a patroa que é uma mulher psicopatra )
    ) E EDUARDO ( 0 filho que apesar de ter idade adulta, mantinha a vida sustentado pela corrupcao do pai dele ) na ALEMANHA,SUICA,PARIS E LONDRES ( Eles viajaram no trem EuroStar )

    O LADRAO APOSENTADO vive na : Rua A-CARMELO RANGEL, 568/ CEP: 80440-050 Batel/ Curitiba. Email: faleconosco@tce.pr.gov.br Tel.: 041-3243-3007
    Note: O orgasmo sexual da família do Inspector Joao Candido é contar “grandeza de mentiras” além de ser uma CLOACA MAXIMA !!!

  3. O Unico caso d Pna d Mort no Brasil eh por dserção em caso d recrutamento para guerra, por caractrizar Traição a Patria. Nst caso, qndo os Traidores da Patria são os q comandam e criam a logistica do bligrant mercado, com aport condicionant da PENA CAPITAL aos q ñ qrem lutar plo q ñ lhe valham o Justo sacrificio rogado, cab a Pna d Mort, ou eh soh para soldados adolecnts, jovns e sabios conhecdores dos males provocados plas altas patnts dos fardados ?

  4. Sempre houve essa roubalheira no EB. ?????
    Ou será que só agora é que foi trazida à tona, causando todo esse espanto.???
    Será que esses canalhas vão assumir a responsabilidade pelos seus atos, como cobram dos seus subordinados???????
    E aquela conversa toda sobre “imagem da instituição”????
    Será que alguém ainda tem medo de cara feia de general corrupto?????

  5. E tenho conhecidos com saudades do tempo dos milicos. Imaginem só a a roubalheira acobertada pela total impunidade! /A grande escola da corrupção no Brasil nasceu sem dúvida na época da ditadura.Nós antes,não tinhamos tanto roubo. E os homens públicos tinham um pouco mais de vergonha na cara.

  6. Viu como é duro largar a ‘mamata’?

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