TRANÇAGEM – de jairo pereira / quedas do iguaçu.pr

 

O fósforo

de tuas palavras

acende

iracriadora

no meu

coração.

A iracriadora

repercute no sempre

de todas as épocas

porque é voz lançada

ao infinito

transdiz o indizível

e revela os espaços

ocultos do orbe

em transe

de altosonhar.

Existe

o baixo sonhar

e sempre andei ali

escaravelhando

pós ardidos

de contigo, reergui

o gesto, a voz

o ímpeto e agora laboro

magmas alternados

de beleza e furor

explícitos zêlos

atônitas investidas

nos fatos.

Espírithos invictos no labor dos livros me desafiam

:golpes baixos no dizer:

agridem por mero deleite

a voz que poéticocircunda o entrelivros e delibera e torce as coisas de razão desrazão.

Comigo é assim despachado o despacho do dizer nos pacotes endereçados pra alguém no futuro que pouco ou nada me diz.

Na luta de facas, tu vinhas e eu me defendia com golpes marciais

as facas lampiavam na escuridão dos muquiviras e eu me defendia defendia. As lâminas finas, cromadas lampiavam na escuridão dos muquiviras e eu me defendia

defendia.                   

Em poeta e anjo e semioticista eu lançava mão de signos espérios ágeis no gatilho e mesmo assim tu te chegavas ostensivo, lampiando as facas afiadas no meu brilho.

Acrescente um punhado de feijão no prato, um punhado de arroz e um ovo frito fenomenal. Sacias a tua fome. Um poema como esse prato cheio, interfere em outras espheras. Interfere

educa o trauseunte peregrino. Um signo vive dum prato feito. Um signo, um homem, um centauro, um ente libertino. Dum prato feito a nossa fome. Dum prato feito, a nossa ira santa. Dum prato feito, o nosso amor. Dum prato feito, a imagem da musa crescida de sóis insuspeitos. Em poeta e centauro e ente reciclínio não me deixo abater pela cantilena negra do baixo espíritho. Uma proeza, a voz que poéticocircunda nossas ações de inventor

criador, filósofo pré promaduro, no caminho de todos os caminhos.

Luas e luas, sóis e sóis espelhos nos espelhos

linhas de pensar o impensado, tresandos de verbos novos fazendo pecado. Em poeta, me tentam imagens lindas. Me tentam, conceitos complexos, construções do alto espíritho. Mitigo

 a dor maior, mitigo a ilusão esplêndida que dói

frente ao objetário vida

 

Agora são os punhais que trançam vidamorte 

os punhais do baixo e alto espíritho. Um vaticínio falho: o futuro resolve o irresolvido. Um vaticínio grita: o bom pensamento regurgita como passarinho

regurgita

eiva de vícios a língua

linguagens

crispações de céus e luas

e sóis e virgu’s no virutago

martimanho’s

da enteléquia da proselítilica

e virgu’s nas telas

do phuturo, virgu’s

e fabulações.

Na terceira esphera

do entendimento-rio

galopei meu cavalo Tigre

noites insones

luas resídias

& os personagens

que imagino choram

os espinhos esfíquios

que afloram

verdores arbóreos

entre os dedos dos pés

irisadas hastes, irisadas

flores pelos cabelos

argila fresca nas unhas

e pós crispando a tez

de pedra

visofânica verthigem

:as personagens em transe:

 geradas árvores

 frutificantes nos

antecampos poéticos

do outro lado

do imenso cordão dos signos

onde havia só pântano &

caos

:espectros do irresoluto:

O signo por si só, não me basta. O signo, a morte seca na palavra, não me basta.

A vida me sobra, alcança

o foco, a face

do SOL que faz arder a criação.

 

 (De livro-poema inédito).

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