Arquivos Diários: 8 setembro, 2011

A ARTE de BEIJAR – por lourivaldo baçan / são paulo

O dicionário diz que um beijo é “uma saudação feita tocando com os lábios apertados e separando-os, próximo do “alvo”, de repente.

Disto é bastante óbvio que, embora se possa saber algo sobre palavras, não se sabe nada sobre beijos.

Se nós formos descobrir o real significado da palavra beijo, ao invés de irmos pesquisar velhos alfarrábios e dicionários,deveríamos ir perguntar isso aos poetas que ainda têm o sangue quente da paixão da mocidade nas veias.

O grande segredo e a arte do beijo.

Coleridge chamava o beijo de respiração de néctar. Shakespeare dizia que um beijo é um “selo de amor.” Marcial, poeta romano, dizia que um beijo era “a fragrância de bálsamo de árvores aromáticas, o odor do açafrão abundando, o perfume saboroso de frutas maduras, os prados floridos pelo verão, o âmbar esquentado pela mão de uma menina, um buquê de flores que atraem as abelhas”.


Sim, um beijo é tudo isso… e mais.

Outros disseram que um beijo era: o bálsamo de amor; a primeira e última das alegrias; o idioma do amor; o selo de felicidade; o tributo do amor; o gole refrescante e o néctar de Vênus.

Sim, um beijo é tudo isso. . . e mais.

Um beijo não pode ser definido, simplesmente porque cada beijo é diferente do anterior e do que virá em seguida, da mesma maneira que nenhuma pessoa é semelhante à outra.
Assim, não há dois beijos semelhantes, porque são as pessoas que fazem os beijos. Pessoas reais, vivas, que pulsam com vida, amor e felicidade extremas.


TIPOS DIFERENTES DE BEIJOS

Claro que há tipos diferentes de beijos. Por exemplo, há o beijo que a pessoa devota deposita no anel do Papa. Há o beijo materno de uma mãe em sua criança. Há o beijo amigável entre duas pessoas que estão se encontrando ou estão se separando. Há o beijo que um rei exige de seus escravos.

Mas embora todos eles sejam chamados de beijos,eles não são os beijos a que vamos nos referir neste livro. Nossos beijos são o único tipo de beijos que vale a pena considerar: os beijos de amor. O beijo, talvez, que Robert-Bums tinha em mente quando escreveu:

Doces selos de afetos suaves, suaves preces de felicidade futura,querido laço de conexões jovens,o primeiro galanteio de amor, beijo de virgem.

A coisa surpreendente sobre o beijo é que, embora o gênero humano tenha beijado desde que Adão se virou e viu Eva próximo dele, não houve praticamente nada escrito no assunto.

Todos os anos são publicadas centenas de livros ensinando como fazer isso ou aquilo, como ganhar dinheiro, como conseguir um trabalho, como cozinhar, como escrever e até como viver.

Mas, da arte de beijar, escreveu-se muito pouco. Uma razão para essa falta de instrução formal é devida ao senso de moral vitoriano, que persistiu através dos tempos. Para os puritanos do passado, qualquer coisa que se referisse ao amor era sujo e pornográfico.

Os escritos de John Bunyan mostram o que esses puritanos pensavam do beijo. Ele escreveu, em ” The Pilgrim’s Progress”, que os beijos eram “as saudações comuns de mulheres que eu detesto. É odioso para mim sempre que vejo isso.

Quando eu vejo homens bons saudar essas mulheres que eles conhecem ou que visitaram, eu faço minhas objeções contra; e quando eles respondem que é apenas um pouco de civilidade, eu lhes falo que não é uma visão graciosa.

Realmente, algumas mulheres consideram o beijo santo; entretanto, eu lhes pergunto porque fazem diferenciações; por que saudam os homens belos e saudáveis e deixam passar os feios e doentes?”

Talvez o velho Bunyan pensasse desse modo porque era um dos feios e doentes que jamais foram beijados.

Mas, hoje em dia, as pessoas têm uma perspectiva mais ampla da vida. Nossos jogos estão se tornando mais civilizados e menos mortais. Nossas artes não são mais censuradas por leis. Livros estão sendo escritos sobre assuntos que nenhum autor antigo teria ousado pôr no papel.

Anticoncepcionais, divórcios e a ciência do matrimônio são assuntos comuns em livros. Até mesmo os vícios estranhos do gênero humano são expostos e discutidos e não mais mofam nas câmaras escuras da censura.

Sim, livros como o de Van de Velde, “Matrimônio Ideal” e o de Stope, “Amor Casado”, são abertamente vendido em livrarias.

Mas, em nenhuma parte nós encontramos um livro que instrua as pessoas na arte de beijar, uma arte que é absolutamente essencial para uma vida feliz, como discutiremos nos próximos capítulos deste livro.

Porque nós não estamos livres absolutamente das correntes do puritanismo? Em certas partes do país, foram presos homens por beijar as esposas na rua! Isto é civilização?

É por isso que este livro foi escrito. Para ser um manual do beijo.

Aqui nós vamos discutir a maioria dos métodos aprovados de beijar, as vantagens de certos tipos, as desvantagens de outros, as reações mentais e físicas de beijoqueiros, episódios históricos de beijos, junto com exemplos da literatura mundial na qual beijos foram o assunto. Assim, aprume-se, prepare seus lábios e vamos à arena dos beijos!

POR QUE AS PESSOAS BEIJAM?

O que acontece quando um homem e uma mulher se beijam?

Quer dizer, o que acontece em várias partes do corpo quando duas pessoas apaixonadas unem seus lábios em felicidade? Anos atrás, antes de nossos biólogos conhecerem a existência das glândulas em nossos corpos, um escritor citou um cientista que teria dito que “beijar é agradável porque os dentes, mandíbulas e lábios estão cheio de nervos e quando os lábios se encontram uma corrente elétrica é gerada “.


Que tolice! Que tolice absoluta!

Em primeiro lugar, duas pessoas se beijam porque estão satisfazendo uma necessidade dentro delas, uma necessidade que é tão natural quanto a de comida, de água e de conhecimento.

É a fome de sexo, que os dirige um para o outro. Depois dessa necessidade saciada, então vem a de uma casa, a de crianças e de felicidade matrimonial.Essa necessidade é instintiva, isto é, nós nascemos com ela, todos nós, e não podemosaprender ou podemos adquirir isso de alguma forma.

POR QUE BEIJAR É AGRADÁVEL?

Uma vez que essa necessidade de sexo oposto se comprova, acontece no corpo humano o que é conhecido como tumescência que, em idioma simples, é a contração rítmica dos vários músculos do corpo junto com o funcionamento de certas glândulas que a ciência esteve impossibilitada de definir quais eram.

Especialistas em glândula sabem,executando certas operações, que a suprarenal, a pituitária, a gônada e outras glândulas controlam o comportamento sexual de seres humanos.

São essas glândulas que reagem, que secretam os hormônios no sangue que, em troca, leva-os aos vários órgãos envolvidos na reação sexual.

Então, pode ser dito que é a satisfação parcial da necessidade de sexo que torna beijar tão aprazível. Eletricidade é usada para girar motores, acender luminárias e aquecer ferros-elétricos. Mas eletricidade não dá satisfação completa ao beijo. E chega de ciência estéril!

Nós temos pela frente uma leitura aprazível sobre a felicidade do beijo. Agora que aprendemos porque homens e mulheres se beijam, vamos entrar nos métodos usados para beijar, de onde vem realmente a satisfação desse prazer.

MÉTODOS APROVADOS DE BEIJAR

O único beijo que conta é aquele trocado por duas pessoas apaixonadas entre si. Essa é a primeira exigência do beijo que satisfaz. Um beijo é realmente a união de duas almas-gêmeas que estão juntas porque nasceram uma para a outra. A razão para isso é porque o beijo é a introdução para se amar o verdadeiro amor.

O beijo prepara os participantes para a vida de amor do futuro. É a fundação, o ponto de partida do amor sexual. E é por isso que a maneira como o beijo é dado se torna extremamente importante.

Ainda há jovens mulheres que acreditam que os bebês são o resultado de beijos! Este é um fato! E essa condição existe porque nossos pais ou ignoram os métodos de explicar sexo às crianças ou ficam embaraçados de fazê-lo.

O resultado é que as crianças obtêm a informação sexual nas ruas e ruelas ou então permanecem ignorante e acabam acreditando em mentiras e fantasias.

BEIJOS SÃO PRELÚDIO PARA O AMOR.

TEXTO 3 – por wagner de oliveira melo / curitiba

Corrompi todo o Código Penal Padre; deus sabe que tentei ficar em casa rezando. Mas elas estavam ali o dia inteiro, perdidas, sem nada fazer. Tentei ficar em casa, mas o diabo me corrompeu. Se falar do mal, a igreja tem algo a dizer: “de boas intenções o inferno está cheio, meu filho”; “ótimo!, então não há mais lugar para mim; parto sem fim, padre”. Quero viver, fazer o bem, remunerar o jovem trabalhador, forjar uma nação e contribuir para o espetáculo do crescimento. Uns gostaram, outras nem tanto, outros ainda… Nada. Peixinhos. A maioria nunca tem opinião; é apenas movida de lá para cá ao sabor do poder, delícia dos anos 30: uma fotografia de mulher seminua da cintura pra cima. Ainda mais com toda a ofensa aos bons costumes… Nada. Peixinhos. Somos todos cordeirinhos, “meu pai não me levou à zona, foi tudo sem crase, mamãe foi junto, ela trabalhava lá, tenho orgulho, foi o que pagou meu estudo, hoje, quando derramo a última lágrima do funeral, imploro por seu perdão, mamãe, as leis eram mais fortes, não pude ser o contador do bordel”. Não há mães e pais no mundo, somos todos nós abusadores de criancinhas, elas gostam, serão nós, seremos elas, juntas elas fazem a pressão subir, uma com o dedinho na outra, até que o casamento acabe com tudo. Sou pra casar, cada vez que cometo uma atrocidade penso, Maria, me salve, case comigo, por favor. Tudo é saudade, quando não está aqui, quem sou se não o mal, o mal que posso fazer, pensando no meu bem. Vice-versa. Melhor dizer o mal, sei que elas queriam mais que eu, mas eu sei, li, não fui assassinado quando o exército vermelho exterminou todos aqueles que usavam lentes, suspeitos de serem leitores, – crime capital, pena: eu agora querendo mais, elas lá fora, esperando o dia inteiro, uma apóia na outra, “eu gosto assim, faz pra mim”. Queria poder me culpar mais, queria o suplício; mas confesso e não blasfemo: a culpa é sua, por que não está aqui comigo? Vergonha? Deve ser, eu também teria, jamais me encararia, esses olhos negros não têm fim, a gente se perde neles; tenta-se fixar o olhar, impossível, os olhos negros não têm pupilas, é preto e branco, um na cozinha, outro comendo, sendo servido. Bocejando há horas, Maria, José, João, qual é mesmo o nome da insônia? Insônia é simplesmente desistir de dormir. Tomar remédios, desabar, insônia só amanhã de manhã. Cada qual em sua realidade; cada qual pensando em fazer o bem; cada qual submerso em seus pecados – os olhos talvez os escondam, talvez queiram mais, mais bem, mais bem, mais bondade. Incrédulos, gentes, nações e organizações acreditam que o bem resta estático, pontual, – amantes do pragmatismo, “vamos distribuir remédios na áfrica”, “cotas raciais”, “o meu bem deve prosperar, afinal é o bem, é a bondade, é a minha religião: o bem”. – Te sento a mão na cara moleque, mas é para o seu próprio bem. – Aprenda de uma vez por todas que não se pode falar palavrões à mesa, sem crase, toma, toma, mais essa, toma e fica quieto, já pro seu quarto, que hoje não te quero ver nem pintado nem crucificado: Jesus botava tanto medo em José que, quando este lhe deu a primeira porrada, um milagre aconteceu. Nomes bíblicos dão tesão; para uns a religião é o próprio pecado, para outros é apenas destruir imagens de gesso em cadeia nacional, há aqueles ainda que juram não a ter – (tome cuidado) a natureza não reage, mas se vinga, preserve-a.