Arquivos Diários: 10 setembro, 2011

À FLOR DA PELE – de ana vidal / lisboa.pt

 

 

 

Toco, teço e entrelaço

Com dedos de descobrir

Lanço redes num abraço

À flor da pele me desfaço

Na vertigem de sentir

Tudo é matéria, se é tempo

De epidérmicas razões

Danço num sopro de vento

Rasga-me cada tormento

Gelam, queimam, emoções

 

E todavia, invisível

Eterno e primordial

Corre o rio do intangível

Imperioso, indefinível

Matriz de tudo, afinal