BRINQUEDOS FURIOSOS – por jorge lescano /são paulo

BRINQUEDOS FURIOSOS

 

Juanito foi assassinado aos onze anos por policiais, este crime pretendia esconder outros crimes. Davi provavelmente ficou apavorado ante o tamanho de sua agressão e para fugir dá um tiro na cabeça. Alguns depoimentos sugerem que ele havia premeditado o suicídio, aos dez anos de idade!

Não tenho provas além daquelas fornecidas pelos noticiários, especialmente os sensacionalistas, que se alimentam da truculência de nosso cotidiano.

Os dois fatos parecem surgidos de um roteiro de vídeo game ou de seriado de televisão. Lamentavelmente, para fugir da violência das ruas, muitas crianças devem ficar trancadas dentro de casa a mercê da “estética” da porrada, da lei do inescrupuloso, da pena de morte aplicada por aquele que tem a arma.

Dois casos extremos da violência diária que se pratica a revelia da lógica e do simples bom senso, às vezes pelas mãos dos pais contra filhos pequenos e que vão do castigo corporal ao estupro e o esquartejamento.

Sem nenhuma pose de moralismo, registro estes fatos na esperança de encontrar alguém que me ajude a compreendê-los. Isto é possível? São conseqüências do estágio de desenvolvimento das sociedades ou uma prova de que a nossa espécie tem origem no assassinato? Talvez seja o começo do fim da espécie. Se assim for, é melhor fornecer logo a toda população um destes brinquedos para que cada um tome seu destino nas mãos e decida a hora e local do suplício.

Até quando vai vigorar a hipocrisia do terrorismo de estado para combater o terrorismo e as “políticas” de desarmamento, do individual ao nuclear?

Somos reféns do “poder público”, cada vez mais poderoso e menos público graças à falácia da Democracia Compulsória (sic).

Quantas crianças deverão ser imoladas para despertar as consciências adormecidas?


Uma resposta

  1. Caríssimo Jorge: no Recanto das Letras registrei minha estupefação, dizendo,em uma frase que, sem conseguir apontar,com clareza, as causas do Horror, a mim me parece sejam, tal Horror e outros tantos similares, inumeráveis,os sinais claríssimos da agonia, em estágio terminal, de uma civilização, da nossa civilização, desta aqui presente, desta ocidental.

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