Arquivos Diários: 11 outubro, 2011

Ciranda de mãos soltas no aniversário de Zuzu – por omar de la roca / são paulo

Primeira volta ( 10/10/11)

Queria estar naqueles dias inspirados para escrever alguma coisa muito especial para o seu aniversário.Que falasse de portas e janelas abertas para o céu para o mar, que falasse de gaivotas ao vento de terras distantes. De temperos, sabores, cores e perfumes exóticos. De risos soltos,pés na areia, correndo da onda que vem branquinha.De caminhos que se cruzam ao entardecer,ao por de sol descansado. De mesas postas , de horas cheias, de liberdades poéticas, pelos menos. Da chuva caindo mansa, ah a chuva.Da agua santa do coco verde, do peixe fresco pulando.De olhos brilhando na tranquilidade da solidão.De mentes libertas pensando nas flores, fontes, folhas, pedras e palavras tardias.De mãos estendidas para o giro e para o sol,de corpos dançando nus na lua cheia. De cabeças frescas , de problemas resolvidos .
Infelizmente me falta a inspiração.  Mas não para desejar que este ano que se inicia possa te trazer muita paz,muita luz e a tão sonhada liberdade.

Segunda volta (11/11/10 )

Acho que acordei encontado hoje.
Vim pensando em falar sobre flores de cerejeira espreguiçando e alisando as roupas para bem receber o beija flor que vem de mansinho contar seus segredos ( que elas já sabem). Ou o som da harpa distante do bardo improvável.Do espelho que reflete as cores outonais da floresta. Ou do sol dourado cochichando para as montanhas azuis. De flores se abrindo no jardim para as borboletas coloridas. Da brisa suave carregando o polén e o perfume. De meus sonhos pendurados em cabides num canto, onde vou de vez em quando só para tirar o pó deles. De minhas palavras, que só são minhas porque eu as disponho a minha vontade. Ou, coloco minhas palavras a teus pés, ( e não meus sonhos ,pois só elas tenho ) , pisa com cuidado pois estás pisando em minhas palavras. Da comédia de todos os dias,que as vezes fazemos de drama talvez para chorar um pouco e nos sentirmos melhor. Mas escolho a comédia, mesmo que chore com ela.Pensei em conchas brincando com as marés,se enrolando nas algas. Gaivotas de origami pousando em páginas de livros. Haicais perfeitos declamados pelo mestre adormecido. Místicos avatares rodando enquanto rezam . Uma folha verde que cai em minha mão quando passo pela árvore do bosque imaginário. De todas as minhas invenções , delírios inofensivos , viagens imaginárias. De todas as palavras tolas , imaturas . De todo sentimento guardado como uma poesia escondida num livro antigo no fundo de um armário. De coisas que vem a tona quando menos esperamos e nos ferem e nos fazem querer esquecer. Da memória que,como a fotografia que não foi tirada , se amolda a paisagem ideal de nossos sonhos . De águas límpidas , pouco exploradas, que a cada um só interessa a própria margem .
Mas é apenas um conto, que já parece mais um capítulo.Como este que se inicia hoje. Apenas mais um capítulo. Que a comédia seja o tom dele. Que a tranquilidade esteja presente em todas as páginas.Que passe rápido se você assim o quiser. E que a imaginação ( esse grande desafio ) possa impregnar cada linha , libertando a mente de todas as âncoras as quais insistimos em segurar .

Artista alemão apresenta uma nova forma de usar petit pavé na 6ª Bienal de Curitiba

Adrian Lohmüller, participante da Bienal de Curitiba, criou Uma Praça da Liberdade no Museu Oscar Niemeyer

 

 

 Uma instalação está chamando a atenção do público no Museu Oscar Niemeyer. Em uma das salas de exposição da 6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea, uma plataforma de petit pavé, coberta por almofadas, convida os visitantes a sentar, refletir e relaxar sobre a obra, assinada pelo artista alemão Adrian Lohmüller.

 

Depois de bastante pesquisa sobre essa pedra de origem portuguesa, o artista propõe um novo uso para ela, o de sentar e não pisar como habitualmente é feito nas calçadas de petit pavé. Batizada de “Uma Praça da Liberdade”, a obra foi criada especialmente para a Bienal de Curitiba. Trata-se de uma forma urbana usada como composição geométrica popular, portadora de identidade local e de novas formas de experimentar o espaço público. A plataforma é feita com mosaicos de petit pavé e coberta de almofadas estampadas.

 

Em Curitiba, as calçadas de petit pavé são bastante tradicionais. No centro da cidade é possível encontrar mosaicos feito com as pedras brancas e pretas representando símbolos locais como a Araucária e o Pinhão, além de nomes de prédios e empreendimentos.

Adrian Lohmüller nasceu em 1977, em Gengenbach (Alemanha) e hoje vive em Berlim. Seu trabalho já foi visto em importantes espaços culturais como Städtische Galerie Nordhorn e Mining the Moon, em Berlin, além de ter participado de eventos como a 6ª Bienal de Arte Contemporânea de Berlin, entre outros.

 

A 6ª Bienal de Curitiba está aberta ao público até o dia 20 de novembro de 2011, com obras de mais de 80 artistas de 37 países dos cinco continentes. A programação geral inclui projeto educativo, palestras, mesas-redondas, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances e interferências urbanas, ocupando os principais museus, centros culturais, ruas, praças e parques da cidade.  Para conferir a programação completa e obter mais informações sobre visitas guiadas e mediadas, de bicicleta, de van e a pé, basta acessar o sitewww.bienaldecuritiba.com.br.

 

 

Serviço:

6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba

Instalaçao de Adrian Lohmüller

Museu Oscar Niemeyer

Rua Mal. Hermes, 999. Centro Cívico. Curitiba – PR

Funcionamento de terça à domingo, das 10h às 18h.

Mais informações:             (41) 3350-4400      .

ENTRADA R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia).

Não passarão! – de ademar adams / cuiabá

Não passarão!

 

Os corruptos não podem vencer esta,

Fazendo do cê, do ene e do jota,

No mundo da Justiça letra morta,

E do erário, um bacanal, uma festa.

 

A toga não pode ser a casamata,

De quem não é digno de trajá-la.

Patriotas, preparemos a batalha

Ou a nação o corrupto arrebata.

 

A guerreira levantou a sua voz,

E não segui-la nesta hora atroz,

É ceder o Brasil à empulhação.

 

Em frente passionária corregedora!

Branda a tua espada moralizadora!

À luta! Viva o Brasil! Não passarão!