STEVE JOBS E OS BEATLES – por olsen junior / ilha de santa catarina


(primeira parte)


   Recebo um texto de Renato Cruz, do “Estadão” falando do recém falecido Steve Jobs e associando-o a movimentos típicos da contracultura, afirmando que fez uma viagem à Índia (para conhecer o guru Neem Karoli Baba), participou de sessões de terapia do grito (no Centro Zen de Los Altos) e defendeu o uso do LSD afirmando que foi “uma das duas ou três coisas mais importantes que fez na vida”.

Coincidências à parte, a vida de Jobs (que nasceu em 1955) vem colada a existência dos Beatles…

Foi o dentista de George Harrison que estava com John Lennon (acompanhados de suas esposas) na primavera de 1965, quem adicionou uma droga no café de ambos, sem que soubessem, iniciando-os no ácido lisérgico… Eles acreditaram que estavam “ficando loucos”… Mas o “Dr. Robert” foi homenageado em uma bela canção.

Em 1968, os Beatles foram para Rishikesh, Uttar Pradesh, na Índia estudar Meditação Transcendental com o Maharishi Yogi.

Após a experiência no Ashram do Maharishi, os Beatles fundam naquele mesmo ano, a Apple Corporation (Apple Corps.) da qual a Apple Records viria a ser o braço melhor sucedido.

O primeiro disco com o novo selo, a maçã verde, foi um compacto com “Hei Jude” no lado “A” e “Revolution”, no “B” (está aqui comigo, em 45rpm). A bossa era: no lado “A” a maçã estava inteira, no “B” ela vinha cortada ao meio.

Em 1970, John Lennon participou sob a orientação do Dr. Artur Janov, de uma experiência do autoconhecimento chamada de Teoria do Grito Primal. O grito como sugere a técnica para libertar o indivíduo de traumas de infância, no caso de Lennon, o abandono pelo pai e os distúrbios mentais da mãe. Daí sairam dois álbuns: “John Lennon/Plastic Ono Band” e “Imagine”, este último, um fenômeno de vendas.

A Apple Computer foi criada por Steve Jobs e outros, em 1976.

A Apple dos Beatles é britânica; a Apple do Jobs é norte-americana.

Neste momento só pretendi mostrar que embora Steve Jobs tenha feito como ninguém a ponte entre a contracultura beatnik (da qual fez parte tardiamente) que até hoje tem como referência a Livraria City Lights (fundada pelo poeta Lawrence Ferlinghetti ainda em atividade no alto de seus mais de 90 anos) em San Francisco e os nerds que deram origem à era digital (nas garagens do Vale do Silício) na California com um estilo de vida criativo e autossustentável, em termos de comportamento ele “bebeu” muito nos Beatles, tanto que chegou a nomear a empresa que ajudou a criar com o mesmo nome: Apple e, como se não bastasse, com o mesmo logotipo: uma maçã verde!

Olsen Jr. é membro da ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS

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