PRIMAVERAS – de joão batista do lago / curitiba


Há primaveras sem paixão onde o amor é solitário

Escondido sob nuvens escondidas sob rochas de cimento

Sob um azul cinzento e verticalizado chovendo rosas e flores incolores

Sem o ungüento das abelhas sem beijos para distribuir a fração da gera

 

 

Nestas primaveras surgem do nada o canto maior dos amores

Enquanto flores e pássaros se aninham sob um sol de nuvens torrenciais

Dançando sobre os telhados a valsa dos amores agora ansiados

Sob os olhares espantados dos que não aprenderam a amar

 

 

 

Nestes dias de primavera há um homem querendo amar

Assim como o vento ama ao espaço: infinitamente!

Sem a presunção de querer ser mais que o próprio de si: simplesmente amor!

 

 

Nestes dias de primavera um navegante solitário enfrenta suas tormentas

Num mar de lutas onde suas sereias teimam em não vê-lo (e)

Nadam rumo ao desconhecido imenso trapaceiro destino solitário

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