Arquivos Diários: 6 janeiro, 2012

REDE GLOBO e PEDRO BIAL ficaram indignados com o Cordel de ANTONIO BARRETO – salvador.ba

Antonio Barreto

BIG BROTHER BRASIL: UM PROGRAMA IMBECIL.


 

Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.
.

 

Há muito tempo não vejo

Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.
.

 

Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.
.

 

Em frente à televisão

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.
.

 

Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.
.

 

O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.
.

 

Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.
.

 

Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.
.

 

Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Da muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.
.

 

Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

 

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.
.

 

Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.
.

 

A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.
.

 

Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.
.

 

Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.
.

 

Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.
.

 

É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.
.

 

Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.
.

 

A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.
.

 

E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.
.

 

E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.
.

 

E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

 

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.
.

 

A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.
.

 

Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.
.

 

Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?
.

 

Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal.

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal.

 

.

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Estreia nesta sexta – 06/01/12 – “Cavalo de Guerra”, um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg – por marcelo perrone / porto alegre.rs

Longa renova a fé em Spielberg como grande artesão do cinema

Estreia nesta sexta "Cavalo de Guerra", um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg David Appleb/DreamWorks

“Cavalo de Guerra” traz elenco jovem e talentoso e muitas sequências magistraisFoto: David Appleb / DreamWorks

 

Falar que nesta sexta-feira estreia um filme candidato a empilhar estatuetas no próximo Oscar não diz muito sobre as qualidades de Cavalo de Guerra, visto o histórico de títulos esquecíveis premiados pela Academia.

Acrescentar que é um filme de Steven Spielberg, grande mestres do ofício cinematográfico, é, sem dúvida, um atrativo.

E acredite: indicado ao Globo de Ouro, Cavalo de Guerra é um dos melhores trabalhos de Spielberg. Nele o diretor, além de imprimir as marcas autorais de suas mais aclamadas realizações, renova a fé no cinema grandiosamente espetacular que poucos além dele ainda sabem fazer.

É um modelo de cinema clássico, que a cada fotograma parece evocar uma obra-prima de John Ford, um melodrama sob pano de fundo histórico como …E o Vento Levou, um trepidante filme de guerra como o próprio Spielberg fez em O Resgate do Soldado Ryan. A costurar essas referências, uma história bem ao gosto do diretor, que combina rito de passagem de jovens diante de uma provação, laços de amizade, o inabalável afeto familiar, a força extraordinária que rompe essa harmonia e a jornada épica dos protagonistas para se recomporem.

Adaptação do livro homônimo do inglês Michael Morpurgo, já levado com sucesso aos palcos, Cavalo de Guerra tem início na Inglaterra rural às vésperas da I Guerra (1914 – 1918). O protagonista é o cavalo Joey, domesticado pelo jovem Albert (Jeremy Irvine) para ajudar na lida da pequena fazenda da família. Quando estoura o conflito, o pai de Albert, endividado, vende Joey para o exército britânico.

Tem início então a odisseia do valente e tenaz cavalo pelos campos conflagrados da França, onde britânicos e alemães se massacram. Joey passa de montaria de um oficial inglês a animal de carga do inimigo, ganha abrigo de um fazendeiro francês e sua netinha, volta para os alemães e outra vez para os ingleses. Nessa ciranda que mantém o cavalo sempre no primeiro plano, Spielberg, com engenhosidade, apresenta diferentes núcleos de personagens que conduzem a história até Albert entrar outra vez em cena.

Enumerar as sequências magistrais de Cavalo de Guerra é um estimulante exercício cinéfilo, da delicadeza com que emoldura uma execução à complexa engenharia cenográfica que move a hora final do filme, ambientada na chamada “terra de ninguém”, o espaço devastado entre trincheiras inimigas.

Importante destacar a mão do diretor para garimpar jovens e excelentes atores, como, entre tantos, o estreante inglês Jeremy Irvine, seu compatriota Benedict Cumberbatch (o moderno Sherlock Holmes da série da BBC) e o alemão David Kross (de O Leitor), cada qual com seu momento de brilho.

A lamentar apenas a opção de Spielberg em padronizar no idioma inglês todas as falas. Com esmero, talento e autenticidade transbordando em Cavalo de Guerra, ele poderia ter seguido o exemplo de Quentin Tarantino, que fez dessa fidelidade linguística um dos charmes de Bastardos Inglórios.

Cavalo de Guerra (War Horse)
De Steven Spielbeg. Com Jeremy Irvine, Emily Watson e Peter Mullan.
Drama, EUA, 2012. Duração: 146 minutos. Classificação: 12 anos.
Em cartaz a partir desta sexta .
Cotação: 4 de 5