SILAS MALAFAIA: “Pastor pode virar réu por incitar ódio aos gays” / são paulo.sp

Pastor pode virar réu por incitar ódio aos gaysFoto: Divulgação

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER QUE SILAS MALAFAIA SE RETRATE POR TER DEFENDIDO “BAIXAR O PORRETE” E “ENTRAR DE PAU” CONTRA INTEGRANTES DA PARADA GAY

20 de Fevereiro de 2012 às 22:21

 – O Ministério Público Federal quer que a Justiça obrigue o programa “Vitória em Cristo”, exibido pela Rede Bandeirantes, se retrate de comentários homofóbicos feitos pelo pastor Silas Malafaia. O malfeito ocorreu em julho do ano passado.

Usando gírias e palavrões, o pastor defendeu “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gay. De acordo com o pedido encaminhado pelo MPF, a retratação deverá ter, no mínimo, o dobro do tempo usado nos comentários preconceituosos.

“Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja Católica ‘entrar de pau’ em cima desses caras, sabe? ‘Baixar o porrete’ em cima pra esses caras aprender (sic). É uma vergonha”, afirmou o pastor evangélico, durante o programa.

Indignada com as manifestações preconceituosas, a associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais protocolou reclamação no Ministério Público Federal, o que motivou a abertura de um inquérito civil para apurar o caso e terminou numa ação, com pedido liminar.

O pastor chegou a ser ouvido pelo MPF. Malafaia explicou que tinha feito uma crítica severa às atitudes de determinadas pessoas “desse segmento social”, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas. Ele defendeu que as expressões “baixar o porrete” ou “entrar de pau” significam “formular críticas, tomar providências legais”.

Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, as gírias têm claro conteúdo homofóbico, por incitar a violência em relação aos homossexuais. “Mais do que expressar uma opinião, as palavras do réu em programa veiculado em rede nacional configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social”, disse o procurador.

Dias afirma que, como líder religioso, Malafaia é formador de opiniões e moderador de costumes. “Ainda que sua crença não coadune com a prática homossexual, incitar a violência ou o desrespeito a homossexuais extrapola seus direitos de livre expressão”, argumentou. Por isso, a importância da retratação de seus comentários homofóbicos diante de seus telespectadores, além da abstenção de veicular novas mensagens homofóbicas.

A ação também é movida contra a TV Bandeirantes. O MPF sustenta que cabe à emissora que outras mensagens homofóbicas sejam exibidas, além de veicular a retratação. “A emissora é uma concessionária do serviço público federal de radiofusão de sons e imagens e deve compatibilizar sua atuação com preceitos fundamentais como o direito à honra e à não discriminação”.

Fernando Porfírio _247

3 Respostas

  1. Deve haver tolerância de ambos os lados, uma coisa, é pela crença, não aceitar o amor afetivo, outra coisa, é pregar o ódio contra o amor homoafetivo. Deixar cartazes expalhados por toda cidade, dizendo, que ser alguém de orientação homoafetiva é distruir famílias, isto é ignorância, por parte do senhor Silas Malafaia. E se a pastora Lanna Holder abrui uma igreja inclusiva é direito dela, no Brasil, a constituição respeita todos os credos e proíbe discriminação religiosa. Sou a favor da parada da diversidade, desde que não agrida, ou, ofenda a ninguém, usar os santos católicos, foi uma falha da comissão da parada gay, mexeu com religião.

    E necessário a parada em defesa dos direitos homoafetivos, mas, exageros, não. A passeada, deve ser feita com sabedoria e responsabilidade , para não dar margem, a comentários críticos e ataques religiosos, por criticar, ou, usar imagem de religião alheia. Sou contra ataques de envangelistas, mas, revidar com os santos católicos, foi exagero. Agora, SR Silas Malafaia, usar a fé para julgar os outros e usar palavras de baixo calão, por favor? Que tipo de pastor o senhor é?

  2. Uma das coisas que devem ser feita, prioritariamente, é escutar as palavras de Cristo, onde Ele diz que devemos amar uns aos outros.
    Um amor que não vê a pessoa humana, mas o ser humano independente de que cor, de que sexo, de que religião que siga, mas com muito, mas muito respeito…
    E respeito é uma coisa que nesse mundo está faltando.
    Cada um tem uma opção sexual e ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer com que os outros engulam isso e usar certas armas como leis e outras formas de repressão, sendo que tais pessoas possuem um discurso anti-repressivo.

    Venhamos e convenhamos que esses cara que vão ao MPF são os mesmos que não possuem um pingo de respeito com os santos e outros símbolos religiosos.

    Sejamos o que quisermos mas vamos respeitar o próximo com todas as nossas forças…

  3. Jamais nossas convicções poderão afetar os que dela não pactuam. Deve a lei se fazer presente, entretanto, vejo claramente uma guerra se formando, haja visto que há preconceito também do outro lado. Justo seria um debate moderado em que ambas as partes se entendessem.

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