A MORTE LENTA ou MORRE LENTAMENTE – por pablo neruda / santiago.ch

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito e do trabalho, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is” a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeções, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não tentando um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. 

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar. Estejamos vivos, então!” 

Paulo Neruda

.

NOTA DO SITE:

recebemos de um colaborador, assíduo, e cremos que também não sabia e porque o conhecemos confiamos na informação de autoria do poema acima. ocorre que tal poema NÃO É de autoria de PABLO NERUDA e sim de nossa colaboradora a escritora gaúcha MARTHA MEDEIROS com o título A MORTE DEVAGAR. pedimos esclarecimentos a FUNDAÇÃO NERUDA, no Chile, e recebemos este email:

Estimado Joao,

Gracias por escribirnos.

“Muere lentamente” NO ES de Pablo Neruda. Su autora es Martha Medeiros.

 

Más información en el siguiente link: http://www.fundacionneruda.org/es/pablo-neruda/preguntas-frecuentes/104-tres-poemas-falsamente-atribuidos-a-pablo-neruda-.html

 

Saludos cordiales,

 

Carlos Maldonado R.
Director de Comunicaciones

Fundación Pablo Neruda

www.fundacionneruda.org

(56 2 737 60 04)

Fernando Márquez de la Plata 0192

Providencia, Santiago

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9 Respostas

  1. Com a permissão de Jorge Lescano, faço minhas as palavras dele.
    Abraço grande, caro Vidal.
    Zuleika.

  2. Bravo Vidal, é assim que se resolvem estas coisas, indo à fonte. Para evitar a repetição destes equívocos, que podem colocar em questão a seriedade do PALAVRAS, sugiro que o site não publique matérias de terceiros sem a referência precisa da fonte. Grato pelo esclarecimento. Grande Abraço.

  3. da FUNDAÇÃO NERUDA:

    Tres poemas falsamente atribuidos a Pablo Neruda
    Al menos tres poemas de distintos autores vienen siendo atribuidos, desde hace ya algunos años, a Pablo Neruda, alcanzando una considerable circulación electrónica. Uno de ellos, “Muere lentamente”, se ha utilizado total o parcialmente como saludo de año nuevo y para otros tipos de mensajes, con lo cual su visibilidad creció hasta originar diversos artículos de prensa.

    Este poema es de la escritora brasilera Martha Medeiros, autora de varios libros y cronista del diario Zero hora, de Porto Alegre. Se publicó, con el nombre “A morte devagar”, en el periódico aludido, en noviembre de 2000.

    Otro de los poemas referidos es “Queda Prohibido”, que apareció por primera vez en Internet el 23 de Julio de 2001 en la página deusto.com. Su autor, Alfredo Cuervo Barrero, ha aclarado que el poema que circula actualmente no es exactamente el original, sino una versión amputada de éste. El texto está inscrito en el registro de Propiedad Intelectual de Vizcaya, a su nombre, con el número BI -13- 03. En Internet hay casi veinte mil atribuciones de este poema a Neruda.

    Finalmente está el poema “Nunca te quejes”. No conocemos a su autor.

    Tampoco sabemos los motivos por los que se atribuyen estos poemas a Pablo Neruda. Si se leen los tres textos queda en evidencia que todos ellos tienen un tono edificante, prescriptivo, en los que se advierte algún parentesco con la literatura de autoayuda, extemporánea a la época de Neruda. Sin desmerecer estos poemas, la obra de Pablo Neruda está muy lejos de este tipo de poesía en el tono, el contenido, el lenguaje y las imágenes que crea.

    Darío Oses
    Director Biblioteca
    Fundación Pablo Neruda

  4. amigos colaboradores, recebi este email da FUNDAÇÃO NERUDA com qual entendo estar esclarecida a autoria do poema:

    Estimado Joao,
    Gracias por escribirnos.
    “Muere lentamente” NO ES de Pablo Neruda. Su autora es Martha Medeiros.

    Más información en el siguiente link: http://www.fundacionneruda.org/es/pablo-neruda/preguntas-frecuentes/104-tres-poemas-falsamente-atribuidos-a-pablo-neruda-.html

    Saludos cordiales,

    Carlos Maldonado R.
    Director de Comunicaciones
    Fundación Pablo Neruda
    http://www.fundacionneruda.org
    (56 2 737 60 04)
    Fernando Márquez de la Plata 0192
    Providencia, Santiago

    obrigado pela ajuda e grande abraço,

    J B VIDAL
    EDITOR

  5. Caro JVidal, por favor, solicite ao colaborador que remeteu o texto que dê o título da obra original da qual o extraiu. Isto resolveria a questão. Abraço.

  6. aguardo algum esclarecimento dos prezados amigos quanto a autenticidade porquanto recebemos, o texto, de um poeta colaborador do site.
    abraço,

    J B VIDAL
    EDITOR

  7. Concordo com ambos os escritores: a mim ocorre a mesma dúvida.

  8. Caro Mário Hortz, achei oportuna e pertinente a sua dúvida. Nos anos 90 apareceu um pseudo-poema atribuído a Jorge Luís Borges que fez o maior sucesso apesar de sua péssima qualidade. Depois se descobriu que era de uma norte-americana autora de obras de auto-ajuda (por incrível que pareça isto virou gênero literário). Mais detalhes sobre este apócrifo no meu NOTAS DE COMPILADOR. Confira. Por meu lado tentarei descobrir se o texto acima é mesmo do poeta chileno. Abraço.

  9. Ué, e alguém aí está com pressa de morrer? Então, morramos lentamente, cada um caregando os seus fardos na vida.
    PS: Será que este texto é mesmo do Neruda? Ele me parece muito “auto-ajuda”…

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