Arquivos Diários: 22 março, 2012

OUTONO – Ofereço a ti e ofereço à minha mãe – por zuleika dos reis / são paulo.sp

 

Neste dia 20 de março, na alta madrugada começa, no hemisfério sul, a estação do Outono, ao mesmo tempo em que tem início a estação da primavera no hemisfério norte.

Se não dispomos da incrível beleza de cores dos campos na América do Norte, na Europa, na Ásia, em seu Outono que ocorre a partir de setembro, isso não significa que nosso Outono não seja belo. Assim, nenhuma outra estação costuma apresentar céus tão diáfanos nem luas cheias tão esplêndidas nem – permitam-me acrescentar este dado muito subjetivo –melancolias tão profundamente especiais. No Outono as estrelas cadentes se tornam mais visíveis, as chuvas se fazem mais silenciosas, as saudades e as lembranças insidiosas afloram mais intensamente, bem como os relâmpagos ocorrem com maior frequência.

No Outono também há árvores que se cobrem de flores, como a bonina, a espatódea, o manacá, a quaresmeira, a nespereira, a paineira, sendo que desta última existe, há décadas, um belíssimo espécime na pracinha em frente ao prédio onde moro, sempre diante da janela da minha sala, por sinal nos presentes dias já deveras florido, com suas flores rosa, com suas flores símbolo do meu amor, do meu amor sempre protegido entre as pétalas do coração. Assim como as árvores de Outono, a passarada também nos toca a todos com seus múltiplos cantos, nos campos e nas pequenas e grandes cidades do país.

No Outono temos a Semana Santa e a Páscoa. No Outono temos o dia do trabalho, o dia da abolição da escravatura, o dia em que as mães são homenageadas, o dia dos namorados… No Outono temos o tempo da colheita do arroz, o tempo da colheita do algodão.

Há quem diga que o Outono é a mais poética das estações.

Ergamos um brinde ao Outono, tempo de recolhimento, mas também tempo de  descobrimentos, tempos de renovação.

As Estátuas da Ilha da Páscoa tem corpos – flavia guimarães – rio de janeiro.rj



Um dia ainda irei voar até Rapa Nui  – o umbigo do mundo. São muitos os mistérios que lá existem. Esta ultima descoberta nos deixa ainda mais assombrados. Sempre conheci o Moais como sendo apenas enormes cabeças de pedras plantadas numa ilha no fim do mundo, mas jamais poderia imaginar que existiam corpos destas estátuas.

Rapa Nui esta localizada no Oceano Pacífico, essa ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa no ano de 1722, e mais tarde tornou-se posse do Chile, em 1888. Muitos segredos cercam a Ilha de Páscoa que é famosa por suas incríveis estátuas chamadas Moais e que estão ao redor de toda a ilha.

A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha, como elas foram parar lá é o fato de que as estátuas da Ilha de Páscoa têm corpos! Isso mesmo, as cabeçonas gigantes são estatuas completas cuja maior parte está enterrada e correspondem a corpos e mãos.

Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha da Páscoa e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas.

A dúvida agora é por que estes gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados? As estatuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?

Uma das teorias sobre o desaparecimento dos habitantes originais de Rapa Nui foi a superpopulação que levou a conflitos internos e falta de alimentos. Agora surge outra hipótese: um enorme deslizamento pode ter varrido a ilha e sua civilização. Isso aniquilou a população e fez com que as estatuas ficassem com boa parte do seu corpo sob a terra.