O dedo do anel roubado – de gilda kluppel / curitiba.pr


Vão-se os anéis, ficam os dedos

E de que modo ficam os dedos…

tremendo de medo.

Vão novamente usar os adornos

círculos de ouro, prata ou lata

para qualquer moldura

um olhar suspeito.

Vão apanhar a carteira da bolsa

o dinheiro contado

escondido no punho cerrado.

Vão indicar a ferida

a liberdade perdida.

Vão procurar a vingança

apertando o gatilho

numa violência atravessada

equivocada e nociva.

Vão segurar a caneta

denunciar o transtorno

e a tranquilidade roubada.

Vão permanecer sempre alerta

com receio e dedos ao alto

desconfiança constante

e a delicadeza falida.

A unha e a carne

agoniadas e acuadas

vão procurar abrigo dentro dos bolsos

ou permanecer inertes

atrás de um braço cruzado

temendo pela próxima vez

vão-se os anéis, não sobram os dedos.

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