MERCADORIA – de gilda kluppel / curitiba.pr

Segue o seu caminho

apresenta as armas

em linhas verticais prepara o escudo

manipula a espada

e aglutina seguidores
dentre os que não conhecem seus fetiches

permeia relações e forja emoções

inúmeros painéis indicam

os sentidos captam sem demora

matéria à mostra

preço a prazo e longe da vista

num instante a aspiração

de uma vida cumulativa

objetos, coisas, troços…

rapidamente se tornam obsoletos

outra necessidade inventada

um novo ciclo inicia

na contramão do poema

segue a sua marcha mercadoria

seduz mais adeptos

para juntar o metal precioso

e acumular tempo perdido

em tantas dores recolhidas

empilhar-se de bens

e tentar saciar as infinitas cobiças

na ilusão de ser pelo que tens.

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