POEMA I – de joanna andrade / miami.usa

Vou deixar de lado todos os afagos e me converter

Aos  valores  de  uma bolsa de couro de crocodilo

calças de marcas salientes

chemisie de seda pura Channel

calçadas com minhas marcas em unhas compridas pintadas de vermelho carmim

e para arrematar um cadillac rabo- de- peixe cor de rosa claro para eu me arrefecer

com meus óculos retro  Gucci

e lenços coloridos  deixando ao vento  um rastro de charme misturado com bobagem

Sim, vou  sair  em busca do real que me convem

As maçanetas de minhas portas serão de ouro amarelo 24k

Minhas cadeiras ,de pele de algum animal em extinção

As mesas de Madeira de lei

E as ordens todas serão  dadas por mim

Com argolas no pescoço manterei  ereta a distinção do rei

Toda vez que o vento passar  eu me estirarei mais em minha cor esbraquiçada

Minha existência  será prolongada pelo poder

Mais sentimentos  ordinários, os quais medíocres e me matam de prazer

E a verve a qual me serve será convertida em oração

o  corpo em atração

a  alma em negação

Assim ,em um momento …………

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Uma resposta

  1. Maravilha!!!! [ ]’s Juca.

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