China veta cheiro e mau hálito em astronauta / pequim.ch

Se as condições meteorológicas permitirem, a China enviará no sábado sua primeira astronauta ao espaço, dentro do ambicioso programa espacial que prevê a construção de uma estação independente até 2020 e a conquista da Lua em 2025. O nome da chinesa que estará a bordo da nave Shenzhou IX ainda não foi divulgado, mas os critérios para sua seleção incluíram exigências que vão além do preparo físico e psicológico: as candidatas não podiam ter cheiro nem mau hálito. Também deveriam ser casadas, ter um filho e ter dado à luz em parto natural, já que possuir cicatrizes levaria à sua eliminação. Por fim, elas deveriam exibir uma pele impecável e não ter machucados ou dentes estragados.

As finalistas da seleção são duas pilotos do Exército de Libertação Popular: a major Liu Yang e a capitã Wang Yaping, ambas de 34 anos, casadas e mães de filhos únicos. Uma delas deverá estar no sábado na Shenzhou IX ao lado de dois astronautas homens. Segundo o governo chinês, a exigência da maternidade está relacionada a eventuais danos à fertilidade provocados por potencial exposição à radiação. “Nós temos que ser cauteloso em proteger os astronautas, apesar de não haver evidência de danos”, disse ao jornal oficial China Daily Xu Xianrong, diretor do Centro Médico Aeroespacial do Exército de Libertação Popular.

O veto às cicatrizes decorre do temor de que elas possam se abrir e sangrar no espaço, de acordo com a imprensa oficial. Em entrevista ao China Daily, o editor da revista Espaço Internacional, da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, Pang Zhihan, justificou outra das exigências: “[as astronautas] não podem ter dentes estragados porque a mínima falha pode causar grandes problemas ou um desastre no espaço”.

A China é o terceiro país do mundo a ter um programa espacial próprio, depois de Rússia e Estados Unidos, e será o oitavo a enviar uma mulher ao espaço. A primeira missão tripulada do país foi lançada em 2003 e, até agora, seis astronautas chineses viajaram ao espaço.

Os três tripulantes da Shenzhou IX farão exercícios de acoplamento a um módulo não-tripulado, em preparação para a construção do laboratório espacial independente que Pequim espera concluir até 2020. Por divergências com os norte-americanos, a China não integra a Estação Espacial Internacional, que tem participação de Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e Canadá. A estação espacial chinesa terá 60 toneladas e será bem menor que a internacional, de 400 toneladas.

O programa espacial é um dos principais símbolos do processo de transformação da China em uma potência global. O país já é a segunda maior economia do mundo, conquistou o maior número de medalhas de ouro na Olimpíada de 2008 e faz parte do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

agência international.

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