Arquivos Diários: 22 julho, 2012

Brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo (fruto do roubo) em paraísos fiscais

Relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais

Um estudo inédito, que, pela primeira vez, chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais. Henry estima que, desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a “riqueza offshore não registrada” para fins de tributação.

A riqueza privada offshore representa “um enorme buraco negro na economia mundial”, disse o autor do estudo. Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como o México, a Argentina e a Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.

John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior.

— Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros— afirma.

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais.

— As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos — observa Christensen.

— No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo — acrescentou.

Chistensen diz ainda que no caso do México, da Venezuela e da Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora “este seja um fenômeno de mais de meio século”. O diretor da Tax Justice Network destaca que há enormes recursos de países africanos em contasoffshore.

AGÊNCIA BRASIL

188 anos da imigração alemã – dia 25 de julho de 1824 / por paulo timm – portugal.pt

 

Há 188 anos, dia 25 de julho de 1824, 39 colonos alemães chegavam  à Feitoria do Linho Cânhamo, oriundos do veleiro Anna Louise,  dando início à aventura da imigração teuta no Rio Grande do Sul. Este dia ficou consagrado, no Brasil, como o “DIA DO COLONO”, hoje pouco lembrado. Seus nomes ficaram registrados  e se encontram na obra de  Telmo Lauro Müller- UM MARCO NA HISTÓRIA GAÚCHA.

Eu tenho a honra de ser o sexto na descendência de um deles – o Patriarca Heinrich Timm. Meu pai  era Olacyr e meu avô Álvaro, com o qual convivi até sua morte, em 1954;  os “bisas” foram  Vô Andréa, de quem só ouvi falar, quem saiu da colônia para lutar na Guerra contra Rosas, no Uruguai, no início de 1850 acabou  em Santa Maria, onde fez família. Seu pai era  André, filho do Patriarca,  dele já nascido em terras brasileiras.  Digo-os como homenagem a todos aqueles bravos  homens contratados por um agente do Governo brasileiro, o major  Von Schafer,  que estava no Brasil desde 1814 e que veio cair nas boas graças da  Princesa austríaca D. Leopoldina, filha do Imperador Francisco I , da Áustria,  quando esta, casando-se com  Dom Pedro I, veio para o Brasil.

Fala-se em imigração alemã para o Rio Grande do Sul, mas, na verdade, àquela época não havia uma Alemanha unificada. Naquela região pululavam diversos reinos e ducados. A Áustria, porém, de origem também germânica, era o centro do mundo, depois de ter derrotado Napoleão e congelado seu internacionalismo militante de boca de canhão. Ela comandara no continente europeu, a realização do Congresso de Viena, em 1815 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_de_Viena–  e, desde essa cidade comandava a reconstrução conservadora das áreas devastadas pelas guerras. Não permitia, sob hipótese alguma, o recrutamento de soldados, com medo de uma recidiva belicista, mal desconfiando que, a partir daquele momento, o perigo não seria mais externo, mas interno. Em 1848, várias cidades europeias seriam varridas por revoluções sangrentas. A proletarização das cidades inchadas  com o advento da era industrial e  a inflamação do discurso iluminista,transbordando para o socialismo,  estava num curso inarredável.

A difícil missão de angariar colonos e contratar soldados alemães para os Batalhões de Estrangeiros do Brasil, coube ao Major Johann Anton von Schaeffer, que havia chegado ao Brasil em 1814 e conseguido granjeara amizade de D. Leopoldina, pelo interesse de ambos nas ciências naturais.

De posse de uma procuração que o nomeava de “Agente de afazeres políticos do Brasil”, Schaeffer encontrou inicialmente grandes dificuldades em contratar soldados na Alemanha. A exportação de soldados era proibida, desde o Congresso de Viena em 1815, pois as grandes potências europeias ( Prússia, Inglaterra, Áustria e Rússia) não permitiriam o surgimento de um outro “Napoleão” no mundo, e , D. Pedro I, com a independência do Brasil foi considerado um usurpador do poder, um rebelde que traíra o pai.

(http://www.marquardt.com.br/hist_imigr6.htm)

 

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Formou-se na UFRGS – Economia,

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA
Técnico de Planejamento · Brasília

O BLUES NASCENDO…

O BLUES NASCENDO!

O blues é filho africano em terras americanas – nasceu do grito vindo dos campos, nasceu da dor, do movimento sincronizado do trabalho pesado, nasceu, sobretudo, pela necessidade de se libertar, de se fazer ouvir… entre os anos 20 e 30, Charley Patton, Blind L. Blake e Robert Johnson ajudaram no parto, fizeram-lhe as honras da casa e saíram em digressão por todo o sul, para apresentarem a mais nova criação. E os bons ventos encarregaram-se de o transportar a Chicago e Detroit, onde foi muito bem recebido. Nos anos 40 e 50, identificado e registrado já tinha um nome, conhecido nacionalmente. Muddy Waters, J.Lee Hoocker, Howlin Wolf e Elmore James confraternizam a passagem do ilustre visitante no Mississipi Delta Blues, acrescentando-lhe um cadenciado que o tornam irresistível. A corrente blues continua, a viagem prossegue – em Houston, T-Bone, abraça a mais nova paixão. Já robusto, formoso e bem dotado, a chegada a Memphis foi triunfal – alguém, ansiosamente, o esperava. Emocionado, diante de BB King, o jovem Blues deposita-lhe uma guitarra nos braços e diz – esta é minha casa, agora tu és Rei!

 

UM clique no centro do vídeo: