REVOLUÇÃO FARROUPILHA : Zero Hora visitou lugares mitológicos da Revolução Farroupilha, palcos da guerra contra o Império. Assista ao documentário e saiba o que eles guardam na memória.

veja os dez principais palcos da REVOLUÇÃO FARROUPILHA (1835 – 1845)

CLIQUE AQUIREVOLUÇÃO FARROUPILHA

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A Revolução Farroupilha, também é chamada de Guerra dos Farrapos ou Decênio Heróico ( 1835 – 1845), eclodiu no RS e configurou-se, na mais longa revolta brasileira.

Foram diversas as causas que levaram os farroupilhas a atacarem Porto Alegre, no dia 20 de setembro de 1835, dando início a Revolução Farroupilha, que estendeu-se, até o dia 11 de setembro de 1836, quando Antônio de Souza Neto, proclamou a República Riograndense. Após esta data, iniciou-se então, uma guerra que durou até 28 de fevereiro de 1845.

Muitos fatos aconteceram, várias pessoas morreram, e quase dez anos depois de muitas lutas e combates, houve a pacificação.

Os problemas econômicos que atingiam as classes dominantes, figuram entre as principais causas da revolução. Os poderosos estancieiros gaúchos, queriam que o governo imperial, protegesse a pecuária do RS e dificultasse a entrada do charque argentino e uruguaio no Brasil, que devido o baixo imposto de importação, fazia concorrência desleal, arruinando a economia gaúcha. Essa mesma elite dos grandes fazendeiros, também lutava junto ao governo imperial, por uma maior liberdade administrativa para o RS.

A revolução farroupilha não foi portanto, uma revolta do povo pobre, e sim, uma rebelião dos ricos estancieiros que lutavam pelos seus interesses econômicos e políticos. O povo só participou do movimento, sob o controle dos fazendeiros. Não existia entre os líderes, o desejo de libertar o povo da exploração social, da escravidão ou da vida miserável.

Entre os principais líderes, destacam-se: Bento Gonçalves, Davi Canabarro, José Garibaldi, Antônio de Souza Neto, Gomes Jardim e Lucas de Oliveira.

O momento máximo da expansão do movimento, deu-se em 1839, com a fundação da República Juliana, na cidade de Laguna em Santa Catarina, sob comando de Canabarro e Garibaldi.

As capitais da República Riograndense, foram Piratini, Caçapava e Alegrete.

Os oficiais farroupilhas, reuniram-se nos Campos de Ponche Verde, e discutiram as questões do tratado de paz. Ocorreu então, um tratado entre duas nações: Rio Grande do Sul e Brasil. Assinou o tratado representando os farroupilhas, Davi Camabarro e pelos imperiais, Duque de Caxias, no qual não houve vencedores ou vencidos.

REVOLUÇÃO FARROUPILHA

ANTECEDENTES

              No Brasil, estávamos no período das Regências, duas correntes políticas existiam: Corrente Liberal Moderada – Chimangos que desejavam modificação do regime através de leis, e a Corrente Liberal Escoltada – Farroupilhas, que apontava como a solução a resolução.

Em 1833, quando Bento Gonçalves foi chamado ã Corte, (RJ), entrou em contato com Evaristo da Veiga e com o Padre Diogo Antonio Feijó, (futuro regente), e indica Antônio Rodrigues Braga, um moderado republicano, para o cargo de presidente da província, que por influência de seu irmão, passou para o partido conservador, rompendo com Bento Gonçalves.

Foram geradas as divergências entre o poder executivo (Fernandes Braga) e o poder legislativo; que era em sua maioria formado por deputados liberais, que acusaram Fernandes Braga de déspota por que havia mudado de partido.

CAUSAS

– Idéias de liberdade política
– Desejo de implantação do sistema republicano no Brasil com a federação das províncias;
– O descontentamento reinante aqui, pelos desastrosos e não contentáveis governos da província que eram orientados pelo império. Era o caso de Fernandes Braga.
– Um regime iníquo com excessivos impostos e taxas, cobradas pelo poder central, o Império, sobre nossa principal economia o Charque.
– Faltam de estradas, pontes e escolas;
– Dificuldades para o registro das pessoas físicas
– O desgosto do soldado gaúcho, pelo revés sofrido nos campos da Cisplatina, cuja culpa era atribuída aos comandos escolhidos, cuja culpa era atribuída aos comandos escolhidos pelo império;
– Os gaúchos já haviam participado a lança e a espada em mais de uma campanha não queriam se deixar dominar e oprimir pela corrupção imperial brasileira.

ÉPOCA 1835/1845

TEATRO DE OPERAÇÕES Província do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina

INÍCIO 20/09/1835 com a entrada em Porto Alegre de Gomes Jardim e Onofre Pires.

A primeira fase do Movimento Farroupilha contou com o apoio de todas as correntes liberais. Esta fase caracterizou-se pela deposição do presidente Fernandes Braga.

PRINCIPAIS EVENTOS

Ano de 1835

19/setembro , um grupo de 400 revolucionários reuniu-se nos arredores de Porto Alegre, e nas 1ªas da madrugada de 20/09 – junto à ponte da Azenha, ocorria a 1ª escaramuça com os Imperiais, visando a ocupação da capital. Bento Gonçalves Chega a 21.os farroupilhas eram comandados por Onofre Pires e Vasconcelos Gomes Jardim, enquanto a defesa da capital estava confinada a Gaspar Mena Barreto.

DR, Fernandes Braga, foge para a cidade do Rio Grande, de barco pela Laguna dos Patos. Bento Gonçalves segue para Rio Grande, ã frente de um pequeno destacamento, para enfrentar o Presidente deposto, porém, Fernandes Braga já havia fugido para a corte do Rio de Janeiro.

Entre as cidades que não aderem a causa estão : Rio Grande, Pelotas, e São José do Norte.

08.setembro – Entrada dos Farrapos em Piratini.
09.setembro – Os Farroupilhas apoderam-se de Rio Pardo.
13.setembro – Os revolucionários são derrotados em Arroio Grande.

Ano de 1836

07 de abril – Entrada dos Farroupilhas em Pelotas.

15 de junho – Restauração de Porto Alegre pelos imperiais.

10 de setembro – , no Campo dos Menezes a Batalha do Seival, onde ocorre a maior vitória das forças Farroupilhas, as tropas do Cel. Antonio de Souza Netto derrotaram as do Cel. João da Silva Tavares.

Na noite de 10 para 11 de setembro de 1836 chimarreando ao redor do fogo e ainda comemorando a brilhante vitória, Lucas de Oliveira e Joaquim Pedro Soares deram a idéia da Proclamação da República Rio Grandense. Na manhã seguinte as tropas foram perfiladas em ordem e o General Netto faz um pronunciamento.

12 de setembro – Proclamação da República Rio-Grandense por Souza Netto, nos Campos dos Menzes, pontas do Jaguará Chico, afluente do rio Jaquarão.

04 de outubro – Bento Gonçalves é derrotado e preso na Ilha do Fanfa (Rio Jacuí- proximidades de Rio Pardo). É enviado para a Corte e daí para o Forte do Mar na Bahia.

10 de novembro – Piratini torna-se a primeira Capital da novel Republica.

Ano de 1837

09 de março – Tomada de Lages (Santa Catarina) pelos farroupilhas.

07 de abril – Os republicanos tomam Caçapava.

10 de setembro – Fuga de Bento Gonçalves do Forte do Mar, na Bahia.

Ano de 1838

17 de março – Os imperiais retomam Rio Pardo

06 de maio – Rio Pardo volta ao poder dos revolucionários.

12 de setembro – Lages (santa Catarina) pela 2ª vez, é tomada pelos farroupilhas.

Ano de 1839

14 de fevereiro – A Capital da República é transferida para Caçapava, instalando-se o governo no dia 24.

06 de junho – Garibaldi inicia sua memorável travessia por terra com seus lanchões Seival e Rio Pardo, conduzindo os do Capivari até o Tramandaí.

22 de julho – Combate e tomada de Laguna (Santa Catarina)

25 de julho – Proclamação da República Juliana.

15 de novembro – Restauração de Laguna pelos imperiais após o combate naval desse dia.

Ano de 1840

03 de maio – Combate de Taquari, de resultados indecisos.

16 de julho Ataque a São José do Norte, de conseqüências desastrosas para os Farrapos. São José do norte recebe o Título de “Mui heróica Vila”. E Ajuda os feridos das tropas farrapas.

Cerco de Porto Alegre.

Ano de 1841

Continua Porto Alegre cercada
19 de outubro – Porto Alegre recebe o título de “Mui Leal e valorosa” pela resistência à revolução.

Ano de 1842

Inicia o declínio da revolução. Divergências entre os revolucionários. É assassinado o vice-presidente Antonio Paulino da Fontoura. Bento Gonçalves é acusado de autor intelectual. Duelo entre Bento Gonçalves e Onofre Pires, resultando a morte deste.
09 de novembro – Caxias assume a presidência e o comando das armas legais.

01 de dezembro – Alegrete torna-se a sede do governo republicano.

Ano de 1843

26 de maio – Combate de Ponche Verde, de resultados indecisos.

Vantagens dos legalistas em todo o território. A revolução começa e perder terreno.

Ano de 1844

Início das conversações de paz.

14 de novembro – Surpresa de Porongos. Canabarro é derrotado pro Chico Pedro.

29 de dezembro – Combate de Quero (afluente do quarai) último da Revolução.

Ano de 1845 – Final da Guerra – Inicio da Paz.

28 de fevereiro – Assinatura da paz no acampamento de Ponche Verde, município de D.Pedrito.

01 de março – Caxias, nos campos de Alexandre Simões, proclama a anistia do Rio Grande do Sul, declarando pacificada a província.

CAPITAIS FARROUPILHAS

Piratini 10.11.1836 a 14.02.1839

Caçapava – 14.02.1839 ã 22.03.1840

Alegrete – 22.03.1840 ao término da Revolução

VULTOS EMINENTES

Imensa é a galeria do relevo nos fatos da memorável EPOPÉIA

Destacam-se, de parte dos farrapos:

Bento Gonçalves da Silva; Antonio de Souza Neto; David Canabarro; Domingos José de Almeida; Onofre Pires; Silva Jardim.

Junto aos imperiais:

Caxias; J.J.de Andrades Neves; João de Deus Mena Barreto; Silva Tavares; Francisco Pedro de Abreu.

Bento Manuel Ribeiro teve destacada atuação quer ao lado dos farrapos, quer dos imperiais

Condições da Paz
Os rio-grandense indicariam o nome para assumir a presidência da província
A dívida revolucionária seria paga pelo governo imperial.

O PÓS-GUERRA

Tempo de Construir – com a economia e a administração pública desorganizada por quase dez anos de guerra., a província tenta recuperar o tempo perdido;
Reinício da Imigração;
Dois partidos 1848 –Partido Conservador – Partido Liberal
18 de julho de 1847 – Morre Bento Gonçalves
1852 – rearticulação partidária , liga partidária, e contra liga.
Antonio de Souza Neto – vai para o Uruguai- se reconcilia com o Governo brasileiro 1864
David Canabarro – Morre em 1867
Da contra liga – origina-se o Partido Liberal Progressista.
1868 – Partenon Literário

Bibliografia : Lessa, Barbosa-Projeto Pró-memória farroupilha. 1985 Filho, Artur Ferreira – Rio Grande Heróico e Pitoresco- 1985 História Ilustrada do Rio Grande do Sul – 1998 Quevedo, Julio – José C.Tamanquevis. Rio Grande do Sul Aspectos da História Freitas, Sebastião Rodrigues de, Estudos Rio-Grandenses.

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Uma resposta

  1. Avani Maria Silveira Martins | Resposta

    Gostei de ler, gostaria no entanto acusar um erro de imprensa, o ano de 1839, não 1939.
    Avani M. S. Martins

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