Vem aí o banco do futuro – por ethevaldo siqueira / são paulo.sp

Embora muitos usuários não percebam, os bancos brasileiros estão entre os mais avançados do mundo, do ponto de vista tecnológico. É claro que, mesmo com toda essa modernização, o atendimento da maioria das agências bancárias do País ainda está aquém dos melhores padrões. Nosso objetivo nesta coluna, entretanto, é focalizar unicamente a evolução tecnológica do setor.

 

O processo de informatização e modernização dos bancos brasileiros começou praticamente nos anos 1970, como parte de uma estratégia de defesa contra a inflação, só parcialmente vencida em 1994, com o Plano Real. Por mais de três décadas, a desvalorização da moeda resistiu a todos os planos, cinco diferentes padrões monetários e outras medidas paliativas.

A adoção crescente de novas tecnologias acabou trazendo ainda duas vantagens preciosas: a elevação da produtividade e a criação de facilidades para os usuários. Isso explica por que os bancos brasileiros ao longo dos últimos 30 anos sempre ultrapassaram os europeus e norte-americanos quanto ao padrão de serviços cotidianos. Se o leitor brasileiro teve contato com bancos estrangeiros naquele período deve ter notado claramente o diferencial tecnológico em favor dos bancos brasileiros.

A partir dos anos 1990, a expansão das comunicações e o uso crescente de novas tecnologias permitiram a integração dos serviços bancários neste país continental com área superior a 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Munido de um cartão magnético, qualquer usuário passou a acessar sua conta de depósito, verificar saldos, solicitar serviços ou sacar dinheiro em caixas eletrônicos, em qualquer ponto do País. Em pouco tempo, passamos a achar tudo isso muito natural e rotineiro.

Na última década, com a internet e as tecnologias de identificação e de segurança embutida em chips, os bancos brasileiros continuaram a evoluir de forma extraordinária. Na verdade, as redes digitais e, em especial, a internet, estão revolucionando os serviços e o padrão de atendimento dos maiores bancos brasileiros, do Banco do Brasil aos principais bancos privados, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e outros.

O banco de 2022. Mas, como será o banco da próxima década? O brasileiro Jean Paul Jacob, professor na Universidade de Berkeley, cientista emérito da IBM propõe que o banco do futuro seja uma espécie de butique. Outros visionários sugerem que o banco seja uma empresa virtual com a oferta predominante da computação em nuvem, do home ou mobile banking ou mesmo um shopping digital, que ofereça não apenas serviços financeiros mas, também, centenas de produtos e serviços, como planos de saúde, turismo, educação, empreendedorismo e entretenimento.

Com base nessas ideias, antecipemos um pouco do que poderá ser o banco de 2022, época em que a maioria das agências utilizará ferramentas digitais extraordinárias, apoiadas numa infraestrutura de banda larga totalmente dedicada aos serviços econômico-financeiros, com a velocidade de 1 Gigabit por segundo (Gbps).

O poder digital. Com a ampliação do home banking e do mobile banking, a tendência irreversível é a redução do número de pessoas que se dirige às agências bancárias. “Atualmente, mais 90% de nossas transações bancárias são feitas via canais digitais” – lembra Luca Cavalcanti, diretor do Bradesco. Esse porcentual de digitalização era impensável há 20 anos. E é provável que, em poucos anos, os clientes não precisem mais ir fisicamente às agências convencionais, em especial, para fazer coisas corriqueiras como descontar um cheque, pagar uma conta ou sacar pequenas quantias de dinheiro.

Em cinco anos, assistiremos, sem dúvida, à explosão dos serviços de mobile-banking. Com isso, o papel da maioria das agências tende a mudar. Elas deverão voltar-se, principalmente, para o atendimento a clientes interessados em conhecer os novos serviços, discutir financiamentos de longo prazo, aplicações e novas opções tecnológicas para seus dispositivos portáteis – os sucessores dos atuais smartphones e tablets.

Um exemplo. Mais do que projetos experimentais ou conceituais, já existem bons exemplos de agências bancárias brasileiras que passam a utilizar os recursos da mobilidade nos smartphones e tablets, da computação em nuvem, mesas com telas de toque, sistemas de identificação biométrica (com a palma da mão, a íris, a voz, a fisionomia e outros).

Um dos melhores exemplos que eu conheço e que sugiro ao leitor, sem qualquer sentido publicitário, é visitar a agência-conceito Next, do Bradesco, no Shopping Iguatemi JK, em São Paulo. Lá, você é recebido por um robô, apenas para simbolizar a tecnologia do futuro. Pode ter contato com os recursos e aplicativos dos diversos smartphones e tablets, sistemas biométricos e com os principais sistemas operacionais: iOS, da Appe; Android; Windows Phone; e Blackberry.

Tudo no projeto Next foi pensado para oferecer o máximo de conforto, interfaces amigáveis, segurança e funcionalidade com o uso de tecnologias de ponta. O visitante pode ir até o andar superior, ver os caixas eletrônicos do futuro, as mesas sensíveis ao toque, com a simulação de financiamentos de curto e longo prazos de casa, carro, bolsas de estudo, sistemas de saúde e outros.

E tudo sem uma única folha de papel.

 

 

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agencia E.

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