Arquivos Mensais: agosto \29\UTC 2013

Mim – de darci ribeiro / rio de janeiro.rj – póstumo.

Mim
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O tempo transcorre em mim
Celeremente. Tão afoito que finda.
Acho que sei, afinal, a que vim.
E já me vou. Uma pena.
Não há tempo mais pra mim.
Volto à silente matéria cósmica
Que em mim, um dia, se organizou
Para me ser. Uma vez, uma vez somente.
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– Darcy Ribeiro, em “Eros e tanatos”, Record, 1998.
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LULA: “A HORA DA AÇÃO POLITICA” – artigo no NY TIMES de 22.8.2013

O mundo comenta … discute… apoia…. e no BRASIL ninguém fica sabendo.

Artigo de Lula (22 agosto) no no NY Times.

A hora da ação política.
A lenta retomada da economia global e os seus enormes custos sociais, especialmente nos países desenvolvidos exigem uma corajosa mudança de atitude. É preciso identificar com clareza a raiz da crise de 2008, que em muitos aspectos se prolonga até hoje, para que os líderes políticos e os órgãos multilaterais façam o que deve ser feito para superá-la. A verdade é que, no dia 15 de setembro de 2008, quando o banco Lehman Brothers pediu concordata, o mundo não se viu apenas mergulhado na maior crise financeira desde a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. Viu-se também diante da crise de um paradigma. Outros grandes bancos especuladores nos Estados Unidos e na Europa só não tiveram o mesmo destino porque foram socorridos com gigantescas injeções de dinheiro público. Ficou evidente que a crise não era localizada, mas sistêmica.

O fracasso não era somente desta ou daquela instituição financeira, mas do próprio modelo econômico (e político) predominante nas décadas recentes. Um modelo baseado na ideia insensata de que o mercado não precisa estar subordinado a regras, de que qualquer fiscalização o prejudica e de que os governos não tem nenhum papel na economia, a não ser quando o mercado entra em crise. Segundo este paradigma, os governos deveriam transferir a sua autoridade democrática, oriunda do voto – ou seja, a sua responsabilidade moral e política perante os cidadãos – a técnicos e organismos cujo principal objetivo era o de facilitar o livre trânsito dos capitais especulativos. Cinco anos de crise, com gravíssimo impacto econômico e sofrimento popular, não bastaram para que esse modelo fosse repensado. Infelizmente, muitos países ainda não conseguiram romper com os dogmas que levaram ao descolamento entre a economia real e o dinheiro fictício, e ao círculo vicioso do baixo crescimento combinado com alto desemprego e concentração de renda nas mãos de poucos.

O mercado financeiro expandiu-se de modo vertiginoso sem a simultânea sustentação do crescimento das atividades produtivas. Entre 1980 e 2006, o PIB mundial cresceu 314%, enquanto a riqueza financeira aumentou 1.291%, segundo dados do McKinseys Global Institute e do FMI. Isso, sem incluir os derivativos. E, de acordo com o Banco Mundial, no mesmo período, para um total de US$ 200 trilhões em ativos financeiros não derivados, existiam US$ 674 trilhões em derivativos. Todos sabemos que os períodos de maior progresso econômico, social e político dos países ricos durante o século XX não tem nada a ver com a omissão do Estado nem com a atrofia da política. A decisão política de Franklin Roosevelt, de intervir fortemente na economia norte-americana devastada pela crise de 1929, recuperou o país justamente por meio da regulação financeira, o investimento produtivo, a criação de empregos e o consumo interno.

O Plano Marshall, financiado pelo governo norte-americano na Europa, além de sua motivação geopolítica, foi o reconhecimento de que os EUA não eram uma ilha e não poderiam prosperar de modo consistente num mundo empobrecido. Por mais de trinta anos, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, o Welfare State foi não apenas o resultado do desenvolvimento mas também o seu motor. Nas últimas décadas, porém, o extremismo neoliberal provocou um forte retrocesso. Basta dizer que, de 2002 a 2007, 65% do aumento de renda dos EUA foram absorvidos pelos 1% mais ricos. Em quase todos os países desenvolvidos há um crescente número de pobres. A Europa já atingiu taxas de desemprego de 12,1% e os EUA, no seu pior momento, de mais de 10%. O brutal ajuste imposto à maioria dos países europeus – que já foi chamado de austericidio – retarda desnecessariamente a solução da crise. O continente vai precisar de um crescimento vigoroso para recuperar as dramáticas perdas dos últimos cinco anos. Alguns países da região parecem estar saindo da recessão, mas a retomada será muito mais lenta e dolorosa se forem mantidas as atuais políticas contracionistas. Além de sacrificar a população europeia, esse caminho prejudica inclusive as economias que souberam resistir criativamente ao crack de 2008, como os EUA, os BRICS e grande parte dos países em desenvolvimento.

O mundo não precisa e não deve continuar nesse rumo, que tem um grande custo humano e risco político. A redução drástica de direitos trabalhistas e sociais, o arrocho salarial e os elevados níveis de desemprego criam um ambiente perigosamente instável em sociedades democráticas. Está na hora de resgatar o papel da política na condução da economia global. Insistir no paradigma econômico fracassado também é uma opção política, a de transferir a conta da especulação para os pobres, os trabalhadores e a classe média. A crise atual pode ter uma saída economicamente mais rápida e socialmente mais justa. Mas isso exige dos líderes políticos a mesma audácia e visão de futuro que prevaleceu na década de 1930, no New Deal, e após a II Guerra Mundial. É importante que os EUA de Obama e o Japão de Shinzo Abe estejam adotando medidas heterodoxas de estímulo ao crescimento. Também é importante que muitos países em desenvolvimento tenham investido, e sigam investindo, na distribuição de renda como estratégia de avanço econômico, apostando na inclusão social e na ampliação do mercado interno.

O aumento de renda das classes populares e a expansão responsável do crédito mantiveram empregos e neutralizaram parte dos efeitos da crise internacional no Brasil e na América Latina. Investimentos públicos na modernização da infraestrutura também foram fundamentais para manter as economias aquecidas. Mas para promover o crescimento sustentado da economia mundial isso não é suficiente. É preciso ir além. Necessitamos hoje de um verdadeiro pacto global pelo desenvolvimento, e de ações coordenadas nesse sentido, que envolvam o conjunto dos países, inclusive os da Europa. Políticas articuladas em escala mundial que incrementem o investimento público e privado, o combate à pobreza e à desigualdade e a geração de empregos podem acelerar a retomada do crescimento , fazendo a roda da economia mundial girar mais rapidamente. Elas podem garantir não só o crescimento, mas também bons resultados fiscais, pois a aceleração do crescimento leva à redução do déficit público no médio prazo. Para isso, é imprescindível a coordenação entre as principais economias do mundo, com iniciativas mais ousadas do G-20. Todos os países serão beneficiados com essa atuação conjunta, aumentando a corrente de comércio internacional e evitando recaídas protecionistas. A economia do mundo tem uma larga avenida de crescimento a ser explorada: de um lado pela inclusão de milhões de pessoas na economia formal e no mercado de consumo – na Ásia, na África e na América Latina – e de outro com a recuperação do poder aquisitivo e das condições de vida dos trabalhadores e da classe média nos países desenvolvidos. Isso pode constituir uma fonte de expansão para a produção e o investimentos mundiais por muitas décadas.

Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil

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Wladimir Pomar: A quem interessa a baderna nos protestos de rua?

a baderna

A continuidade das manifestações populares, mesmo em menor escala, já era esperada. Há uma série de problemas e reivindicações locais que afetam diferentes setores da população. E, como as manifestações de rua se mostraram instrumentos importantes de pressão, seja sobre empresas, seja sobre governos e parlamentos locais, é natural que os reivindicantes apelem para elas. Por outro lado, seria ilusão supor que tais manifestações não se tornariam arena de disputas políticas.

Aparentemente, apenas a ultraesquerda está em todas. Na prática, fica cada vez mais evidente que a ultradireita também está lá, sem bandeiras, mas de capuz. Olhando com atenção as manifestações de cem, duzentas ou mais pessoas, não fica difícil localizar uma minoria, às vezes de cinco a dez mascarados, que se dedica a “atacar o capitalismo” quebrando portas, vitrines, postes, telefones públicos, e o que mais haja a ser destruído em sua passagem.

Além disso, olhando com um pouco mais de atenção, é impressionante que a polícia passe ao lado desses mascarados sem tomar qualquer atitude, no mais das vezes descarregando sua repressão sobre os de cara limpa. Algo estranho? De forma alguma. Nas grandes manifestações de junho e julho, as mesmas cenas se repetiram à exaustão. O que leva qualquer pessoa mais atenta a concluir que há algum tipo de acordo, real ou tácito, entre as forças policiais e os encapuzados.

Cá entre nós, é estranho que, a essa altura dos acontecimentos, com todo o aparato de “inteligência” existente nas polícias, estas ainda não tenham mapeado quem são os poucos membros dos pequenos grupos que quebram e destroem bens públicos e privados e não os tenham levado à justiça para responder por atos de vandalismo.

Tal omissão só pode ser explicada se a própria polícia, e também o ministério público, estiverem de acordo com os objetivos buscados por tais grupos paramilitares.

O mais provável é que tais grupos estejam a serviço daqueles que pretendem colocar o conjunto da população contra os manifestantes, já que estes até agora não se mostraram capazes de conter as ações de vandalismo. A continuidade da baderna levaria, no final das contas, a população a aceitar com indiferença a repressão policial contra as manifestações e, portanto, contra o direito democrático de protestar nas ruas.

No entanto, também não é algo fora de cogitação que tais grupos tenham pretensões ainda mais ambiciosas, de criar um ambiente favorável a aventuras golpistas. Não esqueçamos que todos os golpes de Estado da história brasileira foram consumados a pretexto de “manter a ordem”. Se isto for verdade, a baderna interessa fundamentalmente à direita conservadora e reacionária, que domina a economia e a riqueza brasileira, e tem pânico de que o povo se acostume a praticar a democracia.

De qualquer forma, quaisquer que sejam os objetivos desses grupos, os setores populares que pretendem se manifestar democraticamente nas ruas não podem deixar a contenção deles a cargo da polícia. Precisam aprender a deixá-los à mostra, e de tal forma que, para a população em geral, fique evidente não só seu pequeno número de seus participantes, mas também a omissão policial. É esta que deve ser responsabilizada por só intervir quando o quebra-quebra já aconteceu.

Este é um aprendizado que precisa ser cursado com a ajuda daqueles que viveram as lutas populares dos anos 1970 e 1980, contra a repressão ditatorial militar. Em outras palavras, a baderna não interessa à esquerda e esta deve estar junto aos manifestantes, contribuindo com sua experiência para isolar aqueles que, com o falso pretexto de combater o capitalismo, na verdade contribuem para enfraquecer a luta democrática da maioria.

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

PIERRE BOURDIEU: A ESSÊNCIA DO NEOLIBERALISMO

PIERRE BOURDIEU: A ESSÊNCIA DO NEOLIBERALISMO

 

Ele está certo o discurso dominante? E se, na realidade, esta ordem econômica não era nada mais do que a implementação de uma utopia, a utopia do neoliberalismo, assim, convertido em um problema político? Um problema com a ajuda da teoria econômica que proclama, alcançar concebido como uma descrição científica da realidade?

Esta teoria tutelar é uma ficção matemática pura. Foi fundada a partir do início de uma abstração tremendo. Bem, em nome da concepção estreita e estrita da racionalidade como racionalidade individual, enquadrando as condições econômicas e sociais de orientações racionais e as estruturas económicas e sociais em que a sua aplicação.

Na medida em que esta omissão, basta pensar precisamente no sistema educacional. Educação não é sempre tida em conta, tais como em uma idade que desempenha um papel na produção de produtos e serviços, bem como a produção dos próprios produtores. Neste tipo de pecado original, inscrita no mito Walrasian (1) da “teoria pura”, proceder todas as deficiências e falhas de disciplina econômica ea obstinação fatal com que se junta a oposição arbitrária que induz, por sua mera existência de uma lógica estritamente econômica, baseada na competição e eficiência, ea lógica social, que é sujeita ao controlo da justiça.

Dito isto, esta “teoria” e dehistoricized dessocializado em suas raízes tem, hoje, mais do que nunca, os meios de comunicaçãoverificados si mesmo e tornar-se empiricamente verificável. Na verdade, o discurso neoliberal não é apenas mais um discurso. É mais um “discurso forte” psiquiátricos discurso, pois é em um asilo, em análise Erving Goffman (2) . É tão duro e difícil de combater porque você tem ao lado de todas as forças do equilíbrio de poder, o que contribui para um mundo ser como é. Isso faz muito bem para orientar as decisões econômicas que dominam as relações econômicas. Ele acrescenta sua própria força simbólica a essas relações de poder. Em nome do programa científico, tornar-se um plano de ação política, está desenvolvendo um grande projeto político, mas seu estado é negado porque ele se parece como puramente negativo. Este projecto tem como objectivo criar as condições em que a “teoria” pode ser e função: um programa de destruição metódica dos coletivos.

O movimento em direção à utopia neoliberal de um mercado puro e perfeito é possível graças a política de desregulamentação financeira. E a ação é conseguida através da transformação e, devo dizer, destruidora de todas as medidas de política (dos quais o mais recente é o Acordo Multilateral de Investimentos, destinada a proteger as empresas estrangeiras e investimento em estados nacionais) que visam a questionar todas e quaisquer estruturas que possam servir como um obstáculo à lógica do mercado puro: a nação, cujo espaço de manobra diminui continuamente, associações de trabalhadores, por exemplo, através da individualização dos salários e das carreiras em função da habilidades individuais, com a consequente atomização dos trabalhadores, os grupos para os direitos dos trabalhadores, sindicatos, associações, cooperativas, até mesmo a família, que perdeu o controle de seu consumo através da criação de mercados para os grupos etários.

O programa neoliberal extrai seu poder social do poder político e econômico daqueles cujos interesses expressa: acionistas, operadores financeiros, industriais, políticos e conservadores sociais foram convertidos em subprodutos do laissez-fairetranqüilizantes, altos funcionários financeiros determinados a impor políticas que busquem sua própria extinção, porque, ao contrário de gerentes de negócios, não correm o risco de ter que, eventualmente, pagar as consequências. Neoliberalism como um todo, tende a favorecer a separação da economia das realidades sociais e, portanto, na construção, na realidade, um sistema económico em conformidade com a sua descrição, em teoria, puro, que é um tipo de máquina lógico apresenta-se como uma cadeia de restrições que regulam os agentes econômicos.

A globalização dos mercados financeiros, quando juntamente com o progresso da tecnologia da informação, garante uma mobilidade sem precedentes de capital. Ele dá os investidores preocupados com a rentabilidade de curto prazo de seus investimentos a possibilidade de comparar permanentemente a rentabilidade das maiores empresas e, portanto, penalizar as perdas relativas dessas empresas. Sujeitos a este desafio constante, as próprias empresas têm de adaptar-se rapidamente crescentes demandas do mercado, sob pena de “perder a confiança do mercado”, como eles dizem, e apoiar seus acionistas. Este último, ansioso para obter ganhos de curto prazo, estão cada vez mais capaz de impor sua vontade sobre os gestores, utilizando comitês financeiros para estabelecer as regras segundo as quais os gestores atuam e para moldar suas políticas de recrutamento, emprego e salários.

Isso define o reinado absoluto da flexibilidade, com funcionários contratos a termo ou temporários reestruturações societárias e repetida e estabelecer dentro da mesma empresa, a concorrência entre divisões autônomas e entre as equipes obrigadas a desempenhar múltiplas funções. Finalmente, esta jurisdição se estende aos próprios indivíduos, através da individualização da relação salarial: estabelecimento de metas individuais de desempenho, avaliação de desempenho individual, avaliação contínua, aumentos salariais individuais ou concessão de bônus com base na concorrência e mérito individual; carreiras individualizadas, estratégias “delegação de responsabilidade” que visa garantir a auto-exploração de pessoal, como funcionários em relações hierárquicas fortes que sejam responsáveis ​​por suas vendas, seus produtos, sua filial, a sua loja etc., como contratantes independentes. Esta pressão no sentido de “eu” amplia o “compromisso” dos trabalhadores de acordo com técnicas de “gestão participativa” consideravelmente além do nível de gestão. Estas são todas as técnicas de dominação racional que impõem overcommittment no trabalho (e não só entre gestão) e trabalho de emergência sob alta tensão. E convergem no enfraquecimento ou abolição das normas e solidariedades coletivas (3) .

Assim, emerge um mundo darwiniano é a luta de todos contra todos em todos os níveis da hierarquia, que encontra apoio através de todos os que se apega ao seu trabalho e organização em condições de insegurança, sofrimento e estresse. Sem dúvida, o estabelecimento prático deste mundo de luta não teria sucesso tão completamente sem a cumplicidade dos arranjos precários que produzem insegurança e da existência de um exército de reserva de trabalhadores domésticos por estes processos sociais que tornam a sua situação precária, e pelo ameaça permanente do desemprego. Este exército de reserva existe em todos os níveis da hierarquia, mesmo nos níveis mais altos, especialmente entre os gestores. O fundamento último da ordem econômica inteiro colocado sob o signo da liberdade é de fato a violência estrutural do desemprego, a precariedade da segurança no emprego ea ameaça de demissão que ela implica. A condição de modelo de funcionamento “harmonioso” individualista microeconômica é um fenômeno de massa, a existência de um exército de reserva de desempregados.

Violência estrutural também pesa no que tem sido chamado de o contrato de trabalho (sabiamente racionalizado e irreal tornar-se “a teoria dos contratos”). O discurso organizacional nunca falou muito de confiança, cooperação, lealdade e cultura organizacional em uma idade em que a adesão à organização, em determinado momento é obtido através da eliminação de todas as garantias temporais (três quartos dos empregos têm duração fixa, o proporção de empregados temporários continua a aumentar, o emprego “à vontade” eo direito de demitir uma pessoa tendem a ser livre de todas as restrições).

Assim, vemos como a utopia neoliberal tende a encarnar na realidade uma espécie de máquina infernal, cuja necessidade se impõe mesmo nas réguas. Desde o marxismo em um momento anterior, em que este aspecto tem muito em comum, esta utopia evoca crença poderosa-fé de livre comércio, não só entre aqueles que vivem no meio dela, os financiadores, proprietários e gestores de grandes corporações, etc., mas também entre aqueles que, como altos funcionários do governo e políticos, derivam sua justificação vida dele. Eles santificar o poder dos mercados, em nome da eficiência econômica, que exige a eliminação de barreiras políticas e administrativas que impedem proprietários de capital em sua busca da maximização do lucro individual, que se tornou um modelo de racionalidade . Eles querem que os bancos centrais independentes. E pregar a subordinação dos Estados-nação com os requisitos da liberdade econômica para os mercados, a proibição de déficits e inflação, a privatização geral dos serviços públicos e reduzir a despesa pública e social.

Os economistas não necessariamente compartilham os interesses económicos e sociais de devotos verdadeiros e podem ter diferentes estados psíquicos individuais sobre os efeitos económicos e sociais da utopia, que se escondem sob o manto da razão matemática. No entanto, eles têm interesses bastante específicos no campo da ciência econômica para contribuir decisivamente para a produção e reprodução da devoção utopia neoliberal. Separada das realidades econômica e social, a sua existência e, especialmente, por seu intelectual, mais abstrato, muitas vezes, estudioso e teórico, são particularmente propensas a confundir as coisas da lógica com a lógica das coisas.

Esses economistas contam com modelos que raramente têm a oportunidade de apresentar a verificação experimental e são levados a desconsiderar os resultados de outras ciências históricas, que não reconhecem a pureza ea transparência cristalina de seus jogos matemáticos, cuja necessidade e profunda complexidade real com muitas vezes não conseguem entender. Mesmo que algumas das conseqüências horripilantes (pode aderir a um partido socialista e dar conselhos instruiu seus representantes na estrutura de poder), essa utopia não pode se preocupar porque, com o risco de algumas falhas, atribuído ao que é às vezes chamado “bolhas especulativas”, tende a dar realidade à utopia ultra-lógica (ultra-lógico como certas formas de loucura), que dedicam suas vidas.

E ainda assim o mundo está lá, com os efeitos imediatamente visíveis da implementação da grande utopia neoliberal: não só a pobreza de uma grande parte das sociedades economicamente avançados cada vez mais, o crescimento extraordinário em diferenças de renda, o desaparecimento progressivo de universos autônomos de produção cultural, como cinema, edição, etc., através da intrusão dos valores de mercado, mas também e sobretudo através de duas grandes tendências. Primeiro, a destruição de todas as instituições coletivas capazes de neutralizar os efeitos da máquina infernal, principalmente aqueles do Estado, repositório de todos os valores universais associados com a idéia de domínio público. Segundo imposição em todos os lugares, em lugares altos da economia e do Estado, bem como no coração de corporações, de que espécie de darwinismo moral que, com o culto do vencedor, educado em matemática superior e no salto em altura (bungee jumping), institui a luta de todos contra todos eo cinismo como norma de todas as ações e comportamentos.

Você esperaria que a massa extraordinária de sofrimento produzido por este tipo de sistema político-econômico podem um dia servir como o ponto de um movimento capaz de parar a corrida para o fundo de partida? Certamente, estamos diante de um paradoxo extraordinário. Os obstáculos encontrados no caminho para a realização do novo solitário sem ordem, mas ser atribuído à rigidez e vestígios hoje. Todos intervenção direta e consciente de qualquer espécie, pelo menos no que diz respeito ao Estado, é desacreditada com antecedência e, portanto, fadada a desaparecer em favor de um mecanismo puro e anónimo: o mercado, a natureza eo local de interesse é perdida exercício . Mas na verdade o que mantém a ordem social para dissolver no caos, apesar do volume crescente de populações de risco, é a continuidade ou a sobrevivência das instituições e representantes da velha ordem está sendo desmontado, e trabalhar de todas as categorias de trabalhadores, bem como todas as formas de solidariedade social e familiar. Ou então …

A transição para o “liberalismo” acontece de forma imperceptível, como a deriva continental, escondendo-se ver os seus efeitos. Conseqüências mais terríveis são de longo prazo. Estes efeitos são escondidos, paradoxalmente, pela resistência a essa transição está a tomar a defesa da velha ordem, alimentando-se os recursos contidos nas antigas solidariedades, em reservas de capital que proteger um monte desta ordem cair anomia social. Este capital social está condenada a murchar, mas não a curto prazo, se não for renovada e reproduzido.

Mas essas forças de “conservação”, é muito fácil de tratar como conservador, são também de um outro ponto de vista, as forças de resistência ao estabelecimento da nova ordem e podem tornar-se forças subversivas. Se ainda não é motivo de alguma esperança, é que todas as forças que existem atualmente, tanto em instituições públicas e nas orientações dos atores sociais (nomeadamente os indivíduos e grupos ligados a essas instituições, que têm uma tradição de civil e serviço público) que, sob o pretexto de simplesmente defender uma ordem que desapareceu com seus correspondentes “privilégios” (que é o que eles são acusados ​​de imediato) será capaz de resistir ao desafio só trabalhando para inventar e construir uma nova ordem social. Aquele que não tem a única lei a prossecução de interesses egoístas ea paixão individual de lucro e criar espaços para a busca racionalorientada coletivo de extremidades feitas coletivamente coletivamente e ratificado.

Como não poderíamos reservar um lugar especial nestes grupos, associações, sindicatos e partidos para o estado: o Estado-nação, ou, melhor ainda, o Estado supranacional Estado europeu a caminho de um Estado mundial, capaz de efetivamente controlar e taxar impostos sobre o lucro para os mercados financeiros e, acima de tudo, neutralizar o impacto destrutivo que estes têm sobre o mercado de trabalho. Isto pode ser conseguido com a ajuda de confederações sindicais organizar a preparação e defesa do interesse público. Gostemos ou não, o interesse público nunca vai sair, mesmo à custa de alguns erros matemáticos, a visão dos contabilistas (em um período anterior poderia ter dito de “comerciantes”) que o novo sistema de crença apresenta-se como a encarnação humana suprema.

Notas

1. Auguste Walras (1800-1866), economista francês, autor de Da natureza da Richesse et de l’origine valeur [sobre a natureza da riqueza e fonte de valor) (1848). Ele foi um dos primeiros a tentar aplicar a matemática à pesquisa econômica.

Dois. Erving Goffman. 1961. Asylums: Ensaios sobre a situação social dos doentes mentais e outros detentos [Asylums: Ensaios sobre a situação dos doentes mentais e outros presos] Nova Iorque.: Aldine de Gruyter.

Três. Veja os dois temas dedicados ao “Nouvelles formes de dominação dans le travail” [novas formas de dominação no trabalho], Actes de la recherche en Sciences Sociales série, n º 114, setembro de 1996, e 115, dezembro de 1996, especialmente com a introdução por Gabrielle Balazs e Michel Pialoux, “Crise du travail et Crise du politique” [crise do trabalho e crise política], No. 114: p. 3-4.

http://ssociologos.com/2013/06/16/pierre-bourdieu-la-esencia-del-neoliberalismo/

Publicado em Le Monde, na França.

FIDEL : O homem e a obra – por paulo timm / torres.rs

FIDEL : O homem e a obra

 

Paulo Timm – Torres , agosto 13 – copyleft

 

       “ Fidel Castro foi para a     Política o que Picasso foi  para a pintura no Século XX.”

                                                       F. Ramonet , do Le Monde.

 

*

Há alguns anos Fidel Castro parecia estar morrendo.  Dizia-se que um câncer  lhe corroía a imortalidade. Naquela época comecei a rascunhar-he uma espécie de necrológio. Divulguei entre alguns amigos. Os mais à esquerda me condenaram veementemente, dizendo-me tratar-se, tudo, PAULO TIMMde insidiosa guerra da mídia conservadora.  Recuei e não dei maior divulgação ao esboço. Hoje, superado o fato, quando Fidel completa 87 anos , releio meu próprio texto e me proponho a revisá-lo, tornando, enfim, público. Meu propósito é evidenciar Fidel Castro como uma encarnação contemporânea de Dom Quixote, este, por sua vez, um clássico herói helênico.

Todo mundo, então, se perguntava, quando Fidel adoeceu: O que acontecerá , agora, com Cuba? O que sobrará  da obra deste vulto do século XX ,que fez um Revolução Socialista nas barbas do Tio Sam, em plena Guerra Fria . E  que sobreviveu, sempre acossado, a mais de 15 Presidentes dos Estados Unidos; que conviveu com os grandes líderes soviéticos Kruchev. Brejnev, Gorbachev, com  Lumunba, Ho Chi Min, Mao Tse Tung;  com o maior filósofo de seu tempo – Jean Paul Sartre- ,quem deixou seu testemunho no clássico UM FURACÃO SOBRE CUBA -;  que foi companheiro de lutas do mítico  Ernesto CHE GUEVARA, na Sierra Maestra;  que tinha em Salvador Allende, a quem visitou no Chile durante sua curta experiência socialista, um amigo – o que me permitiu vê-lo em pessoa e de viva voz no Estadio que se transformaria em matadouro de esquerdistas no Golpe de 1973. Fidel também acompanhou, atento, às vicissitudes da política brasileira, desde Jânio Quadros ( o qual até  condecorou Che em Brasília), Jango, Brizola e  Lula, a quem tem suposta e secretamente ajudado   e que fez do controvertido Hugo Chavez,  seu mais íntimo confidente…?

Não se sabe exatamente o que ocorrerá com Cuba. Diz um Premio Nobel de Economia, Gary Becker, que, “se as coisas fracassam acabam mudando”. E não foram pequenos ,os fracassos da Revolução Cubana , principalmente na esfera econômica. Então, mudará.  Que dizer do cerco às liberdades em toda a ilha?. Mas também houve êxitos. Entre eles o alto nível cultural de uma população – única na América Latina – sem analfabetos, com bom nível de assistência médica e impressionante porcentagem de pessoas com nível científico, só inferior à americana e israelense. Outra conquista da Revolução foi a reconquista do sentimento de dignidade do cubano, antes reduzido e pintado como lacaio de investidores externos ou de  gângsteres norte-americanos . Este sentimento se mescla com um orgulho do cubano simples de se sentir pertencendo à uma sociedade mais ou menos homogênea liderada por uma elite que se tem demonstrado senhora de uma austeridade inexistente em outras experiências revolucionárias ou no resto da América Latina e que, por isto mesmo, continua merecendo o respeito de seu povo. Fracassos e êxitos, pois, no distanciamento cada vez maior   do Grande Herói da Revolução Cubana, conduzirão à inevitáveis mudanças. E ficará a dúvida: Quem foi Fidel? O que representou ele? Como realmente era?

Fidel foi , talvez, a mais convincente síntese contemporânea dos ideais de virtude  ocidental, juntando a inspiração aristocrática helênica à boa nova cristã.

Para os gregos, a grande virtude , capaz de imortalizar seu portador, consistia na consigna:  dizer palavras e realizar ações. Este ideal foi cunhado na formação da alta cultura helênica com base nos valores de honra da aristocracia em luta pela terra e a distinguiu por onde se estendeu, principalmente no mundo romano. Tratava-se da Arete, que viria a inspirar Aristóteles na fundação da Ética.  Mas quis o cristianismo, que  vicejou no primeiro século dos Cesares, disseminando-se   entre as pessoas mais simples do Império ,  que a palavra – empenhada na fé – e não a grande obra, viesse a encarnar a figura do herói. Era a sublimação da morte na cruz pela salvação da humanidade.  Democratizava-se, assim, o ideal aristocrático adequando-o a uma sociedade que, por primeira vez na história, se massificara. E já não permitia manter grandeza de Roma em pé. Faz-se em frangalhos a grande obra material transfigurando-se no Império da Igreja. Mas não perde, jamais, a noção do heroísmo. Pelo contrário, o exalta pelo sacrifício de Cristo.  E não por  acaso, o ideal da revolução comunista, dezoito séculos mais tarde, quando, precisamente, Paris reeditaria em número o tamanho de Roma , ofereceria  o cenário para a reafirmação da virtude heróica.

 

A Revolução iluminista retomava a idéia helênica de grande obra como conquista popular por meio da razão.E o fazia pela palavra dos filósofos. Enaltecia a destruição do velho mundo como o caminho da prosperidade e dignidade humanas.  Cumpria-se, enfim, a afirmação grega de que o filósofo estava para o homem , como o homem para a natureza: O homem apoderando-se de sua história. E aqueles  que encarnassem esse desafio, passavam a ser  os novos imortais. Fidel foi, de longe, um dos mais emblemáticos deles. E, como tal, é um  dos grandes heróis dos tempos modernos.

 

Curiosamente, Fidel guarda, como duas de suas principais características pessoais ,o ser um homem extremamente bem educado e polido .

Todos os que conviveram ou que com ele tiveram contatos mais estreitos, especialmente F. Ramonet,  Editor do Le Monde Diplomatique, que lhe entrevistou longamente,  daí retirando o material para um livro lançado na França,  confirmam essas qualidades “nobres”  de Fidel. Ele nada dos modos rudes dos antigos líderes soviéticos, nem  muito menos com  os maneirismos exagerados  de lideres populistas do continente, à la Chavez, ou de La Kirchner.  Ele é , rigorosamente, um  aristocrata. E  é precisamente  esta característica que acaba lhe atribuindo o pior defeito: o distanciamento.  Nada existe em torno a Fidel. Ele reina soberano envolto numa aura de quase sacralidade.

Mas, ao mesmo tempo,  todos , fora os exilados em Miami, são  também unânimes em reconhecer seu compromisso na construção de uma sociedade igualitária em Cuba , revelando , aí, sua alma particularmente cristã. Paradoxo diante de um empedernido comunista? Não!  Já ninguém duvida que a  emergência dos ideais salvacionistas doscommunards  hodiernos proveio de fonte religiosa, embora revestido de forte anti-clericalismo  e um materialismo ingênuo. A obstinação communard  só fez seguir os passos do ideal cristão. Esta religião, o catolicismo, nos seus primórdios,  emergiu num contexto de grande turbulência espiritual. Roma pontificava no Século I DC , a ferro e fogo, sobre um território continental que ia da fronteira com a China à Europa –hoje – Ocidental uma pax laica , que convivia com intenso intercâmbio de crenças, superstições, divindades,  gerando tensões inusitadas, incrementadas pelo contágio com povos ditos bárbaros  e pelo instituto da escravidão em larga escala.Nesse contexto, a idéia da salvação, sob uma bênção que se distribuía indistintamente entre cidadãos e não cidadãos, romanos, senhores e escravos, nacionais e estrangeiros, homens e mulheres,, era simplesmente revolucionária. Custou o martírio nas arenas e câmaras de tortura. Mas desembocou na fusão da Boa Nova com a filosofia  e cultura gregas, presentes neste mesmo espaço desde cedo. E são estes mesmos ingredientes que aportam , pela via do Renascimento e do Iluminismo, ao século xx . Fidel é um filho dileto desta tradição, na mensagem de compromisso de salvação de almas e corpos, fundada no amor, alternando a construção de utopias com o uso da razão como critério da verdade.

Mas Fidel é , ainda, um espanhol clássico. A Península Ibérica sempre foi uma terra intensamente disputada  por cartagineses, romanos, árabes e , já no século XIX, pelos vizinhos franceses. Todos conhecem  a encarniçada resistência que os espanhóis ofereceram ao exército napoleônico. Seus próprios ocupantes nativos ,dos quatro cantos da Ibéria, até hoje mantêm diferenças e disputas significativas. O espírito de luta permanente nesta terra gerou um tipo de personalidade sui generis no espanhol: sua forte disposição de luta. O conflito interpondo-se, sempre, como um atributo da firmeza do caráter. Mesmo quando os confrontos se elevavam para o campo fértil das idéias precocemente estabelecidas nos grandes centros de pensamento, já à época da ocupação árabe, fazendo do grande Averróis um precursor do iluminismo, o espírito espanhol se enrigecia transformando-se no que um autor chamou de propensão à irreligião e à infilosofia. Pois aí está o comunismo de Fidel. Um comunismo militante, tão religioso como o catolicismo jesuítico dos membros da Compania de Jesus, fundada por Inácio de Loyola, na Espanha, para combater a Reforma. Um conjunto de sólidos dogmas cunhados pela fé destinados a oferecer um caminho para a salvação da humanidade.

Santiago Dantas, um dos mais brilhantes intelectuais brasileiros dos anos dourados  escreveu um pequeno livro intitulado “Quixote, um apólogo do Século XX”. Aí ressalta os dois  grandes modelos de heroicidade ocidental que referimos, dispondo-os , aliás, como antagônicas e mostrando o personagem de Cervantes como o paradigma  cristão. Esqueceu-se, a propósito , de dizer, que Quixote, ao contrario de Cristo, não morre, retira-se, embora tenha neste personagem vida eterna. Mas tivesse Santiago Dantas vivido até nossos dias teria, certamente, visto em Fidel Castro a síntese destes paradigmas, que não chegou a perceber. Fidel, ao encarnar historicamente Quixote dá-lhe com a Revolução Cubana a obra que lhe faltou, deixando-lhe legado trágico, eivado de indagações. Mas ainda aí, uma semelhança: A Grande Obra da Revolução Cubana, nobremente conquistada com o objetivo de realizar a moderna utopia de uma sociedade sem aristocratas de sangue, dinheiro e prestígio , não passa  também de um grande fracasso. Mas um fracasso que se sustenta aos olhos de seu ideal igualitário jamais cumprido. Ironicamente, Fidel , na velhice, começa a se parecer de uma forma impressionante com o personagem Quixote. Não lhe faltam , sequer, os tropeços, o olhar franco e triste mergulhado na voz rouca de tanto falar, a envergadura alquebrada do fidalgo espanhol castigado pelo confronto de seus sonhos com a realidade.

Com Fidel, envelhecido mas honrado,  vão-se também os últimos suspiros do socialismo cunhado no Século XX  confirmando as escusas de Prometeu a Zeus  que o acusava por ter dado o fogo aos homens:

 “Lembrai  Senhor, que junto com o fogo, dei-lhes , também, vãs ilusões…”

 

Fidel, enfim, vive e viverá sempre, inspirando os idealistas à resistência, no sendeiro da utopia. Sua obra é a escrita  indelével da Revolução Cubana.  Imortal!

EL PAYADOR PERSEGUIDO – de ataualpa yupanquí

 

EL PAYADOR

                                                                                                                                EL PAYADOR

A praga dos empréstimos consignados – por paulo timm /torres.rs

A praga dos empréstimos consignados

Paulo Timm – Torres 07 agosto – copyleft

Uma das características positivas da Política Econômica da Era Lulista foi a forte expansão do crédito no país, a qual, no Governo Dilma, vinha  se beneficiando da redução das taxas de juros. O crédito mais fácil estimulou o consumo pessoal e contribuiu para dinamizar a PAULO TIMMeconomia. Hoje, discute-se se  esta estratégia seria suficiente para o manter um ritmo razoável de  desenvolvimento do país, pois a economia já se encontra em pleno emprego e todo o incremento do consumo, sem os indispensáveis investimentos que ampliem a capacidade produtiva, tendem a, simplesmente, elevar os preços. Isto estaria por trás do reaparecimento da inflação, já fora das metas programadas. Outra crítica, aponta para os níveis elevados de endividamento da classe média que já não comportam novos empréstimos. Mas comparações internacionais demonstram que nossos níveis ainda são muito mais baixos do que o de países desenvolvidos, não chegando a comprometer 50% da renda familiar.

 

Endividamento do brasileiro é recorde publicado no Estado de S. Paulo.

 “A dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social no País…” aponta um estudo da LCA Consultores, outros artigos sobre o assunto estão no  PDF Anexado. http://bit.ly/jQMew5

                          (Recorde Dívida Pessoal -Estado de S. Paulo)

 

Ainda assim, é de se ressaltar que a demanda por créditos novos caiu no ano de 2012,  enquanto a inadimplência se elevou:

Esta semana, nesta sexta-feira, números da Serasa Experian sobre Demanda do Consumidor por Crédito, revelam que a quantidade de pessoas que procurou crédito em 2012 recuou 3,1%¨, a maior taxa desde que existe o índice, 2007. Também esta semana, a mesma Serasa Experian revelou que a inadimplência aumentou 15% no ano passado.

(http://co123w.col123.mail.live.com/default.aspx#n=1372419733&st=polibio.braga%40uol.com.br&mid=823e28d8-5c1a-11e2-9f0a-00215ad9df92&fv=1 )

Outro problema, associado aos níveis de endividamento dos setores privado e público no Brasil, diz respeito não apenas à porcentagem de comprometimento do poder efetivo de compra de cada um, mas do custo deste endividamento, vez que as taxas de juros, aqui, são muito mais altas do que em outros países. Veja-se esta comparação, no diagrama abaixo, demonstrativa deste custo no tocante às famílias:

http://www.cativaimagem.com.br/Visualizacao/Jornal.aspx?idMt=471511

 

Um dos fortes elementos da expansão do crédito, porém, os Empréstimos Consignados, com pagamento garantido por desconto automático em Contra Cheque,  começa a apresentar alguns problemas. Parte deles foi levantada em recente programa da Globonews. Um deles, porexemplo: a Taxa de Juros muito alta e resistente à baixa. Nada justifica, hoje, uma taxa que supera os 2,5% ao mês para empréstimos com pagamento assegurado, com risco próximo de zero aos Bancos. Outro: Apesar da anunciada “portabilidade” que assegura aos devedores a renegociação da dívida e sua transferência a outro Banco, de juros mais baixos, ainda é praticamente impossível levar a cabo tal procedimento. Os bancos credores criam todo o tipo de dificuldade para isso. Mas o pior: As fraudes… Uma delas consiste no lançamento dos financiamentos por meio da falsificação de documentos e dados do aposentado ou servidor público. Estes só ficam sabendo da operação meses depois quando percebem os descontos em folha e aí iniciam uma peregrinação para cancelá-las, não raro, só possível através de custosas e demoradas Ações Judiciais. Outra modalidade de fraude, da qual fui vítima há um ano e agora novamente , consiste no refinanciamento da dívida, estendendo-a por mais 60 meses, com uma mensalidade exatamente igual à que o mutuário vinha, regularmente, pagando, de forma a que não se aperceba do processo fraudulento. Também neste caso, apesar da fraude visível é quase impossível anular a operação e suspender os descontos em folha. Eu tento sido vítima de tais procedimentos e acabo de sê-lo  novamente. Por isso   apelei ao bom senso dos dirigentes do IPEA e Unb, pelos quais recebo, para que abram SINDICÂNCIA INTERNA para verificar eventuais ramificações de quadrilhas fraudadoras nos órgãos de processamento dos contracheques nestes respetivos órgãos.  Tento, em vão, obter cópia dos instrumentos da fraude, como contratos, junto ao IPEA e UnB e tampouco os obtenho. Um absurdo.

Cabe registrar que quando os empréstimos consignados são feitos com aposentados do INSS este órgão já criou mecanismos muito mais ágeis de suspensão das mensalidades e contratos mediante mera denúncia da vítima. Junto aos órgãos públicos, porém, reina sublime confusão.

É importante, pois, que todos aqueles que têm descontos em folha por empréstimos consignados, verifiquem, a cada mês, a situação destes descontos, os quais devem apresentar, sempre, número de mensalidades ainda a pagar. Diante de qualquer alteração no valor da “mensalidade” ou no número de futuros pagamentos , deve-se procurar o órgão emitente do contra cheque ou  o gerente do Banco por onde se recebe,  pedindo  explicações. Percebendo indícios de fraude, convém fazer um Boletim de Ocorrência na Polícia onde reside, informando também, por escrito – email ou ofício –  o órgão pagador e a POLICIA . Outra medida importante consiste na denúncia do fato ao Banco Central, em virtude haver sempre instituições financeira envolvidas: http://www.bcb.gov.br/?RECLAMACAODENUNCIA

Há no  BC há um cadastro chamado Sistema de Informações de Crédito do Banco Central ( SCR ) no qual ficam registradas as operações de crédito realizadas por uma pessoa ou empresa. Esse cadastro auxilia a instituição financeira na concessão de crédito, pois permite a ela ter uma noção nível do endividamento do tomador. O cidadão também pode consultar esse cadastro para ver se há operações fraudulentas realizadas em seu nome.

Um outro cadastro é o CCS, Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, no qual é possível consultar em quais bancos uma pessoa possui conta. A finalidade do cadastro é auxiliar a justiça em processos de execução. Mas o cidadão também pode consultá-lo para verificar a ocorrência de uso indevido de seu CPF ou CNPJ.

Ou seja, se alguém abriu uma conta em um banco com o seu nome, essa informação estará no CCS. Se alguém realizou uma operação de crédito tal  informação estará no SCR.

Se, entretanto, depois  algum tempo de denúncias e reclamações, os procedimentos fraudulentos verificados não forem resolvidos, não titubeie: Procure um advogado. É o que estou fazendo, a contra-gosto, com inevitáveis prejuízos e enormes tensões, neste momento.

A internet salvou Lula e a democracia de mais um golpe da velha mídia

do Brasil 247

Segundo o jornalista, à frente do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor do Núcleo Exame, da Abril, "o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é alentador não apenas para o ex-presidente mas para a democracia".

Segundo o jornalista, à frente do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor do Núcleo Exame, da Abril, “o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é alentador não apenas para o ex-presidente mas para a democracia”.

Ex-diretor do Núcleo Exame, da Editora Abril, o jornalista Paulo Nogueira comenta declaração de Lula sobre a era da internet. Para ele, “o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é alentador não apenas para o ex-presidente mas para a democracia”. Leia o artigo publicado no Diário do Centro do Mundo

Lula foi salvo pela mídia digital

Nem Getúlio e nem João Goulart tiveram um contraponto ao ataque selvagem da imprensa.

Lula, com razão, deu ontem graças a Deus pelo aparecimento da internet, “nossa mídia”

Não que a internet seja dele, ou do PT. Mas o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é de fato alentador não apenas para Lula mas para a democracia.

No Brasil, os interesses privados da mídia desestabilizaram, ao longo da história, mais de um governo que não fizesse o que o chamado 1% queria que fizesse.

Jango, em 1964, foi derrubado. Antes dele, em 1954, Getúlio foi levado ao suicídio.

Não havia o contraponto que a internet oferece. A sociedade era manipulada sem a menor cerimônia.

Lacerda falava no “Mar de Lama” de Getúlio, e todos reproduziam. A maneira mais canalha e mais barata de atacar governos de esquerda é pelo lado da “corrupção”.

Os cidadãos mais influenciados pelo noticiário são levados a crer que o que existe na política é uma roubalheira, e que tirando o partido do poder o problema estará resolvido.

Quem mais fala em corrupção à luz do sol em geral é quem mais à pratica na sombra. Nos últimos anos, as empresas de mídia, por exemplo, levaram a sonegação de impostos ao estado da arte enquanto bradavam em manchetes sermões moralistas e mentirosos.

Mas o que você pode fazer quando todos os microfones estão com os outros?
Getúlio Vargas, num gesto inteligente e ao mesmo tempo desesperado, tentou criar uma alternativa à voz ultraconservadora dos barões da imprensa.

Ajudou o jornalista Samuel Wainer a lançar a Última Hora, jornal voltado para os interesses populares. Mas foi uma voz solitária contra a de uma matilha.

Carlos Lacerda, o Corvo, o desestabilizador mais estridente, começou a atacar Wainer por não ter nascido no Brasil, o que contrariaria a lei que rege a propriedade de mídia no Brasil.

(Ninguém, mais tarde, reclamaria do fato de a família Civita não ser originária do Brasil, excetuados os Mesquitas aristocráticos, porque ali estava mais uma voz da turma.)

Sob as condições em que foram caçados Getúlio e Jango, é presumível que Lula não tivesse resistido ao assédio.

Imagine o circo do mensalão sem o contrapeso da mídia digital. Provavelmente teríamos hoje um presidente chamado Joaquim Barbosa, a serviço do 1% e comprometido com a Globo e tudo que de maléfico ela representa.

Por isso Lula deve ser mesmo grato à internet. E não apenas ele, mas todos aqueles – petistas ou não – que anseiam por um país menor desigual e injusto do que aquele que a elite representada pelas famílias da mídia impuseram aos brasileiros.

COMPREENDAMOS A REALIDADE. OU NÃO – por paulo timm /torres.rs

 

Paulo Timm – Torres, agosto 02 – copyleft

“As 300 maiores fortunas do planeta acumulam mais riqueza que os mais de 3 bilhões de pobres que existem no mundo e representam 99% da população.”

( Jason Hickel, da  London School,  assessor do movimento The Rules, que luta contra a desigualdade)

*

Compreendamos a realidade. Afinal, trata-se da vida como ela é. Duas grandes observações. A primeira de Maquiavel, uma máxima ; a segunda, de Nelson Rodrigues, mera alegoria. Juntas, uma verdadeira estratégia de sobrevivência, em qualquer lugar, em qualquer tempo.  “ A guerra de todos contra todos”… Os séculos XVI e XVII, aliás, são pródigos em máximas que acabariam moldando os tempos vindouros. Tudo dissecado pelo bisturi da modernidade, quando tudo se volvió positivo: A Ciência Positiva, desde Newton; a Economia Positiva, desde Marshall; o Direito Positivo, desde Kelsen; a Sociologia Positiva, desde Comte e Durkheim; até a Filosofia, desde sempre especulativa, agora tem uma vertente Positiva, cevada no profícuo leito do Círculo de Viena . A soberania absolutista do fato ,  sob o imperativo iluminista do binômio razão + liberdade.  Esta, supostamente isenta de qualquer poder alheio que lhe tolha os movimentos, aquela, a serviço da verdade.

Tudo a serviço da destruição do planeta, da humanidade…Pouco importa. O que importa são os resultados parciais: O PIB, o desejo saciado, as próximas eleições. Nisso o Mundo Moderno é ótimo. Já chegamos ao Novo Continente e estamos tocando as estrelas…Em breve a Aldeia Global será celestial. E mesmo que não cheguemos lá, nossos artefatos lá chegarão.

Tendo me adaptar à esta realidade da vida mas jamais consegui. Nem consigo. Serei pré-moderno ou pós…? Não sei. Só sei que a despeito de tudo, tal como o Poeta, tenho em mim os maiores sonhos do mundo. Sou um sonhador. Até meu socialismo, longe de ser criterioso ou científico, como pretendem os modernos, é utópico. Sonho com um Estado sem crimes a serviço do bem comum; com um sistema econômico perfeitamente produtivo e redistributivo sobre as pessoas e a natureza; com uma sociedade socialmente equilibrada, na qual todos tenham acesso não só aos bens essenciais ao corpo, mas, sobretudo essenciais ao espírito;  sonho com a beleza, com o amor e com a Poesia, embalados em suaves acordes bachianos; sonho, enfim, com a possibilidade de que a razão e a liberdade se combinem para a salvação do Homem.

♫ ♪♫ Sonho meu…! Sonho Meu…! ♫ ♪♫.

A dura realidade é maior do que meus sonhos. Ou do que a canção. Governos praticam hediondos crimes, a economia do mundo caminha para a concentração da riqueza nas mãos de meia dúzia, que consomem todas as riquezas do planeta, a sociedade está cada vez mais desequilibrada, o mundo está em visível desencanto. Daí, talvez, a euforia com um Papa tão conservador e ao mesmo tempo tão simpático, cuja principal característica é falar o óbvio. Mas é precisamente do óbvio que estamos precisando.

O *Le-Monde* desta quarta (8/ago-2012) aborda a mais escandalosa das desigualdades.

– 4/5 do consumo global (76,6%) é realizado pelos dois décimos mais ricos;

– o décimo mais rico é responsável por quase 3/5 do consumo (59%).

– as taxas de crescimento dos mercados de luxo sempre superam as demais,
tanto em fases de expansão, quanto nas de retração global.

Assim é, pois… Em plena crise as fortunas aumentam (correiodobrasil.com.br/) , o mercado de luxo dispara (Worldwide Luxury Markets Monitor –
Fondazione Altagamma: http://www.altagamma.it ), os bancos, cuja principal mercadoria é informação, apresentam lucros fabulosos (www.cartamaior.com.br | 01/08/2013 ), os brasileiros mais aquinhoados vão às compras no exterior e torram em alguns dias os dólares  que a natureza levou milhões de anos para produzir.

Compreendamos a realidade. Afinal, trata-se da vida como ela é. Guerra de todos contra todos

Será mesmo…?

Acho que é mais a do 1% contra os 99%.

Breno Altman dedetiza Olavo de Carvalho

BRENO SOBRE OLAVO: “A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO DA VIOLÊNCIA”

“O único propósito deste filósofo de bordel é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista”, diz o jornalista Breno Altman, sobre o ataque feito pelo “trânsfuga” Olavo de Carvalho
1 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 16:04

A mão que balança o berço da violência

Propósito de Olavo de Carvalho é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista

O senhor Olavo de Carvalho faz parte de uma turma bem conhecida. A dos trânsfugas, com suas mentes atormentadas e rancores insones. Talvez seja o lobo mais boçal da alcateia, mas não está sozinho. Do mesmo clube fazem parte Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Marcelo Madureira e um punhado de outros. Foram todos, na juventude, militantes de esquerda. Hoje são a vanguarda do liberal-fascismo.

O único propósito deste filósofo de bordel é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista. A expressão, no caso, não tem o objetivo de rebaixar os frequentadores de lupanários e suas abnegadas profissionais. Apenas identifica um tipo clássico de charlatão, capaz de dissertar sobre vários assuntos sem conhecer qualquer um deles, para gáudio dos porcos que se refestelam com pérolas de conhecimento rasteiro.

Sua primeira resposta ao artigo em que foi citado, aliás, é bastante reveladora de personalidade e padrão intelectual. “Fico no bordel olhando a sua mãe balançar as banhas diante dos clientes, e aproveito para meditar o grande mistério do parto anal”, escreveu o energúmeno. Não é uma gracinha? Tratado como professor e guru por seus áulicos, a verdade é que não passa de um embusteiro.

Figuras desse quilate normalmente deveriam estar relegadas ao ostracismo. O degenerado Carvalho, porém, é representativo de valores e métodos das forças de direita. Mentiroso contumaz, atua como menestrel a animar suas hordas contra a democracia e a esquerda.

Calça-frouxa, seu dedo não aperta o gatilho, mas vocifera mantras que estimulam a violência e exaltam gangues fascistas como as que atacaram integrantes do Foro de São Paulo na noite de ontem. Por essa razão, Opera Mundi decidiu publicar, com destaque, sua resposta. Nada mais daninho a um vampiro de corações e mentes, afinal, que a luz do dia.

O alvo da ocasião é uma entidade que, desde a fundação, realiza todas as suas reuniões de forma pública, abertas à cobertura de imprensa e até às provocações de mequetrefes. Os integrantes são partidos que lideraram revoluções populares, foram levados aos governos de seus países pelas urnas ou estão na oposição a administrações conservadoras. As agremiações mais antigas estiveram à frente, heroicamente, da resistência dos povos da região contra ditaduras que provocam nostalgia na canalha fascista.

O degenerado Carvalho tem saudades dos tempos da tortura e do desaparecimento, das prisões e assassinatos. Suas infâmias pueris para criminalizar o Foro de São Paulo evidenciam seus pendores, mas também denunciam desespero diante do avanço das correntes progressistas por toda a América Latina. Contorce-se de ódio. Os cães sempre ladram quando passa a caravana.

Quem age na sombra e na penumbra, sem dar qualquer satisfação sobre como se financiam ou se organizam, são as quadrilhas do submundo reacionário, aquelas que se embevecem com a retórica dos vira-casacas e saem às ruas para atos de agressão covarde. Navegam na cultura política gerada pela máquina de comunicação do pensamento conservador, dedicada a estereótipos e amálgamas contra a esquerda.

O degenerado Carvalho não vale meia aspirina vencida, mas é parte de uma súcia a qual já passa da hora de ser combatida sem contemporização. Essa patota dedica-se a agredir reputações, inventar histórias e disseminar cizânia, açulando os porões da sociedade e do Estado. Destruir o ovo da serpente é indispensável para impedir que a violência fascista se propague em nossa vida política.

O filósofo tem o direito democrático de continuar sua cantilena no bordel que bem desejar e o aceitar. Mas toda vez que levantar sua voz para incitar o crime, ou gente de sua laia o fizer, a resposta deve ser pronta e imediata. Nunca é tarde para a devida dedetização ideológica dos vermes e insetos que funcionam como arma biológica do reacionarismo.

* Breno Altman é jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.

No Brasil 247.

O BRASIL ESTÁ AMEAÇADO – por roberto requião / brasilia.df

Em discurso na reabertura dos trabalhos, ontem, no Senado, Roberto Requião disse que a República sofre grave ameaça no Brasil; ele aponta a banalização da política e a falta de projeto de Nação como problemas não enfrentados na atualidade pelo governo Dilma; o peemedebista criticou as PPPs, sobretudo nas rodovias, com cobrança de pedágio; o governo é incompetente para lidar com a crise econômica, pois insiste em medidas tópicas, “tangendo a economia a golpes de desonerações fiscais”.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), em discurso na volta do recesso, nesta quinta-feira (1º), demonstrou que a crise econômica global cerca o Brasil de graves ameaças, e que nem o governo e nem os partidos têm uma estratégia de combate para enfrentar e debelar tais riscos. Segundo ele, enquanto os políticos reagem com indiferença “ ao vendaval que se aproxima”, o governo insiste em medidas tópicas, “tangendo a economia a golpes de desonerações fiscais”.

O senador disse também que não via da parte da oposição qualquer idéia mais séria para o enfrentamento dos problemas que rondam o país, na economia e na política. “O máximo que a oposição consegue sugerir é que a presidente corte o número de ministérios e gaste menos no cabeleireiro”, disse ele.

Requião dedicou boa parte de sua fala ao PMDB, conclamando o partido a retomar sua própria história, desempenhando um papel de protagonista e não de mero “braço auxiliar”, como acontece hoje. Para tanto, ele propôs a realização urgente de uma contenção nacional extraordinária, para oferecer ao país um programa que atenda as vozes das ruas e retire o país do atoleiro econômico em que se meteu.

“Nem sempre os políticos estão à altura de suas missões, mas neste discurso Requião mostrou que está à altura do Brasil. Foi um dos mais importantes pronunciamentos deste Senado , até hoje”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Assista ao vídeo:

esmael moraes.