A praga dos empréstimos consignados – por paulo timm /torres.rs

A praga dos empréstimos consignados

Paulo Timm – Torres 07 agosto – copyleft

Uma das características positivas da Política Econômica da Era Lulista foi a forte expansão do crédito no país, a qual, no Governo Dilma, vinha  se beneficiando da redução das taxas de juros. O crédito mais fácil estimulou o consumo pessoal e contribuiu para dinamizar a PAULO TIMMeconomia. Hoje, discute-se se  esta estratégia seria suficiente para o manter um ritmo razoável de  desenvolvimento do país, pois a economia já se encontra em pleno emprego e todo o incremento do consumo, sem os indispensáveis investimentos que ampliem a capacidade produtiva, tendem a, simplesmente, elevar os preços. Isto estaria por trás do reaparecimento da inflação, já fora das metas programadas. Outra crítica, aponta para os níveis elevados de endividamento da classe média que já não comportam novos empréstimos. Mas comparações internacionais demonstram que nossos níveis ainda são muito mais baixos do que o de países desenvolvidos, não chegando a comprometer 50% da renda familiar.

 

Endividamento do brasileiro é recorde publicado no Estado de S. Paulo.

 “A dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social no País…” aponta um estudo da LCA Consultores, outros artigos sobre o assunto estão no  PDF Anexado. http://bit.ly/jQMew5

                          (Recorde Dívida Pessoal -Estado de S. Paulo)

 

Ainda assim, é de se ressaltar que a demanda por créditos novos caiu no ano de 2012,  enquanto a inadimplência se elevou:

Esta semana, nesta sexta-feira, números da Serasa Experian sobre Demanda do Consumidor por Crédito, revelam que a quantidade de pessoas que procurou crédito em 2012 recuou 3,1%¨, a maior taxa desde que existe o índice, 2007. Também esta semana, a mesma Serasa Experian revelou que a inadimplência aumentou 15% no ano passado.

(http://co123w.col123.mail.live.com/default.aspx#n=1372419733&st=polibio.braga%40uol.com.br&mid=823e28d8-5c1a-11e2-9f0a-00215ad9df92&fv=1 )

Outro problema, associado aos níveis de endividamento dos setores privado e público no Brasil, diz respeito não apenas à porcentagem de comprometimento do poder efetivo de compra de cada um, mas do custo deste endividamento, vez que as taxas de juros, aqui, são muito mais altas do que em outros países. Veja-se esta comparação, no diagrama abaixo, demonstrativa deste custo no tocante às famílias:

http://www.cativaimagem.com.br/Visualizacao/Jornal.aspx?idMt=471511

 

Um dos fortes elementos da expansão do crédito, porém, os Empréstimos Consignados, com pagamento garantido por desconto automático em Contra Cheque,  começa a apresentar alguns problemas. Parte deles foi levantada em recente programa da Globonews. Um deles, porexemplo: a Taxa de Juros muito alta e resistente à baixa. Nada justifica, hoje, uma taxa que supera os 2,5% ao mês para empréstimos com pagamento assegurado, com risco próximo de zero aos Bancos. Outro: Apesar da anunciada “portabilidade” que assegura aos devedores a renegociação da dívida e sua transferência a outro Banco, de juros mais baixos, ainda é praticamente impossível levar a cabo tal procedimento. Os bancos credores criam todo o tipo de dificuldade para isso. Mas o pior: As fraudes… Uma delas consiste no lançamento dos financiamentos por meio da falsificação de documentos e dados do aposentado ou servidor público. Estes só ficam sabendo da operação meses depois quando percebem os descontos em folha e aí iniciam uma peregrinação para cancelá-las, não raro, só possível através de custosas e demoradas Ações Judiciais. Outra modalidade de fraude, da qual fui vítima há um ano e agora novamente , consiste no refinanciamento da dívida, estendendo-a por mais 60 meses, com uma mensalidade exatamente igual à que o mutuário vinha, regularmente, pagando, de forma a que não se aperceba do processo fraudulento. Também neste caso, apesar da fraude visível é quase impossível anular a operação e suspender os descontos em folha. Eu tento sido vítima de tais procedimentos e acabo de sê-lo  novamente. Por isso   apelei ao bom senso dos dirigentes do IPEA e Unb, pelos quais recebo, para que abram SINDICÂNCIA INTERNA para verificar eventuais ramificações de quadrilhas fraudadoras nos órgãos de processamento dos contracheques nestes respetivos órgãos.  Tento, em vão, obter cópia dos instrumentos da fraude, como contratos, junto ao IPEA e UnB e tampouco os obtenho. Um absurdo.

Cabe registrar que quando os empréstimos consignados são feitos com aposentados do INSS este órgão já criou mecanismos muito mais ágeis de suspensão das mensalidades e contratos mediante mera denúncia da vítima. Junto aos órgãos públicos, porém, reina sublime confusão.

É importante, pois, que todos aqueles que têm descontos em folha por empréstimos consignados, verifiquem, a cada mês, a situação destes descontos, os quais devem apresentar, sempre, número de mensalidades ainda a pagar. Diante de qualquer alteração no valor da “mensalidade” ou no número de futuros pagamentos , deve-se procurar o órgão emitente do contra cheque ou  o gerente do Banco por onde se recebe,  pedindo  explicações. Percebendo indícios de fraude, convém fazer um Boletim de Ocorrência na Polícia onde reside, informando também, por escrito – email ou ofício –  o órgão pagador e a POLICIA . Outra medida importante consiste na denúncia do fato ao Banco Central, em virtude haver sempre instituições financeira envolvidas: http://www.bcb.gov.br/?RECLAMACAODENUNCIA

Há no  BC há um cadastro chamado Sistema de Informações de Crédito do Banco Central ( SCR ) no qual ficam registradas as operações de crédito realizadas por uma pessoa ou empresa. Esse cadastro auxilia a instituição financeira na concessão de crédito, pois permite a ela ter uma noção nível do endividamento do tomador. O cidadão também pode consultar esse cadastro para ver se há operações fraudulentas realizadas em seu nome.

Um outro cadastro é o CCS, Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, no qual é possível consultar em quais bancos uma pessoa possui conta. A finalidade do cadastro é auxiliar a justiça em processos de execução. Mas o cidadão também pode consultá-lo para verificar a ocorrência de uso indevido de seu CPF ou CNPJ.

Ou seja, se alguém abriu uma conta em um banco com o seu nome, essa informação estará no CCS. Se alguém realizou uma operação de crédito tal  informação estará no SCR.

Se, entretanto, depois  algum tempo de denúncias e reclamações, os procedimentos fraudulentos verificados não forem resolvidos, não titubeie: Procure um advogado. É o que estou fazendo, a contra-gosto, com inevitáveis prejuízos e enormes tensões, neste momento.

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