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Nélida Piñon faz críticas veladas a Luiz Ruffato e a Paulo Coelho

Nélida Piñon faz críticas veladas a Luiz Ruffato e a Paulo Coelho

 

CASSIANO ELEK MACHADO
ENVIADO ESPECIAL A FRANKFURT

“Tenho dois princípios. Não falo mal do meu país fora das fronteiras brasileiras. E não critico meus colegas.” Foi desta forma que a escritora Nélida Piñon sintetizou, na manhã desta quarta (9), sua opinião sobre o discurso de Luiz Ruffato, feito na abertura da Feira de Livro de Frankfurt.

Piñon participou, no pavilhão brasileiro do evento alemão, de debate com o escritor Carlos Heitor Cony, colunista da Folha.

O autor de “Quase Memória” evocou o maior autor da língua inglesa para tratar de outro ponto polêmico, as críticas que foram feitas à escolha dos autores da delegação brasileira. “Nos tempos de Shakespeare ninguém dava bola para ele”, comentou Cony.

A colega de mesa, por sua vez, elogiou o time nacional. “A delegação brasileira está muito bem representada. Houve um propósito de escolher autores de vários grupos estéticos e gerações”, disse, e, sem citar nomes, criticou Paulo Coelho. “Há quem queira ser um árbitro estético. Não há árbitros estéticos.”

Ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Piñon homenageou um dos fundadores da casa, Machado de Assis, “um dos grandes nomes da literatura do século 19, que até recentemente ainda era muito pouco conhecido fora do país”.

A atual presidente da ABL, Ana Maria Machado, que também discursou ontem na abertura oficial do evento, aplaudiu. Além dela, outros autores brasileiros, como a historiadora Mary del Priore e o crítico João Cezar de Castro Rocha, escutaram o debate, batizado “As Convergências da Memória”.

“Toda a vida de uma figura de quem não se diz o nome por aqui, que é Hitler, foi produto de sua memória”, disse Cony, que citou ainda Santo Agostinho: “Memória é a caverna da alma”.

“Os homens são basicamente memória”, complementou, antes de falar sobre alguns dos seus heróis da memória literária: Marcel Proust, James Joyce, Machado de Assis.

Nélida Piñon terminou a fala protestando contra o formato do evento.”Não se deveria fazer leituras dos textos”, disse, em referência ao fato de metade do painel com Cony, de duração total de uma hora, ter sido usado para que trechos de suas obras fossem apresentadas em traduções para o alemão. “Não faz sentido trazer figuras como Cony e a minha modesta pessoa para falarmos só uma linha ou outra”.

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PRESTE ATENÇÃO: O STF está promovendo agitação política

LUIS NASSIF

Hoje em dia, tornou-se tão disseminada a manipulação política do noticiário que, na coluna de ontem, acabei embarcando na suposta retaliação do Congresso ao STF (Supremo Tribunal Federal), com a tramitação da PEC 33 – que define o poder recursal do Congresso a leis declaradas inconstitucionais pelo STF.

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Fui alertado pela analista política Maria Inês Nassif, em artigo no Jornal GGN (www.jornalggn.com.br) no qual apresentou um quadro perturbador do papel de alguns ministros do STF, para gerar crises políticas e contribuir para a desestabilização institucional do país.

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Vendeu-se a ideia de que a tramitação da PEC era fruto de represália do Congresso. Vários Ministros manifestaram indignação – entre eles, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e o presidente do STF Joaquim Barbosa.

Maria Inês é taxativa: “Com toda certeza, os ministros que estão reagindo desproporcionalmente a uma tramitação absolutamente trivial de uma emenda constitucional no Congresso (…)  estão fazendo uso político desses fatos”.

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A emenda tramita desde 2011. Foi proposta pelo deputado Nazareno Fontelenes (PT-PI) em 25 de maio do ano passado e encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça em 06 de junho. O relator da matéria é o deputado João Campos (PSDB-GO) – um parlamentar da oposição. E estava na agenda da CCJ desde fevereiro deste ano.

O fato de terem incluído José Genoíno (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) no episódio comprovaria seu uso político, diz Inês. “No ano passado, quando a emenda foi apresentada, Genoino sequer tinha mandato parlamentar. Ele e Cunha não pediram a palavra, não defenderam a aprovação, nada. Apenas votaram a favor de um parecer de um parlamentar da oposição”.

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Não compete à CCJ apreciar o mérito de qualquer proposta.  Seu papel é apenas analisar se a proposta cumpre os requisitos de constitucionalidade. Se cumprir, segue a tramitação até chegar ao plenário da Câmara. Aí sim, explica ela, a proposta será analisada em dois turnos, para depois cumprir dois turnos no Senado. “O primeiro passo da tramitação da PEC 33 foi dado na quarta-feira. Daí, dizer que o Congresso estava prestes a aprovar a proposta para retaliar o STF só pode ser piada, ou manipulação da informação”.

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A proposta tem respaldo na Constituição. O artigo 52 fala da competência exclusiva do Senado Federal, diz, em seu inciso X, que o Senado pode “suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal”. No artigo 49, determina que é da competência do Congresso Nacional “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”.

Conclui ela: “Diante dessas evidências constitucionais e da história da tramitação da PEC na Câmara, fica a pergunta: quem está ameaçando quem? É o Congresso que investiu contra o STF, ou o contrário?”

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Na mesma quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes concedeu uma liminar trancando a tramitação da lei que inibe a constituição de novos partidos.  Nos jornais de sexta, o ex-ministro do STF Carlos Velloso declarava-se espantando com a decisão de Gilmar.

O simpático Olsen Jr. é o autor convidado desta semana da REVISTA VERÃO / santa catarina.sc

O simpático Olsen Jr. é o autor convidado desta semana Ana ¿Bacana¿ Silveira/Divulgação

Foto: Ana Bacana Silveira / Divulgação
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A simpatia em pessoa – Olsen Jr. – escreveu este conto só para a Revista de Verão. Mas quando rascunhava, lembrou de alguém e pediu para incluirmos a dedicatória: “Para Green Eyes, que sabe por que”. Além de escritor, é jornalista, formado em Direito e atual inquilino da cadeira 11 da Academia Catarinense de Letras. É o autor de Desterro, SC, livro finalista do Prêmio Jabuti de 2000, classificado pela Câmara Brasileira do Livro como um dos melhores livros de contos daquele ano. Vive atualmente em Rio Negrinho, que fica no Norte do Estado.A mulher do vizinho

O caso aconteceu assim…

Logo que me instalei na nova casa, “longe da multidão estulta”, diria Thomas Hardy, fui retomando velhos hábitos. Um deles era, nos finais de tarde, sentar num canto da varanda e cevar um mate solitário, como faz o índio mais empedernido. Num desses dias, faz algum tempo, foi que percebi uma silhueta feminina na casa em frente. Até aí nada demais, não fosse a distância de 300 metros entre nós e morarmos quase em frente um do outro, como se fosse um espelho e a mulher aparecer sempre nua, os cabelos soltos caídos nos ombros e um corpo de mexer com o instinto de qualquer caboclo menos civilizado.

A mulher ficava imóvel. À vezes, tinha a sensação de um leve balançar da cabeça, o que se denotava pelas flutuaçõs dos cabelos, em pé o corpo todo delineado em suas formas generosas e provocantes, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Percebi, porém, que ela aparecia todos os dias exatamente naquele horário em que o dia vai perdendo espaço para a noite. Depois sumia sem deixar vestígios. Várias vezes permaneci ali tentando captar os seus movimentos na hora de se ausentar daquele palco que me tinha como espectador aparvalhado e mudo e tentado a ir ao seu encontro. Durante muito tempo aquela imagem era um conforto para um homem solitário e meus finais de tarde eram bem recompensadores.

Um dia, movido por um desejo milenar, sem qualquer planejamento, chamo o meu cachorro Thor e decido na mesma hora que iria até lá, na casa próxima, conhecer aquela vizinha sensual e que já estava me tirando o sono e a paz, deixando em seus lugares apenas um desassossego infernal que me não permitia viver. Thor era um cusco obediente e me entendia ao menor sinal. Naquela tarde seguimos em silêncio dando uma imensa volta por dentro do mato, evitando as trilhas mais batidas e nos aproximando do nosso alvo. Cerca de 20 metros da casa, obedecendo a um mesmo ângulo de visão que dispunha quando estava em minha varanda, achei que era o lugar ideal e me agachei dentro de um capão bem camuflado onde dificilmente seria visto. Thor ficou ao meu lado, em posição de ataque, bastando um leve movimento das mãos para partir em cima do que quer que fosse.

A espera não me incomodava, tinha aprendido com meu pai (que aprendeu com meu avô) aquela técnica do caçador que sabe que o esforço terá sua recompensa. Final de tarde, aguardamos até chegar a hora… Mas o que é aquilo? Não acredito… A imagem vai se formando na varanda… Tenho vontade de gritar, um misto de histeria e desespero… Não pode ser, me recuso em crer no que os meus olhos vendo… Ela está lá, inteira, nua, cabelos vaporosos e flutuantes em seus ombros… Deus meu! Exclamo… Isto não está acontecendo… Vamos embora, Thor, grito, saindo do meu lugar e pegando a trilha… Para casa! — instigo o cachorro — e ele me ultrapassa e sou eu correndo atrás dele procurando sair logo dali.

Corremos pela trilha aberta já conhecida e só paramos quando estávamos próximos de casa… Pouco depois de jogar o meu corpo em cima de um pelego no banco da varanda e abraçar o pescoço do Thor é que comecei a rir e falar sozinho, ninguém vai acreditar… Boa essa… Durante alguns dias da minha vida estive apaixonado, como todo o poeta, por uma mulher que só existia em minha imaginação… A figura ia tomando forma na varanda do vizinho a partir da projeção da sombra de uma árvore com pequena galhada que mexia insuflada por qualquer brisa daquele verão… O tronco era curvilíneo, o sonho irrealizável e o desejo insatisfeito… Acendo a luz da sala e me detenho na fotografia que mandei emoldurar onde aparece o escritor William Faulkner em cima de um trator em uma terra que está sendo arada e me contento com a ideia de que não sou mais pioneiro e nesta fazenda onde me instalei ainda existe muita coisa para ser feita.

Vocábulos de uso gaúcho

Índio – homem do campo
Caboclo – indivíduo nativo
Cusco – cachorro sem uma raça definida
Capão – Área de mato no meio de um descampado
Pelego – Couro de carneiro ou de ovelha que serve para amaciar o acento

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do DC.

COMENTÁRIO recebido pelo site em “ROBERTO PRADO e sua poesia”

PALAVRAS, TODAS PALAVRAS <comment-reply@wordpress.com>
15:52 (2 horas atrás)

Novo comentário sobre seu post “ROBERTO PRADO e sua poesia / curitiba.pr”
Autor: ricardo crovador (IP: 200.189.118.90 , 200.189.118.90)
Email: r_crovador@hotmail.com
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Whois  : http://whois.arin.net/rest/ip/200.189.118.90
Comentário:

Muito bacana. Cheguei a esta página do Roberto através do link divulgado pelo Almir Feijó lá no facebook. Gostei demais dos poemas… e vou ficar freguês do site… aliás, aqui tem material para muitas e ótimas leituras.


Você pode ver todos os comentários sobre esse post aqui:
https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2011/11/17/roberto-prado-e-sua-poesia-curitiba-pr/#comments

Link Permanente: https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2011/11/17/roberto-prado-e-sua-poesia-curitiba-pr/#comment-12473

HISTÓRIA DO BACALHAU 1. NÃO EXISTE PEIXE CHAMADO BACALHAU. BACALHAU É APENAS O PROCESSO DE SALGA E SECAGEM PARA A CONSERVAÇÃO DE PEIXES (…ESSE PROCESSO INCLUSIVE JÁ ERA CONHECIDO DOS FENÍCIOS QUE NAVEGAVAM O MEDITERRÃNEO NA ANTIGUIDADE…); 2. COM O PASSAR DOS SÉCULOS DESCOBRIU-SE QUE OS PEIXES QUE MAIS SE ADAPTAVAM AO PROCESSO BACALHAU ERAM ESPECTIVAMENTE: O COD GADUS MORHUA, O COD GADUS MACROCEPHALUS, O LING, O ZARBO E O SAITHE; 3. A CIDADE DO PORTO É FAMOSA TAMBÉM POR SE HAVER TORNADO UM GRANDE ENTREPOSTO DE INDUSTRIALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO (VENDAS) DOS REFERIDOS PEIXES, PESCADOS NO CHAMADO MAR DO NORTE, PRÓXIMO DO CÍRCULO POLAR ÁRTICO, SUBMETIDOS AO PROCESSO BACALHAU, OU SEJA, NÃO EXISTE O BACALHAU DO PORTO.

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A REPETIÇÃO DA HISTÓRIA – por luis nassif e COMENTÁRIO de paulo timm / são paulo.sp e portugal.pt

São significativas as semelhanças entre os tempos atuais e o período pré-64, que levou à queda de Jango e ao início do regime militar e mesmo o período 1954, que levou ao suicídio de Getúlio Vargas.

Os tempos são outros, é verdade, e há pelo menos duas diferenças fundamentais descartando a possibilidade de um mesmo desfecho: uma  economia sob controle e uma presidência exercida na sua plenitude, sem vácuo de poder.

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Tirando essas diferenças, a dança é a mesma.

A falta de perspectivas da oposição em assumir o poder, ou em desenvolver um discurso propositivo, leva-a a explorar caminhos não-eleitorais.

Parte-se, então, para duas estratégias de desestabilização  – ambas em pacto com a chamada grande mídia.

Uma, a demonização dos personagens políticos. Antes do seu suicídio, Vargas foi submetido a uma campanha implacável, inclusive com ataques à sua honra pessoal – que, depois, revelaram-se falsos.

No quadro atual, sem espaço para criticar a presidente Dilma Rousseff, a mídia – especialmente a revista Veja – move uma campanha implacável contra Lula. Chegou  ao cúmulo de ameaçar com uma entrevista supostamente gravada (e não divulgada) de Marcos Valério, como se Valério tivesse qualquer credibilidade.

Surpreendente foi a participação de FHC, em artigo no Estadão, sustentando que o julgamento do “mensalão” marca uma nova era na política. Até agora, o único caso documentado de compra de votos foi no episódio da votação da emenda da reeleição – que beneficiou o próprio FHC.

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A segunda estratégia tem sido a de levantar o fantasma da guerra fria. Mesmo sabendo que Jango jamais foi comunista (aliás, o personagem que mais admirava era o presidente norte-americano John Kennedy) durante meses e meses levantou-se o “perigo vermelho” como ameaça.

Grande intelectual, oposicionista, membro da banda de música da UDN, em 1963 Afonso Arino escreveu um artigo descrevendo o momento. Nele, mencionava o anacronismo de (em 1963!) se falar de guerra fria, logo depois de Kennedy e Kruschev terem apertado as mãos. E dizia que, mesmo sendo anacronismo, esse tipo de campanha acabaria levando à queda do governo pelo meio militar, devido à falta de pulso de Jango, na condução do governo.

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O modelo de atuação da velha mídia é o mesmo de 1964, com a diferença de que hoje em dia não há vácuo de poder, como com Jango.

Primeiro, buscam-se personalidades, pessoas que detenham algum ativo público (como jornalistas, intelectuais, artistas etc.). Depois, abre-se a demanda por comentaristas ferozes. Para se habilitar à visibilidade ofertada, os candidatos precisam se superar na ferocidade dos ataques.

Poetas esquecidos, críticos de música, acadêmicos atrás de visibilidade, jornalistas, empenham-se em uma batalha similar às arenas romanas, onde a vitória não será do mais analítico, ponderado, sábio, mas do que souber melhor agredir o inimigo. É a grande noite do cachorro louco, uma selvageria sem paralelo nas últimas duas décadas.

Com sua postura de não se restringir ao julgamento do “mensalão” em si, mas permitir provocações à presidente da República e a partidos, o STF não cumpre seu papel.

Aliás, o STF do pós-golpe foi muito mais democrático do que o atual Supremo.

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COMENTÁRIO:  de PAULO TIMM

O artigo é digno de reflexão. Afinal, vive-se uma espécie de SETEMBRO NEGRO, com sinais de tensões políticas e “irritação” conjuntural, agudizadas, quer pela crise econômica internacional, com reflexos na perda de dinamismo da nossa economia interna, quer pela crise política deflagrada, sem entrar no mérito, pelo julgamento do “Mensalão”.

Tenho vários reparos a fazer ao texto do NASSIF.

Acho que em 64 não havia nenhum vácuo de poder. Isso foi desculpa dos golpistas para derrubarem o Governo Goulart . E, independentemente do que Afonso Arinos dizia, estávamos, sim no Auge da Guerra Fria. Recém saídos da Crise dos Mísseis em Cuba. O golpe de 64 tinha apoio efetivo dos Estados Unidos. Hoje, a Guerra é Cambial, como diz nosso Ministro MANTEGA. E, embora os Estados Unidos estejam reagindo ao nosso suposto protecionismo, nada indica que estará financiando a derrubada de Dilma Roussef.

Isso significa, pois, que a atual CRISE tem origem interna.

E, à diferença de 1954 e 1964, tem um caráter não de LUTAS DE CLASSES, mas da consequência de elas se terem deslocado do campo POLITICO ( praças e Congresso) , para o INSTITUCIONAL (Justiça) . Aliás, uma consequência do que se tem denominado JUDICIALIZAÇÃO da LUTA DE CLASSES, ou LUTA POLÍTICA. Um grande perigo.

Getúlio, severamente combatido pela Imprensa que o acusava de estar mergulhado num MAR DE LAMA, refugiou-se no suicídio e deixou uma CARTA TESTAMENTO que entrou para a História como o testemunho das causas reais da crise: a defesa da economia nacional com respeito à soberania e direitos dos trabalhadores. Jango, reflugiou-se no exílio e deixou à História sua presença altiva no Comício da Central do Brasil no dia 13 de março, quando promulgou a REFORMA AGRÁRIA, no contexto das Reformar de Base, plataforma de seu Governo. Nos dois casos, o que estava em jogo náo era nem um Presidente, muito menos seus aliados, nem um Partido, mas uma Instituição: a Presidência da Republica.

Nos dois casos, contrariamente ao que afirma NASSIF havia Governos democraticamente eleitos, institucionalmente funcionando, sem qualquer vazio de Poder, nem ambiguidades. O que sim, havia, era uma forte Oposição aos respectivos Governos no Congresso Nacional, o que hoje não existe, em função, até, da habilidade da CONCERTAÇAO da Governabilidade pela cúpula dos Partidos. Nos casos de JANGO, VARGAS e DILMA é certo, porém, que a grande imprensa OPERA COMO PARTIDO POLÍTICO jogando pesado a favor do conservadorismo. . O próprio NASSIF , entretanto, ressalta a diferença: O alvo, agora, náo é nem a Presidente, nem seu Governo. O alvo agora é o PT, portanto, o jogo não tem caráter propriamente GOLPISTA, mas político. Pretende debilitar o PT, atingir algumas de suas mais importantes figuras e o próprio LULA, que , aliás, încovenientemente, a meu juízo, procura se defender em campo aberto, coordenando o apoio de setores da sociedade não em apoio ao Governo, que náo está em causa, mas a acusados em um processo em curso. Tem todo o direito, mas é um jogo extremamente perigoso porque cria, sim, uma fratura na autoridade da Presidente da República. Fica evidente que há um PODER FORMAL no Planalto, com grande prestígio de Opiniáo Pública e respeitabilidade da Imprensa e até Oposiçao e OUTRO PODER, DE FATO, no Ex-Presidente, já visivelmente desgastado, seja pela doença, seja pelo afastamento do Poder, seja até pela própria insistência em se manter no HIT PARADE, seja, enfim, pelo efeito da mídia. Isto, sim, cria um vazio de Poder que o autor náo assinala.

O cachorro louco de agosto, parece, pois, que continua solto pelas veredas de setembro. Esperemos outubro…

 

Chico Pereira, escritor catarinense, morre aos 79 anos / ilha de santa catarina

Ele será supultado no cemitério do Itacorubi, em Florianópolis

O escritor Francisco José Pereira, ocupante da cadeira número 5 da Academia Catarinense de Letras, morreu nesta segunda-feira, aos 79 anos, após uma vida dedicada à literatura de Santa Catarina. Ele será sepultado às 10h de terça no Cemitério Municipal do Itacorubi, em Florianópolis.

Chico Pereira, como era chamado pelos amigos, nasceu em Florianópolis. Começou a escrever em 1957, quando cursava Direito. Formado, advogou na área trabalhista. Foi preso durante a ditadura militar, quando teve de se exilar na América Latina e na África. Dois de seus três filhos ( Rodrigo, Francisco e e André) com a companheira da vida inteira, Natália, nasceram no exílio.

Um dos momentos mais importantes da vida do escritor  foi dia 30 de junho de 2005, quando entrou para a Academia Catarinense de Letras (ACL), na vaga deixada por Teobaldo da Costa Jamundá. Coincidentemente, a cadeira tinha como patrono o jornalista Crispim Mira, que dá nome à rua, no centro de Florianópolis, na qual Pereira passou a infância e que foi tema de seu livro As Duas Mortes de Crispim Mira. Ele também era um dos editores da Editora Garapuvu.

O poeta MANOEL DE ANDRADE comenta a condenação do coronel, torturador, ustra / curitiba.pr

Autor: Manoel de Andrade (IP: 177.132.23.197 , 177.132.23.197.dynamic.adsl.gvt.net.br)

Comentário:

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Diz o advogado do “Brilhante” Coronel Ustra que  “os atos que levaram à condenação foram “apagados” pela Lei da Anistia”.
Creio que é preciso lembrar que a Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional em 1979 foi uma fraude jurídica imposta pela Ditadura para impossibilitar a punição de policiais e militares comprometidos com a tortura e a morte de militantes de esquerda. O Congresso de então era composto por um terço de senadores biônicos (parlamentares investidos pela Ditadura sem o sufrágio do voto) e por uma oposição consentida. O outro projeto de anistia, proposto pela sociedade civil e encampado pelo MDB, propunha uma anistia ampla, geral e irrestrita, mas, por isso mesmo não foi aceito pelo Congresso, monitorado pelos generais. O que se lutava, na época, era por uma Anistia de devolvesse os direitos a cidadania, pela liberdade de organização política e sindical, enfim uma anistia com liberdade e o que se aprovou foi um conceito de anistia para o esquecimento dos crimes cometidos e a impunidade para os torturadores. Não se considerou o direito a resistência e os presos políticos, conceituados pela Lei de Anistia como terroristas, não foram anistiados e continuaram cumprindo penas. A verdadeira caminhada para a anistia começou quando da descoberta das 1.049 ossadas de presos políticos encontrados numa vala clandestina do cemitério de Perus, em São Paulo, no dia 4 de setembro de 1990. Foi esse fato que deu origem a Comissão dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e as leis posteriores que reconheceram a responsabilidades do Estado pelos mortos e desaparecidos durante o Regime Militar.
A ditadura terminou em 1985, mas somente agora, quase trinta anos depois, é que se começa, finalmente, a apurar seus crimes. Somente em novembro do ano passado o Brasil começou a redimir-se de sua vergonha nacional com a criação da Lei de Acesso à Informação e da criação da Comissão Nacional da Verdade as quais vieram mudar uma cultura de silêncio vigente até então no país.
A Comissão da Verdade e a Lei de Acesso à informação ampliaram os direitos civis da Constituição de 88, dando ao cidadão o poder de acessar informações que sempre lhe estiveram vedadas pela imposição do esquecimento e o claro propósito de impor o silêncio às vítimas da ditadura.

A Comissão da Verdade é uma conquista diante da impotência da Lei da Anistia, que veio para absolver os algozes e sepultar suas vítimas no passado. Foi somente com a valorização da Memória e a evidência pública da violência no Regime Militar, promovida por abnegados grupos de Direitos Humanos, em audiências públicas, livros e artigos publicados e palestras pelo país inteiro, que se começou a superar a cultura do esquecimento e se compreender o que significa o direito à resistência. Estas duas conquistas democráticas modificaram os paradigmas dessa transição. Nossos aplausos para Paulo Abrão, Presidente da Comissão de Anistia, que tem sido incansável na sua peregrinação pelo Brasil à frente da Caravana da Anistia. Diante dos países vizinhos, que se anteciparam na revelação das atrocidades cometidas por militares, o Brasil chegou atrasado, mas finalmente está chegando ao palco da justiça e da verdade,  para reparar e dignificar a memória daqueles que deram a vida por um sonho.

Quando ao julgamento dessa sinistra figura, que foi mestre da crueldade no DOI-CODI de São Paulo, e que certamente foi aluno de Dan Mitrione, sua condenação civil não é uma “pena”, mas um “prêmio” se comparada com a perpetuidade penal dos seus comparsas argentinos.  É consolador pensar que essa primeira condenação, ainda que civil, seja também o primeiro passo para criminalizar os verdugos da nossa Ditadura, já que os crimes de lesa-humanidade são imprescritíveis, seja pelo caráter de crime permanente (no caso dos desaparecidos), seja pela jurisprudência dos tribunais internacionais assim como da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Coronel Ustra abre o tribunal da nossa consciência histórica. Esperamos que outros réus sejam também trazidos ante o poder da Justiça. Vamos acreditar nessa agenda. Creio que isso é uma questão de tempo. Vamos começar a contá-lo porque “Nada há de oculto que não se torne manifesto, e nada em segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia.” Evangelho de Lucas 8,17

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leia AQUI a matéria comentada.

GILMAR MENDES CONDENA WAGNER MOURA / brasilia.df

The piauí Herald

  • Gilmar Mendes condena Wagner Moura

    30/05/2012 19:02 | Categoria: Brasil


    Gilmar Mendes condena Wagner Moura

    Gilmar Mendes exigiu também que Wagner Moura fizesse trabalhos vocais forçados com Susana Vieira

    NAS FAVELAS, NO SENADO – Indignado com um falsete emitido por  Wagner Moura na interpretação de A Via Láctea, o ministro Gilmar Mendes, do STF, condenou o ator a fazer uma ponta em Malhação por 6 anos. “Os gângsters da MTV organizaram essa homenagem aos bandidos da Legião  Urbana com o claro intuito de desviar o foco do julgamento do mensalão”, vociferou, em si bemol.

    Ao se deparar com outro maneirismo vocal na canção Teorema, Gilmar Mendes perdeu o controle: “Maneirismo ignorante! Coisa de gente de gente burra, de uma nota só! Vamos parar com isso! Quem precisa disso!? Eu e a música popular brasileira não precisamos desses recursos para sobreviver”. A seguir, ainda exaltado, completou: “Esse show é uma orquestração do Lula com o setores radicais da MPB para desmoralizar o Supremo”.

    Ainda fora de si, o ministro balbuciou palavras desconexas em alemão, tais como “mensalonen”, “marmeladen”, “Demostenen und Ich”. “Era uma menção ao pacto com o Demo, no Fausto, de Goethe”, explicou depois o assessor para assuntos germânicos do STF.

    Socorrido com um copo de água benta, o ministro recobrou a consciência e perguntou “Que país é esse?”. Depois, bateu palmas e, ainda pálido, comentou: “Puxa, não tocaram Faroeste Cabloco‘. É a minha predileta!”

COMENTÁRIO…?;/}~=!!#$%&*?

Novo comentário sobre seu post “CIDINHA CAMPOS, deputada estadual no RIO DE JANEIRO, faz depoimento GRAVÍSSIMO e seus pares seguem rindo. é o regime da CANALHOCRACIA. / rio de janeiro”
Autor: Ana Araújo (IP: 201.17.99.28 , c911631c.virtua.com.br)
Email: teles.araujo50@uol.com.br
URL    :
Whois  : http://whois.arin.net/rest/ip/201.17.99.28

Comentário:
Escolhi escrever de modo que, não seja fácil o desvio, ou alteração dessa mensagem, por poder ter uma rende de computador, ou um uso, do meu ponto para o uso da internet.
O filho quer me deixar com erros, com o tratamento dele, dado a mim, como então posso depor para algo, me defenser, ou me divorciar, com os direitos, que podem não existir, também com a ajuda dos meus filhos na minha moradia? Qual o direito do qual posso fazer uso agora dessa forma? Como faço a minha prima me defender disso, por querer ter atuação dela e, não posso pagar mais por isso?

Por enquanto eu estou vivendo uma realidade mas quero responder , sendo de acordo, com o que me dizia, as clolegas da Universidade de Serviço Social existia o helicóptero do governo sobrevoando e sabendo de tudo e, depiois eu soube, eu entendo não sendo pelo mesmo motivo, passdao um bom tempo e, em outro local, a existência de empregadores, que estariam em qualquer lugar e, saberiam o que quisessem.

Eu fiquei muinto tempo sem falar muinto, agora existem muintas coincidências, então eu respondo.
Os filhos ficam comigo, para a ajudá-los, mas se acabam, se ficarem com a outro, muinto mais e, têm que me aturar de maneira, em começo igual, ou semelhante e, nem o pai fica com eles, só querem essa ajuda desses filhos, dessa maneira, embora um tenha 23 anos e, o outro 19 anos. Está vago, por enquanto esse direito, sendo o mais rápida possível, necessária uma meio para se estabelecer uma saúde para esses, sabendo que esse meu cônjugue, já matou psicológicamente a minha mãe, assim o querendo e, dando mortes a outros, estando com um problema, que geram mortes, e, agora quer-me maluca e, os filhos de qualquer jeito, sendo o pior para esses, assim como para mim, por querem esses piores, que os filhos da outra pessoa e, como não conversaram tanto assim comigo, de mim tenho certeza. Ter que ficar igual ao outro quando se é a segunda, não é justo e, nem certo, por a outra pessoa, seja a que for, não ter como  certa uma vida, que seja de dever, assim como eu teria, sendo igual à minha.

DITADURA: “GENERAIS DESCONTENTES NO CLUBE MILITAR” – paulo henrique amorim / são paulo

Tá parecendo o vôvo que briga com a enfermeira porque ela limpou a mdele.

POR QUE OS GENERAIS SEM DIVISAS SE MIJAM NOS PIJAMAS?

Quantas divisões têm os generais de pijama ?, perguntaria Stalin sobre oPapa.

Na Argentina – Oh !, que inveja ! -, não têm divisão nenhuma. E ainda estão na PRISÃO PERPÉTUA!!!

E, condenados e encarcerados, limitam-se a blasfemar contra os presidentes Kirchner.

Aqui, não.

O Forte Apache dos TORTURADORES é o Supremo Tribunal Federal.

Com a inesquecível relatoria de Eros Grau, o Supremo, por maioria, anistiou os TORTURADORES uma segunda vez.

Mas, a COMISSÃO de 1/2 VERDADE pode RECONTAR metade dessa história – e levar alguns deles, sobreviventes, ao CÁRCERE.

Se não antes, com o Tribunal que a DESTEMIDA LUIZA ERUNDINA montar na Câmara dos Deputados, para concluir, desde já, a metade que faltar na Comissão.

Os GENERAIS DE PIJAMA atacam o alvo errado.

Hoje, o problema deles é menos a Comissão do que Erundina.

Paulo Henrique Amorim


GENERAL VIDELA, ex-Ditador assassino argentino: “Nosso pior momento chegou com os Kirchner” – Nestor e Cristina, presidentes do povo argentino.

Em uma entrevista para a revista espanhola Cambio 16, o chefe da última ditadura argentina, Jorge Rafael Videla, reivindicou a chegada dos militares ao poder em 1976 como um “ato de salvação” de um país com “vazio de poder, paralisado institucionalmente e sob risco de anarquia”.

Ele enfatizou o apoio prestado pelos EMPRESÁRIOS E PELA IGREJA CATÓLICA para o GOLPE e criticou o que chamou de “revanchismo” do casal Kirchner que o colocou ATRÁS DAS GRADES PARA O RESTO DA VIDA!

STEVE JOBS, Presidente da APPLE. Um mes antes de morrer – eua.us

No final da existência. Um mês antes de morrer.

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.”

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores. Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado, continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare”
“Não tenha medo de seguir o seu coração ou sua intuição, pois eles sabem o que você pode se tornar e até onde pode chegar. Todo o resto é secundário”.
“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.”
“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas”
“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao paraíso não querem morrer para estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos”

“PRESIDENTA” é o CORRETO ! – por joão eduardo fayad

o leitor JOÃO EDUARDO FAYAD postou o seguinte texto no link “Presidente ou Presidenta?”

O correto é presidentA, conforme define a lei abaixo:

LEI Nº 2.749, DE 2 DE ABRIL DE 1956

Dá norma ao gênero dos nomes designativos das funções públicas

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art 1º Será invariavelmente observada a seguinte norma no emprego oficial de nome designativo de cargo público:

“O gênero gramatical desse nome, em seu natural acolhimento ao sexo do funcionário a quem se refira, tem que obedecer aos tradicionais preceitos pertinentes ao assunto e consagrados na lexeologia do idioma. Devem portanto, acompanhá-lo neste particular, se forem genericamente variáveis, assumindo, conforme o caso, eleição masculina ou feminina, quaisquer adjetivos ou expressões pronominais sintaticamente relacionadas com o dito nome”.

Art 2º A regra acima exposta destina-se por natureza as repartições da União Federal, sendo extensiva às autarquias e a todo serviço cuja manutenção dependa, totalmente ou em parte, do Tesouro Nacional.

Art 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de abril de 1956; 135º da Independência e 68º da República.
JUSCELINO KUBITSCHEK
Nereu Ramos

LULA É LAUREADO COM O ‘FOUR FREEDOMS AWARD’

O ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva será laureado este ano com o ‘International Four Freedoms Award’. Lula receberá o prêmio por sua luta de anos contra as desigualdades sociais e econômicas no Brasil. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira na Holanda pela Fundação Roosevelt.
A fundação afirma que a luta implacável de Lula contra a pobreza no Brasil continua a ser fonte de inspiração para povos e líderes mundiais.
Outros premiados pela Fundação Roosevelt em 2012 são o canal de televisão Al Jazeera, que receberá o Freedom of Speech and Expression Award por seu compromisso com a liberdade de imprensa; sua santidade Arcebispo Bratholomeu I, da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, laureado com o Freedom of Worship Award por sua dedicação à liberdade e conciliação religiosa; a indiana Ela Ramesh Bhatt, indicada para o Freedom of Want Award por seu trabalho contra a opressão das mulheres na Índia; e Hussain Al-Shahristani, ministro da energia do Iraque, que por seus esforços pela democracia em seu país receberá o Freedom from Fear Award.
A entrega do prêmio a Lula e aos outros homenageados acontecerá no dia 12 de maio na Nieuwe Kerk, na cidade de Middelburg, na Holanda.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Lula’s rise from abject poverty to the Presidency of Brazil, and his determination to rid Brazil of the extreme poverty and social injustice that for too long has plagued the less fortunate of his countrymen, has been an inspiration to the world community.

Leia mais em: O Esquerdopata: Lula é laureado com o ‘Four Freedoms Award’
Under Creative Commons License: Attribution

IGOR BONATTO: Brasileiro de 20 anos filma curta já com convite para estreia em Cannes

29/01/2012 10h31 – Atualizado em 29/01/2012 17h14

Curitibano Igor Bonatto dirige o curta-metragem DES., sétimo da carreira.
Filme tem Bruno Gagliasso, Laura Neiva e Alexandre Herchcovitch.

Igor Bonatto (Foto: Divulgação)
Igor Bonatto entrou no curso de cinema da Vancouver Film School, no Canadá, aos 16 anos
(Foto: Divulgação)

Aos 20 anos, o cineasta curitibano Igor Bonatto dirige o sétimo curta-metragem da carreira. Audacioso e um tanto precoce, o diretor e roteirista de DES. conta que a pouca idade geralmente causa “estranheza” no primeiro momento. “Mas à medida que quebra o receio, o paradigma de: ‘pô, o que esse cara de 20 anos vai fazer no set’, o resto vem com muito mais facilidade”, revela.

O filme, que começou a ser rodado há pouco mais de uma semana na capital paulista, tem previsão de estreia em maio no Festival de Cannes, com convite para concorrer à Palma de Ouro da categoria curta-metragem. Apesar de estar receoso com o prazo para finalizar o produto, Bonatto diz que esse é o prêmio a que sempre sonhou concorrer. E quando questionado se vislumbra uma futura indicação ao Oscar, ele responde com firmeza. “Também é possível sim. Por que não? A gente se dedicou bastante pra concorrer com os melhores”.

Ciente de que a maturidade pesa tanto para ganhar a confiança das pessoas, como para exercer a função de diretor com mais segurança, Bonatto contou ao G1 que trabalha no roteiro e na co-produção do curta há um ano e três meses. “Foi necessário tempo, não só para captar [dinheiro], mas também para amadurecer o roteiro, para eu amadurecer como diretor. (…) Como eu sou novo, tenho que provar maturidade, então fiz um filme bastante maduro.”

Como eu sou novo, tenho que provar maturidade, então fiz um filme bastante maduro”
Igor Bonatto, cineasta de 20 anos

DES. conta a história de duas jovens modelos e aborda as contradições do mundo da moda. Segundo o cineasta, a intenção real do filme é mostrar ao público que “esse universo não é tão bonitinho quanto parece”. No elenco, Bruno Gagliasso interpreta o fotógrafo Klaus, Camila Finn e Laura Neiva são as protagonistas e Rodrigo Capella é o empresário Ric.

Além destes, a equipe do projeto DES. reúne prestigiados nomes do cinema e da moda. Entre eles, Daniel Rezende, editor de “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, o produtor Hank Levine, também de “Cidade de Deus” e “Lixo Extraordinário”, e o estilista Alexandre Herchcovitch como figurinista. Figuras que foram se conectando através de e-mails, telefonemas e contatos de conhecidos. “Uma mistura de sorte e muito esforço, muita dedicação”, resume o jovem diretor que bateu de porta em porta para apresentar o projeto.

Alexandre Hercovitch e Igor Bonatto nos bastidores das gravações do curta DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)Alexandre Herchcovitch, figurinista do filme, e Igor Bonatto nos bastidores das gravações do curta DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)


Filmes nacionais versus filmes estrangeiros
Formado em cinema pela Vancouver Film School, no Canadá, e conhecedor da linguagem cinematográfica internacional, Bonatto diz ter percebido que “a grande diferença” do cinema brasileiro com o cinema internacional se dá já na concepção do roteiro. Para ele, a maioria dos cineastas brasileiros começam um projeto com “um pé atrás”, sabendo das limitações orçamentárias e das restrições que a indústria nacional impõe.

“No cinema internacional, principalmente o norte-americano e alguns países europeus, eles primeiro concebem a ideia que querem fazer e depois fazem o possível para tornar aquela ideia viável. Aqui, vão criar filmes que tenham poucas locações, que sejam pouco ambiciosos, que não tenham grandes efeitos visuais sabendo que é difícil sim a captação. Já começa perdendo”, explica.

Gravações do curta-metragem DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)Gravações do curta-metragem DES. são realizadas em São Paulo (SP) (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)

Por acreditar no potencial em DES., Bonatto se desdobrou para captar os cerca de R$ 450 mil previstos no orçamento do curta. Inicialmente, investindo grana do próprio bolso, chegou a fazer uma campanha de financiamento coletivo do filme – em que qualquer pessoa podia contribuir com a quantia que desejasse (entre R$ 15 e R$ 15 mil) e, em um sistema de recompesa, concorria a produtos do filme, convite para o São Paulo Fashion Week e até um vestido assinado pelo parceiro Herchcovitch – em que arrecadou R$ 20 mil. Por último, foi atrás de patrocinadores. “Os investidores surgiram de conversa de bar, alguém que conhecia alguém que conhecia alguém. Outros foram através do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), mandei e-mails, fiz telefonemas… Foi uma busca por dinheiro que no final deu certo”.

Tão certo, que duas emissoras de televisão já mostraram interesse em transformar o curta em uma série. As negociações devem ser concluídas no próximo mês e Bonatto tem convites para dirigir comerciais e um longa-metragem no decorrer de 2012.

Raízes
Sem perder o foco, o curitibano que morou durante a maior parte da infância em Matinhos, no litoral do Paraná, recorda que a experiência da vida pacata na cidade pequena lhe rendeu a visão da vida simples que tem hoje. De Curitiba, tem a lembrança das tardes nas livrarias e a pontua como chave de acesso à cultura. Mas é a vivência em Paris, a partir dos 7 anos, que relaciona como linha divisória da trajetória pessoal.

“Um cineasta para se tornar completo tem que ter bastante experiência de vida e eu sempre tive o privilégio de viajar muito e conhecer um pouco de tudo. Tanto do mundo simples, quanto do mundo luxuoso. Do mundo seguro e do mundo perigoso. Me arrisquei bastante sabendo que isso ia contribuir para desenvolver bons personagens e boas histórias”, conta.

Ariane DucatiDo G1 PR

Estreia nesta sexta – 06/01/12 – “Cavalo de Guerra”, um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg – por marcelo perrone / porto alegre.rs

Longa renova a fé em Spielberg como grande artesão do cinema

Estreia nesta sexta "Cavalo de Guerra", um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg David Appleb/DreamWorks

“Cavalo de Guerra” traz elenco jovem e talentoso e muitas sequências magistraisFoto: David Appleb / DreamWorks

 

Falar que nesta sexta-feira estreia um filme candidato a empilhar estatuetas no próximo Oscar não diz muito sobre as qualidades de Cavalo de Guerra, visto o histórico de títulos esquecíveis premiados pela Academia.

Acrescentar que é um filme de Steven Spielberg, grande mestres do ofício cinematográfico, é, sem dúvida, um atrativo.

E acredite: indicado ao Globo de Ouro, Cavalo de Guerra é um dos melhores trabalhos de Spielberg. Nele o diretor, além de imprimir as marcas autorais de suas mais aclamadas realizações, renova a fé no cinema grandiosamente espetacular que poucos além dele ainda sabem fazer.

É um modelo de cinema clássico, que a cada fotograma parece evocar uma obra-prima de John Ford, um melodrama sob pano de fundo histórico como …E o Vento Levou, um trepidante filme de guerra como o próprio Spielberg fez em O Resgate do Soldado Ryan. A costurar essas referências, uma história bem ao gosto do diretor, que combina rito de passagem de jovens diante de uma provação, laços de amizade, o inabalável afeto familiar, a força extraordinária que rompe essa harmonia e a jornada épica dos protagonistas para se recomporem.

Adaptação do livro homônimo do inglês Michael Morpurgo, já levado com sucesso aos palcos, Cavalo de Guerra tem início na Inglaterra rural às vésperas da I Guerra (1914 – 1918). O protagonista é o cavalo Joey, domesticado pelo jovem Albert (Jeremy Irvine) para ajudar na lida da pequena fazenda da família. Quando estoura o conflito, o pai de Albert, endividado, vende Joey para o exército britânico.

Tem início então a odisseia do valente e tenaz cavalo pelos campos conflagrados da França, onde britânicos e alemães se massacram. Joey passa de montaria de um oficial inglês a animal de carga do inimigo, ganha abrigo de um fazendeiro francês e sua netinha, volta para os alemães e outra vez para os ingleses. Nessa ciranda que mantém o cavalo sempre no primeiro plano, Spielberg, com engenhosidade, apresenta diferentes núcleos de personagens que conduzem a história até Albert entrar outra vez em cena.

Enumerar as sequências magistrais de Cavalo de Guerra é um estimulante exercício cinéfilo, da delicadeza com que emoldura uma execução à complexa engenharia cenográfica que move a hora final do filme, ambientada na chamada “terra de ninguém”, o espaço devastado entre trincheiras inimigas.

Importante destacar a mão do diretor para garimpar jovens e excelentes atores, como, entre tantos, o estreante inglês Jeremy Irvine, seu compatriota Benedict Cumberbatch (o moderno Sherlock Holmes da série da BBC) e o alemão David Kross (de O Leitor), cada qual com seu momento de brilho.

A lamentar apenas a opção de Spielberg em padronizar no idioma inglês todas as falas. Com esmero, talento e autenticidade transbordando em Cavalo de Guerra, ele poderia ter seguido o exemplo de Quentin Tarantino, que fez dessa fidelidade linguística um dos charmes de Bastardos Inglórios.

Cavalo de Guerra (War Horse)
De Steven Spielbeg. Com Jeremy Irvine, Emily Watson e Peter Mullan.
Drama, EUA, 2012. Duração: 146 minutos. Classificação: 12 anos.
Em cartaz a partir desta sexta .
Cotação: 4 de 5

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E SEUS TOGADOS SE BATENDO EM MEIO A FORTES INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO

Peluso, que recebeu R$ 700 mil do TJ-SP, defende Lewandowski

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, fez uma nota para defender a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que suspendeu inspeção feita pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na folha de pagamento do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Lewandowski recebeu pagamentos sob investigação, feitos a todos os desembargadores da corte por conta de um passivo trabalhista da década de 90.

Leia a íntegra da nota em que Peluso defende decisão de Lewandowski
Ministro do Supremo beneficiou a si próprio ao paralisar inspeção

O próprio ministro Peluso, que, como Lewandowski, foi desembargador do TJ paulista, recebeu recursos desse passivo.

Ele recebeu R$ 700 mil. Peluso considera que, apesar dos recebimentos, nem ele nem Lewandowski estão impedidos de julgar ações sobre o tema porque os ministros do STF não se sujeitam ao CNJ.

Portanto, não seria possível falar que agem em causa própria ou que estão impedidos quando julgam a legalidade de iniciativas daquele órgão, já que não estão submetidos a ele, e sim o contrário, de acordo com a Constituição e com decisão do próprio STF.

A corregedoria do CNJ iniciou em novembro uma inspeção no Tribunal de Justiça de São Paulo para investigar pagamentos que magistrados teriam recebido indevidamente junto com seus salários e examinar a evolução patrimonial de alguns deles, que seria incompatível com sua renda.

Um dos pagamentos que estão sendo examinados é associado à pendência salarial da década de 90, quando o auxílio moradia que era pago apenas a deputados e senadores foi estendido a magistrados de todo o país.

Em São Paulo, 17 desembargadores receberam pagamentos individuais de quase R$ 1 milhão de uma só vez, e na frente de outros juízes que também tinham direito a diferenças salariais.

Tanto Peluso quanto Lewandowski dizem ter recebido menos do que esse valor.

Lewandowski afirmou ontem, por meio de sua assessoria, que se lembra de ter recebido seu dinheiro em parcelas, como todos os outros.

O ministro disse que o próprio STF reconheceu que os desembargadores tinham direito à verba, que é declarada no Imposto de Renda. Ele afirmou que não entende a polêmica pois não há nada de irregular no recebimento.

A corregedoria tem deixado claro desde o início das inspeções que não está investigando ministros do STF, e sim procedimentos dos tribunais no pagamento dos passivos da década de 90. Ou seja, quem está sob investigação são os tribunais, e não os magistrados, que eventualmente se beneficiaram dos pagamentos.

O órgão afirmou ontem ainda, por meio de nota, que não quebrou o sigilo dos juízes e informou que em suas inspeções “deve ter acesso aos dados relativos à declarações de bens e à folha de pagamento, como órgão de controle, assim como tem acesso o próprio tribunal”. Disse também que as informações coletadas nunca foram divulgadas.

No caso de São Paulo, a decisão do Supremo de esvaziar os poderes do CNJ suspendeu investigações sobre o patrimônio de cerca de 70 pessoas, incluindo juízes e servidores do Tribunal de Justiça.

Liminar concedida anteontem pelo ministro Marco Aurélio Mello impede que o conselho investigue juízes antes que os tribunais onde eles atuam analisem sua conduta –o que, na prática, suspendeu todas as apurações abertas por iniciativa do CNJ.

No caso de São Paulo, a equipe do conselho havia começado a cruzar dados da folha de pagamento do tribunal com as declarações de renda dos juízes. O trabalho foi paralisado ontem.

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

foto livre do site.

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COMENTÁRIO DO LEITOR:

21/12/2011 – 09h33

Para leitor, decisão do STF sobre o CNJ favorece a corrupção

LEITOR CRISTIANO REZENDE PENHA
DE CAMPINAS (SP)

Ao reduzir o poder do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de investigar juízes, o STF (Supremo Tribunal Federal) sinalizou a todos os corruptos que continuem com suas roubalheiras, desvios, superfaturamentos, fraudes, vendas de sentenças e diversos outros crimes que sugam dinheiro de áreas prioritárias.

Peluso diz que não revisará sozinho decisão do Supremo sobre CNJ
Associações divergem sobre decisão que esvazia poderes do CNJ
Em decisão liminar, ministro do STF esvazia poderes do CNJ

Sinalizou mais uma vez a todos brasileiros que aqui é o país da impunidade, que o crime compensa e o combate à corrupção não é prioridade da Justiça e dos governantes.

Sérgio Lima – 19.dez.2011/Folhapress
O ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília
O ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília

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COMENTÁRIO  (oportuno) DO LEITOR:
Na primeira foto, a Comissão de Frente se retira ou está chegando ao sambódromo? Tanto faz! Samba do crioulo doido? Nada disso, damas e cavalheiros, é a Escola Democracia Compulsória Brasileira. Na segunda foto Destaque do enredo Todo mundo Dança e Ninguém Vai Preso. Nota 10 (dez) para o figurino que imita à perfeição a toga da Justiça. VIVA!!!

Jorge Lescano

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” – Chico Xavier

em 25/11/2011 as 20:10

recebi a FRASE ACIMA, de um leitor amigo e colaborador do site, há alguns meses, como sendo de CHICO XAVIER. entendi de publicar. não coloquei dúvida na autoria, até porque, o respeitável espírita jamais assumiria algo que não fosse seu ou dos seus mentores. agora, o meu amigo e brilhante escritor OLSEN JR, também colaborador do site, nos esclarece que se trata de uma frase/pensamento do não menos brilhante poeta/filósofo português FERNANDO PESSOA. sem, pessoalmente, saber da origem real, tomo posição  favorável ao alerta de OLSEN JR, a quem, de público, agradeço esta preciosa colaboração corretiva. é difícil de se compreender as pessoas por tais atitudes. modificar a autoria não melhora a imagem de ninguém, antes, pelo contrário, agride a moral do provável beneficiado. para que os comentários e esta observação tenham sentido, mantenho o post tal como está.

ERNESTO “CHÊ” GUEVARA: hoje aniversário de sua morte

“Os jovens… e eu me vejo como um… nós precisamos estudar e estudar pesado. Nós não devemos dizer que meus olhos ardem ou que eu não gosto de ler, que eu fico cansado, que não há óculos, que eu tenho muita vigia, que as crianças não me deixam dormir… todas essas coisas que as pessoas levantam. Nós precisamos estudar por todos os meios.” 


Che Guevara

 


BRINQUEDOS FURIOSOS – por jorge lescano /são paulo

BRINQUEDOS FURIOSOS

 

Juanito foi assassinado aos onze anos por policiais, este crime pretendia esconder outros crimes. Davi provavelmente ficou apavorado ante o tamanho de sua agressão e para fugir dá um tiro na cabeça. Alguns depoimentos sugerem que ele havia premeditado o suicídio, aos dez anos de idade!

Não tenho provas além daquelas fornecidas pelos noticiários, especialmente os sensacionalistas, que se alimentam da truculência de nosso cotidiano.

Os dois fatos parecem surgidos de um roteiro de vídeo game ou de seriado de televisão. Lamentavelmente, para fugir da violência das ruas, muitas crianças devem ficar trancadas dentro de casa a mercê da “estética” da porrada, da lei do inescrupuloso, da pena de morte aplicada por aquele que tem a arma.

Dois casos extremos da violência diária que se pratica a revelia da lógica e do simples bom senso, às vezes pelas mãos dos pais contra filhos pequenos e que vão do castigo corporal ao estupro e o esquartejamento.

Sem nenhuma pose de moralismo, registro estes fatos na esperança de encontrar alguém que me ajude a compreendê-los. Isto é possível? São conseqüências do estágio de desenvolvimento das sociedades ou uma prova de que a nossa espécie tem origem no assassinato? Talvez seja o começo do fim da espécie. Se assim for, é melhor fornecer logo a toda população um destes brinquedos para que cada um tome seu destino nas mãos e decida a hora e local do suplício.

Até quando vai vigorar a hipocrisia do terrorismo de estado para combater o terrorismo e as “políticas” de desarmamento, do individual ao nuclear?

Somos reféns do “poder público”, cada vez mais poderoso e menos público graças à falácia da Democracia Compulsória (sic).

Quantas crianças deverão ser imoladas para despertar as consciências adormecidas?


PALAVRAS, TODAS PALAVRAS é elogiadíssimo por seu trabalho na página TELAS FAMOSAS

LUIS MELO | setembro 9, 2011 11:08 am às 11:08 am | Responder |Editar

É DIFICIL DESCREVER UM SITE C/ ESTA QUALIDADE OU ATÉ MESMO, DEFINI-LO. SÓ SEI QUE CADA OBRA DE ARTE QUE AQUI OBSERVEI, ME PARECEU UMA ESTRELA, CADA UMA COM SEU PROPRIO BRILHO, C/ A SUA MAGÌA, C/ SUA GRANDEZA. PARABENS, ADICIONADO.

 

  1. george | setembro 5, 2011 22:32 pm às 22:32 pm | Responder | Editar

    dificil nao se emocionar ….dificil nao se questionar……na realidade um verdadeiro balsamo para a alma……

  2. Francisco Coimbra | julho 5, 2011 14:27 pm às 14:27 pm |Responder | Editar

    Tão impressionante quanto admirar a beleza da pintura é, de cada vez que volto ao blog, encontrar “PALAVRAS, TODAS PALAVRAS”; as coisas, toda a realidade, toda a construção do real, toda a vida, tudo… pode ter a ambição de procurar e ter palavras, todas as palavras. Um blog que parte deste pressuposto e tão bem o ex_pressa… tem e merece: o meu apreço!

  3. Claimar Erni Granzotto | julho 1, 2011 12:53 pm às 12:53 pm |Responder | Editar

    Recomendo…..

  4. José Vieira | junho 10, 2011 20:54 pm às 20:54 pm | Responder | Editar

    Aqui neste espaço
    Contemplo a arte
    E fico perplexo
    Com as côres desde Universo…………………

  5. Angélica Carneiro Faustini | junho 10, 2011 16:33 pm às 16:33 pm | Responder | Editar

    Foi com grande emoção que admirei esse belíssimo site, a maioria das telas já conhecidas e outras não. Além de enriquecer minha cultura, me trouxe momentos de indescritivel beleza que voltarei a rever muitas e muitas vezes. Angélica Faustini. 10 de Junho de 2011.

  6. Telas para pintura | maio 6, 2011 16:02 pm às 16:02 pm |Responder | Editar

    Adorei as obras muito bom gosto e muito bem elaborado o blog parabens!
    Cesar Gritti

  7. helvya maciel | março 1, 2011 19:00 pm às 19:00 pm | Responder |Editar

    por admirar tanta beleza de artistas fantasticos ñ tenho palavras pra dizer adorei!!!!

  8. Francisco Coimbra | fevereiro 13, 2011 23:48 pm às 23:48 pm |Responder | Editar

    Olhar captando num relance a composição, as cores, as formas, o tema… Registar quem e quantos quadros, tudo a correr, até surpreender este espaço final de comentários. Amanhã já não comento, vou tentar apreciar! Dá para comentar ter apreciado…. encontrar este blog!

  9. MARLENE BUENO DOS SANTOS | janeiro 1, 2011 23:48 pm às 23:48 pm | Responder | Editar

    Amei essa página,e demais contemplar a obra dos grandes mestres!!

  10. cleber | dezembro 14, 2010 19:39 pm às 19:39 pm | Responder | Editar

    que bom que alguns tiveram a bençao de poder transmitir tanta beleza na arte em pinturas como as vistas aqui, e um tanto melhor que alguem nos deu a chance de ao menos na telinha poder conhecer um pouco das mesmas em um site como esse. parabens

  11. José Vieira | novembro 23, 2010 20:02 pm às 20:02 pm | Responder |Editar

    Eu diria perante tanta beleza ,tanta perfeição na arte que os meus olhos contemplaram nesta página, que Deus criou o Homem e lhe concedeu poder Divino para que vísse-mos um vislumbre do seu Universo,neste Mundo tão perverso.

  12. Geraldo Reis | julho 25, 2010 14:16 pm às 14:16 pm | Responder | Editar

    Mais do que uma descoberta, um encantamento. Meus aplausos. Estarei divulgando. O site é o máximo.

  13. Monsueto Araujo de Castro | junho 5, 2010 22:32 pm às 22:32 pm| Responder | Editar

    Gostei muito das pinturas. São quadros dos imortais da pintura de minha preferência Da Vinci, Van Gogh, Valazquez, Rubens, Raphael, Dali, Caravaggio e Botticelli. Obrigado pela oportunidade.
    Monsueto Araujo de Castro – Mogi das Cruzes – SP

  14. Thúlio Jardim | junho 4, 2010 20:49 pm às 20:49 pm | Responder |Editar

    Pra mim já tá ótimo, tendo o nome dos artistas. Pôr o nome das telas, deveria dar um trabalho danado! Gostei tanto desse arrumado, que acabo de postar referência no Twitter.

    @thuliojardim

  15. Francinaide | maio 27, 2010 10:38 am às 10:38 am | Responder | Editar

    Espetacular!!!! É o que no mínimo posso externar. Obras desta qualidade, desta sensibilidade nos az viajar, aguça nossa imaginação, e nos conduz a caminhos maravilhosos de inteira sintonia com o univrso!!!
    PARABÉNS!!!

     

  16. Tania Mara Alves Brito | maio 13, 2010 11:09 am às 11:09 am |Responder | Editar

    NÃO ESPERAVA ENCONTRAR TANTA MARAVILHA, POEMAS DE QUALIDADE, QUADROS, A BELEZA MULTIPLICADA EM UM ÚNICO SITE. VOLTAREI MIL VEZS PARA UMA VISITA MAIS DEMORADA. POR ENQUANTO É O QUE POSSO DIZER, ALÉM DE UMA OBSERVAÇÃO: O PRÊMIO RECEBIDO DA VEJA É POUCO PARA UM SITE TÃO EXCEPCIONAL. (TANI – A Lâmina Fugaz)

  17. maria das graças | maio 11, 2010 11:03 am às 11:03 am | Responder |Editar

    Olha, que beleza estou fazendo uma pesquisa e procurando imagens de obras de Valazquez… perfeito valeuuuuuuuuuuu.

  18. Heloisa B.P. | abril 23, 2010 22:09 pm às 22:09 pm | Responder | Editar

    MAS QUE ESPECTACULAR GALERIA E QUE BELISSIMO “TOUR” NO TEMPO E NA ARTE QUE SE DISTINGUE EM ESTILO, ESCOLAS E MOVIMENTOS E…QUE, A UM TEMPO, FAZ O *TEMPO* PARAR!
    E…NOS EM CONTEMPLACAO!

    MUITO OBRIGADA POR TAO SOBERBO “PASSEIO”!!!!!

  19. Didi tenório | abril 15, 2010 19:40 pm às 19:40 pm | Responder | Editar

    Achei um fascínio de página.
    Os grandes gênios pintores que tenho paixão..
    É pena não saber cópiar para fazer uma tela.
    Deus bendiga este SITE e que cresça muito.
    Boa noite. Didi tenório/AL

  20. denize macedo | março 15, 2010 16:02 pm às 16:02 pm | Responder |Editar

    Essas telas são de tirar o folego de todas as pessoas pois elas são muito lindas. BEIJOS…..

  21. ELIANE | janeiro 9, 2010 22:03 pm às 22:03 pm | Responder | Editar

    infelizmente nós brasileiros temos pouco contato com obra de arte , não somos educados ainda para compreender as entrelinhas de artes de grandes mestres como estes, felizmente, a Educação no país está se voltando para os olhos da Arte, e, nosso povo deixará de ser analfabeto da arte, pois, são poucos que receberam instruções para analisar, valorizar e compreender, uma verdadeira obra de arte.Que bom que iniciativas como estas, possibilitem as pessoas um acesso rápido, e possivel ao mundo artístico.

  22. Arari A C Martins | novembro 24, 2009 20:08 pm às 20:08 pm |Responder | Editar

    Divago olhando estas pinturas. Parabéns!

  23. Paulo | outubro 11, 2009 22:55 pm às 22:55 pm | Responder | Editar

    “Estas belas obras são um trabalho de pessoas que eternizaram suas épocas e transportaram para tela.”Parabéns para os organizadores desse fino trabalho.

  24. Virginia | setembro 27, 2009 9:34 am às 9:34 am | Responder | Editar

    Sempre agradavel repassar os nossos mestres, colirio visual…….

  25. carmen minussi | setembro 12, 2009 23:16 pm às 23:16 pm |Responder | Editar

    MARAVILHOSO !!!!!!!!!! OBRIGADA.

  26. carmen minussi | setembro 12, 2009 23:14 pm às 23:14 pm |Responder | Editar

    Achei a pagina de excelente qualidade e muito bom gosto. A arte sempre nos tras conhecimento e a pintura é uma forma maravilhosa de ensinar. Obrigada.

  27. Miriam Catão | agosto 24, 2009 12:46 pm às 12:46 pm | Responder |Editar

    de Magrit, incrível a tela do beijo dos mascarados. Rosto sem rosto! Rever estas telas é repaginar nossas cabeças, nossa cultura em todos os sentidos. Muito bom.

  28. Ademir Picinatto | agosto 17, 2009 21:17 pm às 21:17 pm |Responder | Editar

    Não tenho muito conhecimento nesta área mas achei uma página maravilhoso. Obrigado!

  29. Guilherme Cantidio | julho 13, 2009 19:38 pm às 19:38 pm |Responder | Editar

    Um colírio para os olhos…Bálsamo para a alma. Na verdade um ticket virtual para um tour (idem) ao…Louvre?…Quiçaz.

  30. maria lucia mascelani mourão | maio 12, 2009 19:15 pm às 19:15 pm | Responder | Editar

    gostei muito de passear por aqui. agradecida.

  31. Ana Elisa | abril 3, 2009 20:33 pm às 20:33 pm | Responder | Editar

    Impossível passar imune por todas estas telas, de tão diferentes épocas e não menos brilhantes uma das outras.
    Eu, particularmente, amo Salvado Dali ,Miró, Magrite e foi uma agradável surpresa conhecer de Hockney e outros.

    Ainda verei essas obras em seus devidos museus, pessoalmente.

    Iolanda Settin | fevereiro 2, 2009 18:07 pm às 18:07 pm | Responder |Editar

  32. Parabéns!!!

    É a primeira vez que faço comentário…
    Impossível não manifestar nada diante deste trabalho .
    Encontrar palavras para traduzir essa sensação?
    MARAVILHOOOOOOOSO…

  33. Ana Elisa | janeiro 22, 2009 19:41 pm às 19:41 pm | Responder | Editar

    Quem pode dizer que essas pinceladas não foram obra de algo sobrenatural, pois a grandiosidade e o que elas nos passam é um imenso mar de emoções, sentimentos, e até mesmo um pouco (ou muito, não sei) do que cada pintor tinha no âmago do seu ser.

    Simplismente singular!

    Ana Elisa

  34. Marcus Monteiro | dezembro 5, 2008 18:24 pm às 18:24 pm |Responder | Editar

    Grandiosidade, Genialidade, Beleza, Arte, Cultura,… Precisamos de mais iniciativas como essa! Parabéns pelo trabalho!

  35. Penha Sewell | julho 20, 2008 9:43 am às 9:43 am | Responder | Editar

    Adorei as telas, adorei o site, é a primeiravez que entro.
    Parabéns.

  36. Sara Vanégas C. | julho 6, 2008 22:46 pm às 22:46 pm | Responder |Editar

    Hermosa muestra de lo mejor de las pinturas clásicas. Ha sido un bello y entretenido repaso de buena parte de la historia del arte universal.
    Felicitaciones por la página.
    Y un saludo afectuoso

  37. nilza | julho 6, 2008 16:45 pm às 16:45 pm | Responder | Editar

    adorei ver tanta beleza!!!! obrigada

  38. mazemendes | junho 29, 2008 15:34 pm às 15:34 pm | Responder |Editar

    Adorei , conheço todas essa spinturas(não pessoalmente) algumas já tive a oportunidade de olhar ao vivo e a cores. Vai mais sugestões: Vermeer (pintor holandes) da famosa pintura “a moça com brinco de pérola” . TURNER (suas marinhas,1842, são belíssimas) GOYA (pelotão de fuzilamento/1808 REMBRANDT , GEORGES de LA TOUR (1625 ), GUSTAV KLINT( o Beijo,1908) MUNCH (o Grito ,1900) FRANCIS BACON (década de 70) e ai vai… são muitos famosos, milhares cada coisa maravilhosa. Perto deles somos “pequenos” artistas. Logo posso te passar mais uns nomes.

LUCAS PAOLO comenta em “WOODY ALLEN, PARIS E O DILEMA DA CORAGEM – por enio squeff / são paulo”

Comentário:
“A menos que se esteja pessoalmente envolvido nela, a guerra é um estado de espírito contrário ao pensamento”. (Trecho de carte de Debussy a Igor Stravisnki)

Resta refletir o que é estar envolvido em tal situação de guerra. No caso de Borges, talvez mais que suas entrevistas, o “Elogio da Sombra” pode inferir a questão.

Elogio da Sombra – Jorge Luis Borges (trad. josely vianna baptista)

A velhice (este é o nome que os outros lhe dão)
pode ser o tempo de nossa felicidade.
O animal está morto ou quase morto.
Restam o homem e sua alma.
Vivo entre formas luminosas e vagas
que não são, ainda, a escuridão.
Buenos Aires,
que antes se desgarrava em subúrbios
rumo à planície incessante,
voltou a ser a Recoleta, o Retiro,
as apagadas ruas do Once
e as precárias casas velhas
que ainda chamamos de Sur.
Em minha vida as coisas sempre foram excessivas;
Demócrito de Abdera arrancou seus olhos para pensar;
o tempo foi meu Demócrito.
Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece com a eternidade.
Meus amigos não têm rosto,
as mulheres são o que foram há tantos anos,
as esquinas podem ser outras,
não há letras nas páginas dos livros.
Tudo isso deveria me dar medo,
mas é um deleite, um regresso.
Das gerações dos textos que há na terra
terei lido alguns poucos,
os que continuo lendo na memória,
lendo e transformando.
Do Sul, do Leste, do Oeste, do Norte
convergem os caminhos que me trouxeram
a meu secreto centro.
Esses caminhos foram ecos e passos,
mulheres, homens, agonias, ressurreições,
dias e noites,
entressonhos e sonhos,
cada ínfimo instante do ontem
e dos ontens do mundo,
a firme espada do dinamarquês e a lua do persa,
os atos dos mortos,
o compartilhado amor, as palavras,
Emerson e a neve e tantas coisas.
Agora posso esquecê-las. Chego a meu centro,
a minha álgebra e minha chave,
a meu espelho.
Logo saberei quem sou.

A bandalheira fardada – por mauricio dias / são paulo

Apesar da faxina que promove em alguns organismos do governo, a presidenta Dilma Rousseff ainda está longe de ter se livrado das dores de cabeça provocadas por denúncias e indícios de corrupção no Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a árvore das mais frondosas bandalheiras no Ministério.

Na sexta-feira 15, Dilma demitiu José Henrique Sadok de Sá, mais uma cabeça coroada do Dnit. Além de diretor-geral, ele era o substituto imediato do já afastado Luiz Antonio Pagot. Sá foi afastado após denúncia de que a empresa da mulher dele tinha contratos da ordem de 18 milhões de reais com aquele departamento.

A tormenta de Dilma nessa área pode piorar. Sadok de Sá é o fio de uma meada que leva à sempre sensível área militar. Mais precisamente ao Instituto Militar de Engenharia (IME), subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército e considerado um centro de referência do ensino de engenharia nas Américas.

Um Inquérito Policial Militar (IPM), aberto em maio de 2010 na Justiça Militar, no Rio de Janeiro, e concluído agora, denuncia por crime de peculato seis militares do Exército e nove civis “por desvio de recursos públicos em licitações realizadas pelo Instituto Militar de Engenharia, nos anos 2004 e 2005” referentes a convênios celebrados com o Dnit. O prejuízo aos cofres públicos está calculado em 11 milhões de reais.

Um dos vínculos entre os militares (IME) e Sadok de Sá (Dnit) está no fato de Fábia Sadok de Sá, filha do diretor do Dnit, constar como contratada da empresa WMW ANKAR.

Havia oito empresas participantes do esquema. A maioria delas formada por sócios, amigos e parentes.

O nome da WMW ANKAR é de uma evidência gritante. Soma o W de Washington (major Washington Luiz de Paula, um dos denunciados); o M de Marcelo; W de William; o AN de Antonio (sogro de Washington); o KA de Khaterine (esposa de Washington) e o R de Roberto (coronel Paulo Roberto Dias Morales, outro oficial denunciado), registrada em nome de Antonio da Cruz Fonseca (sogro de Washington-), da cunhada dele Edilania Fonseca- Froufe (empregada do Dnit) e de Wilson- Agostinho (pai de William).

Entre setembro de 2004 e julho de 2005, apenas dois meses após ter sido criada, ela teria desviado dos cofres públicos quase 2 milhões de reais (tabela).

Nos depoimentos, militares e civis, irmanados, argumentam que agiram dentro da lei. A denúncia contra eles, no entanto, derruba facilmente a tese, principalmente pela forma com que conduziram a homologação das licitações, a fase de liquidação das despesas e, enfim, o pagamento. Um simples exemplo:

No convite 43/2004, cuja execução seria de até 30 dias, foi pago 90,4% em cinco horas. Tempo decorrido entre a emissão da Nota de Empenho e da Ordem Bancária. O restante em dez dias.

Tudo, como se vê, a tempo e a hora. Uma eficiência que não ocorre em qualquer outro órgão público que não tenha esquemas ilegais alternativos.

Há um fato extremamente relevante na trajetória do processo. Os autos foram enviados à Procuradoria da Justiça Militar “em razão da atribuição específica” desse órgão. Isso ocorre quando a denúncia envolve generais. E há três deles denunciados.

A granada que vai explodir nas mãos do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Tabuleiro político I

A presidenta Dilma Rousseff partiu para o enfrentamento com o Partido da República (PR), que conta com 41 deputados e 7 senadores no Congresso.

Ela faz um movimento necessário para mudar as regras do jogo sujo, no qual se troca apoio político por benefícios ilegítimos na administração federal.

Essa decisão, corajosa e arriscada, em princípio enfraquece Dilma no Congresso, onde é necessária uma base governista sólida para governar.

FHC e Lula não tiveram tanta ousadia.

Tabuleiro político II

O saldo parece ser o seguinte: Dilma perde força no Congresso, mas ganha força na sociedade. Com isso, tira da oposição a bandeira da ética, perdida em 2005 com o episódio do chamado “mensalão”.

Com isso, os adversários ficam diante do dilema: apoiar a cruzada virtuosa de Dilma ou conquistar
a dissidência punida por ela?

Os tempos são outros, mas não custa lembrar que, em 1964, a oposição ao presidente João Goulart resgatou a bandeira da legalidade perdida quando apoiou a reação contra a posse dele em 1961.

Dilma retoma a bandeira da ética que estava nas mãos da oposição.

Sensibilidade política

O deputado Luciano de Castro, do PR de Roraima, reagiu, assim, às demissões do pessoal
do partido dele no Dnit:

“Atingiram o PR na cabeça e no coração”, reclamou Castro.

Mas o ilustre parlamentar sabe que a parte mais sensível no corpo de alguns políticos não é a cabeça ou o coração. É o bolso.

Eike no pedaço

A Refinaria de Manguinhos que, recentemente, levantou a recuperação judicial, está em negociações com o grupo de Eike Batista.

É negócio para mais de 100 milhões de dólares.

Nos últimos dois meses, as ações da empresa com direito a voto subiram quase 70%.

Onde fica a saída?

De olho no Brasil, o ex-ministro Dias Leite, professor emérito da UFRJ, está debruçado sobre as contradições da economia política com o objetivo de mostrar as dificuldades para se sair do subdesenvolvimento.

Em busca da clareza de linguagem e de conceitos, quer fazer um livro de, no máximo, cem páginas para alcançar um leitor além daquele que gosta de economia.

Dias Leite trabalha duro, mas se permite a pequenas provocações sobre o embate entre economistas
da estabilidade “de curto prazo” e os do desenvolvimento “de longo prazo”.

Ele ironiza: “Separa-os uma medida de tempo que ninguém sabe o que é”.

Eleição carioca I

A oposição carioca ao prefeito Eduardo Paes, do DEM ao PSOL, busca uma solução para disputar com chances a prefeitura do Rio, em 2012.

Os opositores pretendem lançar vários candidatos para tentar levar a disputa para o 2º turno. Paes, do PMDB, deve contar com o apoio do PT que, provavelmente, indicará o candidato a vice-prefeito.

Eleição carioca II

Embora qualquer pesquisa, distante da eleição, seja uma indicação capaz de provocar ilusão antecipada de vitória, o Ibope, em abril, apontava a vitória folgada de Paes (tabela) no primeiro turno.

Ele faz boa administração e recebe reflexo do apoio do governador Sérgio Cabral, bafejado pelo sucesso na luta contra o tráfico.

É preciso considerar que, neste momento, o total de eleitores representa somente 75% do total, porque 25% expressam a intenção de votos brancos e nulos (tabela).

EUA: Saga Kennedy

O canal por assinatura A&E exibe no Brasil, em dublagem, a minissérie The Kennedys. É fruto, mais uma vez, da obsessão dos conservadores americanos de destruir o mito dos Kennedy a partir da seleção do que há de pior na saga da família: sexo e trapaças políticas.

Ganhou forma um roteiro composto de fatos e boatos que não distingue o fim da verdade do começo da ficção e vice-versa.

Segundo especialistas, o contrato de transmissão estava armado com o History Channel, que teria rompido o compromisso ao avaliar os riscos de uma veiculação danosa à sisuda imagem do canal. Sobrou para a A&E, que tem nome na área de entretenimento e não no setor documental.

Há uma grande indignação, principalmente, entre os Kennedys e os intelectuais ligados ao clã Kennedy onde pontifica Ted Sorensen, do staff de JFK na Casa Branca. Eles criaram um website denunciando o ataque. O assunto ganha corpo na internet.

Há avaliações de que a minissérie resulta, também, da explosão de ódio dos direitistas com as mais recentes e desqualificantes reavaliações do governo Ronald Reagan.

Mauricio Dias

Maurício Dias é jornalista, editor especial e colunista da edição impressa de CartaCapital. A versão completa de sua coluna é publicada semanalmente na revista.

SERGIO ARCHER comenta em CLAUDIO KAMBÉ – artista visual / itália

COMENTÁRIO:

Sergio R. B. Arche | junho 24, 2011 8:07 am às 8:07 am | Responder | Editar

O Claudio Kambé esta para a arte assim como Albert Einstein esta para a Fisica.
A cidade de Roma tem saudades de vc.

um abraço

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JUSTIÇA

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veja neste site a página de KAMBÉ 

Igreja Universal colocará fiéis devedores no SPC e SERASA

do G17

A Igreja Universal vai enviar para o SPC/SERASA os fiéis que estão com o pagamento do dízimo em atraso. A medida tomada pelos bispos com o objetivo de reduzir a inadimplência por parte dos fiéis. O departamento de finanças e arrecadação da Igreja, não informou a quantidade de inadimplentes, mas estimasse que os maus pagadores estão causando um prejuízo mensal de quase 1 bilhão de reais.

Quem estiver devendo o dízimo e não quiser ter o nome incluso no SPC ou SERASA, deve entrar em contato com a Universal para renegociar a dívida, podendo parcelar no cartão de crédito o débito, com uma baixa taxa de juros de 72% ao mês.

Além da inclusão dos devedores no SPC e SERASA, a diretoria financeira pretende também cobrar multa, de rescisão de contrato, caso um fiel troque a Universal por outra igreja.

José da Silva Rodrigues Pimenta Pereira, disse que acha justa a medida da Universal, pois vai fazer com que os fieis sejam pontuais com o dinheiro de Deus. “Eu ganho 500 reais, e pago 200 reais pra Universal, nunca atrasei um pagamento, e tem gente que ganha muito mais que eu e atrasa, não acho justo, a Universal tem que tomar uma medida mesmo”, disse José ao repórter de G17.

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o deus deles não perdoa! não entrou a grana vai pro spc, pro inferno e pro serasa! gostaria de saber o que deus faz com esse dinheiro, onde gasta, o que consome, onde mora, porque os ladrões da ingenuidade humana, da fé alheia, estes nós sabemos o que fazem com seus bezerros de ouro coletados diversas vezes ao dia nas “centrais do inferno”, em muitas ocasiões exigindo que o “fiel” entregue o dinheiro do pão da familia. lamentável.

Artista brasileiro, DILAMAR SANTOS, reage contra a posição antinacional dos jornalistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que estão a soldo do interesse maior que é a tentativa de fragilizar o governo popular – não governado pelas “elites”- e assim, atingir a Presidenta DILMA ROUSSEFF


 ponto final no assunto. O Supremo Tribunal Federal decide  Libertar Cesare Battisti e negar sua extradição para a Itália. O contra-ponto desta decisão foi encontrar na grande imprensa brasileira uma quase que unanimidade na opinião de que nossa justiça está errada! Ver vários jornalistas de uma hora para outra transformarem-se em jurisconsultos de notável saber  e condenarem publicamente o já decidido pela justiça brasileira é dose. Seria hilário se não fosse trágico, Ver Um Boris Casoy, tremendo sua papada de indignação ,a bancada da globo,da record etc, ultrajados por esta decisão, deixando claro sua subserviência a qualquer coisa que venha de fora, babando e fazendo salamaleques para a Itália e sua justiça em detrimento da nossa,e criando um clima de revanchismo tipo ´-pagaremos caro por isto!- é de fazer um Rui Barbosa revirar no túmulo. Este tipo de brasileiro bem que poderia pegar suas malas e ir morar na Itália. Aqui definitivamente não contribuem em nada.

fonte: blog do dilamar.

DILAMAR SANTOS, é artista visual, de grande talento reconhecido internacionalmente, morador da Ilha de Santa Catarina na praia do Campeche (Rio Tavares). Abaixo um dos seus recentes trabalhos em exposição no salão do BRDE  em Florianópolis:

TAINHA – acrilico sobre tela. tam: 1:18 x 0,72

“Revista Época”, o lixo, quer matar Presidenta DILMA ROUSSEFF

Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.

É sordidamente mórbida.

Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.

O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.

A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.

Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.

Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um princípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?

Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.

Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.

Que imundície!

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por Brizola Neto, no  Tijolaço

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 Boletim médico

Publicada em 28/05/2011 às 16h28m

Em resposta a reportagem, hospital diz que estado de saúde de Dilma é ‘ótimo’

SÃO PAULO – Relatório emitido pelo Hospital Sírio-Libanês neste sábado diz que “do ponto de vista médico, neste momento” a presidente Dilma Rousseff “apresenta ótimo estado de saúde”. O boletim acrescenta que não existem sinais de que o câncer linfático diagnosticado e tratado em 2009 tenha voltado. O relatório foi feito a pedido da Presidência da República e repassado à revista “Época”, que na edição que chegou às bancas hoje traz reportagem sobre a saúde de Dilma , com base em relatos médicos e exames.

LEIA MAISA íntegra do boletim emitido pelo Sírio-Libanês sobre Dilma Rousseff

G1

O Poeta MANOEL de ANDRADE comenta no post: “OSAMA BIN LADEN ESTÁ MORTO” / curitiba

Comentário:
Este não é um momento nem alegre nem triste para um poeta. Essa insensata euforia ante a morte de alguém deveria ser um momento profundamente crítico ante este e tantos outros fatos que marcam o desencanto do mundo. Ante esta consciência crítica alguns poderão opinar, com algumas razões, que essa é uma guerra de bandidos contra bandidos. Contudo alguns, historicamente mais analíticos, podem justificar que essa é uma guerra de opressores contra oprimidos, de orgulhosos contra humilhados, de potentados contra miseráveis. Longe de mim justificar os equívocos criminosos da Al-Qaeda e seu sinistro e sangrento fundamentalismo. Mas este não é o momento de comemorar nada porque os verdadeiros criminosos continuam vivos.

Preferimos, compreensivelmente, creditar aos legítimos e dolorosos sentimentos de orfandade e viuvez  do “11 de setembro” a satisfação pessoal ante este estranho sepultamento no Mar da Arábia, contudo há muitos crimes a debitar ante o alienante “The american way of life”. O mundo nunca esquecerá Hiroshima e Nagasaki e nem das bombas de napalm torrando velhos, mulheres e crianças no Vietnam. É preciso também relembrar os crimes justificados pela Doutrina Monroe no continente (“América para os americanos”) e o que esteve por traz da queda de Arbenz, na Guatemala de 1954, da invasão da Baia dos Porcos, na Cuba em 1961, da invasão da República Dominicana em 1965, da invasão de Granada em 1983, bem como a intervenção no Iraque e no Afeganistão e por aí vai este rastro prepotente. É preciso não esquecer os nomes de Lincoln Gordon e Vernon Walters, e das sinistras intenções norte-americanas na história secreta no golpe de 1964 no Brasil, no apoio de
Pinochet no Chile de 1973 e na cumplicidade com agentes da DINA no assassinato de Orlando Letelier em setembro de 1976, em Washington. É preciso não esquecer da United States Army School of the Americas, ou a Escola das Américas, no Pananá, onde os oficiais das ditaduras latino-americanos aprenderam as técnicas mais cruéis para torturar seus concidadãos e do grande mestre Daniel Mitrione que partilhou sua “sabedoria” com os torturadores brasileiros. É preciso também não esquecer das últimas revelações sobre Guantânamo.

Como se vê este dossiê é muito longo para um simples comentário. Reitero  que em acontecimentos mundialmente tão notórios como este, onde a morte de alguém é hasteada como uma vitória do bem contra o mal,  é preciso manter a reflexão e o espírito crítico, para sabermos que neste caso não há herois, mas historicamente só algozes e vítimas.  Vivemos numa cultura de poder globalizado onde se desencoraja a discussão e se impõe, subliminarmente,  a aceitação passiva dos fatos. È facil verificar que nestes dias a midia ocidental destila o fato identificando a face estratégica dos interesses e dos salvadores do mundo. Quanto ao que nos toca,  sabemos que o questionamento não é uma virtude do povo brasileiro. Aqui popularmente pouco de debate e oficialmente tudo se eufemiza. Somos muitos “caridosos” com os corruptos e nos fazem esquecer muito rapidamente os nossos escândalos.

Quero terminar dizendo que surgem novas forças democráticas no Norte da África e no Oriente Médio e que as dinastias opressoras  — algumas aliadas do Ocidente  — terão que descer do trono. Esperamos que nesse impasse também o terror seja desterrado. É preciso manter a esperança mas sem nos iludir, porque infelizmente ainda não há humanismo nesta lamentável trincheira de lutas.

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veja a matéria comentada AQUI

REDE da LEGALIDADE (contra o golpe em marcha): 50 anos em 2011/ porto alegre

O ex- GOVERNADOR LEONEL BRIZOLA relata como começou a primeira tentativa de golpe pelos generais brasileiros que, àquela época, prestavam obdiência silenciosa aos EUA. 1961.

“Encontrava-me numa solenidade militar que se realizava no Parque Farroupilha. Chovia muito. Num dado momento, observei que um oficial se aproximou do General Machado Lopes, comandante do III Exército, e lhe fez uma comunicação no ouvido. Notei que a fisionomia do General carregou-se.

Dali a instantes o General me informou que, devido às chuvas, iria abreviar a solenidade. Poucos minutos depois, o jornalista Hamilton Chaves, meu assessor de imprensa, transmitiu-me que a “France Press” difundia a notícia da renúncia do Presidente Jânio Quadros. Achei que era mais um boato entre os muitos que nos últimos dias circulavam sobre o governo do ex-Presidente.

Nada comentei com os militares. Retirei-me dali e fui-me instalar no gabinete do presidente da Caixa Econômica Estadual, na esquina da rua Dr. Flores com a Rua da Praia. Foi uma decisão inconsciente e instintiva. Talvez uma influência longínqua do velho guerreiro gaúcho Leonel Rocha, que sempre se localizava a uma distância prudente do acampamento geral.

Poucos minutos depois, o nosso inconfundível Carlos Contursi me oferecia, por telefone, um conjunto de outras informações que circulavam pelos jornais e agências de notícias, confirmando a renúncia.

As comunicações telefônicas com Brasília e o Rio de Janeiro eram, na época, muito precárias e demoradas. Tratei de colocar a Brigada Militar e a Polícia Civil de sobreaviso. Logo a seguir, em face de novas notícias, sempre no sentido da confirmação da renúncia, coloquei a Brigada Militar de prontidão rigorosa e dei ordem para que passasse a ocupar e controlar alguns pontos importantes. Preocupava-me àquela altura com a ordem pública e com o clima de incertezas que envolvia o País e, muito especialmente, com potenciais ameaças sobre o Governo do Rio Grande Sul.

A eventualidade de um golpe de Estado já era comentada naqueles dias, inclusive com muitas pessoas e notícias na imprensa atribuindo essa intenção ao Presidente e alguns círculos políticos e militares.

Foi após essas providências que tratei de comunicar, por telefone, com o General Machado Lopes. Ele me confirmou que o Presidente realmente havia renunciado. Fez até um comentário, dizendo que se ele desembarcasse no aeroporto seria, agora, um cidadão comum e não mais o Presidente (o Presidente Jânio Quadros, justamente naquele dia, deveria vir a Porto Alegre, para instalar simbolicamente o seu governo na capital gaúcha, como era uma de suas práticas administrativas).

Expliquei ao General que tomara as providências que me competiam, visando a resguardar a ordem pública. E mais ainda: afirmei-lhe que, se ocorresse a necessidade, voltaria a me comunicar com ele, para solicitar a colaboração de forças federais, nos termos da Constituição, caso os serviços do Estado viessem a se mostrar insuficientes. Combinamos de nos manter em contato.

Conversas ao telefone

A convicção de todos nós – àquela altura já realizáramos uma intensa troca de impressões entre os quadros do Governo e do partido – era a de que poderia ter ocorrido um golpe contra o Presidente Jânio Quadros. Não se conseguia comunicação com Brasília, a não ser através de um sistema de rádio, também muito precário. A renúncia era um fato. O Presidente já havia se deslocado para São Paulo. Encontrava-se na Base Aérea de Cumbica. As notícias vindas de Brasília já nos davam as primeiras informações sobre um possível veto do Marechal Denys, Ministro da Guerra, ao Vice-Presidente João Goualrt. Nossa primeira atitude pública foi no sentido da preservação da ordem constitucional.

E como partíamos daquela suposição de um golpe contra o Vice-Presidente João Goulart. Nossa primeira atitude pública foi no sentido da preservação da ordem constitucional. E como partíamos daquela suposição de um golpe contra o Presidente Jânio Quadros, passamos a nos definir em defesa de seu mandato constitucional. A muito custo consegui me comunicar com a Base de Cumbica, em São Paulo, onde se encontrava o avião presidencial. Jânio Quadros não veio ao telefone. Falou comigo, em seu nome, o jornalista Carlos Castello Branco, Secretário de Imprensa da Presidência da República. Primeiro perguntei se o Presidente havia renunciado mesmo, ou se estávamos diante de um golpe contra ele. Castello respondeu-me que o Presidente havia renunciado.

Disse-lhe, então, que mesmo tendo ocorrido a renúncia, desconfiávamos de que o Presdiente avia sido constrangido a esse gesto e que, nesse caso, tratar-se-ia de um golpe. E mais: que nós, do Rio Grande do Sul convidávamos Jânio Quadros para vir ao nosso Estado e, daqui, dirigir-se à Nação em defesa do seu mandato legítimo. O jornalista Castello Branco, depois de consultar o Presidente, transmitiu-me os agradecimentos, informando finalmente que não havia mais nada a fazer.

Como é natural e lógico, os rumos para a defesa da legalidade constitucional apontavam numa só direção, consumada a renúncia do Presidente: a posse do Vice-Presidente da República, seu substituto legal e constitucional, devia ser o procedimento legítimo. Ao nos deparar, naqueles instantes, com a circunstância de que o nosso conterrâneo e chefe de nosso partido, João Goulart, era o Vice-Presidente eleito, sentimos uma espécie de vibração cívica impossível de descrever.

Naqueles momentos tomei a iniciativa de telefonar ao General Machado Lopes, Comandante do III Exército. Relatei-lhe o meu diálogo com o jornalista Castello Branco. E na minha simplicidade referi ao General, também, as notícias, que nos pareciam inconcebíveis, de que o Marechal Denys havia divulgado uma nota opondo “restrições”à investidura do Vice-Presidente João Goulart. Adiantei àquele chefe militar que era para nós inacreditável aquela atitude do Ministro da Guerra. Solicitei, então, ao General Machado Lopes informações a respeito e indaguei qual era o seu pensamento sobre aquele quadro que já se configurava numa verdadeira crise.

Respondeu-me o General: “Bom, bom, Governador, eu não posso me definir assim. Sou soldado e fico com o Exército”. O diálogo, para mim, estava encerrado. Apenas cumpri, ainda, o dever de lealdade de dizer ao General Machado Lopes que, se aquelas notícias se confirmassem, de minha parte e do Governo do Rio Grande do Sul, ficaríamos com a Constituição. Em termos respeitosos, mas com escassas palavras, nós nos despedimos, encerrando aquela breve conferência telefônica. Desde então senti-me impedido de fazer novos contatos pelo telefone com o Comandante do III Exército. Daí por diante, passamos a atuar cada um para seu lado. Suas palavras foram suficientemente claras e peremptórias.

O início da resistência

Ao fim da tarde do dia 25 de agosto de 1961, encontrava-me no Palácio Piratini, que fervilhava de gente. Surgiram as primeiras manifestações nas ruas. Algumas protestando contra o golpe, outras em favor de Jânio Quadros e a maioria delas em defesa da legalidade da posse do Vice-Presidente. Foram aparecendo os primeiros oradores, inclusive na frente do Palácio.

Lembro-me que dirigimos, das janelas térreas do Piratini, nossas primeiras declarações aos manifestantes e aos jornalistas que, sequiosos por informações, perseguiam os acontecimentos. Passamos a noite em vigília. As notícias de Brasília e do Rio eram escassas, mas vinham chegando. Fizemos alguns contatos.

Os inesquecíveis deputados Ruy Ramos e Vítor Issler passaram a nos enviar informações, sistematicamente, via rádio, do escritório do Governo do Estado, na Capital Federal. Pela madrugada, já havíamos definido as nossas posições através de uma ampla troca de idéias com todos os nossos quadros do Governo e dirigentes do partido: defesa intransigente da ordem constitucional e investidura, na Presidência da República, de João Goulart, que deveria retornar imediatamente de sua viagem à China; resistência a todo custo contra qualquer tentativa de golpe de Estado; influir, por todos os modos ao nosso alcance, junto ao III Exército e aos seus altos comandos para que viessem a assumir uma posição em defesa da legalidade constitucional; fazer o máximo de contatos possíveis, com o mesmo propósito a nível nacional, junto aos demais governadores, chefes militares e todas as instituições e líderes políticos e populares.

Com base nestas posições, passamos a fazer declarações, pela imprensa e pelo rádio, e a lançar nossos primeiros manifestos ao povo rio-grandense e, até aonde podíamos chegar, à opinião pública do País.

O dia seguinte amanheceu com o País, virtualmente, sob o estado de sítio. O Deputado Mazzilli, Presidente da Câmara dos Deputados, havia “assumido” a Presidência da República. Teria sido uma iniciativa tomada no âmbito do Congresso, com intenções até pouco esclarecidas. Pois, se de um lado era o mecanismo constitucional, isto é, ausente do País o Vice-Presidente, era o presidente da Câmara dos Deputados quem devia assumir interinamente a Presidência da República, como o segundo na ordem de substituição; por outro lado, corria também – como se verificou depois – um certo oportunismo de políticos conservadores que, naquele instante, jogavam maliciosamente e, sobretudo, nada faziam em oposição ao veto que se levantava contra a investidura do Vice-Presidente constitucional.

Em verdade, o que se verificou mesmo foi o estabelecimento de um governo de fato, uma espécie de junta dos três ministros militares, sob a chefia do Marechal Odílio Denys, que ditava ordens e assumia todas as decisões. O Governador Carlos Lacerda, do Rio de Janeiro, desencadeou a repressão, com prisões e censura à imprensa.

Durante todo o dia procuramos fazer contatos telefônicos fora do Estado. Conseguimos falar com o Governador Carvalho Pinto, de São Paulo. Encontrei-o frio e desinteressado, nenhuma resistência ao golpe. Falei com o Comandante do II Exército, em São Paulo, o qual declarou-me que tudo faria para que a crise não se agravasse. Consegui localizar o General Osvino Ferreira Alves, que se encontrava sem comando de tropa no Rio, e sem condições de se expressar ao telefone.

Com muita dificuldade consegui um contato telefônico com o General Costa e Silva, que comandava o IV Exército, no Recife. Nosso diálogo foi duro e violento. Respondi com a mesma moeda às suas grosserias e agressividade. Localizei no Rio o General Kruel, também sem comando, e convidei-o para vir, de qualquer forma, para o Rio Grande do Sul. Dois ou três dias depois estava chegando e permaneceu incógnito no Palácio Piratini. Era nossa intenção atribuir-lhe o comando militar da resistência, caso o General Machado Lopes não se decidisse a apoiar a Legalidade.

O Manifesto de Lott

Na boca da noite, o querido deputado Ruy Ramos colocou-nos em contato com o Marechal Henrique Teixeira Lott, transmitindo-nos o manifesto que aquele prestigioso chefe militar havia lançado em defesa da ordem e da Constituição. O texto do documento foi recebido e taquigrafado pelo companheiro Hélio Fontoura. Passamos a difundir o manifesto do Marechal Lott pela rádio. As emissoras que fizeram a transmissão eram silenciadas pelas autoridades do III Exército, mediante o confisco dos cristais de seus transmissores.

Permaneceu no ar somente a Rádio Guaíba, porque os seus proprietários declararam que não podiam transmitir o manifesto. Sábado e domingo foram dias de muitas tensões e expectativas. Havia uma multidão em frente ao Palácio do Governo e na Praça da Matriz. Concentramos em Porto Alegre, no curso desses dias, todos os contingentes possíveis da Brigada Militar que se encontravam destacados nos municípios vizinhos. Fomos assumindo, desde logo, todas as posições que o Estado Maior da Brigada entendia conveniente. O Palácio e as áreas adjacentes foram se transformando numa verdadeira cidadela. As torres da Catedral foram ocupadas com ninhos de metralhadoras, pilhas de sacos de areia onde se fizessem necessários. Eram as tarefas do Regimento Bento Gonçalves, reforçados com outros contingentes daq Brigada Militar, sob o comando do Coronel Átila Escobar.

A conselho do Marechal Lott, enviamos, num aviãozinho monomotor, um professor e coronel do Exército para um contato com o General Oromar Osório, comandante de uma divisão sediada em Santiago de Boqueirão.

Mandou-nos dizer que já se encontrava sob rodas e que precisava urgente de 11 trens e 200 caminhões, recomendando que procurássemos entendimento com o General Machado Lopes. Também contatamos, a conselho do Marechal Lott, o General Pery Bevilácqua, em Santa Maria, que se deslocava a Porto Alegre para uma reunião convocada pelo Comandante do III Exército. Os trens e os caminhões foram fornecidos ao General Oromar Osório que, como todos sabem, atingiu nos dias seguintes o Estado do Paraná. Atuou com a mobilidade do General Patton na II Guerra Mundial.

A mobilização popular

A mobilização do povo gaúcho atingia um nível surpreendente. Em Porto Alegre e em todas as cidades, grandes e pequenas, já se formavam comitês de resistência e voluntariado. O espírito cívico do povo gaúcho impregnava todos os espaços e ia atingindo e envolvendo a tudo e a todos. Em frente ao palácio, era permanente uma multidão de dezenas de milhares de homens e mulheres de todas as idades e categorias sociais.

Constituiu-se, nessas horas, uma unidade impressionante do povo rio-grandense, seus quadros e lideranças de todas as atividades. Dos políticos daquela época e que ainda hoje estão em evidência, recordo-me que o senhor Paulo Brossard foi o único que agiu contra o Movimento da Legalidade, discretamente na Cúria Metropolitana.

Havia uma preocupação profunda na alma de todos sobre a posição do III Exército. Nossa resistência poderia heróica, mas não tínhamos condições de enfrentar as forças federais, na hipótese delas decidirem investir contra nós. A nossa deliberação, porém, já era irreversível. Estávamos ao lado da ordem, da lei da Constituição e da moral, dos direitos mais sagrados de nosso povo e da dignidade da própria Nação. O Rio Grande encontrava-se, já então, completamente bloqueado, sem nenhuma comunicação com o País.

O Vice-Presidente João Goulart em viagem de retorno, mas sem nenhum contato conosco. Chegavam muitos correspondentes estrangeiros, via Uruguai. Inúmeras pessoas conseguiam atingir o Rio Grande do Sul procedentes de outros estados para apresentar-se como voluntários.

Nessa noite de domingo para segunda-feira, tivemos os primeiros indícios de que se preparavam operações militares contra o Governo do Rio Grande do Sul. Mas foi nas primeiras horas do dia 28 de agosto, segunda-feira, que um radioamador nos transmitiu o que havia escutado de uma comunicação do General Orlando Geisel com III Exército, por ordem do Marechal Denys, determinando que fosse o Governo do Rio Grande do Sul compelido ao silêncio, com o emprego da força e do bombardeio pela Aviação, se necessário. A princípio, pensei que se tratasse de alguma brincadeira de mau gosto. Mas, logo em seguida, outra comunicação.

Vários rádio-amadores e o companheiro João Carlos Guaragna, dos Correios e Telégrafos, colocavam-nos diante de uma situação que até há poucos momentos parecia inconcebível, Novas mensagens foram captadas retirando e exigindo o imediato cumprimento daquelas ordens.

Pedi, ato contínuo, ao Doutor João Caruso, meu Secretário de Justiça, que redigisse um ato, portaria, decreto, fosse o que fosse, requisitando a Rádio Guaíba – única emissora que se encontrava no ar – sob o fundamento que necessitávamos, de emergência, daquele meio de comunicação para manter a ordem pública.

Determinei à Brigada Militar que ocupasse imediatamente, com o máximo de forças, as torres da rádio e que as lanchas do Corpo de Bombeiros fossem armadas e ajudassem a guarnecer a ilha onde as torres se localizavam. O engenheiro Homero Simon, antigo técnico daquela rádio, foi incumbido de trazer os seus microfones paras os porões do Palácio Piratini. Ocupamos também os estúdios da emissora.

Em pouco mais de uma hora já estávamos irradiando do Palácio Piratini e pedi que, de imediato, anunciassem que o Governador tinha uma importante e urgente comunicação a fazer ao povo gaúcho e à opinião pública do País. As ondas curtas foram direcionadas para o território. Nacional.

Neste momento, o Palácio recebeu um telefonema do Quartel-General do III Exército, pelo qual o General Machado Lopes solicitava ser recebido pelo Governador, com a máxima urgência. Deviam ser 10h30min da manhã. Marquei audiência para às 12h. Minha primeira impressão era a de que o General vinha me apresentar uma espécie de ultimato. Lembrei-me do golpe de 45, quando se procedeu dessa forma com o General Ernesto Dornelles, embora em circunstâncias diferentes. Marquei a audiência para as 12h, porque desejava informar à população o que se passava e, principalmente tendo em conta a nossa decisão de resistir, definitiva e irrevogável.

A Rede da Legalidade

Quando me dirigi para os porões do Palácio, acompanhado do Subchefe da Casa Militar, o então Major Emílio Neme, que permanecia ao meu lado em todos os momentos, onde já se encontravam os microfones e instalações de rádio, alguns jornalistas já me davam conta, embora em observações confusas, de que possivelmente o comando do III Exército se pronunciaria em favor da legalidade. Quando me preparava para falar, o engenheiro Homero Simon mostrou-me uma pequena luz vermelha, com a observação de que enquanto quela luz estivesse acesa, estaríamos no ar.

Falei de improviso e sob grande tensão, medindo, tanto quanto possível, as minhas palavras. Era muito delicada a situação. Precisávamos mobilizar ao máximo. Somar tudo o que pudéssemos, porém, sem criar nenhum tipo de problema ou constrangimento que viesse dificultar a integração do III Exército na defesa da legalidade. Pensamos em definir a nossa posição de resistência.

Denunciamos e levamos ao conhecimento da população as ordens que vinham de Brasília: “Deve o Comando do III Exército impedir a ação que vem desenvolvendo o governador Leonel Brizola. O III Exército deve agir com a máxima urgência e presteza, fazendo convergir contra Porto Alegre toda a tropa do Rio Grande do Sul que julgar conveniente. A Aeronáutica deve realizar o bombardeio, se for necessário. Está a caminho do Rio Grande uma força-tarefa da Marinha de Guerra, e mande dizer qual o reforço de que precisa. Insisto que a gravidade da situação nacional decorre, ainda, da situação do Rio Grande do Sul”.

Demonstramos, perante a população os destinos em que estavam incorrendo as autoridades de Brasília. Fizemos um último apelo ao General Machado Lopes e aos Generais comandantes do III Exército. Recomendamos à população que se afastasse daquela área, especialmente que retirasse dali todas as crianças/ Juntamente com Neusa, minha mulher, lá estavam milhares de mulheres dentro e fora do Palácio, que se recusaram a se afastar. As crianças foram retiradas, mas o povo lá permaneceu. E a cada momento crescia a multidão.

Devia ser mais de cem mil pessoas, naqueles momentos. A nossa sorte estava lançada. Afirmamos que resistiríamos até o fim e, se tivéssemos de sucumbir, ali haveria de permanecer o nosso protesto, lavando a honra e a dignidade do povo brasileiro.

A partir desse momento, começou a funcionar a Rede da Legalidade, com a integração de uma quantidade crescente de pequenas emissoras às transmissões da Rádio Guaíba. Centenas de jornalistas, nacionais e estrangeiros, sob a coordenação de Hamilton Chaves, desenvolveram um admirável trabalho que sensibilizou o povo brasileiro, civis e militares, por dos os quadrantes da Nação

Nunca tive oportunidade de ouvir uma gravação deste pronunciamento. Não sei mesmo se existe, ou se alguma pessoa possui esta gravação. Gostaria de ouvi-la. Somente agora, depois de 25 anos, é que consegui ler uma transcrição da imprensa da época.

A definição do III Exército

Na hora aprazada recebi, em meu gabinete no andar superior do Palácio Piratini, o General Machado Lopes, que se fazia acompanhar de algumas altas patentes do Exército. O General, ao meu lado, na extremidade de uma mesa de reuniões, de imediato tomou a palavra, comunicando-me que o Comando e todos os Generais do III Exército haviam decidido não aceitar nenhuma solução para a crise, fora da Constituição. Levantei-me e apertei a mão do General, dizendo-lhe que daquele momento em diante passava a Brigada Militar ao seu comando. Achavam-se presentes, além do Doutor João Caruso, o professor Francisco Brochado da Rocha e o Coronel Moojen, Comandante da Brigada Militar. Terminada a reunião, fiz questão de acompanhar o General Machado Lopes até à porta do Quartel-General do III Exército.

A partir do momento em que o III Exército assumiu aquela definição, começou a pender a balança em favor da Constituição e da Legalidade. Criou-se uma situação de resistência em todo o País. As mensagens da Rede de Legalidade atingiram as consciências em toda a parte4. Todos procuravam sintonizar as ondas curtas da Rádio Guaíba. Estabeleceram-se novas correlações de força. Criou-se um ambiente de apoio e solidariedade generalizada de parte da população de todo o País. Foi nesse momento que começou a prevalecer a nova investida de ufanismo, envolvendo o próprio Vice-Presidente João Goulart, já então na Europa, a caminho do Brasil, que resultou na adoção de um mal-ajeitado regime parlamentarista, de tão funestas conseqüências. Sempre achei que se deveria evitar o confronto que se apresentava iminente.

Era necessário encontrar soluções para a crise, mas de nenhuma forma violando a Constituição, como fez o próprio Congresso, numa madrugada, ao instituir aquele regime, retirando poderes legítimos do Presidente. Esse episódio contém, sem nenhuma dúvida, lições e ensinamentos de grande valor e da maior profundidade. Não sou eu, porém, o mais indicado para trazê-los à tona. Tenho feito as minhas reflexões. É possível que mais adiante ainda venha a escrever um texto expondo as minhas observações”.

dê UM clique no centro do vídeo:

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(Texto de Leonel Brizola, extraído do livro “Legalidade, 25 anos – A Resistência que levou Jango ao Poder”, Ed. Rafael Guimarães, A. Porto, Ricardo Stricher e Sérgio Quintana. Porto Alegre, 1986)

O ESTADO FALIU – por moacir pereira / ilha de santa catarina

  • O cidadão brasileiro nasce, cresce, estuda e continua o estudo para obter um emprego decente. Mata-se no trabalho para constituir família em busca de paz, segurança e felicidade. Mas o governo abocanha mais de 40% do que ele ganha só em impostos diretos e indiretos. A arrecadação do governo federal, dos estados e municípios bate recorde todos os meses. O contribuinte vai conferir o retorno e vê que os serviços públicos minguam. O balanço é um desastre. Se desejar algum futuro digno para os filhos tem que ignorar a escola pública, que raramente tem qualidade, e vai pagar matrícula na escola particular. Começa o desembolso já nos primeiros anos de vida.

    Pretendendo alguma proteção para a família, corre o risco de morrer na primeira consulta se recorrer a um posto de saúde ou a um hospital público. Para garantir assistência médico-hospitalar reserva parte da poupança para o plano privado de saúde.

    A segurança pública é outra lástima. Em passado recente, o cidadão procurava proteger-se e à família, murando a casa. Fragilizado com o aumento da criminalidade, partiu para grades pontiagudas. Constatando insuficiência, partiu para o alarme eletrônico. Depois, contratou empresas de segurança. Agora, tenta se proteger da bandidagem com câmeras, cachorros. Tem muita gente que mantém guaritas com segurança privada 24 horas.

    Com o avanço da especulação imobiliária e as construções predatórias, sem mínimo planejamento que humanize a convivência social, nas cidades litorâneas o cidadão parte para outra alternativa privada ao verificar que o poder público omite-se criminosamente na poluição das praias, das lagoas e dos rios. Surgem os modernos condomínios com múltiplas piscinas. O cidadão vai à praia, mas não pode mergulhar, porque o Estado não cuidou de preservar as águas do oceano.

  • INCENTIVOS

    Assim, o contribuinte paga os impostos mas não tem o retorno fixado pela Constituição. Tem mais. O poder público não garante educação elementar para as famílias mais pobres, com uma campanha escancarada de planejamento familiar. Resultado: repetem-se nos meios de comunicação cenas tristes de meninas com 15 ou 16 anos, grávidas e agarradas por três a quatro outros filhos menores. Muitas vezes, vivendo em condições miseráveis, sem que se vislumbre um futuro para estas crianças.

    As migrações continuam de forma assustadora. Em Florianópolis, o cenário de deterioração não acontece apenas com as construções que se multiplicam sem um plano diretor que mantenha as belezas, o espaço verde, até o ar que se respira. Em bairros próximos do Centro e, em especial, no Norte da Ilha, o crescimento desordenado, com casebres e ranchos em servidões estreitas improvisadas que se consolidam com o asfalto da prefeitura, agredindo qualquer conceito de vida urbana.

    Famílias inteiras, sem mínimas condições de trabalho, chegam todos os dias na Ilha, vindas de diferentes estados. Invadem áreas de risco, ocupam beira de rios, constroem nos morros desprotegidos – tudo sem qualquer controle do poder público.

    Problema que não é de hoje, mas que continua se agravando. E quando estes grupos periféricos são atingidos por calamidades, outra vez o contribuinte é que paga a conta. Como ocorreu agora na favela do Papaquara, os invasores que poluíam o rio vão para a televisão “exigir seus direitos” . E, ao invés de financiar a compra do terreno e da casa, proibindo a venda futura, mediante prestação de serviços, a prefeitura doa R$ 10 mil e um aluguel permanente. Um incentivo para novas invasões.

    Omisso, falido e incapaz de planejar e conter as migrações, o poder público cria e estimula o bolsa-invasão.

A presidente ou a presidenta? – por prof. pasquale cipro neto / são paulo

O professor PASQUALE CIPRO NETO tira a dúvida.
Que têm em comum palavras como “pedinte”, “agente”, “fluente”, “gerente”, “caminhante”, “dirigente” etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação “-nte”, de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis…
Termos como “presidente”, “dirigente”, “gerente”, entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação “-nte”? A de “agente”: gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o “e” final dá lugar a um “a”. Um desses casos é o de “parenta”, forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer “minha parente” ou “minha parenta”, por exemplo). Outro desses casos é justamente o de “presidenta”: pode-se dizer “a presidente” ou “a presidenta”.
A esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos. Se ela disser que quer ser chamada de “presidenta”, que seja feita a sua vontade -por que não?

 

A DEMOCRACIA CHEGA ÀS CASERNAS, a contragosto dos DEMos e OUTROS facistas de plantão.

Comandante Dilma


17 jan 2011 – 07:15

O general Enzo Martins Peri, comandante do Exército, disse o seguinte em entrevista à revista Veja: “A presidente Dilma Rousseff foi eleita pelo povo de maneira legítima. É ela quem exerce o comando supremo das Forças Armadas. É a Dilma que prestamos continência”.

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é necessário afirmar que, com raras exceções, as gerações de oficiais das forças armadas, posteriores aos militares da metade do século passado, tem formação democrática e por isso elevou a moral e o respeito na caserna. os generais golpistas, aqueles que tinham contato estreito com os EUA em razão da II guerra mundial, não conseguiram fazer escola que pudesse envolver as novas gerações que  analisaram, com clareza, a participação das forças armadas no período da ditadura pós 1964.

jbv

PRESIDENTA DILMA, só um alerta: fique atenta aos passos deste milico frustrado (se fantasia de soldado sempre que pode), ele tem compromissos outros com “outros” – por l.garcia / porto alegre

O fato do LULA ter pedido para que DILMA mantivesse o JOHNBIM ( ele é um entreguista, um subalterno às vontades dos EUA), não está claro, imagino que tenha sido um agrado para com os militares. Não se sabe das razões, pois militar, ou civil, não dá mais golpe armado no país, não tem condições reais e o povo brasileiro  impediria massivamente.  Se algum risco há, de golpe, é  no tapetão  do judiciário, que continua sendo um templo de falsas vestais e que “dançam” para o Dantas ( aquele banqueiro e homem de negócios “honestos” que honram o país). É preciso abrir a “caixa preta” ( ou as contas bancárias?). Amiga, cuide-se, você está cheia de inimigos na trincheira.

 

 

caricatura de joão de deus netto. (NETTO)

FERNANDO PY comenta os “Poemas para a Liberdade” de MANOEL DE ANDRADE / petrópolis.rj

Nos seus Poemas para a liberdade ( São Paulo: Escrituras, 2009; edição bilíngue português/espanhol; tradução do autor), o catarinense Manoel de Andrade tem o desassombro e a temeridade de cantar a luta armada contra a ditadura militar. Pode parecer um anacronismo, já que os militares brasileiros há muito deixaram de comandar os destinos do Brasil. Mas, na verdade, o caso de Manoel de Andrade é bem diverso. Perseguido pela ditadura, em 1969, devido à panfletagem do poema “Saudação a Che Guevara”, refugiou-se na Bolívia, onde se integrou ao movimento guerrilheiro. Em junho de 1970, publicou  na Bolívia, em espanhol, os Poemas para la libertad, cuja 2ª edição saiu na Colômbia, em setembro. Expulso tanto do Peru como da Colômbia, atravessou diversos países da América, publicando livros, promovendo debates, dando palestras e declamando seus poemas em teatros, sindicatos e universidades. Em janeiro de 1971, seu livro Canción de amor a América y otros poemas foi editado na Nicarágua e em El Salvador. Depois de vários êxitos no exterior, Andrade regressou anônimo  ao Brasil (1972), onde se manteve afastado da literatura durante trinta anos. Em 2002, participou da coletânea paranaense Próximas Palavras, e publicou Cantares em 2007. Esta edição dos Poemas para a liberdade é, que eu saiba,  a primeira editada do Brasil.

É claro que a poesia política do autor paga tributo aos grandes poetas latino-americanos que sempre se opuseram às ditaduras fascistas, especialmente Pablo Neruda. O tom dos poemas, sua oralidade intrínseca, o pendor para uma abordagem vívida das condições sociais e humanas da nossa época, são ingredientes básicos do volume. A eles, porém, não  está ausente um toque de lirismo, o lirismo de quem sabe que a poesia dita “engajada” não se sustenta apenas com uma mensagem libertária ou um repúdio incisivo a um estado de coisas intolerável.  O poeta soube dosar muito bem os materiais de que se utilizou, e o resultado é um livro coeso, muito bem realizado dentro do que ele se propôs, e que lhe confere uma posição de relevo em nossas letras. Parabéns.

(Tribuna de Petrópolis, 1º de outubro de 2010)

Fernando Py (Rio de Janeiro, 1935), é poeta, crítico literário e tradutor. Colaborou em vários jornais do país entre eles o Jornal do Brasil, Jornal da Tarde e o O Globo. Traduziu autores como Marcel Proust, Honoré de Balzac, Saul Bellow (Nobel em 1976) e outros. Tem vários livros publicado entre poesia e crítica. Atualmente assina a coluna “Literatura” no jornal Tribuna de Petrópolis, cidade onde vive.

JORGE LESCANO comenta em artigo de JULIAN ASSANGE (WikiLeaks)/ são paulo

Comentário:

C E R T O S   S I L Ê N C I O S


 

Há verdades perigosas e silêncios criminosos. Quando estas verdades atingem ou envolvem os donos do poder, os administradores dos meios de comunicação acusam os franco-atiradores de traição (sic), oportunismo, falta de ética, etc.. Este comportamento não se verifica apenas nos grandes eventos, lamentavelmente se dá também nas relações familiares e entre “amigos”. Todos conhecemos pessoas que são muito democráticas quando o amigo está disponível para ajudar, mesmo apenas ouvindo seus problemas, mas basta que a relação ameace se inverter, ainda que momentaneamente, e lá se vá o espírito de equidade. Creio que as atitudes públicas coincidem com as privadas, resta saber em qual destas esferas se manifestam primeiro. A democracia ocidental precisa do silêncio conivente para sobreviver. Mentir por omissão não é considerado crime, antes diplomacia, portanto é o mais comum dos crimes políticos. Omitir, ocultar, silenciar os erros e as agressões à credulidade pública é colaborar com elas. Neste momento em que a Comunidade Internacional (?) condena a ausência em Oslo de Liu Xiaobo, Prêmio Nobel da Paz de 2010, a “maior das democracias” (segundo sua própria opinião), não suporta a revelação dos seus meandros e procura um bode expiatório. É deplorável que a Suécia, país com imagem internacional de seriedade, justiça e liberdade sexual, se preste ao triste papel de donzela violada para tentar punir Julian Assange, cavaleiro andante da internet. Parece difícil salvar as aparências do Tio Sam.

VIVA  A  ÉTICA  POLITICAMENTE  INCORRETA!!!


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leia o texto comentado: AQUI

OLGA BENÁRIO PRESTES: DESTINO DE MULHER? – por zuleika dos reis / são paulo



 

 

Quando a casa de Luis Carlos Prestes e Olga Benário Prestes  foi invadida, instintivamente Olga protegeu Prestes com seu corpo, colocando-se na mira dos policiais.

Muitas vezes me interrogo: será este, irreversível, no real palpável ou no real simbólico, o destino de toda mulher que ama, deveras, o seu homem? Será toda mulher antes de tudo, mãe? Mãe de seus filhos, mãe de seus homens, mãe de seus pais, mãe de seus irmãos… algumas, mães de comunidades inteiras?

Colocar seu corpo, sua alma, seu verbo, seu silêncio, suas renúncias, suas desistências, suas contradições, seus impasses, também suas conquistas a serviço da proteção do Amado, seja ele o homem amado, seja ele um filho… seja ele um ideal para o mundo, seja ele um Deus, é esta, em suma, a função efetiva e maior para a qual cada mulher vem à luz, função que, mais cedo ou mais tarde lhe bate à porta, a despeito de todas as liberdades para o seu sexo, liberdades conquistadas à custa de muita luta e de muito sofrimento? É este, enfim, o de mãe, o seu verdadeiro e inalienável destino, fado do ser-mulher, ou tal presente escrito não passa de discurso perfeitamente obscurantista?

 

Na manhã de 21 de outubro de 2010.

Zuleika dos Reis

O DIA DECISIVO e A PAZ DO DEVER CUMPRIDO – por brizola neto / rio de janeiro

Chegamos ao dia decisivo.
Foram meses que ensinaram muito a todos nós.
Creio que o primeiro ensinamento foi algo que todos partilhamos: do mais humilde dos brasileiros ao próprio presidente Lula.
O de que não existe caminho para justiça social no Brasil que não passe pelo desenvolvimento econômico e pela afirmação de nossa soberania como nação.
Acho que todos entendemos que, reescrevendo a frase que ficou famosa nos tempos do “milagre econômico” da ditadura, o bolo só cresce se for mais bem dividido e só é mais bem dividido quando cresce.
Progresso econômico e progresso social são duas faces inseparáveis de um Brasil que quer e precisa crescer.
De fato, basta examinar todos os indicadores econômicos e sociais para que se veja que o governo Lula disparou em realizações e em popularidade no seu segundo mandato, ao assumir claramente sua natureza nacional e popular, deixando à beira do caminho aqueles que defendiam, embora com menos ferocidade, as mesmas regras neoliberais que marcaram o governo FHC.
Numa palavra, foi finalmente o governo Lula quem retomou a linha de afirmação nacional, econômica e social que marcou a vida brasileira nas décadas de 30, 40, 50 e até mesmo na década de 60, pois o progresso desse país tinha uma força inercial que nem mesmo a ditadura militar, embora com seus componentes entreguistas, conseguiu romper de imediato.
A década final do regime autoritário, marcada pela estagnação,  foi sucedida primeiro pela nulidade de Sarney, o energúmeno, e depois, pelo neoliberalismo privatista se afirmou com a nova ditadura: a do pensamento único.
Em 1995, com Fernando Henrique Cardoso, o viés subalterno que passou a comandar a vida brasileiro sentiu-se seguro ao ponto de rasgar o véu da hipocrisia e declarar que sua missão era sepultar definitivamente o que chamaram de Era Vargas, significando com isso o seu desejo de alienar todas as riquezas desta nação e conformar o Brasil a uma condição colonial.
Mas manter o Brasil como colônia, embora o venham conseguindo há cinco séculos, é algo que não se consegue se há liberdade.
Um grande e maravilhoso país, com um grande e generosa população só pode ser pequeno se nos aceitarmos assim, se nos desprezarmos como povo e como nação. Se vivermos na tristeza e no silêncio.
Foi por isso que suprimiram a liberdade em 64. Foi por isso que a deformaram, com o poder midiático, na eleição de Collor e, depois, com a ideia de que a história dos conflitos pela afirmação das nações era passado e a globalização e o mercado eram fenômenos divinos e invencíveis.
Daí nos vem o segundo ensinamento: se a liberdade de imprensa sempre foi uma ferramenta da rebeldia generosa e da decência humana, o direito à comunicação, que a engloba, é ainda maior: é o fundamento da liberdade e da democracia.
Controlá-lo, desde os tempos em que os livros dependiam do imprimatur dos senhores dos feudos terrestres e celestiais, sempre foi a chave do poder.
É verdade que os meios tecnológicos, pouco a pouco, foram eliminando estes “privilégios de impressão”, culminando nesta maravilhosa ferramenta que é a internet.
Mas um a um, o poder sempre procurou se apoderar deles e desvirtuar o seu sentido libertário, fazendo dele não apenas o que deve também ser, diversão e entretenimento, mas diversionismo e entorpecimento.
E, sejamos realistas, os espaços que abrimos aqui, na internet, ainda são pequenos e pouco significativos perto das estruturas de manipulação e mentira que dominam e que, também aqui, conseguem montar.
Um governo popular, no Brasil, tem de encarar a democratização da comunicação como a espinha dorsal de sua sobrevivência política.
Porque os inimigos de um Brasil popular contam com quase toda a comunicação, com suas máquinas de produzir mentiras, de distorcer verdades e de deformar consciências.
Outro dia, num evento na Carta Capital exortou os políticos a não terem medo da grande imprensa.
Concordo com ele, mas é preciso que o Governo também não a tema, como vem sendo tristemente verdadeiro há décadas.
Procurei praticar aqui, tanto quanto pude, este conselho.
Este pequeno espaço, que começamos a abrir há menos de um ano e meio, modestamente, procurou não ter este medo, nem viver em função de vantagens, poder ou sucesso eleitoral.Nunca, apesar dos conselhos para que o fizesse, deixei de lado as grandes lutas para cair no terreno estéril e falso da promessa, da cooptação, da formação de grupos de interesse.
Hoje, no dia em que se encerra uma etapa importante da luta histórica de nosso povo, o corpo está extenuado, mas a consciência serena.
Este mês, 1,2 milhão de acessos ao Tijolaço e , sobretudo, os mais de 15 mil comentários postados desde 1º de outubro mostram que este se tornou um lugar de encontro, para dividir ideias, angústias, revoltas e paixões.
Para dividirmos o que somos de verdade, pois é o que somos de verdade o melhor que podemos dar uns aos outros.
A minha gratidão a todos os que colaboraram neste processo, lendo, criticando, sugerindo, me dando até uns “foras” de vez em quando.
Carregar este sobrenome e escrever sob um título que identifica a luta de um grande homem é um enorme peso para alguém tão pequeno.
Mas se cada um de nós, nas nossas pequenas forças, pudermos, cada um, conduzir um grão de areia, é certo que juntos podemos fazer uma montanha.
A minha gratidão e reconhecimento a todos, e que o destino sorria a este povo tão sofrido.
Viva o povo brasileiro, razão de ser do Brasil!

ZULEIKA dos REIS comenta em MÁRCIA DENSER / são paulo

COMENTÁRIO:

Por razões graves, de foro íntimo eu, que faço parte dos palavreiros da hora e tenho aqui, neste belíssimo site, muita participação com textos próprios e como leitora, preciso sair do mutismo que me tenho imposto e de uma “neutralidade” que não existe, em política nem no quer que seja, para afirmar que concordo com as lúcidas argumentações expostas por tanta gente de consciência política apurada, aqui no palavras, entre as quais se alinha a presente argumentação de Márcia Denser.
Se a questão das múltiplas corrupções tomou o vulto que lhe foi dado pelas mídias, não se pode dizer, claro, que se falava e se fala de inverdades. Por outro lado, nunca se expôs tão claramente as mazelas e as misérias morais demasiado evidentes; nunca se expuseram também tão claramente as contradições todas ocorridas nos vários setores do governo federal e dos outros setores a ele ligados e isto é mérito da vigência da democracia, uma democracia, evidente, com vícios que a marcam desde sempre, no Brasil, democracia marcada também pelo amordaçamento que sofreu ao longo dos governos militares. O personalismo, até exacerbado de Lula é outra das marcas do seu governo, fato inegável.
Tanta evidência as mídias deram a isso tudo que, por um lado, muitas vezes, deixaram na sombra, e não por acaso, os múltiplos avanços do governo Lula no campo social e também nas ações econômicas que nos mostram hoje, um país diferente.
Há muito a sanear, é claro: no setor da segurança, na Justiça ( a questão das impunidades, por exemplo, em seus vários territórios); avanços maiores no setor da Educação pública,  não apenas na universalização plena do seu direito, mas na melhoria efetiva de sua qualidade; o que continua a ocorrer no país é um descalabro no que se refere às práticas efetivas na educação, não só pública mas em grande parte do setor privado. E mais haveria a dizer, mas isto pareceria um discurso, o que,deveras, não é minha pretensão.
Penso que não seja com Serra que iremos marchar em direção a estes aperfeiçoamentos, vitais para o país, para a democracia, para o nosso futuro. Certamente, não creio que seja com Serra na presidência que caminharemos com passos seguros. Muito pelo contrário.

leia aqui o artigo comentado.

Dilma tem 57% dos votos válidos, e Serra, 43%, diz pesquisa Vox Populi

Margem de erro é 1,8 ponto para mais ou para menos, informa instituto.
Em votos totais, petista aparece com 49%, e tucano, com 38%.

Do G1, com informações da Agência Estado

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda (25) indica a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 57% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos). O adversário da petista no segundo turno, José Serra (PSDB), tem 43%, segundo o instituto.

A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos, segundo o Vox Populi.

Pelo critério de votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma aparece com 49% e Serra, com 38%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos são 7%. De acordo com a pesquisa, 88% dos entrevistados disseram estar decididos sobre em quem votar.

O levantamento, encomendado pelo portal iG, foi realizado de 23 a 24 de outubro e ouviu 3 mil eleitores em 214 municípios.  Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 37.059/2010.

 

é o bem vencendo o mal através da vontade do povo brasileiro. o país quer se livrar e esquecer que teve filhos que o mantiveram no atraso, de joelhos ao FMI, no obscurantismo. VOLTAR A TRÁS, NUNCA MAIS !

GERALDO VANDRÉ (a entrevista) recebe comentário do poeta MANOEL DE ANDRADE / curitiba

Manoel de Andrade : COMENTÁRIO

 

Cheguei ao Chile em fins de abril de 1969 e creio que um mês depois chegou Geraldo Vandré. Eu visitava quase diariamente o apartamento onde moravam os exilados brasileiros Salvador Romano Losacco e Edmur Fonseca, ambos cassados em 1964 pela ditadura. Com o mineiro Edmur, refinado intelectual e na época professor de Ciências Políticas na Universidade do Chile, aprendi muita literatura. Com o paulista Lossaco, grande figura, professor de História, ex-deputado federal, um dos fundadores e primeiro presidente do DIEESE, em 1955, eu discutia Lucién Fevre, Marc Bloch e Fernand Braudel. Eles moravam no centro de Santiago, na Victoria Subercarceaux, nº 6. Num fim de tarde, quando lá cheguei, encontrei o Vandré já instalado. Foi uma agradável surpresa. Naquela época, entre maio-junho de 1969, muitos no Brasil pensavam que ele fora morto pela ditadura e, pelo que ele então significava, na ampla luta cultural e ideológica contra a ditadura, foi uma alegria encontrá-lo vivo.
Partilhamos durante muitas tardes suas canções e meus poemas, e através de um estudante chileno, chegamos a programar um recital juntos num teatro universitário. Ele estava compondo uma nova canção chamada: “América”, e ambos treinávamos, muitas vezes, seu estribilho. Depois passei a ir muito raramente no apartamento do Losacco. Mudei de residência e viajei para o sul do Chile, para entrar em contato com os índios araucanos que, depois de 350 anos de massacre, sobreviviam invencíveis nas montanhas de Arauco. Quando voltei, soube que Vandré conheceu uma chilena chamada Bélgica Villa Lobos, e teriam se casado. Nos primeiros dias de julho nos encontramos pela última vez e ele me disse que tivera problemas com seu visto de permanência e teria que sair do país. Ele estava mudado e a posição aparentemente revolucionária que aparentara com suas canções, estava em desacordo com seu elegante vestuário e as preocupações com sua aparência, pensei eu. Mas depois constatei que essa era também a opinião de alguns exilados. Na despedida, me disse que estava indo para a Argélia participar de um festival de música e depois iria para a Europa. Depois desse último contato eu viajei, em seguida, para a Bolívia e nunca mais soube dele.
A ideia que me ficou de Vandré era de um homem sensível, um amante da beleza, mas tinha algo diferente embora não fosse nada negativo. Algo de excêntrico, intimamente solitário, um pouco indiferente a tudo. Ele se esquivava da conversa ideológica e em nenhum momento se mostrava comprometido politicamente. Contudo, se a ditadura o tivesse aprisionado naquela época, certamente o teriam torturado e quem sabe o tivessem morto, inocentemente. Vejo, agora, pela entrevista, que ele nunca se engajou. Ele era um poeta, com uma legítima preocupação com a arte e, particularmente, com a música, embora tivesse uma visão elitista do fenômeno cultural. Pelo que acabo de ler nesta entrevista parece que esta postura continua inalterável. E é ainda mais solitária a imagem que nos passa de sua vida atual. Tudo isso é um pouco triste quando nos lembramos que suas músicas traziam uma grande beleza histórica, retratando com encanto e lirismo as ansiedades da juventude daqueles anos e foram um estandarte de luta contra a ditadura. É claro que muita coisa mudou. Hoje os inimigos estão mascarados, os valores confundidos e as grandes ideologias desacreditadas. Contudo, não devemos nos conformar com o próprio sentido trágico da vida, com essa “cultura massificada” de que fala Vandré. Afinal não podemos fugir da dialética da história. Estamos realmente massificados pela globalização.. Somos tão somente consumidores. Nossos inimigos são muito mais fortes que há 40 anos. Naquele tempo lutávamos contra um inimigo definido: chamava-se Imperialismo. Hoje este mesmo inimigo tem outro nome e mimetiza-se mundialmente com o “inofensivo” nome de Globalização e contra o qual não temos atualmente como escavar nossas trincheiras. Naquele tempo lutávamos contra o “Capitalismo Feroz”, que hoje diluiu-se com o nome de “Economia de Mercado”. Contudo não podemos nunca arriar nossas bandeiras, abdicar dos nossos sonhos. São eles que nos mantêm vivos, apesar do mundo ter sepultado as nossas mais belas utopias.
Sobre suas relações musicais com a Aeronáutica, é uma opção indigesta. Quem já esqueceu do brigadeiro João Paulo Moreira Burnier, tristemente célebre como “o carrasco” da Força Aérea Brasileira? Quem, entre os daquela geração, já esqueceu o “CASO PARA-SAR” e o que se passava nas sinistras dependências do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA)? Contudo deixemos o Vandré com sua “Sinfonia Fabiana”, suas razões para viver e seu projeto de gravação de suas trinta canções em espanhol. Quem somos nós para julgá-lo? Como atirar pedras nos que criam a beleza. Também sou poeta e de louco todos temos um pouco. Haveremos de sempre honrar o seu passado. Quem deu ao Brasil uma contribuição tão bela como sua poesia e sua musicalidade, em 1967?

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leia a entrevista com Geraldo Vandré

ELES QUEREM O NOSSO PETRÓLEO – por brizola neto / rio de janeiro

Há dias estou alertando aqui – e o noticiário dos jornais o confirma – que o alvo e o centro do desejo tucano de voltar ao poder está a milhares de metros de profundidade, ao largo do litoral brasileiro.

Eles, que não tiveram força moral ou política para derrotar a retomada do controle brasileiro sobre as jazidas do pré-sal, vão pretender mostrar um “mar de lama” na grande empresa brasileira, embora esta se submeta às mais severas regras de governança corporativa e auditoria.

Como empresa com capital negociado em bolsa, aqui e no Exterior, a Petrobras está sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de Valores de São Paulo, no Brasil; da Securities and Exchange Commission e da New York Stock Exchange, nos Estados Unidos; do Latibex da Bolsa de Madri.

Este ano, pela 2ª vez, foi apontada como a empresa mais bem gerenciada da América Latina pela revista Euromoney, de Londres.

Captou US$ 45 bilhões no mercado privado, num aumento de capital de US$ 120 bilhões, para capacitar-se a explorar atenção – a maior jazida de petróleo em propecção hoje no mundo, que é o pré-sal e é, legalmente, a operadora exclusiva da sua extração.

Sobreviveu a Fernando Henrique, embora um retalho de sua propriedade tenha sido entregue e, só a muito custo – político e econômico – foi possível recuperá-lo, parcialmente.

A Petrobras é um sucesso econômico, tecnológico e gerencial. Pergunte a um fornecedor da Petrobras os níveis de exigência da empresa em seus contratos.
Hoje, o EstadãoO Globo iniciaram a ofensiva contra a Petrobras.

Jogam, criminosamente, contra o valor de mercado da mais valiosa empresa brasileira e usam a desvalorização deste patrimônio do povo brasileiro para seus objetivos políticos eleitorais.

Desde o início da semana, em vários blogs, circulam rumores de que a Veja seria a artilharia pesada desta campanha, como o foi na CPI da Petrobras, há mais de um ano, sem que tivessem arranjado mais que alguns grãos de poeira para usar como argumentos.

Eu tenho dito há três dias: aí está o furo da bala.

O que interessa a eles é ter o poder e as condições políticas para entregar o pré-sal, que nos torna uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a quinta ou sexta mais importante do mundo, por enquanto. E há possibilidade de novas descobertas, que já surgem, inclusive, como indícios mais palpáveis nas sondagens.

Todo o resto é cortina de fumaça. E nós não podemos dispersar nossas forças golpeando fumaça.

O discurso e a polêmica têm que se tornar claros para o povo brasileiro: é o petróleo que eles querem.

 

tijolaço.com

SERRA e a calhordice: jogou todas as fichas no aborto – paulo henrique amorim / são paulo


Serra no horário eleitoral (Imagem: Latuff)

O programa de estréia do Serra no horário eleitoral foi a vitória da treva: a exploração do aborto como arma eleitoral.

O resto é bláblárina.

Ele escondeu – de novo – o Fernando Henrique.

E explorou com fúria a “onda” que deu 20% dos votos à Marina – a calhordice do aborto, como diz o Ciro.

Ele é o que o Chalita descreveu.

Ele é o que o Ciro sempre soube: Serra não tem escrúpulos e, se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.

Se continuar assim vai ser uma goleada.

A Dilma vai ter muito tempo para provar que o Serra é um manipulador de quinta categoria.

Um Golpista.

A Dilma pensa sobre o aborto o que diz a Constituição: só em caso de estupro ou com risco para a mulher.

O que, aliás, sem o engodo, é a posição do Serra e do Fernando Henrique.

Como sempre disse o Conversa Afiada: a baixaria é última arma do Serra.

Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/

“Revista VEJA, agora, esgoto a céu aberto !

os sentimentos e as fezes dos larápios de 450 anos e seus herdeiros acantonados no DEM, PSDB, PTB e outros menos cotados, saem para circular no seio da sociedade brasileira através da Revista VEJA, aquela, conhecidíssima de todos por sua função de esgoto da informação. sai derrotadíssima, para todo o sempre, deste embate entre os interesses do povo brasileiro e os interesses expúrios da pequena elite negocista que até 8 anos atrás “determinava o futuro do nosso país”. agora a DEMOCRACIA e as liberdades plenas começam a se instalar na estrutura social de nossa nação.

DEBATE NA TV RECORD. PRESIDENCIÁVEIS. – por idelber avelar / são paulo

Notas sobre o debate da TV Record

O debate de ontem à noite, na TV Record, mostrou quão equivocados estavam os estrategistas tucanos que imaginavam que José Serra daria surras de argumentação em Dilma Rousseff nos confrontos ao vivo. Bastou aparecer uma equipe de jornalistas que não faz entrevista combinada para que Serra perdesse a compostura e, mais uma vez, saísse reclamando das perguntas que lhe foram feitas. Creio que é possível discutir se a maior vencedora do debate foi Dilma Rousseff ou Marina Silva. Mas acho que dificilmente um tucano acreditaria, de boa fé, que José Serra ganhou pontos ontem na TV Record. Também acredito que nenhum tucano de boa fé diria que a TV Record favoreceu Dilma. Ela também enfrentou perguntas questionadoras e duras. A diferença é que Serra também teve que enfrentá-las. Dilma está mais que acostumada a isso. Serra, não.

O debate da Record foi o mais importante até agora, por motivos óbvios. Ele teve lugar em rede nacional de TV, chegou a marcar 14 pontos de audiência (a média total do programa foi 9) e aconteceu uma semana antes da eleição. Na minha avaliação, Serra foi muito mal, Plínio fez um papel bisonho, Marina mostrou uma melhora considerável em relação aos debates anteriores (e pode ter ganhado pontos de quem já decidiu não votar em Dilma ou Serra) e a candidata do PT, encarando tarefa difícil, saiu-se muito bem. Como o empate lhe favorece e ela claramente prevaleceu nos dois embates diretos com a outra figura de destaque da noite, Marina, o campo dilmista comemorou vitória, a meu modo de ver, com razão.

O debate teve três grandes momentos de sacode-Iaiá: um de Marina em Plínio, outro de Ana Paula Padrão em Serra, o terceiro de Dilma em Marina. Estes eu achei que foram os três sacode-Iaiá incontestáveis, de claros nocautes sem apelação. No primeiro, Marina lembrou a Plínio o seu abuso dos rótulos. Falou firme e com altivez acerca do respeito ao outro. O recado foi dado de maneira claríssima e, pela própria reação da plateia, ficou nítido o nocaute. No segundo, Ana Paula Padrão lembrou a Serra o uso da imagem de Lula e a desesperada insistência do candidato do PSDB em esconder Fernando Henrique. Para piorar a situação de Serra, Ana Paula mencionou a recente declaração de FHC, feita no exterior, de que a vitória de Dilma já estaria garantida. A resposta do candidato misturou ataques à jornalista, coisa que é bem do seu feitio (já terá pedido a cabeça dela à Record?), com algumas frases que devem ter feito a equipe de Dilma vibrar: acusações ao PT de ser “ingrato” com Fernando Henrique. A acusação pode até ser verdadeira. É fato que existem setores do petismo que se recusam a dar a FHC o seu quinhão de méritos na estabilização da economia. Mas a veracidade da acusação não faz com que ela deixe de ser, eleitoralmente, um tiro no pé. Do ponto de vista do PT, quanto mais o nome de FHC for mencionado, melhor. Sim, é injusto. Quem disse que política tem a ver com justiça?

O terceiro sacode-Iaiá foi categórico e ocorreu no único momento em que Marina decidiu repetir a cantilena da qual havia abusado no debate anterior: a retórica udenista sobre a corrupção. Ao interpelar Dilma a respeito do caso de nepotismo na Casa Civil, ouviu a resposta de que a investigação estava sendo feita e que tanto em 2005, quando Dilma assumiu o cargo, como agora, à raiz do caso Erenice, ela tomara medidas para coibir os malfeitos. Marina replicou que era inaceitável que isso se repetisse e que pelo jeito as medidas não estavam surtindo efeito. Com certeza, não esperava a tréplica que veio: Dilma lembrou que tomou as mesmas medidas da própria Marina quando vieram à tona casos de corrupção no Ministério do Meio Ambiente comandado por ela. Lembrou-lhe, com elegância, que ninguém tem monopólio sobre a moral. De forma implícita, nocauteou o argumento tantas vezes usado por Marina nesta campanha, o de que ela supostamente seria mais limpa ou ética que o governo do PT – do qual ela fez parte durante sete anos e que só resolveu abandonar às vésperas da eleição.

Os camaradas do PSOL sabem do meu respeito por e de minha interlocução com o partido. Inclusive, a partir de algumas conversas com psolistas no Twitter, quero oferecer o espaço do Biscoito, a partir de novembro, para que façamos uma ampla discussão sobre os rumos do partido. Poderíamos armá-la a partir de um texto meu e dois ou três textos de militantes do partido que queiram contribuir, publicando todos os textos num mesmo post e, a partir daí, usando a caixa de comentários para a conversa. Esta é uma promessa do blog, caso interesse, é evidente.

DÊ UM CLIQUE NO CENTRO DO VÍDEO:

No entanto, o meu respeito não me impede de dizer que o papel de Plínio ontem foi grotesco, bisonho. Esqueceu-se de que ele não saiu do PT quando estouraram casos de corrupção, mas quando perdeu a eleição para presidente do partido. Mostrou estar desinformado sobre o ProUni. Chamou Dilma de Marina. Teve a oportunidade de uma tréplica e não a usou, pois não sabia o que estava acontecendo. Falou da União Soviética como se ela existisse. Fez uma infantil correlação entre o aumento das investigações sobre a corrupção e um suposto aumento da própria, como se o Brasil nunca tivesse tido um Engavetador-Geral da Repúbilca. Repetiu a cantilena sobre salário mínimo de R$ 2.000, 10% do PIB para a Educação e uma série de outras promessas pouco factíveis, respondendo, quando perguntado sobre de onde sairia o dinheiro, com o chavão da ruptura com os banqueiros—sem nos dizer o que faria o Brasil em estado de isolamento ante o sistema financeiro internacional.

Vejamos como se comportam os jornalistas da TV Globo no próximo debate, o último. Para os que gostam de contrapor, às críticas à parcialidade da Globo, alusões a uma suposta parcialidade da Record para o lado oposto, fica o lembrete: ontem, todo mundo encarou perguntas duras dos jornalistas. Mas só Serra saiu reclamando delas.

ROTAS DESCULPAS por sérgio da costa ramos / ilha de santa catarina

  • Alastrou-se, pelo Brasil e pelo mundo, uma epidemia universal de desculpas esfarrapadas. É a CNBB pedindo desculpas aos índios do Brasil pela catequese que não respeitou a cultura autóctone. É o Vaticano pedindo desculpas a Israel e aos judeus pela inércia do papa Pio XII diante do terrorismo nazista e do Holocausto.

    É a Europa rogando desculpas aos países africanos que colonizou, drenando riquezas, alimentando apartheids e fermentando dívidas. São os sacerdotes pedófilos da diocese de Boston, EUA, pedindo desculpas às famílias das crianças que um dia molestaram. Mais um pouco e assistiremos ao arrependimento do próprio Torquemada, o inquisidor-mor, pelos cristãos que mandou para a fogueira mediante a mera suspeita de “bruxaria”.

    Desculpas só pareceriam válidas se acompanhadas de arrependimentos. O verdadeiro pesar pelo mal cometido. Arrependimentos são atos de contrição devotados à verdade.

    Arrepender-se é sentir genuína mágoa pelos malfeitos cometidos, aceitando-os como “errados” e “lamentáveis”. É, geralmente, um sentimento nobre e inócuo, resultando em desculpas sinceras ou apenas “oportunistas”.

    Ora, se insistem em pedir desculpas aos primeiros habitantes do Brasil, os bispos precisariam renegar a própria igreja, a cruz que velejou com Cabral e a Primeira Missa de frei Henrique Coimbra, sem a qual não haveria cristianismo no Brasil. Se a “catequese” respeitasse integralmente a cultura do índio, não haveria CNBB. E, ao invés de festejarmos o Natal, em dezembro estaríamos nos pintando para o Quarup, dançando com os pajés do Alto Xingu.

    O arrependimento precisa ser eficaz, ensina o Direito Penal. Mas, na vida real, o que é arrependimento “eficaz”?

    Desculpas servem apenas aos que cortejam indulgências capazes de tornar menos pesado o fardo dos pecadores. Interessa, portanto, mais aos delinquentes do que às suas vítimas.

    No Brasil, não é incomum o sujeito espancar a mulher e depois… pedir desculpas, antes de voltar a bater.

    O Vaticano, através de Bento XVI, pediu desculpas aos judeus pela omissão da Igreja no Holocausto, mas mantém em estágio adiantado o processo de canonização de Eugênio Pacelli, o papa Pio XII, que, podendo, nada fez para denunciar ao mundo o apocalipse nazista.

    Pior: Pacelli, núncio apostólico na Berlim de 1933, tornou-se parceiro de Hitler ao acertar com ele uma “concordata”. O acordo concedia à Igreja Católica alemã a tolerância do novo regime em troca de um afastamento da sua ação social e política. Durante a “solução final”, de 1940 a 1944, a voz do Papa jamais se fez ecoar com toda a sua autoridade moral. John Cornwell, jornalista do britânico The Independent e professor de Cambridge, reconstitui com tintas dramáticas essa “omissão de socorro” no seu instigante livro O Papa de Hitler – A História Secreta de Pio XII.

    Haverá pedido de desculpas mais inócuo do que esse, lavando com lágrimas tardias o Muro das Lamentações? O pedido de desculpas de Neymar a Dorival Júnior resultou inócuo, pois o técnico acabou demitido… Mas teriam sido sinceros os pedidos de desculpas? E o técnico, que pretendeu eternizar a culpa de Neymar, punindo o futebol, também não tem lá a sua culpa? Um pedido de desculpas dos cristãos aos tupiniquins que receberam Cabral na manhã do dia 22 de abril, há 510 anos, somente seria verdadeiro se, agora de manhãzinha, saíssemos todos de tanga, arco e flecha para caçar e pescar…

    Se preferimos nos “abastecer” no sortido armazém da esquina, pronto: o arrependimento soa tão “postiço” quanto um índio bororó.

  • Dupla âncora

    Enquanto, na maior nação costeira do mundo, os hotéis e resorts querem afundar os navios de turismo marítimo, a Royal Caribbean e o trade hoteleiro de Miami e Orlando celebram um pacote complementar, a que deram o nome de “Mais do que um Cruzeiro”. Combina o melhor da terra e do mar para oferecer aos turistas. Junta o cruzeiro pelo Caribe com a hospedagem nos melhores hotéis dos parques temáticos de Orlando ou do waterfront de Miami.

  • Calendário

    A prefeitura vai esperar a alta temporada para dar início ao recapeamento da Avenida Beira-Mar. Se não acontecer novo e previsível adiamento, as obras devem começar em novembro.

    Se não, só depois do Carnaval, como tudo no Brasil. Até lá, talvez a outra Beira-Mar, a Continental, freeway de fantásticos dois quilômetros, talvez já tenha sido inaugurada. Mas nunca se sabe. O calendário da prefeitura não é o mesmo de São Gregório.

  • Dilma & controles

    Em meio a um surto de apedrejamento da imprensa, como se houvesse baixado sobre o país inspiração regida pelo doidinho Mahmud Ahmadinejad, a candidata Dilma Rousseff produziu frase em que reluz uma boa esperança: “Por mim, podem falar tudo o que quiserem. O único controle social que eu aceito é o do controle remoto na mão do telespectador”.

O LAR E O BAR por sérgio da costa ramos / ilha de santa catarina

Pesquisa-se, por conta da lei que bane o álcool à beira de estradas e do recenseamento do IBGE, quantos são os bares do Brasil.

Os pesquisadores chegaram a uma conta próxima do milhão – 976 mil bares, 3 milhões de empregados, mais os donos. Sem contar, é claro, os mais de cem bares “temporários” abertos em Floripa a cada verão.

Uma conta bem modesta. Depois de cinco anos de Yeltsin, 15 de Vladimir Putin e cinco de Medvedev, “Mama” Rússia abriga nada menos do que 8 milhões de bares, aí incluídos os botequins dos romances de Dostoievski e Tolstoi. Nos EUA, são 3 milhões de bares. E na Escócia, pequenininha como é, são mais de 400 mil “balcões”. Parece que todos os Johnnie Walkers da Terra já acordam chupando aquele magnífico líquido cor de âmbar – e usando aquele proverbial kilt xadrez…

Na verdade, bar no Brasil é o que não falta. Todo dia estão abrindo ou fechando um. Em 1796 – conta mestre Oswaldo Cabral, no seu magnífico Memória de N. S. do Desterro –, a vila possuía 666 casas, um triplo seis – esse número demoníaco. Dessas vivendas, 18 eram lojas do comércio e 44 eram botequins. Ou seja: um boteco para cada 85 dos seus 3.757 habitantes. Vale dizer: a turma era boa de copo.

Em torno de uma mesa de bar, já se conspirava contra o governo ou… contra os maridos de mulheres bonitas. Nos bares, edificavam-se calúnias, ateavam-se infâmias, blasfemava-se contra Deus e o próximo. Nem por isso, os botecos cerravam suas portas por causa da presença de bêbados.

O problema, a sério, não é a quantidade de bares. Mas a qualidade dos bêbados…

Sendo os conventos e os mosteiros as casas da virtude, esses altares não são, contudo, infensos a Belzebus. Assim como não é impossível que algum arcanjo tenha ido parar no inferno – por erro no endereçamento do código postal.

Ainda não adquirimos a maioridade etílica de uma Rússia, uma Alemanha, uma Inglaterra – onde os bêbados não somente são cidadãos respeitáveis como presidem a República (Yeltsin, nos anos 1990); fundam a Oktoberfest (o príncipe Ludwig da Baviera no século 19); ou salvam o império britânico do nazismo, como o velho e esponjoso Churchill nos anos da Segunda Guerra Mundial.

Não há nada como um boteco bem brasileiro, onde se bebe em pé, no balcão, de forma que o copo se transforme num aposto verbal, uma extensão da própria linguagem. Nem se poderia, a não ser num botequim nacional, encomendar a cerveja da rua, comandando ao barman:

– Mais duas louras!

Se elas chegarem requebrando os quadris, melhor ainda.

Essas casas, os bares, são, sem dúvida, muito menos corruptas do que muita Casa Civil.

  • Sem controle

“Controle social de mídia” – inconstitucional, por agredir o artigo 5º da Carta de 1988, protetor da livre expressão e manifestação de pensamento – é inspiração de tutela autoritária, cultivada por teóricos do “aparatchik” soviético, como o ministro Franklin Martins. Liberdade de imprensa é requisito básico para uma democracia substantiva, sem adjetivos. Mas o substantivo “honestidade” informativa deveria ser, também, apanágio da imprensa. Por exemplo: jornais com nome a zelar, como o The New York Times, habituaram-se a publicar, em editorial, sua preferência por um candidato em majoritárias presidenciais.

  • Honesta liberdade

Imagine-se um grande jornal brasileiro, como o Estadão, publicar editorial informando sua preferência por José Serra, o que, por óbvio, transparece na opinião do jornal. Seria muito mais honesto. Sem prejuízo, como faz o NYT, do noticiário contemplar igualmente as candidaturas preferenciais. O leitor saberia como “ler” o veículo. Veja é Serra; Carta Capital é Dilma. Mas o espaço do “fatual” seria devidamente equilibrado. Utopia? A pior solução já se sabe qual é: a ditadura do Estado liberticida, em que a única opinião publicável é a do poder.

  • Lá e aqui

As democracias mais amadurecidas também dão tratamento cuidadoso às pesquisas dos institutos de opinião. O New York Times, por exemplo, não publica pesquisas de um só instituto. Prefere publicar uma “média” de todas, evitando as induções de voto.

No Brasil, as pesquisas só faltam substituir a eleição propriamente dita.

O ouro do lixo e a milionária casca do ovo – por alceu sperança / cascavel.pr

Mensagens escritas para crianças e transmitidas pela Rádio Cidade, atual Rádio Globo Cascavel

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A humanidade está evoluindo, a cada descoberta, a cada nova invenção.

Quem vê passar um humilde catador de papel recolhendo aquilo que atiramos fora pode imaginar que ele não tem a menor possibilidade de, um dia, prosperar ou enriquecer.

Reconhecemos que ele faz uma das mais importantes atividades humanas – a reciclagem –, na qual todos nós devemos fazer a nossa parte, mas mantemos a idéia de que o catador é e sempre será pobre.

Pensando bem, já é uma pessoa rica espiritualmente aquela que participa da reciclagem, pois torna melhor o nosso mundo.

Mas não é verdade que os catadores tenham que ficar eternamente na humilde condição da pobreza material.

A revista americana Foreign Policy (Política Externa) acaba de publicar que há mais ouro em uma tonelada de computadores velhos jogados fora do que em 17 toneladas do minério bruto.

Certamente as minas de ouro com reservas de 17 toneladas não estão acessíveis às nossas mãos, mas a cada minuto mais computadores ultrapassados são jogados fora.

E eles, ao montar uma pilha de uma tonelada, têm mais ouro fácil de tirar que as minas com quase 20 toneladas de minério difícil de extrair.

Nas periferias das grandes cidades, já se pode ver catadores dirigindo seus automóveis e comprando casas em bairros de classe média.

Eles garimpam ouro no lixo.

A indústria está vendendo computadores no Brasil aos milhões – quinze, vinte milhões ao ano.

Muitos milhões mais foram montados e “importados” informalmente.

A cada três ou quatro anos, eles são trocados por novos e o que sobra vira lixo tecnológico.

Um lixo que se multiplica a cada ano.

Desse lixo, os novos catadores já estão tirando não mais apenas a sobrevivência.

Eles já começam a formar patrimônio.

O ser humano tem jeito? Tem jeito, sim!

***

Se alguém comeu uma omelete no almoço de hoje, fez o quê com as cascas dos ovos?

Se as jogou fora, também jogou dinheiro fora.

As cascas de ovos sempre foram consideradas plenamente descartáveis depois de compor bolos, doces diversos, farofas e omeletes.

O Brasil produz 20 bilhões de cascas de ovos por ano.

Sempre se soube que as cascas de ovos tinham qualidades importantes.

Trituradas, por exemplo, fornecem cálcio para combater a osteoporose.

O artesanato as utiliza em diversas aplicações.

Até cimento é possível fazer com elas, em combinação com outros produtos.

Fora disso, as cascas continuavam a ser implacavelmente destinadas ao lixo.

Mas nessas desprezíveis embalagens naturais se escondia uma atraente mina de ouro à espera de alguém capaz de extrair seu segredo.

Esse alguém foi o jovem cientista chinês Liang-Shih.

Ele descobriu que a casca é recoberta por dentro com uma membrana rica em colágeno, um material que, quando purificado, chega a custar mil dólares o grama.

Cerca de 10% da membrana é constituída de colágeno, que pode ser utilizado tanto pela própria indústria de alimentos quanto para tratamentos médicos, para recuperação de pessoas que sofreram queimaduras graves ou em cirurgias cosméticas.

O incrível da genialidade humana e da juventude estudiosa que temos em todo o mundo é sua capacidade de tirar daquilo que todos julgávamos inútil mais uma fonte de riquezas.

O destino da humanidade, portanto, só pode ser a riqueza e a felicidade.

….

O ser humano tem jeito? Tem jeito, sim!

O POETA MANOEL DE ANDRADE comenta:

Comentário:

Parabenizo o autor e o editor.
Uma matéria com todos os pingos nos “is”.

Quando os sobreviventes da ditadura subiram ao poder todos tínhamos, senão a certeza, pelo menos a esperança, de que toda essa lama seria removida dos porões da nossa história. Mas ela ainda está aí, parte inconfessavelmente lacrada na consciência delituosa de muitos generais, temerosos que essa “Caixa de Pandora” , se aberta, possa redesenhar seus “Retratos de Dorian Gray”, com os traços e as cores repugnantes de novos crimes. Outra parte dessa lama está espalhada na sala de visitas da nação, nessa triste exposição de valas escavadas, ossadas anônimas, documentos revelados, acusações irrefutáveis, nos retratos de alguns carrascos e na memória empestada de um tempo cujos anais recendem esse odor intenso e insuportável.

Até quando suportaremos essa imensa vergonha perante o mundo, perante as nações vizinhas que tiveram a coragem e a decência histórica de transformá-la em justiça. Até quando, todos nós brasileiros, sobreviventes ou herdeiros da tragédia, filhos dessa nação maravilhosa, viveremos tatuados com essa nódoa infamante.

Há algum tempo publiquei neste site o longo poema, CÂNTICO PARA OS SOBREVIVENTES, escrito em 2003 e contando todo esse rastro de dor e resistência em nossa história. No ensejo desse corajoso artigo quero partilhar também minhas acusações e meu testemunho poético citando alguns dos seus versos:

(…)E agora que o tempo secou a imensa lama
e os sobreviventes saíram das trincheiras;
agora que exumamos nossas vítimas
e os verdugos a tudo assistem impunemente;
perguntamos se o tempo também secou o rio de lágrimas,
se o coração das mães já despiu o amargo luto
se os órfãos receberam as respostas
se os amantes encontraram outros braços.

Pergutamos se todos os dossiês já foram abertos
se todas as senhas foram decifradas
porque prostituiram a justiça impunemente
e se os pretorianos já cumpriram a penitência.
Perguntamos se todos os nossos mortos já receberam sepultura
se a história já revelou o preço da tragédia
e quem arrancará de nossa carne esse espinho lancinante.

Perguntamos…, até quando durará essa cumplicidade e esse silêncio
quando será revogado esse decreto
e em que tribunal responderão enfim os acusados.(…)

Manoel de Andrade

.

leia a matéria comentada AQUI

“CARTA MAIOR” DIZ QUE:

As placas tectônicas da disputa presidencial moveram-se no Brasil neste final de fevereiro e um abalo sísmico mais forte que o do Chile atingiu a jugular da coalizão demotucana: Serra tornou-se o candidato mais rejeitado entre todos os presidenciáveis; em menos de 60 dias, sua vantagem sobre Dilma despencou de 14 pontos para apenas 4 pontos; entre o Datafolha de dezembro e o deste final de fevereiro, tucano perdeu cinco pontos; Dilma avançou cinco; uma fatia do eleitorado equivalente a 10 pontos mudou de lado na disputa e a reacomodação não favoreceu o conservadorismo nativo; temporada de inundações em SP lavou o verniz midiático que pintava Serra como estadista aos olhos da classe média; enxurrada revelou um político manhoso, tingido com o papel crepon de bom gestor, à frente de uma administração inepta, imprevidente e manipuladora. Quando o cristal se quebra sob o peso da decepção, fica difícil reverter o plano inclinado dos apoios tradicionais. O ‘estado de catástrofe’ está em curso no interior da coalizão demotucana.Difícil será conter as rachaduras…

(Carta Maior com informações Datafolha; 28-02)

DEMOS, TUCANOS e “viuvas” de FHC, o culto, dão partida na campanha para presidente / editoria

“eles” estão de volta! e fazem suas propostas de campanha a partir da imagem acima. é claro, não teem mais nada para propor porque o que tinham já o fizeram e não cumpriram nos 8 anos do fhc, o culto. venderam as empresas de telecomunicações, energia, vale do rio doce e outras por menos da metade do preço de mercado (ações). não conseguiram vender o banco do brasil, a caixa econômica e a petrobrás porque  a nação reagiu. querem voltar a praticar a farra com o dinheiro público! como sempre fizeram desde a primeira república. são eles de novo, herdeiros dos antigos assaltantes dos cofres do país, novas gerações, novos métodos, mas os mesmos objetivos de seus antepassados: o assalto ao estado brasileiro. estão há 8 anos fora das possibilidades de enriquecimento fácil: CORRUPÇÃO! CORRUPTORES e CORRUPTOS associados numa grande teia criminosa e apoiados por algumas centenas de alienados militantes! desta vez, a nação estará vigilante, RETROCEDER NUNCA!

O POETA MANOEL DE ANDRADE comenta em: “MATADORES DE BORBOLETAS AZUIS” de SOLIVAN BRUGNARA

Comentário:

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“PAI, PERDOAI-OS PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM”

Diante da morte, e do julgamento mais inícuo da história,  o inocente Nazareno perdoa  incondicionalmente a seus algozes.

Mas quem de nós pode perdoar a cruz imposta a Cristo?
Como perdoar o desprezo e o falso julgamento de Caifás
e as mãos lavadas de Pilatos.?

Estes são os legítimos ressentimentos, as razões daqueles cujas bandeiras estampam as cores  da justiça e da verdade.
São também, entre tantas, nossas razões de poetas, os motivos pelos quais cantamos, nossas licenças literárias,  nosso encanto e desencanto, nosso íntimo e angustiante tribunal.
Sabem os homens justos e sabemos os poetas que nossas denúncias e testemunhos, nossos líricos veredictos se escorrem, ignorados ou esquecidos, pelos ralos da inconsciência humana.

Sabemos que o perdão pessoal é o único passaporte que cruza a fronteira da paz interior e da liberdade do espírito, e por isso a justiça deve ser impessoal e ser entregue aos tribunais inexoráveis da própria vida. Mas ainda não consegui vistar esse precioso documento.

Como perdoar a cicuta imposta a Sócrates,
os que gargalharam no Coliseu ante os cristãos devorados pelas feras,
como perdoar os crimes de Torquemada
e a fogueira acesa  a João Huss e a Giordano Bruno.

Nunca poderei perdoar uma Hiroshima arrasada
nem Auschwitz e nem Trebinka,
e crianças ardendo em napalm  na  Saigon bombardeada.

‘A Grande Alma’ da Índia,  abençoando o assassino.   Ele perdoou…, e você?
E o tiro em Luter King?  Chico Mendes? Doroty Stang? Por certo foram perdoados.
mas, na memória de Allende e dos mártires chilenos, não perdoo Pinochet.

Não perdoo tanta dor por Caupolican empalado
Tupac Amaru, numa praça esquartejado
e Otto René Castillo, durante três dias queimando.

Federico Garcia Lorca…, já não tinhas mais abrigo,
campo frio, amanhecendo, caminhavas entre os fuzis….
e naquela hora em Granada fomos crivados contigo.

Morremos com Lord Byron,  pela liberdade da Grécia.
Morremos com Victor Jará,  com Ariel Santibañez
torturados até a morte  nas prisões de Santiago.

Javier Heraud, ainda infante, cinco livros publicados
o poeta guerrilheiro, no verde vale do Cuzco,
com vinte e um anos apenas ele caiu emboscado.

Não perdoo,  não perdoo, por tantos poetas sangrados,
pelas vidas silenciadas nos horrores dos DOI-CODI,
e os carrascos do Regime, só aqui anistiados.

Não perdoo, não perdoo, os crimes da ditadura
nem a MEMÒRIA perdoa
e a PÀTRIA jamais perdoa  seus filhos sem sepultura.

CONSOLA-ME ACREDITAR QUE, APESAR DA IMPUNIDADE DOS CÓDIGOS DA TERRA E DA NOSSA IMPOTÊNCIA ANTE A CRUELDADE HUMANA, HÁ UMA INSTÂNCIA SUPERIOR DA JUSTIÇA ONDE SE COLHE, OBRIGATORIAMENTE, OS FRUTOS AMARGOS DOS ATOS HUMANOS, SEMEADOS  LIVREMENTE, MAS SEM A NOÇÃO DO DEVER.

.

Leia o texto comentado AQUI

O POETA MANOEL DE ANDRADE comenta sobre a extradição de militar torturador / curitiba

Publicado por Manoel de Andrade em janeiro 25, 2010 23:30 pm às 23:30 pm r r  edit

Passar a limpo tudo isso é só uma questão de tempo. Na história das lutas políticas e sociais, mais tarde ou mais cedo, sempre são revelados os nomes dos heróis e dos bandidos, das vítimas e dos algozes.
Este Major Cordeiro, acusado de tortura e desaparecimento de militantes de esquerda e do sequestro uma criança de 10 anos, em 1976, teve muita sorte de escapar dos tribunais revolucionários dos Montoneros e do ERP, na Argentina. Não foi esta a sorte de Dan Mitrione julgado e executado pelos Tupamaros em agosto de 1970, Uruguai.
Agente da CIA, o norte-americano Daniel Mitrione, na década de 70, operou na América Latina como “O Mestre da Tortura”. No Brasil deixou muitos discípulos com as “experiências práticas” de tortura usando mendigos e indigentes presos e ensinando nossos agentes da repressão a torturar sem deixar marcas.
Em 1969 foi para o Uruguai disfarçado de funcionário da Embaixada Americana e lá os Tupamaros encerraram a sua carreira “diplomática”

O torturador Juan Manuel Cordeiro teve uma carreira semelhante na ditadura mais sanguinária da América e está para a repressão argentina como Sergio Paranhos Fleury, Carlos Alberto Brilhante Ulstra, José Paulo Burnier e muitos outros, não tão “ilustres”, estão para a ditadura brasileira.

No Chile os torturadores de Pinochet já estão indo pra cadeia. O General Manuel Contreras, chefe da DINA, Policia Secreta da Ditadura Chilena. foi condenado, há um mês atrás, a três anos de prisão pelo sequestro qualificado do poeta Ariel Santibañez em novembro de 1974. Ariel, na época editor da prestigiosa Revista Tebaida, onde pontificam os grandes poetas da geração sessenta , era membro do Movimiento de Izquierda Revolcionaria (MIR) e foi torturado até a morte. Me regozijo com a justiça feita ao seu carrasco porque partilhávamos os mesmos sonhos e tive, com Ariel, belos momentos em Arica, em agosto de 1969 e durante muito tempo trocamos cartas ao longo de minha viagem pela América Latina.

A memória desses crimes no Brasil está sendo revelada, não ainda pelos arquivos oficiais, mas pela publicação em livros, entrevistas, etc., dos depoimento dos sobreviventes e herdeiros da dor dos mortos e desaparecidos.
Acabo de ler o livro “VIRGÍLIO GOMES DA SILVA – DE RETIRANTE A GUERRILHEIRO”, escrito pelos historiadores cariocas Edson Teixeira e Edileuza Pimenta e editado pela Fundação Perseu Abramo. Conta a história de um homem que deixa o sertão do RGN e vem pra SP, se politiza na luta sindical, entra para o Partido Comunista e depois para a Aliança Libertadora Nacional (ALN), comandada por Marighella e com o codinome de “Jonas” comandou, no Rio, em 04 de setembro de 1969, o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, trocado por quinze presos políticos. Aprisionado uma semana depois em São Paulo, e resistindo ao interrogatório sem entregar os quadros da organização Virgílio foi cruelmente torturado até a morte na OBAN (Operação Bandeirantes) pela equipe do capitão Benone de Arruda Albernaz. Em nenhum momento se intimidou e mesmo morrendo cuspia na cara dos torturadores. Acredita-se que seja o caso mais cruel de tortura de um preso político durante a ditadura. A repressão mascarou e escondeu sua morte, dando-o como desaparecido (o primeiro desaparecido da ditadura) e somente em 2004 pela pesquisa datiloscópica é que se pode comprovar a tutela do Estado quando de sua morte.
Há uma parte do livro que diz o seguinte: “Um delegado do DOPS, doutor Orlando Rozande, contou, chorando, para o doutor Décio, o seguinte: ‘ — A cena que eu assisti, nunca assisti em canto nenhum, em todos esses anos de delegado: os olhos do Virgílio tinham saltado como dois ovos de galinha, o pênis dele estava no joelho, de tanto pisarem em cima dele. Eu nunca vi uma coisa tão bárbara como aquela”.

Os leitores interessados, que não tiverem acesso ao livro, poderão encontrar parte da história
de Virgílio, na página 104 do livro “DIREITO Á MEMÓRIA E Á VERDADE – Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos”, editado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos.

VEJA A MATÉRIA COMENTADA: AQUI

LUNA comenta em ” A SOLIDARIEDADE É!” por rubem alves

Publicado por luna em Dezembro 10, 2009 17:39 pm às 17:39 pm

eu odiei esse site é um orror

veja a matéria comentada por luna AQUI

MARÃO comenta, com poema, na página SALA DE VISITAS / FOTOS

Enviado em 09/12/2009 às 7:26

A Sala de Visitas

Entre rodas mais seletas
Vejo o amigo Miranda,
Sorvendo bons goles de vinho,
Em volutas de ciranda
Campeia em searas poetas,
Pulando entre umas e ostras
Adejante passarinho,
Ora se esconde ou se mostra.

Tem gente de barba grande
Cara boa, sem maldade,
Cabelos branquinhos em nuvem
Como o Manoel de Andrade,
Outro com nome de whisky,
Nunca parece normal
O JB Vidal!

Nessa Sala de Visita,
Acolhedora e bonita,
O visitante se inspira,
Queria guardá-la pra mim,
Tem Valquírias e o conforto,
De uma Musa Confortim…

Acordo aqui em Brasília,
Insipidez de Planalto,
As árvores são contorcidas,
Em cólicas que vão pro alto,
Capim rasteiro e sem mato,
Fertilidade de rato
Me lembro de Tonicato!

VEJA A PÁGINA COMENTADA AQUI.

VERA LUCIA KALAHARI cumprimenta o PALAVRAS, TODAS PALAVRAS pelo aniversário / portugal

Publicado por vera lucia kalahari em Dezembro 3, 2009 16:35 pm às 16:35 pm edit

Meu querido amigo J.B.Vidal,

No desterro da minha vida cultural, o seu blogue ”Palavras todas palavras” chegou até mim como uma porta que se escancarava para me dar a oportunidade de conhecer a criar laços de amizade com pessoas incríveis dum país a que sempre me ligaram grandes e quase inexplicáveis elos duma imensa cumplicidade. Você, a encabeçar a lista, a Marilda, Zuleika, Cleto, Manoel de Andrade, João Batista, Tornicato, e tantos outros que me perdoem se não foram enumerados, hoje fazem parte da minha família, sei que estão algures no outro lado do mundo, mas estão lá e não imaginam como isso é reconfortante para mim. Por isso, meu querido amigo, que me abriu os portões deste maravilhoso mundo que me permitiu conhecer pessoas tão especiais como estas, meus irmãos na poesia e de coração, receba, primeiro, as palmas das minhas palmeiras por estes dois anos maravilhosos e um beijo imenso desta sua irmã angolana.
Vera Lucia

Responder

CLETO de ASSIS comenta em “PALAVRAS, TODAS PALAVRAS DE ANIVERSÁRIO” / curitiba

Comentário:

Publicado por Cleto de Assis em Dezembro 3, 2009 13:51 pm às 13:51 pm edit

Há exatamente um ano e dois dias eu postei o seguinte comentário:

“Abri o blog: nem bolo nem vela. Ninguém reparou no registro do lado direito: “ INÍCIO DO SITE: 01/12/2007 atualizado diariamente”. Aliás, bolo nos deu o J. B. Vidal, que colocou seus alforjes nas costas e foi-se para Floripa, sem uma digna festa de despedida. Não duvido nada se essa repentina migração tenha colaborado para mudar o clima catarinense: mistura de La Niña com minuano gaúcho e faíscas de espora arribando na praia …

A última comunicação que recebi de nosso blogueiro foi sobre a perda de sua agenda e o pedido para renovar meus endereços. Prá que? Se deles não se faz uso, de que servirão, chê? Onde estão minhas últimas contribuições não publicadas?

Mas, mesmo considerando que ele esteja “de mal de mim”, quero cumprimentá-lo por esta primeira primavera, pois ele merece. Sei que sua mudança para a ilha encantada (morro de inveja!) não mudará sua dedicação ao Palavras, já reconhecido como um valente contributo para a cultura brasílica.”

Havia mais, mas esta foi a parte mais importante, bem na época em que Vidal tinha sido surpreendido pelas lágrimas tempestuosas da meteorologia e se encontrava literalmente ilhado em Florianópolis, computador encaixatado e sem poder comunicar-se com os amigos. Nós, os desterrados de Palavras, estávamos pensando em abandono total e eu cheguei a cobrar, em versos, a ausência do nobre gaúcho.

Mas ele logo apareceu e nos brindou com a continuidade de Palavras que, já renovado graficamente, atinge seus dois aninhos de existência. Hoje seu blog já faz parte da cultura brasileira. Ganhou um irmãozinho, o Banco de Poesia, que eu ainda estou amamentando. Sem dividir amigos, somamos amizades, tornando a nossa ainda mais forte.

Por isso, mando meu grande abraço ao Vidal e realço sua tenacidade em levar adiante esse excelente projeto de comunicação e divulgação cultural.

Cleto de Assis

Responder

TONICATO MIRANDA, ZULEIKA DOS REIS, O RUMINANTE e MANOEL DE ANDRADE comentam no post de aniversário do PALAVRAS, TODAS PALAVRAS

  1. Publicado por Tonicato Miranda em Dezembro 2, 2009 9:58 am às 9:58 am edit

Prezado Vidal,

O mérito pode ser dividido, 10% aos palavreiros, 39% aos leitores, mas são seus – e ninguém duvide, os 51% majoritários. Por isto mesmo, leva você meu Grande Abraço, extensivo aos demais palavreiros, colaboradores e leitores deste fantástico “blog”.

A propósito, o desafio está lançado.
Quando é que vai sair o “livrão”, editado, com o melhor do “blog” no biênio?
Acho que a oportunidade faz a bocada ou a bicada, está mais do que maduro, Vidal.
Aceita o desafio.

Abraços, amigo
Tonicato Miranda

Responder

Publicado por Zuleika dos Reis em Dezembro 2, 2009 13:13 pm às 13:13 pm edit

Parabéns, querido Vidal, parabéns, de todo o meu coração. A mim honra-me, desde o fundo, fazer parte do Site, como palavreira e como leitora.
Grande abraço a ti, a todos.
Zuleika.

Responder

Publicado por O Ruminante em Dezembro 2, 2009 19:47 pm às 19:47 pm edit

Um grande Parabéns do Ruminante, muito obrigado por me permitir participar de algo tão fantástico que é o Palavras, Todas Palavras

Responder

Publicado por Manoel de Andrade em Dezembro 3, 2009 10:50 am às 10:50 am edit

Meu caro Vidal,
esse território democrático da cultura,
essa confraria de respeitaveis intelectuais,
essa bandeira da beleza empunhada num tempo tão cruel,
esse porto para onde nossas palavras navegam com ansiedade,
dois anos apenas e um infante encantado que que se aventura pelo mundo.

Parabéns Vidal,
ao companheiro, na memória de velhas trincheiras,
ao poeta, com quem partilho o mágico lirismo da vida,
ao amigo, na memória e na saudade do Walmor Marcelino,
e na nossa mútua gratidão a quem reuniu nossos caminhos…

.

o editor agradece as palavras de carinho  e retribui afirmando que as razões de tamanho  sucesso são de todos vocês PALAVREIROS DA HORA  e dos COLABORADORES que sustentam este espaço com seus trabalhos frutos de esforço intelectual.

GRATO a todos,

JB VIDAL

Editor

CLUBE BILDERBERG, o livro de daniel estulin sobre essa organização poderosa e maligna. leitura indicada / pela editoria

CLUBEDurante os últimos 50 anos, um grupo seleto de políticos, empresários, banqueiros e poderosos tem se reunido secretamente para tomar as grandes decisões que movem o mundo. Por que as pessoas mais poderosas do mundo se reúnem secretamente a cada ano? Por que os meios de comunicação não divulgam esses encontros? Qual o plano do Clube para o futuro da humanidade? O livro responde essas e muitas outras questões.

Autor: Daniel Estulin

Idioma : Português
País de Origem : Espanha
Número de Paginas : 320

Download do livro em arquivo PDF:

http://www.4shared.com/file/107936491/e231dd1a/Daniel_Estulin_-_A_Verdadeira_Historia_do_Clube_BILDERBERG.html

ELEIÇÕES DE 2010 (no Brasil): Quais cuidados os blogueiros devem ter na hora de fazer campanha na rede – por guilherme felitti

Ainda que a reforma eleitoral dê liberdade para blogs, fóruns e redes sociais, os internautas precisam seguir algumas recomendações durante eleições.
A pressão popular diante da votação das emendas referentes ao uso da internet na reforma eleitoral forçou o senador e relator do Projeto de Lei 141 de 2009, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a mudar o texto do artigo que estipulava restrições ao uso da web durante as eleições.

Para ser aprovado no Senado, o texto final do antes polêmico artigo 57-D foi condensado em seis linhas que garantem a liberdade de manifestação de pensamento por sites, serviços, blogs e redes sociais, com eventuais problemas por utilização indevida sendo apreciados conforme a Constituição federal.

Isso quer dizer que você está totalmente livre de problemas legais quando  manifestar apoio a seu candidato ou criticar outros postulantes a cargos públicos em blogs, redes sociais e fóruns? Longe disto.

IDG Now! compilou dúvidas e possíveis distorções referentes às duas principais restrições presentes no texto final da reforma eleitoral – o anonimato e o direito de resposta. Essas informações podem ajudar blogueiros a evitar problemas durante o pleito de 2010.
Anonimato
O intuito da proibição ao anonimato nas eleições tem fundo nobre, como lembraram por seguidas vezes senadores presentes na plenária que aprovou a reforma eleitoral: trata-se de uma maneira para coibir ataques e ofensas feitas contra candidatos por quem se esconde atrás do anonimato.
Há, no entanto, um problema quanto à definição vaga de anonimato no texto, argumenta o pesquisador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marcelo Träsel.

“O problema é que esse parágrafo não define o que é anonimato”, afirma. Ele argumenta que até mesmo aqueles que blogam usando apelidos (ainda que suas identidades sejam amplamente conhecidas) podem ser classificados como anônimos em uma possível interpretação jurídica.
Outra possibilidade aventada pelo pesquisador é um comentário feito no nome (real) de outra pessoa. Ainda que se use nome e sobrenome, “ninguém garante que seja a mesma (pessoa) que está falando. Isso não é mais crime eleitoral, mas de falsidade eleitoral”, diz.

Ambas as possibilidade deve ser levadas em consideração pelos mais prevenidos. “Se fosse dar uma sugestão a um blogueiro, diria para assinar comentários com o próprio nome e moderar os que forem anônimos”, explica. O conselho vale também para quem opera um fórum online ou comunidades em rede social destinados ao debate político.

Em um cenário menos extremo, Träsel pondera a possibilidade de contatar o candidato criticado por leitor anônimo para que haja uma resposta oficial logo que o comentário for ao ar, o que impediria a interpretação de difamação por parte do respectivo político.

Nem a lei, no entanto, pode impedir que blogs difamatórios sejam criados em serviços hospedados fora do Brasil ou com empresas sem operação no Brasil. Situações como essas que praticamente inviabilizariam a quebra de sigilo exigida pela Justiça para se chegar aos culpados e aplicar a punição prevista pela Constituição.
O cuidado, obviamente, se traduz em um esforço maior por parte daqueles que cuidam de blogs, comunidades em redes sociais e fóruns. “No final das contas, o blogueiro fica responsável pelo que está no site”, sintetiza. O esforço, porém, é inimigo também da Justiça. “Quem vai fiscalizar isso?, questiona Träsel.
Direito de resposta
A questão levantada pelo pesquisador ecoa opinião do professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Massimo di Felice, ao comentar as dúvidas envolvidas na segunda restrição a blogueiros prevista no  texto final da reforma eleitoral: o direito de resposta.

Ao prever que um blogueiro deve abrir seu blog à resposta de um candidato supostamente ofendido, usando o mesmo destaque e com o dobro de tempo de exposição do conteúdo original, a reforma eleitoral emula na internet restrições que fazem sentido em mídias analógicas – rádio e TV, por exemplo- , como espaço reduzido para programação.
Para que a lei se tornasse aplicável, Felice  seria necessário rastrear toda a rede. “Quero ver quem vai ficar monitorando todo site e blog para ver se há ataques a um candidato. Na TV era fácil, são sete ou oito canais. Agora, é objetivamente inaplicável. Trata-se de uma lei cômica, coisa absolutamente hilária”, afirmou ele ao IDG Now!.
Para o blogueiro, na prática a distorção pode guiar os usuários mais precavidos a consultar advogados antes da publicação de conteúdos potencialmente ofensivos em uma plataforma de relativa relevância, para que não haja exploração indevida do artigo 58.
A impossibilidade de aplicação da lei tal como formulada, diz  Felice, mostra como, por mais que na teoria haja perigos para blogueiros, a tendência na prática é haver sua aplicação em “casos muito extremos, com uma difamação muito grande”, algo que deve ser punido a título de exemplo para os outros, afirma Träsel. Ainda assim, um pouco de cuidado  não faz mal a ninguém.

Guilherme Felitti, do IDG Now – 21-09-2009

MANOEL DE ANDRADE comenta em: “SIETE PUÑALES EN EL CORAZÓN DE AMÉRICA” por fidel castro / cuba

Comentário:
Sete punhais no coração da América. Que poética imagem para relembrar as incontáveis punhaladas cravadas no corpo inteiro da América desde que os saqueadores europeus chegaram aqui há quinhentos anos.

Em 1519, no México, o Imperador Montezuma II acolhe os espanhóis como enviados divinos e recebe o ingrato punhal  da prisão e da  morte com grande parte do seu povo,  pela cobiça de seu ouro por Fernão Cortez,  Pedro de Alvarado e seus prespostos.
MANOEL DE ANDRADE - FOTO DELE - IMG_7355Em 1532, o Imperador do Peru, Atahualpa,  é traído e aprisionado em Cajamarca por Francisco Pizarro, que toma seu ouro e depois manda executá-lo por estrangulamento.

No Chile os indomáveis araucanos resistiram às crueldades e as fogueiras de Diego de Almagro e ao conquistador Pedro de Valdívia e seus sucessores, mas resistiram por 350 anos. Muitos caíram com  o punhal da crueldade espanhola…,como Galvarino, que teve as mãos cortadas e Caupolicán, que foi empalado vivo. Conheci seus sobreviventes, nas montanhas de Arauco, no sul do Chile,  onde se isolaram da “civilização” e mantém ainda viva a memória heróica do passado.

Artigas, San Martin, O’Higgins, Sucre, Bolívar, Hidaldo e Juarez, os pais de tantas pátrias e que arrancaram os punhais do domínio espanhol da América.

Mas depois viriam os punhais dos comerciantes ingleses a sangrar, com a usura e a ganância comercial  a nossa independência política.
Viriam os punhais yanques da United Fruit para engolfar-se no sangue dos camponeses guatemaltecos, hondurenhos e salvadorenhos.
E essa Cuba heróica,  bloqueada  pelo poder do império e apunhalada, há cinco décadas, pelos representantes bastardos do sangue latino-americano.
E vieram  os punhais da CIA para assassinar nossos revolucionários.

Sim…, há que tomar partido diante destes sete punhais a serem cravados no coração da América. Ali…, onde  em o6 de  dezembro de 1928,  a praça principal da cidade colombiana de Ciénaga, tingiu-se de vermelho no já esquecido “Massacre das bananeiras”. Sob as ordens yanques da United Fruit os velozes punhais de chumbo silenciaram o protesto de  mais de mil camponeses que caiam abraçados com suas mulheres e seus filhos.. Alí…, na pátria do “Bogotaço” onde assassinaram a voz de Eliécer Gaitán  e depois caiu  Camilo Torres.

RESISTÊNCIA …, SIM….   “los pueblos pueden resistir y ser portadores de los principios más sagrados de la sociedad humana. De lo contrario el imperio destruirá la civilización y la propia especie.”
Veja a matéria comentada  AQUI.

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vini-vidal

o poeta e editor vinícius alves/vini e o poeta jb vidal. bebemorando.

o site (blog) PALAVRAS, TODAS PALAVRAS,
do meu querido amigo Vidal, acaba de receber
o prêmio de um dos melhores blogs do país.

Parabéns, mano véio. / vini


confira lá:
www.palavrastodaspalavras.wordpress.com/

veja no blog do vini. clique.

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COMENTÁRIOS NO LINK DA PREMIAÇÃO DO “PALAVRAS, TODAS PALAVRAS” até as 11:40 de hoje.

manifestam-se PALAVREIROS DA HORA, amigos e leitores. centenas de emails! OBRIGADO À VOCÊS!

.

  1. Publicado por vera lucia kalahari em Agosto 24, 2009 10:08 am às 10:08 am edit

Um prémio mais do que merecido, por este blog de excepção , com uma equipe fantástica que tem dado oportunidade a todos aqueles que fazem da escrita o seu meio de comunicar, independentemente das suas origens, das suas camadas sociais e de outras diferenças que, para muitos, são objecto de exclusão ou marginalização. Um blog de eleição, com uma equipe fantástica.
Congratulo-me com esta distinção e só espero que haja muitos mais a reconhecerem o vosso mérito e o vosso excelente trabalho.
Um abraço de parabéns.
Vera Lucia

Responder

Publicado por Avani M. Slveira Martins em Agosto 24, 2009 11:37 am às 11:37 am edit

Parabéns. Merecido este reconhecimento parabéns à toda equipe. Espero que outros recomheçam seus
méritos. Obrigada por nos brindar com um blog sem preconceitos dando oportunidades à todos que possuem algo para compartilhar.
Um gande abraço e mais uma vez parabéns,
Avani Maria Silveira Martins

Responder

Publicado por Miriam Catão em Agosto 24, 2009 12:33 pm às 12:33 pm edit

Êta palavra boa esta! Reconhecimento. Vocês fazem o caminho entre densos ramos. Parabéns para esta equipe que se redobra para do melhor fazer a excelência! Um abraço carinhoso em cada um. Sucesso sempre. miriam Catão

Responder

Publicado por Zuleika dos Reis em Agosto 24, 2009 12:37 pm às 12:37 pm edit

Parabéns, caríssimo Vidal. Parabéns a todos os palavreiros da hora e a cada um dos colaboradores e leitores deste magnífico site. Sinto-me profundamente honrada e feliz por meus grãozinhos fazerem parte da areia de praia tão vasta; honrada como palavreira; honrada como leitora.
Beijo
Zuleika.

Responder

Publicado por Ana Maria Maruggi em Agosto 24, 2009 15:05 pm às 15:05 pm edit

Um site tão completo, tão sério e importante como é o PALAVRAS, não poderia jamais ser deixado fora de um podium..PARABÉNS!

Responder

Publicado por maze mendes em Agosto 24, 2009 15:16 pm às 15:16 pm edit

Parabens ao Palavreiros e toda sua equipe! premio merecido,sempre divulgando a arte,poesia,literatura. PARABENS ! Maze Mendes

Responder

Publicado por Paola em Agosto 24, 2009 15:19 pm às 15:19 pm edit

Premiação merecida a este site que é destaque na divulgação da literatura. Abraços. Paola.

Responder

Publicado por lilian reinhardt em Agosto 24, 2009 19:03 pm às 19:03 pm edit

Parabéns Palavreiros pela premiação recebida! Merecidamente um espaço de Arte de interação de linguagens, de contribuição artística/cultural/humanística, sem fronteiras, parabéns estimado poeta Vidal, é uma honra estar aqui e participar dessa uníssona confraternização, agradecendo sempre o vosso apoio e carinho! Um grande abraço, Lilian

Responder

Publicado por Manoel de Andrade em Agosto 24, 2009 23:37 pm às 23:37 pm edit

Vidal, meu caro,
temos partilhado tantas alegrias
e bem quisera dividir uma mesa de bar
para comemorar hoje contigo esta homenagem.
Dizer …, palavras, todas palavras
e saber que esse é o melhor livro que escrevemos,
dizer orgulho
e saber que somos cidadãos dessa aldeia,
dizer amizade
e beber da água pura desse cântaro,
dizer amigo
e sorver contigo um vinho capitoso.
dizer saudade
e te esperar sempre em minha casa.

Responder

10.

Publicado por Joanna em Agosto 24, 2009 23:43 pm às 23:43 pm edit

Aproveito o espaço para congratular o Blog e realçar a disposição do Vidal para tal façanha.
Obrigada

obs: Somente mulheres têm vindo parabenizar o Blog ‘ Palavras Todas Palavras’ ??????

Responder

Publicado por Joanna em Agosto 24, 2009 23:45 pm às 23:45 pm edit

Desculpe-me Sr Manoel de Andrade…………….. foi mais rapido que eu………….retiro a obs anterior.
Thx

Responder

12.

Publicado por cdeassis em Agosto 25, 2009 9:20 am às 9:20 am edit

Chegou um raro presente
muito antes do Natal.
Mas isso já era evidente
pelo afã permanente
de por poetas e afins
nesta rede mundial,
daqui até os confins
deste mundo sem portão.
Parabéns, meu caro irmão!
Você merece, Vidal!

Responder

13.

Publicado por retta rettamozo em Agosto 25, 2009 9:23 am às 9:23 am edit

Saravá!

Responder

14.

Publicado por cdeassis em Agosto 25, 2009 9:25 am às 9:25 am edit

Repeteco — Desculpe-me pelo erro de digitação, Vidal. O verbo pôr saiu sem o circunflexo. Justifica-se: até ele tira o chapéu para você…

Responder

Publicado por Tonicato Miranda em Agosto 25, 2009 9:32 am às 9:32 am edit

Meu Caro Vidal,

Você construiu e estamos lhe ajudando a erguer um “blog” formidável.
Permita-me, junto com outros palavreiros, como o Manoel de Andrade e outros;
e tantas mulheres maravilhosas, compartir este prêmio maravilhoso.
Penso que a sua vocação como articulador cultural, por vezes inibindo o poeta,
é grandiosa porque você valoriza muito as mulheres.

Não fora elas este “blog” não teria tanta luminescência.
Não fora elas este “blog” não seria tão perfumado de idéias.
Não fora elas este “blog” não “cheirava bem”, no dizer dos lisboetas.
Não fora elas este “blog” não ganharia prêmios e declarações tão entusiasmadas.

E este breve discurso não petende, de forma alguma, ser um poema.
Ele é apenas a repetição de constatações e certezas agradáveis.

Parabéns, Vidal.
Ao parabenizá-lo, deixo um grande abraço
a todos os que se apresentam neste “blog” e que contribuem com seu sucesso:
escritores, poetas, pintores, gravuristas, fotógrafos e artistas em geral.
Tenho orgulho de ser palavreiro,
maior ainda em ser seu amigo.

TM

Responder

16.

Publicado por ERNÂNI em Agosto 25, 2009 9:36 am às 9:36 am edit

Só podia dar nisso!! Prêmio merecidíssimo. Estamos todos de parabéns. Aproveito para dizer do lançamento de meu livro LENDAS DA CIDADE DE PEDRO II (dia 27 de agosto, 19:00 h, na sala de cultura do Banco do Nordeste – Pedro II – PI.

Ernâni Getirana.

Responder

Publicado por Virginia Rojas em Agosto 25, 2009 10:06 am às 10:06 am edit

Carisimo JV,

Fiquei extremadamente contente pela premiação a su labor neste site, agradeço participar nele e receba meus abraços e o carinho de sempre. Continue em frente amigo!!!

Virginia Rojas

Responder

18.

Publicado por Vicente Martins em Agosto 25, 2009 10:21 am às 10:21 am edit

Como professor, adoro, ao final de uma aula, ser elogiado pela contribuição à formação dos meus alunos. Um site também deve ter esse mesmo sentimento: a alegria de ser premiado. Isso porque site é virtual na Internet, mas real no ambiente de trabalho. Reúne pessoas com inquietações, dúvidas, angústias e alegrias. Espero que doravante, com este Nobel da Internet, cheguem novos prêmios e com eles novas e maravihosas conquistas. Do amigo cearense, Vicente Martins

Responder

19.

Publicado por Juca em Agosto 25, 2009 10:25 am às 10:25 am edit

Vidal, mano velho.
Você merece, menino! [ ]’s Juca.

Responder

20.

Publicado por Marco Aurélio Jacob em Agosto 25, 2009 10:37 am às 10:37 am edit

PARABÉNS AOS PALAVREIROS DA HORA!!!

QUE SUAS CONTRIBUIÇÕES À CULTURA PREVALEÇAM PERANTE O IMPERIALISMO DA MASSIFICAÇÃO CULTURAL!

Marco Aurélio Jacob

Responder

21.

Publicado por wagner em Agosto 25, 2009 11:09 am às 11:09 am edit

Foi um premio merecido,devia ter mais sites como esse na Internet um site que aborda assuntos inteligentes e úteis.

NOTA DO EDITOR:

não faz parte dos nossos objetivos inscrever-se em concuros de site, prêmios de qualquer ordem. este prêmio veio porque veio, porque os responsáveis pelo levantamento/pesquisa entenderam que era necessário nos incluir entre milhões de pesquisados. portanto, às dezenas de emails que o site está recebendo com agressões estúpidas respondemos com os comentários, de pessoas dignas e respeitáveis, acima.

JB VIDAL

Editor

“PALAVRAS TODAS PALAVRAS” foi premiado e está no TOP: PARABÉNS “EQUIPE PALAVREIROS DA HORA”

Vej@Blog
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Parabéns pelo excelente Site!
Palavras todas Palavras ]

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JOÃO BATISTA DO LAGO jornalista e poeta, COMENTA em “FLORES ROUBADAS DO JARDIM ALHEIO” de ivo barroso / são luis.ma

COMENTÁRIO:

Belíssimo texto.

Belíssima denúncia.

Corajosa reflexão.

Permito-me, neste comentário, reproduzir o seguinte trecho:JOÃO BATISTA 002

“Essa prática inescrupulosa da apropriação de traduções alheias – pela cópia deslavada ou enganosa maquiagem – parece estar se ampliando junto a editores de livros em série ou coleções ditas populares. Há muitos títulos de obras clássicas que circulam por aí que, se examinados com cuidado, revelariam – como um triste palimpsesto – o nome apagado e explorado do tradutor original.”

E por que o reproduzi?(!)

Exatamente para embasar e solidificar este meu comentário que não faz crítica ao tradutor em si, pois este, é filho bizarro da subcultura que se vem propagando sob o patrocínio da pós-modernidade ou de uma modernidade tardia.

Minha crítica tem endereço certo: a indústria cultural brasileira (e de resto mundial) que se fundamenta em livreiros que não têm quaisquer compromissos com a “Paidéia”; essa indústria cultural, responsável por um sem-número de títulos imbecis (este não é o caso das Flores do Mal) é quem, de fato, deveria ser condenada e denunciada veementemente – como o fazem aqui o site e o autor do texto – pois, para além do plágio tosco e inculto, produzem uma tipologia de circularismo da circularidade presente de livros e textos de autores consagrados, sobretudo daqueles com mais de 100 anos, para evitar pagar os direitos autorais.

É devido a essa produção daninha – inescrupulosa mesmo! -, dessa tipologia de indústria cultural, desses fornos de subcultura – produto do capital capitalista -, que não vemos nascer novos grandes escritores que vivem condenados ao esquecimento e, possivelmente, suas obras jamais serão conhecidas do grande público.

Paralelamente, o Poder Público, ou seja, o Estado (no caso brasileiro: o Estado Brasileiro) não se tem revelado competente para o estabelecimento de uma política cultural que vislumbre o aparecimento ou a “produção” de uma indústria cultural capaz de revelar os novos atores da literatura nacional ou das belas artes brasileiras.

…E assim ficamos – todos, todos mesmos! – refém de uma produção literária ou de uma indústria cultural incapaz, ineficiente, imbecil, decursiva da idiotia idolatrada pelos senhores donos do capital da subcultura nacional.

Tenham todos um bom dia.

Bem sejam.

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LEIA  A MATÉRIA COMENTADA CLICANDO : AQUI

BALEIAS à VISTA ! na ILHA DE SANTA CATARINA / brasil

Baleia franca 2

na Praia dos Ingleses, mãe com filhote.

Três baleias foram avistadas no último domingo – 09/08/09 – na Ilha de Santa Catarina. Duas estavam na Praia dos Ingleses,um adulto e um filhote, e uma na Praia do Campeche, ao Sul.
A temporada reprodutiva das baleias francas no Brasil é de julho a novembro, mas o melhor período para encontrá-las é entre a segunda quinzena de agosto e primeira quinzena de outubro, quando um maior número de baleias costuma estar na região.
Semana passada, foram avistadas 61 baleias entre Torres (RS) e Garopaba, no Sul do Estado, durante o primeiro sobrevoo do ano para observação de cetáceos.
De acordo com o Projeto Baleia Franca, a temporada 2009 pode ser uma das melhores para a observação de baleias em Santa Catarina. Geralmente, são avistados pares de mãe e filhote nadando em paralelo à costa, e muitas vezes elas expõem a nadadeira peitoral ou a cauda e dão impressionantes saltos n’água.
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma baleia estava encalhada neste domingo na Praia Palmas do Arvoredo, em Governador Celso Ramos. A Polícia Ambiental se dirigiu ao local para verificar a situação do animal.

fernando alexandre.

Papel, digital ou ambos? O Futuro do livro está em debate – CBL / são paulo

A criação de mídias digitais obriga os representantes da cadeia produtiva do livro a buscarem alternativas que lhes permitam acompanhar o processo evolutivo do setor.

Na última terça-feira, 30 de junho, a Diretoria da Câmara Brasileira do Livro, em encontro com seus associados, promoveu a primeira reunião da Comissão do Livro Digital, com o objetivo de abordar questões sobre o futuro da cadeia produtiva do livro, tendo como cenário a digitalização das mídias.

As discussões sobre as constantes inovações tecnológicas ganham cada vez mais espaço nos mais diversos segmentos da sociedade, e os representantes dos vários elos da cadeia produtiva do livro se apressam para acompanhar e incorporar esses movimentos.

Estamos no começo de uma nova tecnologia, a respeito da qual o mercado editorial tem pouco conhecimento”, observou Eduardo Blucher, da editora Blucher. “A indústria se acostumou a embalar e a vender. As editoras brigam por conteúdo, e precisamos ter cuidado para que as plataformas digitais  não anulem o trabalho editorial”, alertou.

Para o Diretor Editorial da Pearse, Roger Trimer, o formato do livro – ou seja, se ele é digital ou de papel – não deve ser a preocupação maior do mercado editorial: “O livro deve ter um conteúdo de construção de conhecimento. Seja encadernado ou digital, o essencial é que ele registre e retenha o seu poder de comunicação e informação, ressaltou.

Outra questão abordada foi relativa à segurança do conteúdo digital. Na discussão, ficou claro que o produto digitalizado é interessante e tem demanda, mas a indústria ainda não possui um padrão seguro de distribuição deste material, o que afeta diretamente a questão dos direitos autorais. “Uma das premissas da internet é o acesso, não a segurança”, declarou Henrique Farinha, da Editora Gente.

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Consoles versus páginas impressas

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A utilização do kindle e sua eficácia também foram objetos de debate. Para muitos, a lousa interativa é muito simples e pode ser compreendida até por uma criança, o que facilitará enormemente a popularização da nova tecnologia. Os presentes lembraram que as crianças e jovens de hoje vivem

numa “Nintendo Generation”,  que já está habituada à interação multimídia e tem mais afinidade com os consoles dos videogames do que com a manipulação dos livros impressos.

No final do encontro, os participantes chegaram à conclusão de que a cadeia produtiva do livro precisa entender o mercado editorial e se inteirar das novas tecnologias, para acompanhar o desenvolvimento das mídias digitais. Para tanto, serão criados  um cronograma com os assuntos a serem discutidos e um planejamento para difusão dos resultados.

Entre as ações previstas, está um mapeamento do mercado editorial, que deverá conter os formatos de plataforma bem como suas convergências de distribuição, para aprofundamento do tema.

Os aspectos legais, as questões tributárias, os canais de distribuição e os modelos de negócios também fazem parte das próximas pautas.

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CBL Informa – 02/07/2009

MANOEL DE ANDRADE comenta em IMAN MALEKI O PINTOR HIPERREALISTA DO IRAN / TEHERÃ

Comentário:

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Na verdade, já não se sabe o que é arte. Seus paradigmas caíram no começo do século passado. Qualquer coisa, não é arte. O URINOL de Duchamp, para muitos é arte. O audacioso BIGODE na Monaliza é visto hoje como uma ridícula transgressão pós-moderna. A arte contemporânea joga com os conceitos da verdade e da mentira. E por esses sofismas é chamada arte conceitual. Atualmente é mais fácil transgredir do que fazer arte. E o que seria de toda a arte clássica se a transgressão tivesse surgido lá na antiga Grécia.  Agora, rejeitar esse conceito é ser taxado de reacionário.  O que quero reiterar é a necessidade de rever a ideologia sobre a arte no século XX. É indispensável ressuscitar  verdades e princípios porque a pós-modernidade aboliu a consciência crítica.
A arte contemporânea é um círculo fechado. As 7000 MAÇÃS  de Laura Vinci e o QUEBRA-MOLAS  de Débora Bolsoni mostram bem os rumos caóticos  da arte. São outras tantas aberrações,  além de ovos fritos, baldes e outras barbaridades sem vinculação com a realidade e o processo histórico, sem que com isso estejamos  contra os movimentos de vanguarda como o futurismo e o surrealismo que ao refletir as inquietudes do meio e da época se identificaram, respectivamente, com o progresso tecnológico e a psicanálise.
A crítica da arte está falida e o que sanciona o valor da arte são os critérios do mercado. Coisas do capitalismo e da globalização, Ou a arte, a literatura e a música estão expostas nas vitrines ou estão mortas. Todos nós sabemos disso.
Vamos às vitrines: um artista plástico da Costa Rica, Guilhermo Vargas Habacuc AMARROU UM CACHORRO NUM CANTO DE UMA GALERIA DE ARTE  —  numa exposição em Manágua  — E O DEIXOU MORRER DE FOME,  alegando chamar atenção à hipocrisia humana que somente ali davam atenção à fome do animal, mas que o desprezariam se estivesse na rua. Apesar da crueldade, o artista entrou na mídia.
Num outro caso o artista plástico australiano Stelarc (Stelios Arcadion) convocou  em 2007 a imprensa para mostrar, na época, sua última obra: UMA ORELHA IMPLANTADA NO PRÓPRIO BRAÇO.
Esta galeria de “arte” é muito grande e seria cansativo mostrar tantos quadros.
As polémicas sobre os espólios da pós-modenidade, na arte, são muitas e não são recentes. Aqui no Brasil, os poetas Ferreira Gullar e Affonso Romano de Sant’Anna têm empunhado essa bandeira, mas ela começou abertamente quando em  1956 o pintor espanhol Salvador Dalí publicou seu LIBELO CONTRA A ARTE MODERNA, ressaltando que a arte moderna promoveu a feiúra e a hipervalorização da técnica, condenando os críticos que se curvam aos paradigmas enganadores das vanguardas.

VEJA A MATÉRIA COMENTADA CLICANDO: AQUI

CHARLES BUKOWSKI, o escritor e poeta – editoria

Nasceu em Andernach, na Alemanha, a 16 de agosto de 1920, filho de um soldado americano e de uma jovem alemã. Aos três anos de idade, foi levado aos Estados Unidos pelos pais. Criou-se em meio à pobreza de Los Angeles, cidade onde morou por cinqüenta anos, escrevendo e embriagando-se. Publicou seu bukowskiprimeiro conto em 1944, aos 24 anos de idade. Só aos 35 anos é que começou a publicar poesias. Foi internado diversas vezes com crises de hemorragia e outras disfunções geradas pelo abuso do álcool e do cigarro. Durante a vida, ganhou certa notoriedade com contos publicados pelos jornais alternativos Open CityNola Express, mas precisou buscar outros meios de sustento: trabalhou 14 anos nos Correios. Casou, se separou e teve uma filha. É considerado o último escritor “maldito” da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário, embora nunca tenha se associado com outros representantes beat, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg.

Sua literatura é de caráter extremamente autobiográfico, e nela abundam temas e personagens marginais, como prostitutas, sexo, alcoolismo, ressacas, corridas de cavalos, pessoas miseráveis e experiências escatoló gicas. De estilo extremamente livre e imediatista, na obra de Bukowski não transparecem demasiadas preocupações estruturais. Dotado de um senso de humor ferino, auto-irônico e cáustico, ele foi comparado a Henry Miller, Louis-Ferdinand Céline e Ernest Hemingway.

Ao longo de sua vida, publicou mais de 45 livros de poesia e prosa. São seis os seus romances: Cartas na rua (1971), Factótum (1975 ),  Mulheres (1978),  Misto-quente (1982), Hollywood (1989 ) e Pulp(1994).

Bukowski publicou em vida oito livros de contos e histórias: Ereções, ejaculações e exibicionismos (1972) – que no Brasil foi publicado em dois volumes, Crônica de um amor loucoFabulário geral do delírio cotidiano (L&PM POCKET, 2006) – , South of No North: Stories of Buried Life (1973), Tales of Ordinary Madness (1983), Hot Water Music (1983), Bring Me Your Love (1983), Numa fria (1983), There’s No Business (1984) e Septuagenarian Stew (1990).charles-bukowski

Seus livros de poesias são mais de trinta, entre os quais Flower, Fist and Bestial Wail (1960), You Get So Alone at Times that It Just Makes Sense (1996), sendo que a maioria permanece inédita no Brasil. Várias antologias, além de livros de poemas, cartas e histórias foram publicados postumamente, como O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio (L&PM Editores, 1998 / L&PM POCKET 2001), com ilustrações de Robert Crumb. Este livro é uma espécie de diário comentado dos últimos anos de vida do autor.

Bukowski morreu de pneumonia, decorrente de um tratamento de leucemia, na cidade de San Pedro, Califórnia, no dia 9 de março de 1994, aos 73 anos de idade, pouco depois de terminar Pulp.

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O CORAÇÃO QUE RI

A tua vida é a tua vida
Não a deixes ser dividida em submissão fria.
Está atento
Há outros caminhos,
Há uma luz algures.
Pode não ser muita luz mas
vence a escuridão.
Está atento.
Os deuses oferecer-te-ão hipóteses.
Conhece-las.
Agarra-las.
Não podes vencer a morte mas
podes vencer a morte em vida, às vezes.
E quanto mais o aprendes a fazê-lo,
mais luz haverá.
A tua vida é a tua vida.
Memoriza-o enquanto a tens.
És magnífico.
Os deuses esperam por se deliciarem
em ti.


Charles Bukowski
(Tradução de Tiago Nené)

SOBRE A POESIA, OS POETAS – editoria

  • “O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel’

Paul Claudel

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  • “O poeta faz-se vendo através de um longo, imenso e sensato desregramento de todos os sentidos”

Arthur Rimbaud

  • “A poesia não voltará a ritmar a acção; ela passará a antecipar-se-lhe”

Arthur Rimbaud

-.-

  • “Deus, que nos fizeste mortais, porque é que nos deste a sede de eternidade de que é feito o poeta?”

Luis Cernuda

-.-

  • “A poesia não é nem pode ser lógica. A raiz da poesia assenta precisamente no absurdo”

José Hidalgo

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  • “Fazer poesia é confessar-se”

Friedrich Klopstock

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  • “A poesia numa obra é o que faz aparecer o invisível”

Nathalie Sarraute

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  • “Para mim, o importante em poesia é a qualidade da eternidade que um poema poderá deixar em quem o lê sem a ideia de tempo”

Juan Ramón Jiménez

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  • “A poesia é um nexo entre dois mistérios: o do poeta e o do leitor”

Dámaso Alonso

RENATA ANTUNES comenta em ASSÉDIO MORAL NA ESCOLA de josé dagostim

Comentário:

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Boa tarde!
Sou professora de filosofia do segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio.
Estava passando um filme, inclusive sobre menores infratores (JUÍZO), quando um aluno que estava atrapalhando todo o grupo com conversa se negava a fazer silêncio.
Após meus pedidos insistentes para ele ficar quieto, não obtive sucesso e acabei falando mais forte para que ele “calasse a boca”. Ele me respondeu que nem o pai o mandava calar a boca. Eu respondi que isso era uma pena, mas não o estava xingando nem desrespeitando, apenas queria silêncio e não havia sido atendida, mas que ele deveria, naquele momento, se calar.
Isso gerou polêmica entre meus colegas que acreditam que um professor, principalmente de rede particular, não pode “mandar”calar a boca.
Isso pode ser considerado assédio moral por esse aluno????
E toda a falta de respeito que sofremos por parte deles?? Realizo um trabalho com muita dedicação nesta mesma escola há 21anos e hoje tenho me feito várias perguntas a esse respeito. Que escola enfrentamos hoje?
Espero que me ajudem….
Obrigada
Renata Antunes

.

VEJA O ARTIGO COMENTADO: AQUI

NAVEGAR É PRECISO de fernando pessoa

com a intenção de desfazer equívocos utilizados por escritores, poetas, jornalistas e críticos de literatura, que veem publicando opiniões em prefácios e outros modos na mídia virtual e impressa afirmando ser de autoria do grande poeta a frase ” NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO” que , em verdade, é do romano JULIO CÉSAR, a caminho do Egito, ao enfrentar gigantesca tempestade no Mediterrâneo grita aos seus soldados e marinheiros, que queriam retornar: “NAVIGARE NECESSE VIVERE NON EST NECESSE!, é que estamos divulgando este “post” de autoria de FERNANDO PESSOA onde ele próprio afirma:

” Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

“Navegar é preciso;  viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário;  o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.”

O EDITOR.

SIR WINSTON CHURCHIL e seus diálogos – editoria

 

 

WINSTON CHURCHIL e o V da vitória da segunda guerra mundial (1945).

WINSTON CHURCHIL e o V da vitória da segunda guerra mundial (1945).

 

Quando CHURCHILL completou os 80 anos, um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:

– Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

Resposta de Churchill:

– Por que não? Você parece-me bastante saudável.

 

…………

 

 

Telegramas trocados entre Bernard Shaw e Churchill.

Convite de Bernard Shaw a Churchill:

“Tenho o prazer e a honra de convidar Sua Excelência Primeiro-Ministro para  a apresentação da minha peça “Pigmaleão”. Venha e traga um amigo, se tiver.” – Bernard Shaw.

 

Resposta de Churchill a Bernard Shaw:

“Agradeço ao ilustre escritor o honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver.” – Winston Churchill.

 

………..

 

 

O General  Montgomery estava sendo homenageado, depois de vencer Rommel numa batalha na África, durante a IIª Guerra Mundial.

Discurso do General Montgomery:

“Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói”.

 

Churchill ouviu o discurso e retorquiu:

“Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.”

 

………

 

 

Debate no Parlamento inglês. Aconteceu num dos discursos de Churchill, quando foi interrompido por uma deputada da oposição. Ora, todos sabiam que Churchill não gostava de ser interrompido… Mas foi dada a palavra à deputada e ela disse, alto e bom som:

-“Sr. Ministro, se V. Exa. fosse o meu marido, punha-lhe veneno no chá!”

Churchill, com muita calma, tirou os óculos e, depois de uns minutos de 
silêncio em que todos estavam suspensos da resposta, exclamou:

-“E se eu fosse o seu marido, tomava-o.”

GEORGE BERNARD SHAW – editoria

CA006247

 

Shaw é autor de mais de 70 obras teatrais e de numerosas críticas sobre arte e críticas sociais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1925 e é considerado o fundador do teatro moderno inglês. Muitas de suas obras são qualificadas de “peças-idéias”, pois tanto a ação como a linguagem e as personagens giram em torno de um leitmotiv, uma idéia ou uma concepção do mundo particular. Influenciado por Hendrik Ibsen, desenvolveu a ação teatral como uma forma de discussão. Shaw expunha seus princípios críticos por meio de diálogos tensos, dotados de grande criatividade. Nas primeiras obras, retrata a sociedade vitoriana acomodada, cuja hipocrisia moral desmascara em Mrs. Warren’s Profession (1894). Em Candida (1894), surge o moralismo ilustrado de Shaw, que coloca em evidência a estreiteza de horizontes do sexo masculino por meio de suas personagens femininas, inteligentes e plenas de senso comum. Recriou igualmente temas históricos, como César e Cleópatra (1901). Em dramas posteriores, como Man and Superman (1903), manifestam-se a evolução de seu pensamento e suas crenças na força da filosofia vitalista. Também escreveu Pigmalião (1913), que adquiriu fama mundial graças à sua versão musical, chamada My Fair Lady (1956). Shaw, cuja infância como filho de um alcoólatra não foi particularmente feliz, exerceu as profissões de agente imobiliário e de jornalista. Antes de alcançar o sucesso na literatura e no teatro, adquiriu renome como crítico teatral, artístico e musical. Dotado de uma criatividade indiscutível e de uma linguagem corrosiva, reivindicou uma série de reformas sociais e culturais. Em 1884, ingressou na Fabian Society, uma instituição que impulsionava as reformas sociais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura “pela obra poética, marcada pelo idealismo e pelo humanismo, e especialmente pela poderosa sátira, na qual flui uma beleza poética muito pessoal”.

TONICATO MIRANDA, poeta, COMENTA em: “OFERTÓRIO-DOR” poema de jb vidal

 Tonicato Miranda

Novembro 21, 2008 22:29 pm às 22:29 pm | Responder


Devo estar mesmo cego, atingido pelos vaticínios de Saramago, com o seu Ensaio Sobre aTONICATO  MIRANDA - FOTO  008Cegueira. De fato, meu Caro Vidal, passei batido, desbengalado, e tropecei no vazio, quando a beleza estava aqui ao lado em seu Ofertório-Dor.

Permita-me somar algumas palavras às palavras da Zuleika, da Marilda, do Altair e à narrativa contundente, e afiadíssima qual navalha de barbeiro, do incansável e indescritível João do Lago.

Ofertório-dor é de fato obra rara. Certa feita, em uma raríssima oportunidade, num almoço em sua casa, quando ainda em Curitiba, você dizia que ao poeta basta apenas um poema para ser lembrado, declamado, e se fazer presente na memória dos seus pares e do povo em geral. Todo o poeta deve trabalhar num poema para servir-lhe de cartão de visita, daqueles para os quais nem a terra, nem os dentes das minhocas, nem dentes de qualquer verme poderão apagar.

Ofertório-Dor é seu poema chave. É de fato seu poema-cartão de visita, de permanência, de lucidez e de loucura ao mesmo tempo. Sua contribuição universal ao mundo da poesia. Ao mesmo tempo Dante, ao mesmo tempo Bukoviski, em certo sentido Dostoieviski, numa alto flagelação, numa sofreguidão, numa ânsia de entrega, capaz de causar inveja a Cruz e Souza se saltasse da tumba e viesse aqui nos visitar.

Vou discordar, mas somente um pouco. Vou maldizer, mas somente um pouco. Vou mentir, mas somente um pouco. Vou contrariar, mas somente um nada, do João do Lago. Este não é um poema de ocorrência de 10 mil anos, não. Bobagem. A eternidade não se escreve em anos. Para além de 10 mil anos todos serão esquecidos, inclusive Cristo, Nero, Cléopatra e todos os impérios. Nossa eternidade está na lembrança dos últimos súditos, às vezes nem com eles perdura, pára nos amigos. Nossa eternidade está na obra, que pode durar um, dois ou três mil anos. Ou simples horas. Quem saberá dizer?

O seu poema Ofertório/Dor é eterno porque vive em mim e sinto sua fragância me dominando, pairando para além dos meus dias, dos dias do João, da Marilda, do Altair e da Zuleika. Esta última tem razão quando afirma ser o verso “Ofereço a dor da ânsia divina de morrer” como um dos grandes versos já vistos por nós. Mas também é divino o ponto e o contraponto do tiroteio que lhe precede

“…da partida sem adeus
da saudade sem sentir
da espera inquietante
do futuro irrelevante
da ânsia divina de morrer”

E veja que quando Zuleika falou do último verso, associou a ele a metade do primeio verso da estrofe, recriando o poema. Ou seja, um poema que permite visitação pode ser considerado um poema-instalação.

Você conseguiu, Vidal.
Este é um transatlântico com rota, destino e perdição.
Quanto tempo perdi eu em não ter embarcado alguns portos antes para navegá-lo por mais tempo.

O João, a Marilda, a Zuleika me trouxeram de volta ao poema. Quanta cegueira na minha e na sua dor.

 

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ALTAIR DE OLIVEIRA, o poeta, COMENTA em: “OFERTÓRIO-DOR” poema de jb vidal

Julho 27, 2008 14:12 pm às 14:12 pm | ResponderAltair de Oliveira

Taí uma poesia que muito muito me toca. Este poeta Vidal é contundente, inquietante e não escreve mesmo por acaso!
Altair de Oliveira - O lento Alento 09Enfrentar-lhe os poemas é ousar cair em si. É tentar erguer os olhos a partir de nossa precariedade humana, da nossa sensibilidade arcáica, das nossas heranças escondidas ou ostentadas. Incrível, mas a poesia desse cara me faz sentir precisar de consertos se acaso um dia eu queira soar como concerto… Muito muito bom que o poeta tenha, enfim, se decidido nos presentear com a publicação deste “Ofertório”! Quando setembro vier a poesia estará mais orgulhosa disto!

Altair de Oliveira.

 

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VERA LÚCIA KALAARI COMENTA em: DEUS e o DIABO na barca de CRISTO – por viegas fernandes da costa

  1. em Agosto 24, 2008 8:04 am às 8:04 am1 vera luciaVERA LÚCIA KALAARI - ULTIMAS - Sem título1

Saramago sempre se caracterizou pela sua irreverência perante a religião cristã, aliás, perante qualquer religião. Ateu confesso, num país profundamente católico, onde Fátima continua a ser o expoente máximo, compreende-se porque encontrou tantos inimigos que lhe truncaram, por completo, a sua carreira.
Não sei, se com a idade, o seu cepticismo se manteve. Não sei, se tal como Guerra Junqueiro (a coroa de glória para a Igreja, que o conseguiu converter ) os anos lhe foram negando a sua falta de fé. No caso daquele, foi preciso que a avançada idade chegasse (morreu com oitenta e seis anos), para que o conseguíssem demover dos seus princípios ateus e da sua profunda negação ao papel da Igreja. Espero bem que isso não aconteça com Saramago.De qualquer forma julgo que quando se atinge “o fim da estrada” a incerteza do que nos espera é tão grande, que há a tendência de se “jogar” pelo seguro!

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CLETO DE ASSIS comenta em CAMILLE, UMA MULHER E TANTO

Comentário:                        cleto-de-assis-foto-dele
Camille, uma mulher e tanto

Embora rejeitada, em sua época, como artista, simplesmente porque era mulher e apaixonou-se por um homem casado, Camille Claudel, deixou sua marca e sensibilidade em muitas obras eternas, inclusive em sua colaboração com o mestre Auguste Rodin. A Porta do Inferno, citada no post de  Flávio Calazans, recebeu um pouco de seu talento, sempre voltado para o rude escultor francês, assim como os Burgueses de Calais, que ainda passeiam, qual taciturnos fantasmas de bronze, pelo jardim do velho Hôtel Biron.
De certa maneira, Camille Claudel (ou Modemoiselle C., como a chamava, discretamente, seu amante Rodin) foi mais intensamente artista que seu mestre. Muitas de suas obras foram destruídas por ela mesma, no auge dos delírios paranóicos.  O que se pode ver, no Museu Rodin, são apenas 15 obras tardiamente reunidas por Rodin e colocadas, por sua orientação, em uma sala especial. Mas são inigualáveis.

Irmã de Paul Claudel – intelectual extremamente religioso, convertido ao catolicismo, mas que pouco ou nada fez para evitar sua internação em um manicômio por trinta anos, até sua morte – Camille foi, além de artista, uma mulher que não se curvou aos preconceitos da época.

O cinema fez sua homenagem a ela, em 1988, com um filme de Bruno Nuytten. Se Calazans não o viu ainda, com certeza também soluçará ao assisti-lo. Gérard Depardieu interpreta o escultor e a bela Isabelle Adjani se transforma maravilhosamente em Camille, além de co-produzir a obra. Um poema cinematográfico, que narra a vida, paixão e morte lenta dessa mulher extraordinária. Um dos mais belos filmes que já vi.

veja AQUI o texto a que o comentário se refere.